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  • há 10 horas
EXCLUSIVO PARA A CGN: prestes a oficializar candidatura a deputado federal, Mecabô diz que ‘vivemos das migalhas de Brasília’

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Transcrição
00:00Olá, eu sou o Luiz Raab e você está no Estúdio CGN.
00:03O nosso convidado de hoje é o vice-prefeito de Cascavel, Henrique Mecabô,
00:09pré-candidato a deputado federal nas eleições de outubro pelo Partido Novo.
00:15Henrique, muito obrigado pela presença, seja bem-vindo ao nosso Estúdio CGN.
00:19Obrigado, Luiz, pela acolhida. Quero agradecer à CGN pelo espaço,
00:22que é o portal que mais ecoa em toda a nossa região,
00:25um dos principais do Estado do Paraná.
00:27Então é uma honra estar aqui para poder apresentar cada vez mais
00:31esse projeto da pré-candidatura a deputado federal.
00:33Antes disso, a gente precisa relembrar esse período, um ano e meio,
00:37já na vice-prefeitura de Cascavel, vice-prefeito mais jovem da história da cidade.
00:42Eu queria te perguntar, qual é a avaliação que você faz desse período enquanto vice-prefeito?
00:48Você já conseguiu deixar a tua marca, a marca Henrique Mecabô?
00:53Olha, Luiz, estar vice-prefeito é uma posição de desafio.
00:56de desenvolvimento de humildade, de temperança, de paciência.
01:01O vice tem um mandato umbilicalmente ligado a uma outra figura,
01:05que é quem de fato tem a caneta.
01:06Então isso, por si só, já é desafiador.
01:09Eu acredito que sim, que eu pude deixar uma marca junto aos colegas servidores,
01:13até da prefeitura, que me rotulam como o mais atuante da história.
01:16Eles acham curioso que eu dou expediente, que eu tenho gabinete,
01:19que eu passo tempo de fato na prefeitura tentando ajudar como posso.
01:23e pude participar de vários momentos importantes da gestão.
01:28Logo no início do mandato, a população vai lembrar que nós tínhamos um desafio grande
01:32com a população em situação de rua, que cresceu de maneira muito acelerada
01:35por todo o interior do Brasil.
01:37Não foi diferente aqui em Cascavel, uma cidade que é muito rica,
01:39onde as pessoas são muito generosas, dão muita esmola.
01:42Eu pude acompanhar essa crise de perto, pude ir às ruas, estender a mão
01:46para quem precisava de reabilitação química, de uma oportunidade de emprego,
01:49qualificação profissional, de um lugar para passar a noite, tomar um banho e ter uma refeição.
01:53Então essa população se diminuiu para menos da metade e eu pude fazer parte disso.
01:58Pude participar também do início das obras tão esperadas
02:01e que ainda vão levar muito trabalho de reperfilamento asfáltico,
02:04que tem sido nosso grande desafio hoje, né, infraestrutural na cidade.
02:07Então pude aprender interagindo com várias pastas, acredito que nós acertamos ainda na transição
02:13quando optamos porque eu não tivesse uma pasta específica que me nichasse
02:18como um colega dos outros secretários, mas que eu pudesse de fato ser vice-prefeito
02:22e em alguns momentos ser um co-gestor da máquina pública municipal.
02:26Pude assumir a prefeitura por duas vezes, né, me tornei o prefeito mais jovem da história
02:30em exercício nisso aos 29 anos, depois em uma outra oportunidade assumi de novo.
02:34Então tive a responsabilidade de ter daí sim o peso da caneta
02:38e conduzir o time de secretariado naqueles dias.
02:41Mas essa experiência como vice-prefeito, para além do desafio de aprendizado,
02:46de respeito ao protagonismo do prefeito, que mesmo quando eu discordo é quem toma as decisões,
02:50foi uma experiência de confirmar o diagnóstico que eu já tinha antes
02:54de como o nosso interior está estrangulado.
02:56E até por isso, a gente vai falar disso daqui a pouco,
02:58que eu reforcei esse passo, essa vontade de uma nova pré-candidatura a deputado federal.
03:04Os executivos municipais, daí vale o prefeito, o vice, os secretários,
03:08em muitos municípios, em especial no interior,
03:11são hoje apenas executores de emendas de deputados.
03:14Não tem muita autonomia, não tem vida própria,
03:17mesmo pensando numa cidade que arrecada tanto quanto Cascavel.
03:20Então, ter a confirmação desse diagnóstico que eu já tinha antes,
03:24teórico, como cientista político, como alguém que conheceu Brasília,
03:27agora botando a mão na massa como vice-prefeito,
03:29é também aprendizado importante para esse novo passo de serviço
03:32como pré-candidato a deputado.
03:34O senhor comentou que em dois momentos assumiu a prefeitura,
03:37mas é claro que eu preciso perguntar, porque houve um momento de férias
03:40do prefeito Reinaldo Silva, em que as pessoas esperavam ver Henrique Mecabu
03:43assumindo a prefeitura, porém, naquele momento, isso não aconteceu.
03:47Por quê?
03:48Nesse momento, o prefeito Reinaldo ainda está de férias,
03:51por mais alguns dias, e nesse momento, se eu assumisse a prefeitura,
03:55eu infringiria a lei eleitoral e ficaria inelegível.
03:58Então, nesse período, até outubro, eu estou impossibilitado de assumir a prefeitura.
04:04Inclusive, tirei licença, daí não remunerada, para esse período,
04:09para estar fora do cargo de vice-prefeito,
04:12para possibilitar, inclusive, que o presidente da Câmara, o próximo,
04:15na linha sucessória, tomasse posse.
04:18Então, não foi por falta de vontade, foi impossibilidade legal de assumir,
04:23porque é sempre um prazer ter essa oportunidade de sentar na cadeira do prefeito
04:26e passar uns dias ali tomando as decisões de fato.
04:28Essa é uma outra informação que é importante a gente destacar.
04:32O senhor falou que abriria mão, então, do salário de vice-prefeito
04:34nesse período de pré-campanha e também durante a campanha,
04:38agora, até outubro desse ano.
