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  • há 2 dias
Transcrição
00:00A rivalidade entre Estados Unidos e China se estende pelos mais diversos setores
00:06e tem provocado um aumento nas tensões nos últimos meses.
00:11E essa disputa acontece em um momento de rápida transformação
00:16nas operações militares no espaço. Vamos ver.
00:24Estados Unidos e China estão desenvolvendo e testando novas capacidades militares
00:30para um possível conflito que se estenda ao espaço.
00:34Isso inclui satélites capazes de perseguir e até capturar outras espaçonaves,
00:40armas orbitais e sistemas destinados a interferir ou destruir equipamentos inimigos.
00:46Em junho, uma nave chinesa não tripulada e mantida em sigilo,
00:51acompanhada por analistas militares norte-americanos,
00:54liberou um pequeno satélite a centenas de quilômetros acima da Terra,
00:58em região orbital, ocupada por satélites comerciais e militares.
01:03Segundo a empresa de rastreamento espacial Leo Labs,
01:06o objeto realizou uma manobra ao redor de outro satélite chinês
01:11antes de retornar na direção da espaçonave que o havia lançado.
01:15Pouco se sabe sobre o satélite ou sobre essa missão.
01:19Os Estados Unidos, por sua vez, operam uma espaçonave militar não tripulada
01:23semelhante a um pequeno ônibus espacial.
01:26Os dois programas ilustram a evolução das operações militares em órbita
01:30e a preparação de Washington e de Pequim para a possibilidade de um conflito no espaço.
01:36Pesquisadores chineses ligados às forças armadas também desenvolvem tecnologias
01:41que incluem satélites, capazes de perseguir e capturar outras espaçonaves,
01:46além de sistemas que poderiam prolongar o fornecimento de combustível durante essas operações.
01:51Pequim declara publicamente que se opõe à militarização do espaço e defende seu uso pacífico.
01:58O governo chinês também acusa Washington de estimular uma corrida armamentista.
02:03A Casa Branca, por sua vez, afirma que o espaço se tornou fundamental na guerra moderna
02:09e alerta que adversários estão desenvolvendo tecnologias capazes de negar aos Estados Unidos
02:15o acesso a sistemas fundamentais e reduzir sua eficácia militar.
02:21A Rússia, por exemplo, é acusada de desenvolver uma espaçonave projetada para transportar uma arma nuclear.
02:28Moscou nega. O fato é que, em órbita, norte-americanos, chineses e russos
02:34já operam satélites capazes de realizar manobras e se aproximar de outras espaçonaves para inspeção.
02:41Esses sistemas poderiam ser adaptados para transportar armas, como lasers ou projéteis,
02:47o que poderia transformar o espaço em um verdadeiro campo de batalha.
02:56E o Brasil está testando uma plataforma capaz de levar experimentos a mais de 100 quilômetros de altitude
03:05e trazê-los de volta à Terra.
03:08A operação acontece no centro de lançamento da Barreira do Inferno, no Rio Grande do Norte,
03:16e pode dar mais autonomia ao país nas pesquisas de microgravidade.
03:22A plataforma suborbital de microgravidade é lançada acoplada a um foguete,
03:29realiza experimentos durante o voo e retorna presa para quedas.
03:35Com a carga recuperada, os pesquisadores podem examinar diretamente os materiais submetidos
03:42às condições reais da missão.
03:45A operação Potiguar 2, conhecido, aliás conhecido não, perdão,
03:50que começou no dia 31 de agosto, deve terminar em 19 de setembro.
03:57E o avanço no setor da robótica tem sido impressionante,
04:02mas o principal desafio segue sendo como fazer essas máquinas operarem com maior precisão
04:10fora de ambientes controlados.
04:13A aposta da China é integrar inteligência artificial e tecnologia 6G.
04:20Vamos aos detalhes na reportagem.
04:27A inteligência artificial tem sido fundamental para ajudar a controlar os robôs.
04:32E a integração dessa ferramenta com a tecnologia 6G pode ajudar a alcançar um objetivo ainda mais impressionante,
04:39fazer essas máquinas operarem com mais precisão no mundo real.
04:43Em um centro de testes no leste da China, um robô de quatro pernas enfrenta terrenos com obstáculos,
04:50inclinações e superfícies cobertas por pedras.
04:53O objetivo é avaliar a estabilidade dos movimentos em diferentes situações.
04:59Mas, em circunstâncias reais do dia a dia, as condições são menos previsíveis do que em uma simulação.
05:05Por isso, os robôs precisam conseguir perceber o ambiente, tomar decisões e executar comandos quase sem atraso.
05:13O Centro de Pesquisas Chinês combina o treinamento de robôs com redes 6G para testar esse processo de ponta a
05:20ponta.
05:20Segundo os pesquisadores, até pequenas falhas na transmissão de dados podem comprometer operações que exigem alta precisão.
05:27A proposta do 6G é reduzir a latência, conectar um grande número de dispositivos e manter a estabilidade da comunicação.
05:35Com inteligência artificial processada em nuvem, parte do hardware pode deixar de ficar dentro do próprio robô.
05:41Isso pode reduzir o peso, custo e o consumo de energia dessas máquinas.
05:46A estrutura também oferece pesquisa, treinamento e certificação para empresas locais.
05:51A expectativa é que a produção da indústria de robôs inteligentes na região alcance cerca de US$ 1,5
05:58bilhão, aproximadamente 7,6 bilhões de reais até 2027.
06:04A implantação comercial do 6G em larga escala é esperada para o fim desta década.
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