- há 15 horas
Se você gostou do vídeo inscreva-se no canal, deixe seu like, comente e ative as notificações clicando no sininho!
Agradecemos pela visita!
Mande sua sugestão de pauta pro nosso WhatsApp (81) 97307-1315
Siga nossas redes sociais:
Twitter: @TVTribunaPE
Instagram: @TVTribunaPE @RadioTribunaFMPE
facebook.com/TvTribunaPE
Agradecemos pela visita!
Mande sua sugestão de pauta pro nosso WhatsApp (81) 97307-1315
Siga nossas redes sociais:
Twitter: @TVTribunaPE
Instagram: @TVTribunaPE @RadioTribunaFMPE
facebook.com/TvTribunaPE
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:08Olá, estamos dando início a mais um ponto de vista. Seja muito bem-vindo, seja muito bem-vinda.
00:15Hoje o tema de nossa entrevista é a catarata, uma doença muito comum e que atinge sobretudo
00:21as pessoas mais velhas. Para falar sobre o assunto, nós convidamos o doutor João Vilaça,
00:26que é especialista em cirurgia de catarata e também em glaucoma, outro tema que vamos abordar com ele.
00:33Doutor João, seja muito bem-vindo e obrigado por ter aceitado o nosso convite.
00:37Ô Fernando, obrigado pelo convite seu e de toda a equipe da TV Tribuna, que aliás eu conheço vários pacientes
00:45meus
00:45que trabalham aqui, são meus amigos, né? Então eu queria agradecer a todos vocês aí.
00:49Eu queria começar com uma pergunta bem simples. O que é exatamente a catarata?
00:54A catarata é uma opacidade do cristalino. O cristalino é o lente que nós temos dentro do olho,
01:00que fica atrás da íris. Esse cristalino a gente nasce com ele, transparente, né?
01:04Ele é muito importante para focar para longe e perto. Só que a partir, geralmente, depois de 60 anos,
01:09o nosso cristalino vai perdendo a transparência. Então ele vai ficando mais opaco e perde aquela capacidade
01:15de focar, além de deixar a visão turva. Então, assim, praticamente as pessoas perguntam, né?
01:23Se todo mundo vai ter ou não catarata.
01:25Era a minha próxima pergunta.
01:26A sua pergunta, pronto. Então antecipei, desculpa.
01:28Todo mundo, tranquilo. Todo mundo em algum dia da vida vai ter catarata?
01:33Exatamente. A gente até, assim, brinca um pouco.
01:36Assim, só quem não vai ter catarata é se a pessoa morrer muito cedo, né?
01:40Então, se a gente, assim, as pessoas acima de 50, 60, realmente, em algum momento,
01:46vai começar alguma catarata, porque é uma evolução natural, não é?
01:50Na verdade, a opacidade do cristalino, ela vai acontecer com todas as pessoas
01:55acima de 60 anos. Claro, cada um vai ter uma evolução diferente, né?
01:59Tem alguns fatores de risco, os fatores hereditários, diabetes.
02:03Então, em algum momento, todos nós vamos ser submetidos a uma cirurgia de catarata.
02:09Então, quem quiser envelhecer, é melhor ter catarata.
02:12É, eu acho melhor.
02:13Existe algum modo de retardar o avanço da catarata?
02:17É, existe, né? Assim, claro que tem uns fatores, como fatores hereditários, diabetes,
02:23tudo, usuários de corticoide, esses vão ter uma evolução mais rápida.
02:28Mas, assim, como é que a gente pode retardar?
02:30Primeiro, uma boa alimentação, rica em antioxidantes, não é?
02:35Os antioxidantes, eles são anti-age, né?
02:37Anti-envelhecimento, que pode ser suplementos, ou até na própria alimentação, não é?
02:43Evitar muita exposição à radiação solar, que é a radiação ultravioleta,
02:48que acelera os processos de catarata.
02:52Aqueles pacientes também, aí no caso, inclui o uso de óculos escuros,
02:57os óculos com proteção UV, proteger os olhos da radiação.
03:02Outra condição é procurar não usar colírios à base de corticoide de maneira que não seja prescrita pelo oftalmologista,
03:11porque a gente sabe que os colírios com corticoides aceleram a catarata, que se chama catarata cortisônica, né?
03:19Então, os cuidados, basicamente, é uma saúde, se preocupar com a saúde,
03:25alimentação saudável, proteção com óculos escuros, isso iria retardar realmente a evolução da catarata.