04:40Essa é uma decisão baseada numa necessidade jurídica
04:44ou tem um propósito também?
04:46Veja, essa decisão não é de necessidade jurídica alguma,
04:49é de uma vontade pessoal, eu entenderia imoral receber o salário estando pré-candidato.
04:55O vice-prefeito não tem obrigação de dar expediente,
04:59de estar na prefeitura, e recebe mesmo assim.
05:02E é comum que os vice-prefeitos que são candidatos
05:04sigam recebendo salário enquanto trabalham suas pré-candidaturas e candidaturas.
05:09Mas, dado que até aqui eu consegui estar plenamente presente
05:13e que, a partir daqui, eu intensifico mais minhas rodadas pela região,
05:16visitas a outros municípios, não só mais à noite e nos finais de semana,
05:21mas mesmo durante o dia, eu optei por abrir mão do salário.
05:25Foi uma orientação jurídica, sim, que eu passasse a doar esse salário,
05:29já que parece impossível, legalmente, que eu apenas recuse recebê-lo.
05:34Então, em vez de assinar que não posso receber, enfim,
05:37eu recebo o salário, normalmente vou doar para entidades aqui de Cascavel,
05:41que eu nem pretendo divulgar porque eu não quero que pareça algo eleitoreiro.
05:44Eu tomei essa decisão porque eu acharia errado, me sentiria mal,
05:48não dormiria bem à noite recebendo salário se não estou atuando como vice.
05:51Estou mais intensamente como pré-candidato.
05:53E nisso eu passo a doar o salário ao longo desses três meses que ainda temos pela frente.
05:58E em que momento que o pré-candidato vai virar candidato oficialmente?
06:02Olha, eu posso me dizer candidato a partir das convenções partidárias.
06:07A convenção do meu partido novo deve ser em 1º de agosto.
06:10Então ainda falta uns 5, 6 dias.
06:12Mas eu posso, ostensivamente, fazer campanha, colar adesivo, distribuir material e pedir voto
06:19só a partir de 16 de agosto.
06:21Até 16 de agosto é um trabalho mais de bastidores, silencioso,
06:25de organização nos municípios dessa campanha que está por vir.
06:28Já tivemos o nome Henrique e acabou concorrendo à Câmara dos Deputados em 2022.
06:34Você fez 27 mil votos, quase 28 mil votos.
06:37Ainda não foi suficiente para se eleger, mas foi uma porta aberta no cenário político.
06:43O que diferencia o Henrique e me acabou de 2022 para o de 2026?
06:47Olha, o Henrique e me acabou de 2022 era um maluco que nem sabia se estava sozinho ou não nessa
06:53maluquice.
06:54A família era contra a candidatura à época.
06:56Então aquela disputa de 2022 foi para mim uma grande confirmação de que
07:00se eu sou maluco por querer abrir mão de possibilidades no mercado privado de estar na política,
07:05eu não sou maluco sozinho.
07:07Que outros, cerca de 28 mil malucos do Estado inteiro, concordaram comigo
07:11e apostaram no meu currículo como alguém que poderia ser o melhor funcionário para eles em Brasília.
07:16Claro que dessa votação toda foi em 292 municípios,
07:19mas ela foi expressiva em especial dentro de Cascavel.
07:22E ela me deu o grau de conhecimento para hoje estar vice-prefeito da cidade.
07:26O que mudou em especial é essa bagagem prática, é ter colocado a mão na massa,
07:31é ter conhecido uma gestão municipal por dentro, ter conhecido de fato,
07:35ter colaborado e ter entendido ainda mais esses desafios.
07:39Ter visto de perto com pouco fica aqui na ponta onde a gente paga a conta.
07:43Nós do interior trabalhamos muito, acordamos cedo e às vezes a gente sente
07:47que o que vem da política enquanto a gente trabalha só atrapalha.
07:50A gente sente que fica vivendo em troco de migalha.
07:53Essas migalhas que são as emendas do nosso próprio dinheiro,
07:55que é muito pouco que fica aqui.
07:57Hoje, no Paraná, cada R$100 que nós pagamos em impostos, ficam R$16.
08:02É pouquíssimo que fica aqui onde as coisas acontecem no município.
08:05Eu já tinha essa noção teórica como cientista político, como economista,
08:10como mestre em economia, mas pude sentir a dor agora na pele, na prática,
08:14como vice-prefeito nesses períodos como prefeito.
08:16E, claro, para além disso, pensando mais em campanha,
08:20estando vice-prefeito de Cascavel, é verdade também que as portas se abrem
08:25em outras cidades, porque Cascavel é uma referência para toda a região.
08:28Então, hoje eu não sou mais aquele Henrique de 26 anos, de 2022,
08:32que tinha só os amigos mandando mensagem no celular, tentando buscar apoio.
08:35Tenho grupos de apoio formados já em 81 municípios,
08:39em especial aqui na região oeste,
08:41que viabilizam essa pré-candidatura, candidatura,
08:44dão uma chance real de que dessa vez eu chegue a Brasília.
08:47Você já começou a responder a minha próxima pergunta,
08:50que seria o porquê, então, se candidatar novamente a deputado federal.
08:54Mas eu peço que você explique, destrinche um pouquinho,
08:58o que te leva a querer estar em Brasília novamente?
09:02Eu acredito que estar deputado federal, comparando com estar vice-prefeito,
09:07é uma possibilidade de servir mais e de servir melhor.
09:10Será um mandato meu, do qual eu sou titular,
09:12no qual eu estou nas decisões sozinho,
09:14e no qual eu estou responsável por elas, sozinho também.
09:17Não tem problema em ser cobrado por isso depois.
09:20E, para além disso, é uma necessidade do nosso cenário municipal e regional.
09:25Cascavel, no seu melhor momento,
09:27teve cinco deputados federais domiciliados aqui ao mesmo tempo.
09:30Hoje, nós não temos nenhum em atividade, em exercício do mandato.
