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  • há 1 dia
Professora, pesquisadora, escritora, atriz e militante dos direitos da população negra, Zélia Amador de Deus deixou uma trajetória marcada pela defesa da igualdade racial, pela valorização da população negra e pela transformação da universidade e da cultura paraense. Aos 76 anos, ela morreu na terça-feira (8), em Belém. Cristina Maria Areda Oshai, diretora da Superintendência de Políticas Afirmativas e Diversidade (Diverse/UFPA), e César Atotô, do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), destacam as conquistas, os caminhos abertos e a importância de dar continuidade às lutas da professora.

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Transcrição
00:00Uma importância imensurável, porque a professora Zélia, ela deixa um legado concreto, né?
00:08Que a gente pode medir e verificar a ação afirmativa na UFA, atos normativos aqui no nosso estado,
00:16que contaram com o acolho dela, a participação, o funcionamento dela e do SEMEMPA.
00:22E ela deixa um legado, que é um legado simbólico, que é o que une a todos nós, que a
00:29gente pode pensar nas teias da Nancy, né?
00:34E a Nancy foi espalhando as suas teias, sonhos de esperança, de resistência, e essas teias, elas alcançaram todos nós.
00:45Então, nós temos a convicção de que é possível, né?
00:49É possível curar o cerco da universidade que é elitista, é possível curar o cerco no mercado de trabalho,
00:57é possível que realmente a gente tenha acesso a direitos que nos foram negados pelo racismo,
01:05porque Zélia demonstrou isso, né?
01:08E pela própria trajetória dela.
01:10Então, esse legado é algo que não vai ser tirado de nós, ainda que tenhamos retrocessos dos direitos que já
01:19foram recorçados.
01:21Na verdade, a educação serviu para ela trabalhar a questão da arte e a questão da militância contra o racismo,
01:26a luta antirracista.
01:29Então, isso é transformador, né?
01:32Ela poder trabalhar essa questão da educação dentro de todas essas outras questões.
01:38O teatro que ela foi, né?
01:39Que iniciou com cena aberta, né?
01:42E trabalhar também a questão racial, que é a curadora do CEDEMPA.
01:46Então, o Afroxé do Grupo do CEDEMPA homenageou a Zélia com uma música,
01:51que é um nada amado a balô, que vem falando sobre ela.
01:54Então, passa rapidamente falando sobre a luta dela antirracista e também a passagem dela pelo teatro.
02:00E a participação dela também dentro da coalizão negra, vidas negras em pó.
02:05A Zélia representava o CEDEMPA.
02:08Então, houve um fortalecimento lá pra cá, que hoje já se vê pessoas negras na universidade, que antes não se
02:14via.
02:16E isso é super importante.
02:19Um tempo atrás, houve um formando que foi agradecer ao CEDEMPA por ter conseguido se formar através das copas.
02:29Conseguiu formar através das copas.
02:31E a Zélia foi uma das batalhadoras pra que isso acontecesse.
02:35A luta da Zélia significa batalhar por oportunidades para as pessoas negras.
02:41E através da luta dela, através da luta dela enquanto CEDEMPA, se conseguiu muita coisa.
02:48Então, tá se mudando.
02:50A Zélia, acho que tem três coisas que definem a Zélia.
02:54Luta, resistência e mudança.
02:56São três coisas que ela fazia e conseguiu.
02:58Principalmente mudança, porque o CEDEMPA luta por mudança.
03:02Então, a Zélia batalhava muito por isso.
03:03E tava acontecendo isso.
03:05Tá acontecendo.
03:06Ela vai deixar um legado que eu espero que as pessoas que tiveram contato com ela,
03:11que puderam ouvir uma palestra dela, ver o trabalho dela, ter continuidade.
03:16Balou, milha, dinanã, Zélia, Zélia, oa, balou, abatou, caô.
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