03:31Em que momento o paciente de catarata tem indicação de cirurgia?
03:35Todo ele tem ou não?
03:37Não.
03:38Nem todo paciente portador de catarata, ele vai migrar para uma cirurgia.
03:44Por quê?
03:45Porque uma catarata no início, ela pouco ou muitas vezes, em nenhuma situação, vai alterar as atividades delas,
03:53do cotidiano, os hábitos, o dia a dia, a atividade profissional.
03:58Se for uma catarata no início e que o paciente tenha uma boa cuidado visual com óculos,
04:03a gente pode acompanhar a catarata e a partir do ponto em que a catarata começa a interferir
04:09nas suas atividades no cotidiano, aí nós indicamos a cirurgia.
04:13Tem o outro lado também, tem aquele paciente que tem aquela catarata inicial,
04:17mas tem um grau muito alto e gostaria de se livrar do óculos.
04:22Então você pode indicar também a cirurgia, isso é aprovado pelo nosso conselho,
04:27em cataratas iniciais, você submeter o paciente, o que a gente chama de cirurgia facorrefrativa.
04:34É uma cirurgia de catarata com o objetivo de deixar o paciente livre do óculos também.
04:39A catarata não operada, ela pode levar a uma cegueira total?
04:45Poderia, mas a gente sempre fala o seguinte, catarata pode levar a uma cegueira,
04:50mas a cegueira é reversível.
04:52Você operou a catarata, então o paciente ficaria livre dessa cegueira.
04:58Realmente, é a maior causa de cegueira, principalmente países como o nosso,
05:04do que o acesso à cirurgia, existe uma certa dificuldade.
05:08Claro que o SUS ajuda bastante, a gente tem que agradecer que nós temos o SUS no Brasil,
05:13que diminui muito o número de pacientes com a necessidade de cirurgia.
05:20Mas é uma, vamos dizer assim, é uma cegueira reversível,
05:24é uma cegueira que pode ser resolvida com a cirurgia.
05:25E por que a catarata é mais comum nas pessoas idosas, como o senhor falou, acima dos 60?
05:30É, porque estatisticamente as cataratas, a maioria das cataratas, mais de 90%,
05:36são as cataratas senis, cataratas pelo envelhecimento do cristalino.
05:42Então, quanto mais a gente vive, quanto mais a gente vive,
05:45vai ter a possibilidade de ter uma catarata senil, que é a catarata do idoso.
05:50Tem aquelas cataratas também que não são senis, que não são relacionadas à idade,
05:56como as cataratas secundárias, são as traumáticas, aquela pessoa que levou um trauma forte no olho.
06:02Aquele paciente também que é usuário de corticoide, para alergia.
06:07Aquele paciente que tem alergia ocular e fica usando corticoide colírio,
06:11que realmente ameniza a alergia, e aí pode levar uma catarata cortisônica.
06:16Cataratas provocadas por inflamações no olho, como veítes, cataratas por radiação.
06:22Há alguns pacientes que precisam fazer tratamentos com radioativos.
06:27Então, a radiação, ela também acelera a catarata, né?
06:31Então, mas a catarata senil é a mais comum.
06:34Existe alguma idade que a catarata não é mais indicada?
06:37Tipo, acima de 80, acima de 90, sei lá.
06:40É, tem que se colocar na balança, né?
06:43Se o paciente tem 80, e é um paciente muito frágil, uma fragilidade de saúde, né?
06:51O paciente tem um problema cardíaco muito grave, o paciente que tem um Alzheimer muito avançado,
07:02às vezes chega no consultório um paciente com Alzheimer bastante avançado,
07:06que a gente vê que não vai trazer muito benefício para ele,
07:09e a família também fica preocupada com como vai ser o pós-operatório desse paciente.
07:15A gente pode até não indicar a cirurgia, mas como hoje a terceira idade, né?
07:23As pessoas são superativas, atividades de lazer, tudo, então, e cirurgia de catarata traz qualidade de vida.
07:32O paciente não precisa levar pontos na cirurgia e pode ir para casa até no mesmo dia?
07:37Perfeito, perfeito. Hoje a cirurgia de catarata é uma cirurgia minimamente invasiva, não é?
07:42A cirurgia hoje, ela é feita com incisão de 2 milímetros, a incisão principal,
07:47e tem uma incisão lateral, o side port, que é 1 milímetro.
