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  • há 4 horas
Simone Tebet diferencia agricultores de grileiros e defende ‘equilíbrio’ em prol do meio ambiente

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Transcrição
00:00Passando para o próximo ponto, sobre a questão ambiental.
00:03Qual você alenca serem as prioridades da questão ambiental, pensando no estado de São Paulo
00:08e como você atuaria com relação a isso no Senado?
00:12Sempre do equilíbrio.
00:14Não é à toa que a gente tem que mirar o desenvolvimento sustentável, o ato sustentável.
00:18E eu falo alguém que é do agronegócio.
00:20Então, eu não sou empregada, eu sou empregadora.
00:22Eu não sou do lado ambientalista, eu sou do lado de quem produz.
00:27E eu posso atestar para vocês que se o produtor quiser continuar colocando comida na mesa do povo brasileiro,
00:34estou falando da agricultura familiar ao grande agro, continuar exportando, continuar tendo dinheiro,
00:41ele precisa cuidar dos mananciais, dos assoreamentos, das florestas, dos biomas,
00:49senão ele não tem chuva, ele não tem chuva na hora que precisa,
00:52ele tem excessos de seca e, consequentemente, de queimadas e destrói a sua produção.
00:57E aí, preciso diferenciar, eu acho que está cada vez ficando mais claro
01:01que não é uma dicotomia entre ambientalistas e produtores.
01:05Há, sim, e essa é uma guerra que nós travamos, o agro e o meio ambiente,
01:11com aqueles que são grilheiros, mineradores de terras, de invasão de áreas consideradas
01:15da união dos biomas brasileiros, especialmente da Amazônia Legal.
01:20Aquilo não é agricultura, aquilo não é agronegócio, aquilo é grilheiro,
01:23tem que se dar o nome, se dar o nome correto.
01:26Eles desmatam, põem boi, cercam e depois vão para o Congresso Nacional
01:30tentando diminuir o arco da floresta.
01:33Então, a floresta amazônica é desse tamanho, ele vai mostrar por via satélite,
01:36não, isso diminuiu, é aqui.
01:38Então, vamos legalizar essa faixa?
01:40Não.
01:41Aquilo ali não representa o agronegócio.
01:43Então, a questão da pauta ambiental, ela tem que estar em todas as agendas de desenvolvimento.
01:49Isso não é por amor, é pela dor.
01:51O agro não exporta mais, o agro quer, porque ele não consegue colocar mais carne no mercado
01:56como o europeu.
01:57A Europa não compra, os Estados Unidos não compram, a China está com uma pauta muito
02:02séria na pauta da sustentabilidade.
02:04Então, assim, a gente não consegue colocar os produtos lá.
02:06Então, de novo, se não é por uma questão de sobrevivência, de entendimento que as mudanças
02:10climáticas estão aí, que seja pelo bolso, todo mundo está unido.
02:13No fundo, como que é, não interessa o tamanho do gato, né?
02:18E desde que ele casse o rato, é a mesma coisa.
02:21Não interessa se é por amor ou por dinheiro.
02:26Todos estão entendendo que a pauta da sustentabilidade veio para ficar.
02:31Mas teria algum projeto em específico, assim, que você priorizaria com relação à questão
02:35ambiental no estado de São Paulo, né?
02:37Tem.
02:38Bom, são dois basicamente.
02:41O estado de São Paulo tem problema sério com o aquífero Guarani e com o lençol freático,
02:46consequente com os nossos mananciais e os reservatórios.
02:49A depender da falta de chuva que vem da floresta amazônica, das chuvas voadoras, a gente vai
02:56cada vez tendo mais os efeitos climáticos no estado de São Paulo.
03:01Então, sobre esse aspecto, ser mais rigoroso em relação à proteção desses biomas,
03:06do resto da Mata Atlântica que a gente tem, do aquífero Guarani na regulamentação, da
03:11mesma forma em relação aos reservatórios, isso é o passo número um.
03:15Mas, ao mesmo tempo, é possível você flexibilizar a legislação ambiental para áreas já pisoteadas,
03:23que não são biomas, etc., para acelerar a produção em áreas que não são áreas de impacto
03:28ambiental, porque aí você compensa uma coisa com a outra.
03:31Então, esse equilíbrio precisa e pode ser feito.
03:34Candidata, durante a nossa conversa você chegou a falar sobre a inteligência artificial
03:38e eu queria entender, você é a favor da regulamentação da inteligência artificial e por quê?