09:35Nós temos um deputado domiciliado aqui que está licenciado,
09:37que é o deputado Nelsinho Padovani.
09:38A região oeste do Paraná como um todo,
09:41no seu melhor momento, já teve seis deputados federais.
09:44Hoje, não tem três.
09:45Então, retomar essa representatividade,
09:47que é ter gente lá em Brasília, onde importa,
09:50falando pelas nossas pautas, bandeiras de quem trabalha no interior,
09:53e também garantindo que mais recursos que a gente gera fique aqui na ponta,
09:57é uma prioridade.
09:59E isso se reforçou estando vice-prefeito.
10:01Estar vice-prefeito é uma posição, em certo sentido, até cômoda.
10:05Ela não tem toda essa obrigação.
10:06Ela tem flexibilidade de interação com diferentes pastas.
10:10Mas eu entendo que mesmo que nós trabalhemos muito bem aqui em Cascavel,
10:13existem coisas a nível de região e de Brasil que vão muito mal.
10:17Nós temos sofrido aqui com dificuldade de infraestrutura,
10:19pensando nas rodovias.
10:20Temos sofrido com a instabilidade de energia elétrica.
10:24Hoje não é um problema só nos distritos rurais, no interior.
10:27Nós temos bairros da cidade inteiros que ficam sem luz nesse frio.
10:31Falta até o banho quente no final do dia.
10:33Então, esse tipo de coisa pode ser resolvido, infelizmente, não aqui na ponta,
10:37mas lá em Brasília.
10:38Então, é por isso que eu estou vendo essa oportunidade de retomar a representatividade
10:42de Cascavel e da região agora como deputado federal.
10:45Henrique Mecabu, você representa o Partido Novo,
10:49que a nível estadual tem uma aliança forte com o PL.
10:54Porém, aqui em Cascavel, parte da direita tem seguido a linha do prefeito Renato Silva,
11:01apoiando o candidato Sandro Alex, e não o Sérgio Moro.
11:05Aí eu queria te perguntar, como que você avalia essa divisão?
11:10Por chamar de racha, você acredita que isso possa, de alguma forma,
11:14interferir, prejudicar, dificultar a sua campanha?
11:17Olha, Luiz, sem dúvida é um desafio, né?
11:19Porque apesar de institucionalmente eu seguir vice-prefeito,
11:22fica claro para as pessoas que, de alguma maneira,
11:25politicamente, eu e o prefeito Renato estamos divididos.
11:27Ele segue com o grupo do governador Ratinho Júnior,
11:30que tem o pré-candidato Sandro Alex,
11:32e o meu Partido Novo está coligado com o pré-candidato Sérgio Moro,
11:37do PL, que tem seu vice também do PL, que é aqui de Cascavel.
11:40Então é um momento de divergência política, certamente.
11:44E isso enfraquece o ímpeto do prefeito de me apoiar como pré-candidato a deputado,
11:50dado que eu não estou vinculado ao grupo ao qual ele responde a nível de Estado.
11:54Eu acho que é importante nós retomarmos, se nós formos falar de direita,
11:59o serviço prestado pelo Sérgio Moro ao longo da história recente,
12:02não só política, mas jurídica brasileira.
12:05Não há dúvida para mim que, ainda mais estando nessa coligação PL Novos,
12:08dois partidos mais à direita no cenário nacional,
12:11que ele é o candidato da direita aqui no Paraná.
12:13Agora, é natural que os prefeitos, no interior em especial,
12:17dado que tão pouco dinheiro fica aqui,
12:19tem os seus compromissos com o governo do Estado,
12:22até para garantir que o recurso que foi prometido aqui chegue.
12:26Existe algum receio sobre isso,
12:27se o governo do Estado hoje consegue honrar tudo o que foi prometido para o interior,
12:31é um momento de desafio,
12:32onde os prefeitos reforçam a demonstração dessa fidelidade ao governador
12:36para garantir que sejam atendidos aqui na ponta.
12:39De novo, o cenário para as cidades do interior é muito desafiador,
12:43é pouco recurso que fica aqui,
12:45e nós dependemos, sim, da boa vontade do governo do Estado,
12:48até do governo federal, às vezes.
12:50Agora, eu entendo também a minha pré-candidatura,
12:53vinculada ao senador, pré-candidato ao governo Sérgio Moro,
12:57e próxima dele, rodando com ele pelo interior,
13:00também como uma porta aberta para Cascavel.
13:02Hoje, olhando para as pesquisas,
13:04é provável que o próximo governador seja o Sérgio Moro.
13:07E Cascavel seguirá dependendo do governo do Estado.
13:10Então, certamente, eu sigo, a partir disso, um funcionário de Cascavel
13:13e alguém que vai mostrar para o, talvez, futuro governador Sérgio Moro
13:18que não é bem assim, que Cascavel não estava contra ele.
13:20Pelo contrário, eu estava aqui o apoiando
13:22e precisamos também dos bons olhos dele como governador.
13:26Nós, pelo tamanho da nossa cidade,
13:28quarta maior cidade do Estado,
13:30precisamos ter portas abertas para um governo do Estado,
13:32qualquer que seja esse governo.
13:33Seja Sandro Alex, que ainda é um pouco mais atrás,
13:35seja porventura Rafael Greca,
13:37seja Requião Filho, mais à esquerda,
13:39seja Sérgio Moro, que hoje é o nome mais provável.
13:41Mas, enquanto isso não se define,
13:43para além da pauta majoritária estadual,
13:45para além do direito e da esquerda,
13:48existe a necessidade de representação do interior.
13:50De novo, nós já tivemos seis no Oeste,
13:53hoje não temos três,
13:53já tivemos cinco em Cascavel,
13:55hoje não temos nenhum.
13:56Acho que essa é a bandeira principal em prol da cidade.
13:59A majoritária a gente talvez vê no segundo plano.
14:02Agora eu vou voltar para Cascavel e fechar a porta,
14:05trancar a gente no muro de Cascavel
14:07e te perguntar uma possível crítica que você pode enfrentar
14:11caso seja eleito deputado federal.