07:50Então, com 2 milímetros e 1, não tem espaço para suturar, não é?
07:55Houve épocas, na década de 90, antes das novas técnicas cirúrgicas,
08:01a gente precisaria dar 5, 6 pontos, a incisão era muito grande, então precisaria suturar.
08:06Hoje, o que é que traz isso, já que a cirurgia é minimamente invasiva, com microincisão,
08:12isso traz segurança no pós-operatório, evitando infecção, traz conforto para o paciente,
08:20porque é um pós-operatório muito tranquilo, já que a incisão é mínima, né?
08:24Então, o olho não fica aquele olho vermelho, dolorido, né?
08:28Então, só traz, só agrega bons resultados.
08:34Como é a recuperação, doutor?
08:36A recuperação, o paciente opera, como é uma cirurgia feita com sedação,
08:42o paciente opera, fica na sala de recuperação, meia hora, vai para casa,
08:47claro que ele não pode ir dirigindo, porque ele está saindo de uma sedação.
08:51Então, em casa, ele vai usar alguns colírios, né?
08:54Colírios anti-inflamatórios, colírios com antibióticos, e vai, não precisa de nenhum medicamento oral.
09:00Em casa, a recuperação é muito tranquila, ele vai poder ver televisão,
09:05depois do segundo, terceiro dia, usar computador, celular, mas televisão já pode ver no primeiro dia.
09:11A gente sugere evitar, na primeira semana da cirurgia, ir para um ambiente com aglomeração de pessoas,
09:16para não pegar nenhuma conjuntivite, mas em casa, ele só não deve fazer limpeza de casa
09:22e realmente pegar muito peso, mas é um pós-operatório extremamente tranquilo.
09:28Ainda é feito um olho de cada vez, ou se opera os dois olhos de uma vez só?
09:33É, isso, é.
09:34Todas as associações ou entidades de cirurgia de catarata no mundo,
09:40no Brasil é a Brascars, nos Estados Unidos é a Ascars, na Europa é a Escars.
09:47Todas essas sociedades de catarata, elas sugerem que você dê um intervalo de pelo menos assim,
09:5348 horas de um olho para o outro.
09:55Tem colegas operando, fazendo cirurgia bilateral.
09:59A gente não recomenda, a não ser assim, num lugar como, por exemplo, na África, né?
10:06Que o acesso para o paciente chegar até o hospital é difícil, então se opera.
10:11Ou então, no Brasil, quando é que é aceito?
10:14Um paciente, por exemplo, com símbolo de Down,
10:20que você vai ter que fazer a cirurgia com anestesia geral.
10:23Um paciente que tem, um paciente extremamente, uma doença mais séria que ele tenha,
10:32que fica difícil dele fazer duas sedações, né?
10:36Então, tem casos específicos que você pode indicar a cirurgia bilateral, não é?
10:42Por exemplo, eu fiz uma cirurgia bilateral numa paciente que ela tinha paralisia cerebral.
10:50Era uma paciente que ela ficava dando murro nos olhos dela, né?
10:55E ela teve uma catarata bilateral e não tinha condições de fazer anestesia com sedação.
11:02Então, tem que fazer anestesia geral.
11:04E era um paciente que a gente precisava operar os dois,
11:07porque o acompanhamento dela era difícil,
11:12ela tinha dificuldade de colaborar para fazer revisões.
11:16Então, numa situação dessa, específica, você pode fazer bilateral.
11:21Mas, de maneira geral, a gente pode dar.
11:23Tem colegas que dão uma semana.
11:26Eu tenho operado com uma diferença de 48 horas.
11:30Mas tem colegas que dão uma semana, outros 15 dias.
11:33Mas a média é essa.
11:34O senhor falou aí que a cirurgia já é oferecida pelo SUS, né?
11:37Sim.
11:38Ela é muito procurada, é uma cirurgia muito frequente no SUS?
11:41Muito frequente, é.
11:42O SUS, eu não tenho experiência muito com o SUS,
11:46porque no nosso hospital a gente não atenta o SUS.
11:49Mas eu posso, tenho meu sobrinho, que é oftalmologista em Garanhuns,
11:54que ele opera muito no SUS.
11:56E a procura é tão grande que ele começou agora em Garanhuns.