03:44Eu sou a favor de um marco legal da inteligência artificial, porque sem isso as indústrias não
03:50podem nem começar a produzir os seus robôs, a sua inteligência artificial.
03:54Então, nós vamos produzir que tipo de robô, para quê?
03:57Para substituir o homem, o que nós vamos fazer, como nós vamos compensar esse trabalhador
04:05que vai perder emprego?
04:06Então, eu acho que esse marco legal inclui qualificação dos nossos trabalhadores para
04:10um novo mercado de trabalho que está aí, que envolve inteligência artificial, robótica,
04:14passando para tecnologia e inovação.
04:17Passa por rigor ético, nós não podemos aceitar qualquer...
04:22Porque parece que nós estamos falando de coisa futurística, mas daqui a cinco anos
04:26eu não estou lembrando disso, né?
04:27Robôs que vêm e lutam, por exemplo, de jiu-jitsu a luta livre.
04:33E eu coloco um robô nesse à rua e Deus o livre chuta e, sei lá, na cabeça de alguém
04:38e leva à morte uma criança, uma mulher, um idoso, seja lá o que for.
04:42Então, é preciso regular o mercado para garantir segurança.
04:47Não é impedir a livre iniciativa, nada disso.
04:50Eu quero essa tecnologia.
04:51Eu não acho que a tecnologia seja uma coisa ruim.
04:55Ela é boa, desde que a gente garanta limites e coloque a serviço do homem.
05:00Então, você acha que deve ser uma das pautas prioritárias?
05:04Ah, vai acontecer.
05:05Vai acontecer.
05:06Não tem como não acontecer.
05:08O mercado vai cobrar porque ele vai querer começar a importar peça, fazer...
05:11E ele fala assim, eu posso ou não posso?
05:12Sem legislação ele não sabe.
05:14Ele precisa de segurança jurídica.
05:15Então, todo mundo vai pedir.
05:17De um lado ou de outro.
05:17Aquele que quer proteção, aquele que quer...
05:19O trabalhador quer saber aí a minha vida, né?
05:22Onde que eu entro dentro desse processo.
05:24Eu acho que não tem como fugir dessa pauta.
05:29E, candidata, sobre a questão da economia, né?
05:32O Brasil enfrenta uma dívida pública de mais de 80% do PIB.
05:35No Senado, como você pretende contribuir para esse equilíbrio fiscal?
05:39E como sua atuação pode dar retorno ao Estado de São Paulo?
05:43Dois caminhos, duas linhas paralelas.
05:46Eu consigo fazer superávit e resolver o problema da dívida pública
05:50sem tirar nenhuma proteção de políticas públicas no Brasil.
05:55Do lado da despesa e um pouco da receita.
05:59Cortar desperdícios, privilégios, combater a corrupção.
06:02Quando eu falo isso, eu estou falando de super salários de ministros, de juízes.
06:06Eu estou falando da corrupção endêmica, de emendas parlamentares secretas.
06:10Estou falando de 67 bi de emendas parlamentares.
06:12Tira metade disso para colocar no orçamento brasileiro.
06:17Só eu tenho 30.
06:17Eu preciso de 200, 200 e poucos bi ao longo dos próximos três anos.
06:21Combater a sonegação, que está na casa de 500 bi a ano.
06:25Pega só 20% da sonegação, são 100 bi.
06:28Então, eu tenho mecanismos do lado de cá, da receita e da despesa.
06:32Despesa, contenção de gastos, de super salários,
06:35de termos o segundo parlamento mais caro do mundo.
06:39Só pede para os Estados Unidos, que é o Congresso Nacional.
06:41E pelo lado da receita.
06:43Combater sonegação, como eu falei.
06:46Rever todos os gastos tributários.
06:48Nós estamos falando de mais de 640 bi ano de renúncia fiscal.
06:52Se eu tirar só 20% desse, garantindo aqueles que não podem se mexer.
06:57Estou falando de 120 bi.
06:58Isso aí eu chego a quase 300 bi.
06:59Que é o que a gente precisaria para fazer superávit.
07:02Se a gente fizer superávit, a dívida, portanto, pública cai.
07:05Os juros caem.
07:07Isso significa que o dólar desvaloriza, a moeda nossa valoriza.
07:11Eu tenho menos inflação, comida mais barata na mesa do povo brasileiro.
07:16Candidata, então, se eleita, quais hoje você destacaria
07:21como as suas maiores prioridades no Senado?
07:23Falar em TEPET é falar em qual bandeira?
