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Lula falou sobre os hospitais federais do Rio, os únicos do país sob gestão direta da União, e disse que a rede era negligenciada no governo anterior. “Eu vim aqui visitar, alguns estavam totalmente abandonados, leitos fechados, cozinha fechada”, afirmou.

“Quando o Bolsonaro era o responsável de tomar conta dos hospitais, os funcionários tinham que pagar para colocar o carro no estacionamento. Era um absurdo, o povo morrendo e o hospital fechado.”

Segundo o presidente, todas as unidades federais estão hoje em funcionamento, com parcerias firmadas com a prefeitura e com o Hospital Conceição, do Rio Grande do Sul. “Hospital federal do Rio de Janeiro precisa ser o hospital de excelência.”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, concedeu entrevista à comunicadora Isabelle Benito, na Super Rádio Tupi, dos Diários Associados, na manhã desta sexta-feira (18).

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Transcrição
00:00...fechados, equipamentos empacotados e tudo mais.
00:03Um absurdo com o dinheiro público, né?
00:06É um absurdo dentro dos hospitais federais.
00:09O que você tem feito para avançar e qual é a melhoria, principalmente,
00:13para integrar essa rede que parece desintegrada,
00:16principalmente no sistema de regulação,
00:17onde as pessoas não sabem nem onde elas estão,
00:19em filas eletivas ou cirurgias de emergência ou em tratamentos.
00:23Como os hospitais federais, que tem uma rede importante aqui no Rio de Janeiro,
00:27podem colaborar com isso?
00:29Ô Isabel, obrigado por essa pergunta.
00:32Porque essa obsessão que eu tenho dos hospitais federais aqui no Rio de Janeiro,
00:36eu tenho dito mesmo na interpretação de saúde,
00:39o Hospital Federal do Rio de Janeiro precisa ser um hospital de excelência.
00:45Toda vez que as pessoas quiserem pensar numa coisa boa,
00:48tem que lembrar dos hospitais federais.
00:50E eu vim aqui visitar alguns.
00:52Estavam totalmente abandonados.
00:55Leitos fechados, cozinha fechada.
00:57Aliás, quando o Flávio Bolsonaro era o responsável de tomar conta dos hospitais,
01:02os funcionários tinham que pagar, sabe, para colocar o carro no estacionamento.
01:07Era um absurdo o povo morrendo e os hospitais fechados.
01:11Eu vou lhe contar uma coisa.
01:12Nós, em alguns hospitais, nós já aumentamos o atendimento de 156%.
01:18Aumentamos cirurgias mais de 700 por mês em alguns hospitais.
01:22Hoje, todos os hospitais federais estão funcionando.
01:26Nós fizemos parceria com a Prefeitura, fizemos parceria com o Hospital Conceição do Rio Grande do Sul,
01:31e nós estamos fazendo esses hospitais se transformar em hospitais de excelência.
01:36Seria bom se você pudesse escolher um dos seus e visitar.
01:39Seria bom, Isabela.
01:40Conheço bastante, bom sucesso.
01:42Mas vá agora.
01:43Vem dar aí.
01:43Não vá agora.
01:44Você conhece o tempo que eles estavam totalmente deteriorados.
01:47Eu quero que você vá agora.
01:48Vai visitar todos os seus hospitais.
01:50E de futuro, para essa integração melhor.
01:52E quando você visitar, você me telefona.
01:53Eu estou no Hospital de Andaraí, eu estou no bom sucesso.
01:56Sabe, como é que está funcionando?
01:57Porque eu quero que esses hospitais sejam hospitais de excelência.
02:02Ou seja, hospitais exemplares do mundo.
02:04Porque nenhum outro estado tem o Hospital Federal, só o Rio de Janeiro.
02:07Só o Rio de Janeiro, né?
02:08Tem um hospital aqui que tem até um gabinete de Getúlio Vargas.
02:12Eu nunca entrei nele, mas tem um gabinete de Getúlio Vargas.
02:15Mas o que eu quero...