14:14Ah, mas ele deixou a vice-prefeitura,
14:17faltando dois anos para terminar o mandato.
14:19Como que você imagina responder a esse tipo de crítica?
14:21Eu, de novo, acredito que estar deputado federal,
14:25e felizmente a minha eleição tem se construído provável,
14:28é um espaço de aumentar o meu compromisso com Cascavel.
14:32Não só ganhar um novo compromisso regional, estadual,
14:35mas em especial aumentar meu compromisso com a cidade.
14:38Porque estar vice-prefeito, de novo, é uma posição limitada.
14:41É uma posição na qual você exerce o cargo de prefeito poucas vezes.
14:45Eu estou vice-prefeito há um ano e meio,
14:47mas exerci por cerca de 20 dias ao todo
14:49o cargo de prefeito em duas oportunidades.
14:51Então, o serviço efetivo para a cidade
14:54acaba limitado por limitação da função.
14:56Agora, um deputado federal, ainda mais nesse momento
14:58no qual nós não temos nenhuma atividade do mandato,
15:01e no qual a região tem tão poucos,
15:03é alguém que pode, de fato, cuidar da cidade.
15:05Com recursos, e eu falo dessas emendas como migalhas,
15:09porque o dinheiro é nosso mesmo e não são mais do que obrigação.
15:11Mas, ainda assim, são uma obrigação importante.
15:13E, para além dos recursos, das emendas,
15:16falo também da tomada de posição
15:18para a revisão de normativas federais
15:20que impactam a energia elétrica aqui,
15:22para garantir que nós tenhamos estradas melhores,
15:24não só no interior, mas as rodovias também,
15:27é por faltar representatividade, por exemplo,
15:30que hoje as obras de duplicação da BR-277
15:32foram retomadas já.
15:34Mas foram retomadas não aqui onde é mais violento,
15:36de Matelândia a Cascavel,
15:38passando por Céu Azul, Santa Teresa do Oeste,
15:40onde acontecem tantos acidentes.
15:42Foram retomadas de Guarapuava a Curitiba,
15:44porque lá eles têm mais deputados,
15:45mais representantes, mais despachantes,
15:47do que nós temos aqui no Oeste,
15:49Sudoeste, até Noroeste hoje.
15:50Então, eu acredito que a possibilidade de estar deputado federal
15:54é uma ampliação desse compromisso com a cidade.
15:57Eu posso entregar mais serviço, mais resultado,
16:00estando deputado, do que hoje como vice-prefeito.
16:02E nesse contexto, eu estou conversando com alguém
16:05que é cientista político, economista,
16:08é da área de exatas, lida com números,
16:10avalia estatísticas e cenários,
16:13e por isso eu te pergunto,
16:14se no teu planejamento político existe uma aspiração
16:19de ser prefeito de Cascavel, quem sabe já em 2028.
16:23Pois, eu acho improvável que isso aconteça já em 2028.
16:27Eu tenho dito muito claramente,
16:28e repito aqui para quem nos acompanha na CGN,
16:31que eleito deputado federal,
16:34eu não largo esse mandato de deputado na metade.
16:38Eu cumpro os quatro anos de mandato, pelo menos.
16:41Eu não vou largar em dois anos e voltar aqui de novo
16:43para disputar a prefeitura.
16:44Esse é um compromisso que eu posso fazer e quero fazer,
16:47porque eu estou dizendo para as pessoas
16:49que eu entendo que o Cascavel precisa de deputados federais
16:51com urgência.
16:52Não faria sentido eu me eleger para daí abrir mão
16:54e voltar para uma disputa municipal.
16:56Eu ainda tenho 30 anos de idade.
16:57Acredito que um dia vai chegar a minha vez,
17:00a minha oportunidade de disputar uma eleição com viabilidade
17:03para ser o chefe do nosso executivo.
17:06Sei que algumas pessoas esperavam isso
17:07já para o próximo pleito em 2028,
17:09mas eu entendo que o momento agora
17:12é de maior representatividade para Cascavel a nível federal.
17:16O futuro a Deus pertence.
17:18Na política nós nunca podemos dizer nunca
17:19e eu espero estar preparado para quando chegar a esta missão.
17:23Mas em 2028, em especial estando deputado federal,
17:26é improbabilíssimo que eu venha para a disputa municipal.
17:29A gente falou de ciências exatas,
17:30agora eu vou partir para a biologia.
17:33Diz a biologia que o cérebro humano
17:36atinge a maturidade aos 30 anos.
17:38Ou seja, aos 30 anos,
17:40eu estou conversando com o Henrique Mecabó,
17:42que estaria no auge da sua potencialidade cerebral.
17:45Agora falando de maturidade política,
17:48você se considera nesse momento maduro
17:51para enfrentar qualquer desafio nessa área?
17:54Sem dúvida, Luiz.
17:55Starves, prefeito, ensinou também isso.
17:58Ensinou tolerância, temperança, paciência.
18:00De novo, você está num mandato
18:03vinculado a uma outra liderança
18:04com a qual você não concorda o tempo todo.
18:06Se nem marido e mulher concordam,
18:08imaginem um prefeito e um vice
18:10que são de grupos políticos diferentes
18:11fizeram uma aliança eleitoral em prol da cidade.
18:13Então, aprender a lidar com a divergência,
18:16com a multiplicidade de opiniões
18:17num governo que não é composto
18:19só por gente que eu indiquei,
18:22com quem necessariamente eu me dou bem,
18:23apesar de, felizmente, eu me dar muito bem
18:25com o nosso time de secretários.
18:27É um grande desafio.
18:28E eu fico honrado de ter passado por isso
18:31já tão jovem, mais jovem da história,
18:32porque me permitiu acelerar uma curva de aprendizado
18:36rumo a desafios futuros.
18:37Então, eu acredito que sim,
18:38que hoje eu tenho muito mais maturidade
18:40do que lá naquela primeira disputa
18:42para eu cair de paraquedas de volta do Canadá,
18:45onde eu estudei,
18:46contra a vontade da família que estava desesperada,
18:48nunca havia participado de política
18:49e não queria que o Henrique participasse.