12:00Ele está agora em Arco Verde, abriu um hospital em Arco Verde,
12:03também pelo SUS.
12:05E a gente está sempre conversando sobre esse assunto.
12:08Então, assim, a demanda, a procura é muito grande.
12:12Eventualmente existe, no Brasil, não só em Pernambuco,
12:18aqueles mutirões, né?
12:20Os mutirões de cirurgias.
12:22Chegam na cidade, então, você faz um programa,
12:29reúne vários pacientes.
12:31Então, isso tem diminuído, mas a procura é muito grande, né?
12:34Porque como é uma cirurgia que o acesso, se não for pelo SUS,
12:39ou é através de convênio ou particular, né?
12:41E é uma cirurgia realmente cara, então a procura pelo SUS é grande.
12:46Cada vez mais a gente tem visto pessoas mais jovens,
12:49também precisando fazer a cirurgia de catarata.
12:52Isso se deve a quê?
12:54E esse mais jovem é uma pessoa em que faixa etária?
12:58É, realmente.
12:59De duas décadas para cá, ou 15 anos para cá,
13:03a gente tem observado que pacientes
13:06próximos da quinta década, 50,
13:09ou no início dos 60,
13:12já vêm apresentando cataratas com indicação cirúrgica.
13:16A gente...
13:17Existem algumas hipóteses desse aumento.
13:22Antes o normal era a partir de quando?
13:24A partir de 70 anos, geralmente.
13:27Também tinha...
13:28A gente tem que ver que tem os dois lados
13:29da indicação cirúrgica em pacientes mais jovens.
13:33Hoje a gente está indicando a cirurgia mais precoce
13:38em pacientes com cataratas iniciais,
13:40porque existe também uma procura muito grande
13:42dos pacientes com 50 anos,
13:44ou perto dos 60,
13:46que quando já é detectado um começo de catarata,
13:50eles já querem operar,
13:51até para poder ficar livre dos óculos.
13:53Então tem essa procura também,
13:54por parte do paciente,
13:56que já, quando identifica-se uma catarata inicial,
14:00ele pergunta ao médico,
14:02doutor, já que eu tenho a catarata inicial
14:05e eu tenho um grau
14:07que poderia ser...
14:09Poderia ficar livre desse óculos
14:10com a minha cirurgia de catarata,
14:12eu posso operar?
14:13Pode sim.
14:15O Conselho Brasileiro de Oftomologia,
14:18ele permite que a partir de 50 anos de idade,
14:22pacientes com catarata,
14:24ou até pacientes sem uma catarata visível,
14:27mas com...
14:28Porque eles chamam também
14:29que mesmo sem catarata,
14:30a gente tem um cristalino desfuncional
14:32depois de 50.
14:33É aquele cristalino que não está funcionando bem,
14:36pelo próprio envelhecimento.
14:38Então os pacientes também procuram isso.
14:40Naquelas cataratas,
14:41então tem a procura do paciente,
14:43que procura mesmo a catarata inicial,
14:46ele já quer operar,
14:46o que antes não acontecia,
14:48porque antes,
14:49como existia muita complicação cirúrgica,
14:52a gente só operava naquelas situações
14:54em que a catarata estivesse mais avançada.
14:57Vamos fazer um rápido intervalo.
14:59Você que está com a gente,
15:01não saia daí.
15:02A gente volta já já.
15:15Ponto de Vista está de volta.
15:17Hoje estou recebendo aqui
15:18o médico oftalmologista João Vilaça,
15:22especialista em catarata e glaucoma.
15:25Doutor, continuando aqui,
15:27na cirurgia do cristalino,
15:29na cirurgia da catarata,
15:31o cristalino,
15:32ele é substituído por uma lente,
15:35uma lente artificial.
15:36Uma dúvida que todo mundo tem,
15:39essa cirurgia é definitiva,
15:41essa lente vai durar para sempre,
15:43a catarata pode voltar depois da cirurgia?
15:46Pois é.
15:47É uma pergunta que os pacientes,
15:48geralmente,
15:49quando eu vou indicar a cirurgia,
15:50perguntam,
15:51doutor, essa lente,
15:53ela é definitiva?
15:54Eu vou ter que trocar ela depois?
15:56Na verdade, não.
15:57As lentes intraoculares,
15:58elas são feitas de um material,
16:00de um polímero,
16:01que são biocompatíveis com o olho,
16:04então eles não reagem com o olho,
16:06com as estruturas do olho.