02:17É usar esse aparelho, não criar, usar esses...
02:20Não, já reformamos tudo.
02:22Você poderia fazer uma visita.
02:23Você que é uma mulher que cuida disso com muito carinho e fala com as mulheres,
02:27faça uma visita, faça uma entrevista no hospital desse.
02:30Vai lá visitar, entrevistar os médicos, os enfermeiros, os pacientes.
02:34Porque tem que melhorar e tem que ser de muita qualidade.
02:37Mas de muita qualidade.
02:38E o que o senhor vê pra frente?
02:39Nós agora...
02:40A integração, principalmente no sistema regulatório e mais.
02:43A integração, já que é atípica, com as outras cinegias.
02:46Hospitais municipais, hospitais do estado.
02:50Veja, o que nós queremos é ter um sistema de saúde funcionando, subordinado ao SUS.
02:55Ô Isabelle, eu tinha uma obsessão por uma coisa chamada saúde.
03:01Então, antigamente, o povo pobre, ele ia no médico, pegava uma receita, não tinha dinheiro pra comprar o remédio,
03:09colocava a receita ali num copo aí embaixo do travesseiro e morria sem tomar o remédio.
03:12Bom, nós resolvemos isso, criando o farmácia popular.
03:16Daqui a hoje, distribui 41 remédios de uso contínuo de graça.
03:22Pra todo mundo.
03:24Segundo, depois do remédio, a pessoa precisava do especialista.
03:28A Isabelle ia no médico, o médico falava, olha senhora, a senhora precisa procurar um oftalmologista, um cardiologista, um ortopedista.
03:35Aí você ia marcar mais um ano de espera.
03:37Aí quando você chegava nesse ortopedista depois de um ano, falava o seguinte, olha, você precisa fazer uma ressonância magnética.
03:44Você precisa fazer um aperto scan.
03:46Você precisa fazer pra dar aquelas máquinas que tiravam fotografia do corpo da gente.
03:50Aí era mais um ano.
03:52Não era assim?
03:53Hoje eu vou te dizer uma coisa.
03:54Hoje, máquina pra fazer radioterapia, que era uma coisa de chica antigamente.
04:00Eu fiz na garganta e eu fiz na cabeça por causa de câncer de pele.
04:04Deixa eu lhe contar uma coisa.
04:05Hoje, qualquer pessoa pobre nesse país vai ter o direito de fazer radioterapia numa máquina igualzinha que o Trump faz
04:13nos Estados Unidos.
04:15Igualzinha que o Putin, que o Xi Jinping faz na China.
04:19Igualzinho que eu faço em qualquer lugar do Brasil.
04:21A sua obsessão da saúde continua?
04:22Vai, continua, continua.
04:24Exame da mulher, nós vamos ter 150 carretas da mulher andando por esse país.
04:30Carreta pra fazer tudo que é tipo de levantamento de câncer da mulher.
04:33Pra tratar, sabe, pra fazer tudo que for necessário.
04:36A Janja veio comigo aqui no Rio de Janeiro.
04:39Nós fomos na Fiocruz e ela foi fazer exame de mama numa carreta.
04:44Em máquina mais moderna que machuca menos a mulher.
04:47Mas câncer de útero também pode fazer, sabe, todo tipo de doença.
04:53Então nós vamos ter 150 carretas procurando os doentes.
04:56Não vamos esperar.
04:57Você sabe quantas cirurgias eletivas nós fizemos no ano passado?
05:0145 milhões.
05:02E agora...
05:03Isso em todo o país.
05:04Isso em todo o país.
05:05Todo o país.
05:06E vamos continuar fazendo mais cirurgia, mais cirurgia.
05:10E vamos acabar com as filas.
05:11Acabamos de acabar com a fila do INSS.
05:14Acabamos de acabar com a fila do INSS.
05:16Então, eu queria que você soubesse que nós estamos, sabe, levando muito a sério.
05:21Levando muito a sério.
05:23Sabe, a construção de hospitais universitários, a construção de hospitais da mulher.
05:27Tem três hospitais criados por mulher no Nordeste.
05:29Para que a gente possa fazer as pessoas viverem muito mais.
05:33Presidente, a gente está aqui nesse bate-papo.
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