00:00Ricardo, o filme passou em Berlim, o filme passou em Gramado, agora pregado em Gramado,
00:06totalmente filmado em Belo Horizonte, agora em Belo Horizonte.
00:09O que significa trazer esse filme, estrear o filme em Belo Horizonte?
00:13Eu acho que é uma grande emoção mesmo, como você diz, a gente teve um recorrido grande
00:19com o filme no primeiro semestre, estreou em Berlim, o filme passou em vários festivais internacionais
00:24e estreou no Brasil no Festival de Gramado.
00:28Até tem uma coisa que eu gostaria de falar, o último filme mineiro que ganhou o Festival de Gramado,
00:36de ficção, que ganhou o Festival de Gramado, foi em 1981, o Cabaré Mineiro.
00:42Então são 45 anos que um filme de ficção, filmado em Minas Gerais, não ganha o festival.
00:48Então assim, nossa igreja de uma maneira já traz uma coisa histórica aí, sabe?
00:52E depois desse recorrido, chegar em Belo Horizonte é uma grande emoção,
00:56porque a maior parte da equipe do filme, dos mais de 200 profissionais de cinema
01:03que trabalharam no filme, eles são daqui.
01:05Então assim, é um momento muito lindo de compartilhar o filme com esses profissionais,
01:10com o público em geral, com a família dessas pessoas.
01:12Então assim, é um momento emocionante.
01:14O que você acha que o público mineiro vai reconhecer do filme de Minas?
01:19Ah, eu acho que ele vai reconhecer, não sei, os espaços, o jeito, a forma de ser.
01:27Eu acho que a igreja faz um filme com só mineiros, acho que a Diogo Mauneus
01:30constrói um professor só de uma família brasileira muito reconhecida.
01:33Mas claro que o público mineiro também vai reconhecer coisas muito próprias ali.
01:38Por ser realizador, como é que é fazer o papel da produção
01:44e ajudar a Grace a realizar o primeiro documentário?
01:49Eu, de alguma maneira, assim, acho que por ser realizador,
01:53eu sei que eu tenho também, de alguma maneira, um olhar muito de produção.
01:56Então eu sempre pensei a Entre Filmes, que é minha produtora,
01:59como um lugar de poder construir filmes juntos com realizadores
02:05e quais eu acredito muito a percepção, o ponto de vista que os realizadores têm.
02:11Então assim, não sei, estar na função, ser realizador, estar na função de produtor
02:16é, de alguma maneira, compartilhar ali, e talvez entendendo algumas angústias da realização,
02:23compartilhar com o diretor essas angústias e poder, dentro da função de produtor,
02:28colaborar com essa realização, sabe?
02:30Acho que é uma troca que, não sei, eu vejo isso muito comum com os meus produtores também,
02:36no cinema, né?
02:37Normalmente a Júlia Alves ou o Thiago Macedo Correia.
02:40A gente tem uma troca criativa muito grande, sabe?
02:44Mas não sei, o fato de eu ser diretor, talvez, me coloque num lugar de também entender
02:49muito diretamente esse lado de quem está dirigindo, sabe?
02:53Para encerrar, qual é a marca da Grace como realizadora de cinema?
02:56Ah, eu acho que a Grace estreia com um dos filmes,
03:00com uma das direções mais vibrantes do cinema brasileiro nos últimos anos.
03:03Acho que quem assistiu o filme vai ver um, é isso, uma força de direção tamanha na tela.
03:10Ah, aha!
03:10Ah, desculpa!
03:11Desculpa!
03:11Um...
03:11Ah, desculpa!
Comentários