07:26Falar em TEPET é falar na bandeira da família brasileira.
07:32É falar na bandeira de alguém que já passou por uma experiência tamanha,
07:36já foi tanta coisa na vida, que está pronta para defender o trabalhador
07:40e o setor produtivo, porque não são excludentes.
07:43O jovem, o trabalhador, a mulher ou o aposentado.
07:46Nós não podemos ter uma bandeira única.
07:48Temos que ter experiência e coragem para fazer a diferença no processo.
07:51No caso, como senadora por São Paulo, são três prioridades,
07:55que são as prioridades da população.
07:57Eu não estou aqui para falar o que eu quero,
07:59mas aquilo que eu preciso fazer em nome daquele que me eleger,
08:02e se eleita for.
08:03Se o combate ao crime organizado,
08:05e especialmente a violência contra a mulher,
08:08mas o crime organizado como um todo.
08:11Uma saúde pública regionalizada,
08:13para que ninguém tenha que atravessar 200 quilômetros
08:15para tratar a alta complexidade.
08:16Então, os hospitais estão ali,
08:18só falta transformar, abrir credenciamento
08:21para eles prestarem todos os serviços mais próximos.
08:24Saúde pública é a segunda demanda.
08:26E o combate intransigente à corrupção,
08:28que mata o futuro do Brasil
08:29e tira o dinheiro das contas, das obras que precisariam ser feitas,
08:33ou mesmo para garantir que a gente tenha uma dívida pública menor,
08:37portanto, menos juros e menos inflação.
08:40Candidata, para a gente encerrar,
08:41você ainda tem desejo de ser presidente no Senado?
08:45Eu quero servir ao Brasil.
08:47Só tem uma forma de servir ao Brasil,
08:50que é ajudando a locomotiva
08:52que movimenta a economia do Brasil,
08:54que é o Estado de São Paulo.
08:55Se São Paulo vai bem, o Brasil vai bem,
08:57se São Paulo vai mal,
08:59é sinal que o Brasil foi pior muito antes disso.
09:02Então, servir a São Paulo significa estar na planície ali,
09:07trabalhando esses temas.
09:09Eu já fui líder, eu já fui presidente de comissões,
09:12eu sei os caminhos,
09:13eu sei com quem tratar, com quem falar,
09:15como posicionar,
09:16e aprendi a ter coragem de me posicionar em relação a respeito.
09:20Então, assim, o que eu quero é ser senadora por São Paulo.
09:23O resto, qualquer coisa que possa vir no futuro,
09:26próximo ou distante,
09:27está muito além de qualquer imaginação,
09:32nós primeiro precisamos salvar a democracia,
09:34garantir políticas públicas,
09:36garantir que todos tenham igualdade de oportunidade.
09:39Esse é o meu sonho,
09:40que todas as filhas e filhos de qualquer Maria,
09:43de qualquer José,
09:44tenham as oportunidades que as minhas filhas tiveram.
09:47Isso passa por uma educação pública de qualidade,
09:50o acesso à saúde pública no tempo certo,
09:52na hora certa,
09:54e uma vida segura.
09:56Nenhuma mulher pode viver com medo.
09:58Isso me incomoda muito.
10:01Se eu pudesse dizer que é algo que dói em mim,
10:04eu nunca recebi violência na minha vida,
10:06nunca tive violência doméstica na minha vida,
10:09mas é inconcebível uma mulher sair de casa
10:12com medo dentro de casa,
10:15ir para o transporte público com medo do transporte público,
10:18andar nas ruas da sua cidade com medo das ruas,
10:21e voltar para casa com a mesma sensação de medo.
10:24Esse medo, 24 horas por dia,
10:26que acomete a maioria das mulheres brasileiras,
10:29hoje não só dos grandes centros,
10:31esse medo precisa cessar
10:33com uma intervenção direta do Estado brasileiro
10:37contra a violência à mulher.
10:39Mas só para a gente tomar,
10:41existe esse desejo de ser presidente do Senado?
10:44Será ou seria ou será consequência futura,
10:47se eu eleito a for,
10:48no momento em que isso puder aparecer.
10:51Quem está no poder não pode ter medo dele,
10:54e não pode não almejar as coisas.
10:56Mas eu falo com muita tranquilidade,
10:58eu não preciso ser presidente do Senado
11:01para fazer o que eu sei que eu preciso fazer
11:03por São Paulo e pelo Brasil.
11:04Obrigado.
11:04Obrigado.
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