16:08Então, essa lente intraocular,
16:09ela vai se manter estável,
16:12estática,
16:12durante a vida inteira.
16:13O que pode acontecer,
16:15depois de alguns dois ou três anos da cirurgia,
16:18é que,
16:19quando nós operamos a catarata,
16:20que nós tiramos o cristalino,
16:21a gente preserva uma cápsula,
16:23que é a cápsula posterior.
16:25Essa cápsula,
16:25ela vai servir como um suporte,
16:27um apoio para a lente.
16:28Só que essa cápsula,
16:30ela vai lá na frente,
16:31Fernando,
16:31enrugar.
16:32Ela vai pacificar,
16:33vai enrugar.
16:34Então, é necessário fazer um polimento,
16:35uma limpeza,
16:37que a gente chama limpeza do cristalino.
16:39Isso só em alguns casos,
16:40ou em todos?
16:41Todos os casos,
16:42em algum momento,
16:43vai acontecer.
16:44Uns mais precoces,
16:46outros mais tardios.
16:47Então,
16:48a gente não pode considerar
16:50que seja uma segunda catarata,
16:51mas é uma opacidade da cápsula,
16:53que é um procedimento super simples,
16:54chama-se Yag Laser,
16:56que é um procedimento
16:57que dura menos de um minuto.
16:58E é feito ambulatorial,
17:00é feito no consultório,
17:01numa sala.
17:03Então,
17:03mas,
17:04voltando à questão da primeira pergunta,
17:06realmente,
17:07a lente vai ficar no seu olho
17:08a vida inteira.
17:09E nunca mais você vai precisar,
17:11realmente,
17:11substituir por outra.
17:12O senhor disse que a cirurgia de catarata
17:14é uma cirurgia cara,
17:15né?
17:16A escolha das lentes
17:17que vão ser usadas
17:19varia muito no resultado,
17:22influencia no resultado?
17:23Isso faz com que
17:24quem tem mais dinheiro
17:25vai ter um resultado melhor
17:27em termos de cirurgia?
17:29É,
17:29veja bem,
17:30existe, assim,
17:32tipos de lentes introoculares,
17:33né?
17:33Tem aquelas lentes
17:35que a gente chama de monofocais,
17:37que são as lentes mais simples,
17:38que geralmente
17:39muitos convênios
17:40autorizam,
17:41aí você parte depois
17:43para as lentes bifocais,
17:44que são lentes para longe e perto,
17:46e as trifocais,
17:47que são as lentes
17:48para longe e intermediários e perto.
17:49Essas lentes trifocais,
17:51realmente,
17:51são lentes mais caras,
17:53então,
17:53o acesso a essas lentes trifocais,
17:56que deixaria o paciente
17:57independente das três distâncias,
17:59realmente,
18:00os convênios,
18:00eles não cobrem
18:01esses tipos de lentes,
18:03né?
18:03Nem as bifocais,
18:04nem as trifocais,
18:06então,
18:07é...
18:07Acaba a cirurgia
18:08se tornando mais cara.
18:09Acaba se tornando mais cara
18:10pela lente introocular,
18:11porque os honorários médicos,
18:14os insumos,
18:16tudo com os convênios cobrem,
18:17né?
18:17Então,
18:18realmente,
18:19as pessoas
18:20que querem implantar
18:22uma lente,
18:23não é?
18:23Superior,
18:26não desmerecendo,
18:27viu,
18:27Fernando,
18:27as outras lentes,
18:28porque a gente não pode desmerecer
18:29nem a mono,
18:30nem a bifocal,
18:32que são lentes também,
18:33excelentes,
18:34de materiais idênticas
18:35à da trifocal,
18:36só que
18:36a trifocal,
18:38a probabilidade
18:39de paciente ficar
18:39mais independente
18:40é maior.
18:41A cirurgia,
18:42pelo que o senhor falou,
18:43corrigir,
18:44além da catarata,
18:45ela pode corrigir
18:45miopia e astigmatismo
18:47ao mesmo tempo,
18:48no mesmo procedimento.
18:49É,
18:49exatamente,
18:50porque antes da cirurgia,
18:52para você solicitar
18:53a lente para o implante,
18:55é feito exames,
18:56que chama-se
18:56interferometria laser,
18:58geralmente,
18:59são aparelhos
18:59ou da ZEIS alemão,
19:01ou da Rastrite,
19:02que é suíço,
19:02então ele calcula
19:03qual é o grau exato
19:06para você implantar.