18:51Então, agora, já desenvolvido não só na teoria,
18:54mas em especial na prática,
18:55eu acredito que a maturidade está em dia
18:57para encarar esse desafio lá em Brasília.
19:00Maturidade, mas também umas características fortes
19:03de uma geração que está no mundo digital,
19:05acompanhando as redes sociais.
19:08Aliás, nas redes sociais,
19:09o senhor se coloca como um político de direita,
19:13alinhado à direita.
19:15Nesse sentido,
19:17uma possível eleição para deputado federal pela direita,
19:21o senhor seguiria uma linha mais ideológica da direita
19:26ou manteria um compromisso mais municipalista?
19:30Eu acredito, Luiz, que essas duas coisas,
19:32para o nosso cenário de oeste do Paraná,
19:35caminham juntas.
19:36Eu acredito que defender quem trabalha,
19:39defender redução tributária,
19:41defender direito à propriedade,
19:43que são bandeiras tradicionalmente da direita,
19:45são as bandeiras mais urgentes
19:48para o nosso interior,
19:49para o nosso oeste do Paraná.
19:50Nós temos cidades com risco de invasão de terra
19:53a menos de 40 minutos da gente.
19:55Uma hora, então, a coisa piora.
19:57É Guaíra, Terra Roxa,
19:59Autônia, Laranjeiras,
20:00Rio Bonito do Iguaçu.
20:01Nós precisamos de representantes daqui
20:03que mandem recursos de maneira municipalista?
20:05Com certeza.
20:06Mas precisamos também de representantes
20:08que tomem posição em favor da nossa região,
20:10falando de legislação,
20:12falando de marco temporal,
20:14falando de normativa federal de energia elétrica,
20:16para garantir multas da Coppel
20:18quando ela não atende os nossos bairros
20:19e nosso interior.
20:20Então, eu acredito que nesse momento em especial,
20:23ter essas bandeiras de quem trabalha,
20:25essas bandeiras da produção,
20:27do direito à propriedade,
20:28da redução de impostos,
20:30é também bandeira aqui da nossa região.
20:33Quando um representante daqui
20:34fala em revisão do pacto federativo,
20:36de mudar quanto dinheiro vai para Brasília,
20:38vai para Curitiba e não volta aqui para a ponta,
20:40ele está falando de empoderar o município
20:42aqui onde as pessoas batem na porta
20:43do prefeito, do vice,
20:45buscando saúde, buscando educação,
20:47buscando um asfalto melhor na rua.
20:48Então, eu acredito que é um momento especial
20:51também por isso.
20:52A defesa ideológica da direita
20:54é também a defesa do Brasil que dá certo,
20:57que nós encontramos aqui em Cascavel
20:58e no oeste do Paraná.
20:59A nossa região está cansada
21:01de ser a melhor da porteira para dentro
21:02e está dentre as piores da porteira para fora.
21:05Nós temos as melhores terras do Brasil
21:07e nós produzimos muito,
21:09alimentamos o mundo todo,
21:10apesar da falta de energia,
21:12apesar da falta de boas rodovias.
21:14Eu acredito que levar essas bandeiras para Brasília
21:16e mostrar que esse Brasil é que funciona,
21:18que ele não pode ser demonizado,
21:19que aqui tem gente boa,
21:20que acorda cedo, trabalha
21:21e só sente que a política atrapalha.
21:23Levar essa mensagem para Brasília
21:25é urgente e está caminhando lado a lado.
21:28Estar à direita
21:29e estar a favor do nosso interior.
21:31Nesse momento, eu relembro,
21:33agora reforço,
21:34uma trajetória acadêmica
21:36que você construiu fora do Brasil,
21:38no Canadá.
21:39É formado em Economia e Ciência Política
21:42pela University...
21:45McGill.
21:46McGill University, em Montreal.
21:48Fez também um mestrado em Economia
21:50na Universidade de Toronto.
21:52Com um currículo assim,
21:53é claro que você poderia trabalhar
21:55na iniciativa privada
21:57em várias partes do mundo.
21:58por que que decidiu
22:00se enveredar pelo caminho da política
22:02justamente no momento
22:04em que a descrença
22:05da população está tão grande?
22:07Olha, Luiz, eu decidi
22:09participar da política
22:10exatamente para tentar
22:12retomar essa esperança,
22:14essa confiança
22:15de que a política ainda pode ser
22:16ferramenta de serviço.
22:18E o meu momento de decisão
22:20se deu num momento
22:22de muita indignação.
22:23Eu estava ainda no Canadá,
22:25vivia lá, estudava lá,
22:26ainda na graduação,
22:28antes do mestrado,
22:28e a Universidade do Canadá
22:30queria entender melhor
22:31como funcionava
22:32a política brasileira.
22:33E me convidou
22:34para passar três meses
22:35em Brasília,
22:36tentando explicar para eles
22:38como que se dava
22:39a dinâmica lá na capital.
22:40Eu nunca tinha estado
22:41em Brasília nem como turista.
22:42E eu vi de perto
22:43um despreparo técnico
22:45muito grande
22:46dos nossos representantes.
22:47Para além de despreparo,
22:49eu vi algo pior,
22:50que é desinteresse.
22:51Parecia que só surgia interesse
22:52quando o interesse
22:53era no próprio umbigo.
22:54Não havia interesse técnico
22:56em debater pautas
22:57que interessassem para nós.
22:58Eu vi especificamente
22:59o deputado que estava lá
23:00tomando um chimarrão,
23:01conversando com um colega
23:02de outra região,
23:03e quando colocavam
23:04um projeto em votação
23:06na comissão,
23:07era um assessor dele
23:08que entrava na sala,
23:09pegava no braço
23:09e levantava a mão.
23:10Para ele votar sim ou não.
23:13Então ver isso de perto
23:14me deixou muito indignado.
