00:00Em 1951, Henrietta Lacks, uma mulher negra, mãe de cinco filhos e descendente de escravos,
00:07procura o hospital John Hopkins com câncer cervical agressivo.
00:12Durante o tratamento, sem consentimento, uma amostra das células de seu tumor foi coletada para a pesquisa.
00:20Poucos meses depois, Henrietta morreu, mas suas células não.
00:24Aquela amostra, que ficou conhecida como células Heila, foram as primeiras da história capazes de se reproduzir indefinidamente fora do
00:34corpo, literalmente imortais.
00:37Se multiplicaram em laboratório como nunca se tinha visto antes e mudaram a medicina para sempre.
00:43Revelaram os segredos do câncer e dos vírus, viajaram ao espaço em experimentos e até testaram os efeitos de bombas
00:51atômicas.
00:52E a família de Henrietta, pobre e sem acesso à informação, continuou sem saber que a mãe tinha, sem querer,
00:59se tornado uma das maiores pioneiras da ciência moderna.
01:03Enquanto a medicina lucrava bilhões com as células Heila, os Lackers viviam sem plano de saúde e sem respostas.
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