00:09A maneira como o show está montado é também uma forma de representar a ti como um artista,
00:14alguém que não se define em uma única caça.
00:16Você é um trapero, rapero, mas você vê que está conectado com o folclore.
00:20Foi todo um caminho também, ao mesmo tempo um descobrimento próprio.
00:26Sempre me caracterizei por fazer vários gêneros, mas dentro de um mesmo molde ou dentro das mesmas facultades, digamos.
00:35E acho que com a vida mais corta desbloqueei todo o mundo de como fazer música, de como componerla, de
00:42por onde levar as letras, como encajar os mensagens.
00:46Acho que há uma coisa também de voltar à raiz que também funciona como para conectar com o mesmo.
00:57Você quer seguir com o folclore, voltar a tap ou buscar outras sonoridades?
01:01Já é pensado mais ou menos assim?
01:03É que não, só sei que não quero fazer o mesmo.
01:06Tenho uma coisa que eu odeio que me etiquetem também, então, nada, quero buscar um sonido mais que um gênero.
01:16Eu queria saber qual é a importância de reivindicar esta Argentina Marrón e quando decidiste levar esse conceito ao álbum.
01:25Também porque querias aprofundar esse debate, trazer a importância de olhar isso.
01:30Que seja debate em pleno 2026, acho que é positivo, porque de outra maneira se normaliza.
01:39E, por exemplo, na Argentina está mega normalizado que, mais além de seu color de pele, por sua classe social,
01:48na Argentina te dizem marrón.
01:50Gente definitivamente de outra classe social.
01:55Eu, quando disse que a Argentina é marrón, foi literalmente.
01:59Para mim, o primeiro color da Argentina é o selete e o segundo é marrón.
02:03Sim.
02:04No momento que eu disse.
02:05Foi, acho que depois do Time Yes que aconteceu isso.
02:12E, obviamente, se armou debate por isso, mas era um debate interessante, viste?
02:18Havia que fazer sociologia nesse momento.
02:20Como que realmente observarmos a nós mesmos e ver o que estamos fazendo, replantearmos coisas que temos normalizadas, para mim,
02:27sempre vai ser positivo.
02:29E, acho que a quantidade de gente que saiu a bancar todo o conceito de ser marrón, de sentirse marrón,
02:37de sentirse orgulloso, de que o origem de seu padre é marrón, me encantou.
02:43Más além de que a gente estive em contra, a isso me deu a importância.
02:48Estás um pouco mais acostumbrado a esta vida pública.
02:52Nunca me llevé bem com que minha vida seja pública.
02:56Eu acho que, diretamente, minha adolescência se perdiu, ou seja, de alguma maneira.
03:02Também por minha autoexigencia, viste?
03:05Bom, eu tenho que elaborar, viste?
03:06Eu tenho que trabalhar em isso, tenho que dedicarme a isso.
03:11Todas, há muitos aspectos da vida que, às vezes, a certa edade, que eu nunca, nunca, não estive, mentira.
03:16Que, se bem me gostaria de ter, eu não me arrependo.
03:20Não, não há que arrepentir, porque...
03:22Eu vivi coisas incríveis, com gente incrível.
03:30Mas, como eu disse na anterior pergunta, eu acho que é um caminho que eu passei.
03:34Sim.
03:35É parte.
03:36Foi parte.
03:38Eu acho que é um caminho que eu passei, eu acho que é um caminho que eu passei, eu acho
03:43que é um caminho que eu passei, eu acho que é um caminho que eu passei, eu acho que é
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