19:07Então,
19:07cada paciente
19:08vai ter um grau específico
19:09que vai corrigir
19:10sua miopia,
19:10sua hipermetropia,
19:11seu astigmatismo,
19:12então é feito
19:13todo um cálculo
19:14com esses aparelhos,
19:15que então já vem
19:16a lente
19:16com um grau específico
19:18para o paciente,
19:19que vai corrigir
19:19os tipos de graus,
19:20né,
19:21existentes.
19:22qual a relação,
19:23doutor,
19:24da diabetes
19:25com a catarata?
19:26Todo diabético
19:28vai necessariamente
19:29desenvolver a catarata
19:32ou não?
19:33É,
19:33realmente,
19:34existe uma correlação
19:35entre a evolução
19:36e o aparecimento
19:37da catarata
19:38em pacientes diabéticos.
19:40No diabetes,
19:41muitas vezes,
19:41o cristalino,
19:42ele entra muito líquido
19:44dentro do cristalino,
19:45ele fica muito hidratado,
19:46e essa hiperhidratação
19:49do cristalino
19:49pelo diabetes
19:50pode alterar
19:51as fibras do cristalino
19:53e levar a uma opacidade
19:54mais precoce.
19:55Mas a maior preocupação
19:57do diabetes
19:57é também
19:59na retina,
20:00né,
20:00que a gente chama
20:00de retinopatia diabética.
20:02Esse é o que é
20:03realmente uma preocupação
20:04maior
20:05quando a gente
20:06acompanha
20:07um paciente diabético,
20:08claro,
20:08vamos acompanhar
20:09o cristalino,
20:10mas também a retina
20:11do paciente
20:11para ele não desenvolver
20:12uma retinopatia.
20:13Mas é verdade,
20:14existe uma correlação
20:15entre a diabetes
20:16e o aparecimento
20:17mais precoce
20:18da catarata.
20:19doutor,
20:20inteligência artificial,
20:22a gente sabe
20:22que a inteligência artificial
20:23chegou praticamente
20:25em todas as áreas,
20:26todos os campos,
20:27também na medicina,
20:28né?
20:28Isso.
20:29Que influência
20:29ela tem tido
20:30para quem trabalha
20:31com cirurgia de catarata?
20:33Ela ajuda
20:34de alguma forma?
20:35Ela acelera,
20:36traz mais resultados
20:37para os médicos?
20:40Como é que tem sido
20:41o uso da inteligência artificial
20:42para o médico
20:44oftalmologista
20:44que trabalha
20:45com glaucoma,
20:45com glaucoma,
20:46não,
20:47com catarata?
20:47É.
20:48Não,
20:48em relação a...
20:50Nós estamos utilizando
20:51a inteligência artificial,
20:53os algoritmos,
20:54né?
20:54Não,
20:55por enquanto,
20:56não na catarata.
20:57Não na cirurgia.
20:59Não na cirurgia.
20:59Por enquanto,
21:00ainda não estamos
21:01utilizando,
21:02estamos utilizando
21:04a IA,
21:05a inteligência artificial,
21:08em exames,
21:09como, por exemplo,
21:10o tomógrafo
21:11de coerência ótica,
21:12que é uma tomografia
21:13para avaliar
21:13doenças na retina,
21:15doenças na córnea.
21:16Então,
21:17o que é que ele ajuda?
21:18Ele é uma ferramenta,
21:19a IA,
21:20de apoio,
21:21de suporte
21:22para a oftalmologia.
21:23Não substitui o médico,
21:25mas ele dá mais precisão
21:26no diagnóstico
21:27das doenças oftalmológicas.
21:29Ele ajuda também
21:30para avaliar
21:31a evolução da doença,
21:33principalmente no glaucoma,
21:34e também ajuda
21:35para avaliar
21:36a terapêutica.
21:38Se a terapia,
21:39com aquele colírio,
21:39a terapia está sendo
21:41de maneira eficaz
21:42ou se você não tem
21:43que mudar a medicação.
21:44Mas,
21:45na catarata,
21:46por enquanto,
21:47ainda não estamos
21:48utilizando a IA.
21:49Vamos falar agora
21:50sobre o glaucoma,
21:52outra especialidade sua.
