00:00Como é que é trazer esse filme, o que eu digo é de novo, o que eu digo é de
00:06novo, para também?
00:08Trazer de volta para casa, né?
00:13Eu falei algumas vezes, assim, de correr esse processo, que é muito bonito, assim, esse caminho que o filme fez.
00:21E eu fui cada vez mais sentindo um frio na barriga, assim.
00:24Em Gramado eu senti mais frio na barriga que em Berlim, né?
00:27Por conta dessa expectativa de como que as pessoas vão reagir ao filme e saber que as pessoas vão se
00:33identificar mais, né?
00:35E aí, eu acho que isso se ramifica também para Belo Horizonte, porque aqui estão nossos amigos, minha família está
00:40aqui.
00:43E é muito forte, assim, é muito bonito.
00:46E dá um friozinho gostoso, assim, na barriga.
00:48O teu personagem é o ponto de entrada do filme, né?
00:52E antes de ir para casa da família, ele passeia um pouco para o Belo Horizonte, né?
00:58E cidade é essa, que é esse casamento?
01:02Eu acho que é a própria Belo Horizonte, mas ali, principalmente pela figura do seu Matheus, aleluia, que está ali
01:09comigo, né?
01:10É uma grande honra gravar com ele e conviver com ele esses dias e tal.
01:16Eu acho que por ele e pelo som, o desenho do som, eu acho que leva a gente para um
01:20outro lugar.
01:20Mostra que ali tem camadas além da realidade, né?
01:26Eu acho que é isso.
01:27É essa cidade, mas é ela mais profunda ali.
01:32Qual é a marca da Gris que você organizou?
01:37Eu acho que é surpreender a gente.
01:42Eu acho que é isso.
01:45Desde que eu assisti essa peça Amor e Surdos, né?
01:48Que esse filme é uma reescrita da peça.
01:51Em 2006, eu fiquei fã da Gris, assim.
01:54E por anos fui acompanhando o trabalho dela como fã e depois quis aproximar dela para me tornar amigo.
02:02E aí nos tornamos amigos e trabalhando juntos.
02:06E eu reparo muito isso.
02:08Eu acho que ela surpreende, assim.
02:10Ela surpreende.
02:10Porque ela tem um repertório vasto, né?
02:13De uma longa caminhada, de um muito estudo.
02:15Mas ela não revela isso facilmente.
02:19Então, a gente vai descobrindo isso nos trabalhos.
02:23Esse é o seu livro dela?
02:25Eu acho.
02:26Para mim, é.
02:28E só para ser rápido.
02:29Conta para a nossa pública quem é seu personagem e como ele se move dentro da família que é o
02:37personagem.
02:37Bom, o Gilson, ele é o filho mais velho.
02:41E aí, a partir da perda do pai, ele começa a ocupar esse lugar.
02:46Ao querer ocupar esse lugar, naturalmente, assim, né?
02:50Como a função, né?
02:52Do filho mais velho.
02:55E ele tem muito afeto pela família.
02:57Mas a forma que ele demonstra o afeto é na forma prática.
03:02É na praticidade do dia a dia.
03:03É trocar uma lâmpada.
03:05É recolher uma encomenda que chegou.
03:07Entregar para a irmã.
03:09Trazer um remédio para o irmão mais de novo.
03:12E no decorrer da trama, eu acho que ele vai...
03:17Ele vai entrando mais em conflito, né?
03:19Com ele mesmo, vivendo esse luto.
03:21Vivendo diversos devaneios aí e tal.
03:26E ele vai se abrindo, se permitindo mais demonstrar esse afeto.
03:31Eu acho...
03:33A gente pode dizer que a nossa vida é um filme sobre o luto, mas cheio de vida.
03:38Cheio de?
03:39Vida.
03:41Completamente.
03:42Completamente.
03:43Essa casa é viva.
03:44A própria casa, ela é um outro personagem.
03:48O quintal.
03:50Então, assim, é muita vida aí.
03:52Apa?
03:53É uma vida크, pode dizer que você tem também a sua vida.
03:53Quando você tem essa vida, ele teica então...
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