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Nas ladeiras da Bahia, o branco do rendado,
viu chegar tanta aflição de um destino maltratado;
cada rosto traz consigo uma história por dizer,
e ela oferta calmaria para quem precisa renascer.

Conheceu velhas carpideiras consumidas pela idade,
e meninos esquecidos nos desvãos da grande cidade;
nunca questionou quem eram, nem julgou qualquer pesar,
pois sabia que há feridas que só pedem um olhar.

Mãe Menininha do Gantois...
Guarda antigas águas do mistério ancestral;
cada bênção distribuída vence o peso temporal.
Nas contas do seu peito mora um tempo sem medida,
feito abrigo para tantos nos caminhos desta vida.

Quando o medo visitava tantas portas da nação,
era a luz de sua escuta dissipando a aflição;
políticos, artistas e operários recebiam igual amparo,
pois sua alma sabia o quanto o amor é raro.

Seu terreiro foi um porto para a dor e a esperança,
onde o tempo se aquietava na pureza da confiança;
cada prece recebida encontrava acolhimento,
feito chuva sobre a terra no mais árido momento.

Mãe Menininha do Gantois...
Guarda antigas águas do mistério ancestral;
cada bênção distribuída vence o peso temporal.
Nas contas do seu peito mora um tempo sem medida,
feito abrigo para tantos nos caminhos desta vida.

Quando parte uma anciã justa, nada parte por inteiro; sempre fica em cada canto do sagrado brasileiro.
Seu legado segue vivo na memória do axé,
feito flor que desabrocha onde o povo mantém a fé.

Quem adentra seu jardim ainda encontra companhia;
há doçura em sua presença, há grandeza e cortesia.
E nas noites da Bahia, junto ao toque do ilu,
Mãe Menininha continua abençoando o céu azul.

Mãe Menininha do Gantois...
Guarda antigas águas do mistério ancestral;
cada bênção distribuída vence o peso temporal.
Nas contas do seu peito mora um tempo sem medida,
feito abrigo para tantos nos caminhos desta vida.

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Astrikos Katoikos
Copyright ©️ 2010
Todos os Direitos Reservados ®

#astrikoskatoikos #bahia #candomblé #umbanda #maemenininha #africa #afrobrasil #jeje #orixas #samba

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Música
Transcrição
00:09Nas ladeiras da Bahia
00:40Conheceu velhas carpideiras consumidas pela idade
00:45E meninos esquecidos nos desvãos da grande cidade
00:50Nunca questionou quem eram, nem julgou qualquer pesar
00:54Pois sabia que há feridas que só pedem um olhar
00:59Mãe, menininha de gantoar
01:04Guarda antigas águas do mistério ancestral
01:09Cada benção distribuída vence o peso temporal
01:14Nas pontas do seu peito mora um tempo sem medida
01:20Feito abrigo para tantos nos caminhos desta vida
01:29Quando o medo visitava tantas portas da nação
01:35Era a luz de sua escuta dissipando a aflição
01:40Políticos, artistas e operários recebiam igual amparo
01:45Pois sua alma sabia o quanto o amor é raro
01:55Seu terreiro foi um porto para a dor e a esperança
02:00Onde o tempo se aquietava na pureza da confiança
02:05Cada prece recebida encontrava acolhimento
02:10Feito chuva sobre a terra no mais árido momento
02:15Mãe, menininha de gantoar
02:19Guarda antigas águas do mistério ancestral
02:24Cada benção distribuída vence o peso temporal
02:30Nas contas do seu peito mora um tempo sem medida
02:36Feito abrigo para tantos nos caminhos desta vida
03:05Quando parte uma ansia injusta
03:09Nada parte por inteiro
03:11Sempre fica em cada canto do sagrado brasileiro
03:16Seu legado segue vivo na memória do axé
03:21Feito flor que desabrocha
03:23Onde o povo mantém a fé
03:30Quem adentra seu jardim ainda encontra a companhia
03:36A doçura em sua presença, a grandeza e cortesia
03:41E nas noites da Bahia junto ao toque do ilu
03:46Mãe, menininha continua abençoando o céu azul
03:51Mãe, menininha de gantoar
03:55Guarda antigas águas do mistério ancestral
04:00Cada benção distribuída vence o peso temporal
04:06Nas contas do seu peito mora um tempo sem medida
04:11Feito abrigo para tantos nos caminhos desta vida
04:16Mãe, menininha continua abrigo para tantos nos caminhos desta vida
04:38Mãe, menininha continua abrigo para tampinhos
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