23:15E eu entendi que em algum momento
23:16eu poderia colocar
23:17o meu currículo à disposição,
23:18apesar de, modéstia à parte,
23:20não precisar disso financeiramente,
23:22graças a Deus,
23:23pelo privilégio de ter nascido
23:24numa família
23:24do empresariado
23:25aqui da cidade,
23:26eu poderia colocar
23:27o meu currículo à disposição
23:28para tentar melhorar
23:30a visão que as pessoas
23:31tinham da política.
23:32Minha família nunca tinha
23:32se envolvido com isso antes.
23:34Eu cresci com meu pai
23:34desligando a televisão
23:35toda vez que surgia
23:36o noticiário político.
23:38Foi mensalão,
23:39petrolão, lava jato.
23:40Era jornal nacional fantástico,
23:42meu pai desligava a TV
23:43porque entendia
23:44que aquilo não era para a gente.
23:45Política era coisa
23:45só para a gente ruim.
23:47Então quando eu vejo isso
23:48de perto em Brasília,
23:48eu volto para o Canadá,
23:49termino minha formação,
23:51consigo uma nova bolsa de estudos,
23:53vou para o mestrado,
23:53cheguei a ter uma atuação
23:54junto ao Banco Central do Canadá,
23:56mas eventualmente decidi voltar,
23:58voltar de fato,
23:59porque eu não quero viver
24:00em outro país.
24:01Eu não tenho mais esse sonho,
24:02eu tenho o sonho de viver
24:02em outro Brasil,
24:03um novo Brasil.
24:04E a política é a ferramenta
24:06para construir esse Brasil.
24:07Eu me recuso a aceitar
24:08que eu nasci
24:09num lugar tão maravilhoso,
24:10com tanto recurso,
24:10com tanta gente boa,
24:12que trabalha,
24:13que se dedica,
24:13e que cada vez mais
24:15os jovens estejam vendo
24:17como saída para o Brasil
24:18ou a Ponte da Amizade,
24:19levando suas ideias
24:20de negócio para o Paraguai,
24:21ou o aeroporto de Guarulhos
24:22para ir viver na Europa
24:23ou em algum outro canto do mundo.
24:25Nós temos que fazer
24:25o Brasil dar certo aqui
24:26e a política tem que ser
24:27ferramenta de serviço para isso,
24:29para que a gente cuide
24:29de quem mais precisa,
24:30não para que o político
24:31fique cuidando
24:32do próprio umbigo.
24:32E quando eu vejo
24:33que nós temos vários
24:34que estão lá,
24:35em especial em Brasília,
24:37desde antes de eu nascer,
24:38há mais de 30 anos,
24:40essa indignação aumenta,
24:41essa vontade de ocupar
24:42esse espaço aumenta.
24:44Apesar da gente gostar
24:45da política
24:45ou não gostar da política,
24:47as cadeiras na política
24:48não ficam vazias.
24:49Quando a gente incorre
24:50em omissão,
24:51a gente está facilitando
24:51a vida desses mesmos de sempre,
24:53porque alguém vai sentar
24:53naquela cadeira
24:54e falar por nós.
24:55Então, por que não nós
24:57participarmos?
24:57Eu, mais jovens,
24:59mais pessoas,
25:00gente boa,
25:00gente nova,
25:01gente preparada
25:02que não era da política,
25:03mas decide dar esse passo.
25:04Eu acredito que posso
25:05servir de exemplo
25:06para isso também.
25:08O senhor é considerado
25:09um político muito atuante
25:10nas redes sociais,
25:12porém,
25:13talvez alguém possa
25:14interpretar isso
25:15como uma crítica.
25:16Ah, mas ele é um
25:17vice-prefeito virtual.
25:20De que forma
25:21que você encara
25:22esse tipo de comentário?
25:25E existe a possibilidade
25:26de transformar isso
25:27numa oportunidade?
25:29Sem dúvida, Luiz.
25:30Obrigado pela oportunidade
25:31de falar sobre isso.
25:32Volta e meia
25:33me escrevam
25:33de vice-prefeito tiktoker,
25:35sendo que eu nem tenho
25:36contativa no tiktok.
25:38Eu acredito que as redes sociais
25:39são uma ferramenta
25:41excepcional
25:41de aproximação
25:43da população,
25:44de reaproximação
25:45do público jovem
25:46da política
25:46para que ele entenda
25:47por que a política importa.
25:49Em especial
25:50porque algumas decisões
25:51sendo tomadas na política,
25:52lá no nível federal
25:53ainda mais,
25:54vão vigorar
25:55por 30, 40, 70 anos.
25:57Vão mudar mais
25:57na vida desse jovem,
25:59dos filhos dele,
26:00do que na vida
26:00de quem está lá
26:01tomando a decisão.
26:02E daí seria importante
26:03essa participação,
26:05esse conhecimento
26:05sobre o que está acontecendo
26:06na política.
26:07Tanto as redes sociais
26:08funcionam que,
26:09vindo para cá,
26:09eu recebi o alerta
26:10de uma cidadã
26:11sobre um problema
26:12num cruzamento
26:13aqui da cidade,
26:14já mandei para transitar
26:15para estilo técnico,
26:16já me responderam
26:17que vão fazer
26:17uma pintura termoplástica
26:19para reduzir
26:19o número de acidentes,
26:20de colisões.
26:21Então, as redes sociais
26:22reaproximam o político
26:24da população,
26:25colocam ele em posição
26:26de funcionário,
26:27inclusive para levar
26:28os puxões de orelha
26:29e eu tenho levado.
26:30Eu tento tornar
26:31a minha comunicação
26:31mais didática,
26:32mais brincalhona,
26:33às vezes mais jovial,
26:34para reaproximar
26:35de uma parcela
26:36da população
26:37que estava desacreditada,
26:39nem queria saber
26:39falar em política,
26:40acha que esse assunto
26:41não é para ele,
26:41em especial de um novo
26:42dentre os mais jovens.
26:44Agora,
26:44algo que é importante
26:45pontuar também
26:47é que eu posto bastante,
26:50mas eu posto
26:51muito menos
26:52do que eu faço
26:52e nós metrificamos
26:53isso no ano passado.