21:53O que é exatamente
21:55o glaucoma
21:56e como é que ele
21:57pode ser tratado?
21:58Pronto.
21:59O glaucoma
21:59é muito conhecido,
22:01né,
22:01pelas pessoas,
22:02como o aumento
22:03da pressão ocular.
22:05O aumento
22:05da pressão ocular
22:06é o principal
22:07fator de risco
22:07para o glaucoma.
22:08Mas,
22:08a grande preocupação
22:09do glaucoma
22:10é em relação
22:11ao nervo óptico,
22:12a cabeça do nervo óptico.
22:13O glaucoma
22:14é uma lesão
22:16do nervo óptico
22:17provocada,
22:18geralmente,
22:19por aumento
22:19da pressão ocular,
22:21que é uma doença,
22:24infelizmente,
22:24é uma doença silenciosa,
22:25porque o paciente
22:26não sente dor.
22:27Só uma pequena
22:28porcentagem
22:29de pacientes
22:30vai ter dor
22:30com aquele glaucoma
22:32que chama glaucoma agudo,
22:33que é aquele glaucoma
22:34que dá uma dor intensa,
22:35mas a maior parte,
22:36mais de 95%
22:37dos glaucomas,
22:38eles são indolores.
22:39Então,
22:40é a maior causa
22:41de cegueira
22:43irreversível
22:43no mundo.
22:44É,
22:45porque o senhor falou
22:45que a cegueira
22:46na catarata
22:47é irreversível.
22:48No glaucoma,
22:48não.
22:49É irreversível.
22:50O que perdeu
22:51de fibras
22:52do nervo óptico,
22:53as fibras
22:54do nervo óptico,
22:54elas não se regeneram,
22:58elas não voltam.
22:59Então,
23:00uma vez
23:00que houve um sofrimento
23:01dessas fibras,
23:02elas morrem
23:03e não retornam.
23:04Então,
23:04a grande preocupação
23:06do oftalmologista
23:08junto com o paciente
23:09é retardar
23:11ou bloquear
23:12a evolução
23:13do glaucoma.
23:14Agora,
23:14é verdade,
23:15doutor,
23:15que o glaucoma
23:16não apresenta sintomas?
23:17A pessoa não sente
23:18uma dor a mais
23:19no olho,
23:20nada disso?
23:21Pois é.
23:21Para o paciente sentir
23:22uma dor no olho
23:23para o glaucoma,
23:24a pressão tem que estar
23:24altíssima.
23:25Tem que ser uma pressão
23:26extremamente alta.
23:27E só tem uma condição
23:28e a pressão é muito alta,
23:29que é o glaucoma agudo,
23:31de ângulo fechado,
23:33que é um tipo
23:33de glaucoma mais raro.
23:35Praticamente,
23:355% dos glaucomas
23:37têm essa característica.
23:38E realmente,
23:39é um glaucoma
23:40extremamente sério,
23:41que precisa ser resolvido
23:43de uma maneira
23:43muito rápida,
23:44porque se não for tratado
23:47de maneira muito veloz
23:49e muito rápida,
23:51pode levar a uma cegueira
23:52total ou parcial.
23:53Quais são os grupos
23:54de risco para o glaucoma?
23:56A gente pode resumir
23:57em dois grupos de risco.
23:59Os pacientes
24:00que têm uma carga genética
24:02hereditária
24:03na família,
24:05pais,
24:06pais,
24:07irmãos,
24:07tios com glaucoma,
24:09há uma probabilidade maior
24:10de ter glaucoma.
24:11E também a questão
24:12da raça.
24:15A gente sabe
24:15que a raça negra
24:17existe uma probabilidade
24:18maior de ter glaucoma também.
24:21Em relação a outros tipos
24:23de glaucomas,
24:24glaucomas secundários,
24:25como usuários também
24:26de corticóides colírios,
24:28então o paciente
24:29que já tem histórico
24:30familiar
24:31e é usuário
24:32de corticóide,
24:33colírio ou oral,
24:34ele tem que tomar
24:35um certo cuidado.
24:36O glaucoma,
24:37doutor,
24:38ele pode ser curado
24:39ou ele é só controlado?
24:40A gente pode dizer
24:41que ele é controlado,
24:43porque o glaucoma,
24:45assim como pressão arterial,
24:46o hipertenso,
24:47ele vai ser sempre controlado
24:49com medicamento.