26:54Quantas agendas eu tive
26:55e quantas stories
26:56eu postei?
26:57É muito menos stories
26:58do que trabalho.
26:59eu falo às vezes
27:01sim de nível federal,
27:02mas tive muitas
27:03mais postagens
27:05falando do meu trabalho,
27:07das entregas da gestão
27:08a nível municipal
27:08e, ainda assim,
27:11o que repercute
27:12é quando eu falo
27:12de Brasília.
27:14Onde eu quero chegar?
27:15Muitas vezes
27:15essa crítica
27:16ao meu estilo
27:17de comunicação,
27:18em geral,
27:19não vem verdadeiramente
27:21pelo estilo
27:22da comunicação.
27:23Vem como uma crítica
27:24por eu estar falando
27:26de política
27:26no nível federal.
27:27como se as brigas
27:29de Brasília
27:29não importassem
27:30para a gente.
27:31Agora,
27:32o preço que vem subindo
27:33no Brasil todo,
27:34na prateleira
27:34do supermercado,
27:35não sobe também
27:36aqui em Cascavel?
27:37A gasolina,
27:38que agora está mais
27:39misturada com etanol
27:40do que nunca,
27:40não vai estar
27:41nas bombas dos postos
27:42aqui também
27:43de Cascavel?
27:44A normativa
27:45de energia elétrica
27:46que faz que falte
27:47energia elétrica
27:48no interior,
27:48que vem lá de Brasília,
27:49não faz faltar
27:50energia elétrica
27:51aqui em Cascavel também?
27:52O rombo das estatais
27:53que está no nível recorde,
27:55a nível de Brasil,
27:55não é pago também
27:57pelo Cascavelense?
27:59Quando o Supremo
28:00Tribunal Federal,
28:01o Judiciário,
28:01dá uma decisão
28:02que gera insegurança
28:03no direito à propriedade
28:04aqui na região,
28:05não impacta também
28:06o produtor rural
28:07aqui da nossa cidade,
28:09eu tenho,
28:10apesar da limitação
28:11como vice-prefeito,
28:12atuado nas pautas
28:13da gestão.
28:14Quando a população
28:14em situação de rua
28:15estava no número recorde,
28:16eu fui para a rua,
28:17acompanhei as abordagens,
28:18conversei com essas pessoas
28:19e num plano de trabalho
28:20nós reduzimos esse número
28:21para menos da metade.
28:23Quando havia o problema
28:24no asfalto,
28:25que ainda existe,
28:26ainda tem muito a ser trabalhado,
28:27eu estava lá no início
28:28das obras de reperfilamento
28:29asfalto.
28:30Em especial,
28:31nas vezes que estive
28:32prefeito em exercício,
28:33acompanhei várias obras
28:34pela cidade toda,
28:35em todas as regiões.
28:36Então,
28:36é justo,
28:37é vale que a população
28:38me cobre pelo trabalho municipal.
28:40Eu quero ser cobrado
28:41por isso também.
28:42Agora,
28:42não me peçam,
28:43não me cobrem covardia
28:45em relação às pautas federais.
28:47As brigas federais
28:48são também brigas
28:49de quem trabalha
28:50aqui em Cascavel
28:51e eu não abro mão
28:52desse tipo de posição.
28:53Eu tenho duas perguntas
28:55para a gente encerrar
28:55essa nossa conversa
28:56e é claro que a última delas
28:59é a que talvez mais interesse
29:00quem está acompanhando
29:02essa conversa.
29:03Mas vamos lá,
29:04a penúltima.
29:05Uma avaliação
29:06da atuação
29:07do Partido Novo,
29:08porque a gente tem um partido
29:09que tem força
29:10aqui no Estado
29:11com nomes fortes,
29:12por exemplo,
29:13Jeffrey,
29:14o Chiquini,
29:15o Paulo Martins,
29:16o Guilherme Quilter,
29:17mesmo o Deltan Dallagnol.
29:19Qual é a avaliação
29:20que você faz
29:21desse momento
29:22do partido
29:23para essas eleições?
29:24Olha,
29:25eu estou no Novo
29:25desde que o Novo
29:26era mato,
29:27não tinha ninguém lá.
29:28Eu fui cabeça de chapa
29:30do partido
29:30a deputado federal,
29:31fui bem votado
29:32com aqueles
29:32quase 30 mil votos,
29:33mas o partido
29:34como um todo
29:35não se tomou cadeira
29:36aqui no Paraná
29:36em 2022.
29:37Então,
29:38certamente hoje,
29:39esse partido,
29:40primeiro ao qual
29:41eu me filiei,
29:41o único pelo qual
29:42eu já disputei a eleição,
29:44ele está no seu melhor momento
29:45e, em especial,
29:46está no seu melhor momento
29:48aqui no Paraná.
29:49Nós temos
29:49essas grandes lideranças
29:50que você citou.
29:51Depois da cassação,
29:52o Deltan Dallagnol
29:53veio para o Novo,
29:53é o nosso pré-candidato
29:54a Senado.
29:55Nós temos hoje
29:56o vice-prefeito,
29:57colega vice-prefeito
29:58de Curitiba,
29:58Paulo Martins.
29:59Temos o Jeffrey Chiquini,
30:01que nessa contraposição
30:02ao Supremo Tribunal Federal,
30:04nas pautas do 8 de janeiro,
30:05é um fenômeno
30:06midiático das redes,
30:07deve ser muito bem votado
30:09a deputado federal.
30:10Temos o Guilherme Quilter,
30:11que é um jovem,
30:12mais jovem do que eu,
30:13muito forte no meio evangélico,
30:14segundo o vereador
30:15mais votado da capital.
30:16Isso me anima muito,
30:18porque são nomes que,
30:19disputando a eleição
30:21a deputado federal,
30:22se tornam os famosos
30:23puxadores.
30:24Eles fazem mais votos
30:26em Curitiba
30:27do que eles precisariam
30:28no Estado inteiro
30:29para somar uma cadeira.
30:30E nisso,
30:31eles facilitam
30:31que alguém como eu,
30:32do interior,
30:33chegue também
30:34a cadeira de deputado federal.
30:35Hoje,
30:36o Partido Novo imagina
30:37fazer quatro deputados federais
30:39no Estado
30:40e o Diretório Estadual
30:41entende que eu estou
30:42ou em terceiro
30:43ou em quarto.
30:44Então,
30:44mantendo esse ritmo de trabalho
30:46por tantas cidades,
30:46mais de 80 já no interior,
30:48tendo uma boa largada de casa
30:49aqui em Cascavel,
30:50ainda mais com Cascavel,
30:51tendo essa necessidade
30:52de representação federal,
30:54eu acredito que as chances
30:55são muito boas,
30:56o Partido está bem estruturado.
30:57O Novo passou anos
30:58tentando devolver
31:00recurso público
31:00e os outros partidos
31:02não deixavam
31:02que o Novo devolvesse
31:04porque
31:06sofreriam pressão
31:07para devolver também.
31:08Então,
31:08é uma eleição
31:08para a qual o Novo
31:09vem bem estruturado
31:10de recursos,
31:11vem bem estruturado
31:12de nomes
31:12e isso viabiliza
31:13a eleição de alguém jovem,
31:15sonhador,
31:16talvez daria para dizer
31:17como eu,
31:18nascido e criado
31:18aqui em Cascavel
31:19e agora quer ser funcionário
31:20dessa cidade lá em Brasília.
31:21E essa que é a minha última pergunta,
31:24por que
31:24que o eleitor
31:25de Cascavel
31:26e região
31:28deveria confiar,
31:29investir,
31:30depositar o voto
31:31em Henrique Mecabou
31:32para representá-lo
31:33na Câmara dos Deputados?
31:34Eu acredito que
31:35eu estou em busca
31:36de um voto
31:37que é de opinião.
31:38É o voto
31:39de quem está de saco cheio,
31:40é o voto
31:40da indignação,
31:42é o apoio
31:43de quem já percebeu
31:44que os mesmos de sempre
31:45não vão resolver
31:46os problemas
31:46que nós temos
31:47desde sempre.
31:48E eu conheço isso
31:49porque vi Brasília
31:50de perto,
31:51porque tenho atuado
31:52como vice-prefeito,
31:53estou dentro da política
31:54e porque tenho
31:55só 30 anos.
31:55Então,
31:56tem gente que está lá
31:56desde antes de eu nascer.
31:57se você também
31:58sente essa indignação,
32:00se você sente
32:01as dores
32:01da falta de representação
32:03da nossa região,
32:04de uma 277
32:05pela qual nós já pagamos
32:06tanto pedágio,
32:07tantas vezes
32:08que ainda não teve
32:08sua duplicação concluída,
32:10se tem caído a luz
32:11aí na sua casa
32:12ou na sua propriedade rural,
32:14se você vê
32:14que falta a representação
32:16da região,
32:16que é por meio da política
32:17que nós podemos
32:18resolver esses problemas,
32:20você tem à sua disposição
32:21o meu currículo.
32:22hoje já vice-prefeito
32:24da cidade,
32:24mais maduro,
32:26tendo colocado
32:26a mão na massa
32:27na quarta maior
32:28cidade do estado,
32:29aprendendo na prática,
32:30mas com um currículo
32:31que é também teórico,
32:32com esse mestrado
32:33na economia,
32:34com a formação
32:34em ciência política
32:35e acima de tudo
32:36sem rabo preso
32:37e com muita vontade
32:38de trabalhar.
32:39Talvez esse
32:40seja o perfil
32:40de nome que você
32:42está procurando
32:42para apoiar esse ano.
32:43Nós teremos bons
32:44candidatos da região
32:45e eu torço
32:46para que mais nomes
32:47se elejam
32:47porque o Oeste,
32:48de novo,
32:48já teve seis,
32:49merece ter muito mais
32:50do que tem hoje.
32:51Até para que mais
32:52do que a gente paga
32:52aqui na ponta,
32:54fique aqui na nossa conta
32:55dos municípios
32:56e não lá em Brasília
32:57sei lá para quê,
32:58porque esse dinheiro
32:58vai para lá
32:58e nunca volta.
32:59Então,
33:00se você tem
33:00essa mesma indignação
33:01que eu
33:02e ainda acredita
33:03que dá para viver
33:04em outro Brasil,
33:05que a gente não precisa
33:06querer viver em outro país
33:07para que as coisas
33:08deem certo,
33:08que esse outro Brasil,
33:09esse novo Brasil
33:10pode ser construído
33:11com gente boa,
33:12gente nova,
33:12gente preparada
33:13na política,
33:14é para você
33:15que o meu currículo
33:15está à disposição.
33:17Me procure aí
33:17nas redes sociais,
33:18me cobre por meio
33:19da CGN,
33:20como vários já têm cobrado,
33:21puxe minha orelha
33:22na DM ali no Instagram,
33:23eu estou à disposição
33:24como funcionário,
33:25como servidor
33:25e como deputado federal,
33:27quero poder servir mais,
33:28servir melhor lá em Brasília.
33:30Conversei aqui
33:30no estúdio CGN
33:32com Henrique Mecabô,
33:33vice-prefeito de Cascavel
33:35e que deve oficializar
33:36a candidatura
33:37a deputado federal
33:38no dia 1º de agosto
33:40na convenção
33:41do Partido Novo.
33:42Muito obrigado
33:42pela presença.
33:43Luiz,
33:43obrigado pela acolhida,
33:45obrigado a todo
33:45o time CGN
33:46pelo espaço
33:47nesse veículo
33:48que tanto repercute
33:49aqui na região.
33:50fico esperando
33:50depois as mensagens,
33:52as cobranças,
33:52os questionamentos,
33:53sempre à disposição
33:54para vocês.
33:55Luiz Rabe
33:56para a CGN,
33:57a informação
33:58em tempo real.
33:59para a CGN,
33:59para a CGN,
33:59para a CGN,
33:59para a CGN,
34:00para a CGN,
34:00para a CGN,
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