24:49E no caso do glaucoma,
24:51ele vai ser controlado
24:53com colírios,
24:54laser ou cirurgia.
24:56A gente pode dizer
24:57que é um controle,
24:58não a cura.
24:59Eu queria falar agora
25:00sobre o uso de telas,
25:01a gente vive hoje
25:02num mundo cada vez
25:03mais conectado,
25:04você sempre com
25:05um celular à mão,
25:06com um notebook,
25:07um computador.
25:09Qual a influência
25:10das telas
25:11na visão das pessoas?
25:13Que males
25:16ela causa nas pessoas?
25:19A principal
25:20e a mais comum
25:22é que geralmente
25:23o usuário de tela
25:24ou do celular,
25:25como ele fica muito tempo
25:26ali na frente,
25:27inconscientemente
25:28ele pisca menos.
25:29Piscando menos,
25:30ele vai haver
25:31um ressecamento
25:32da lágrima
25:33e vai levar
25:34àquela síndrome
25:34de olho seco
25:35muito comum
25:36no usuário de tela.
25:37Essa é a condição
25:39mais comum.
25:40A outra condição
25:41também é que
25:42a luz azul,
25:43a luz azul
25:45que é projetada
25:46nas telas
25:47de computador
25:47e de celular,
25:49existe estudos
25:50que dizem
25:50que elas são
25:51danosas,
25:52a retina
25:53e ao cristalino.
25:54É por isso
25:55que nós temos
25:55hoje
25:55essas lentes
25:57com filtro azul
25:58e também
26:00foi observado
26:01depois da pandemia
26:02principalmente trabalhos
26:03no Japão
26:04que aumentou
26:05muito o número
26:06de pacientes
26:08novos MILPs
26:09e os pacientes
26:10que já eram MILPs
26:11ficaram mais MILPs
26:12com o aumento
26:14do excesso
26:14de tela
26:15que aumentou
26:16bastante
26:17depois da pandemia.
26:18Então assim,
26:19acelerar
26:20a evolução
26:21da MILPIA
26:22novos pacientes
26:23com MILPIA
26:24olho seco
26:25e a luz azul
26:27o que a gente recomenda?
26:28Dar intervalos
26:29para cada 40 minutos
26:31dar um intervalo
26:32de 10 minutos
26:33não mudar
26:34do computador
26:35para o celular
26:35não mudar de tela
26:36não mudar de tela
26:37mas mudar
26:38de ambiente
26:39ou de repente
26:40você está em casa
26:40atividade
26:41você vai procurar
26:43olhar para outros
26:44outros
26:46ou se você está em casa
26:48você vai na cozinha
26:48tomar um copo d'água
26:49ou vai para a varanda
26:51trabalhar de trabalho
26:52mudar
26:52e na verdade
26:54não só trocar de tela
26:56isso é interessante
26:57Uma última pergunta
26:58eu queria que o senhor
26:58respondesse rapidinho
27:00com que frequência
27:01as pessoas devem procurar
27:02o óculos
27:03de maneira rápida
27:04primeiro
27:05ao nascimento
27:06no caso
27:08aquele teste do olhinho
27:09depois na alfabetização
27:11para ver se não está começando
27:12nenhuma miopia
27:13se não tiver nada de miopia
27:14nem o paciente
27:16nem na família
27:16depois assim
27:17perto dos 20 anos
27:19na fase do adulto jovem
27:21porque às vezes
27:22a miopia pode aparecer
27:23mais tarde
27:24aí depois
27:25aos 40 anos
27:26quando começa
27:26a vista cansada
27:27a presbiopia
27:28e depois
27:30a partir dos 60
27:32para avaliar
27:32se não tem nenhuma catarata
27:34claro que
27:34se o paciente tiver
27:35histórico na família
27:36de glaucoma
27:38ou catarata precoce
27:40você pode ir fazer
27:41exames anuais
27:42é uma frequência maior
27:43praticamente resumindo
27:45essas fases
27:47muito bem
27:48doutor João Vilaça
27:49muito obrigado
27:50pela entrevista
27:51agradeço
27:51pelo convite
27:52amigo
27:52obrigado
27:53e para você
27:54que acompanhou até aqui
27:55obrigado também
27:56pela companhia e audiência
27:57a gente volta
27:58na semana que vem
27:59tchau
28:01tchau
28:02tchau
28:03tchau
28:06tchau