00:00Gente, só pra avisar, tá? Realmente uma coisa eu falo, uma adenda, essa coisa dessa mudança de Barra Velha que
00:07eu percebi que tinha muitas casas antigas que teve, a cidade cresceu como deu, no sentido geral, tá?
00:13As cidades catarinenses cresceram no sentido geral como deram. As grandes metrópoles, os grandes centros urbanos cresceram também, mas as
00:22cidades pequenas também proporcionalmente cresceram como deram.
00:25E eu esqueci de falar uma coisa, realmente as outras cidades também cresceram, as cidades com um porte médio pra
00:31pequeno, pequeno pra médio.
00:34Comeu Oti também é um exemplo, Comeu Oti tinha 20 mil habitantes, foi crescer pra 35, 34, 35 mil habitantes.
00:41Ou seja, Comeu Oti é uma cidade lá dentro do Vale do Itagê, lá dentro do Médio Vale, Jaraguá também,
00:47Jaraguá do Sul também.
00:48Então assim, muitas cidades que estão dentro de Santa Catarina cresceram proporcionalmente, eu acredito, proporcionalmente, em relação às cidades letorâneas.
00:58As cidades letorâneas tiveram um boom de crescimento populacional, não tem jeito.
01:02E esse cenário que a gente tá vendo assim, ah, muitos prédios antigos, essa coisa, realmente isso se apresenta.
01:09Nas cidades grandes também, isso é normal.
01:11Toda cidade você vai ver isso, que há resquícios do passado.
01:16Então há caras, há ruas que tem, que há a etrística do passado não tão longe, que mostram ainda a
01:22realidade do Brasil.
01:25Então isso é possível se enxergar.
01:29O negócio é, o crescimento, o crescimento tem que vir, mas tem que vir em todos os lugares.
01:34Tem que vir em todos os lugares.
01:37Não é só pra aquela rua onde tem o maior número de comerciantes, aquela rua onde tem o maior número
01:42de maioradores a fim de ganhar voto político, não é isso?
01:44Tem que ir até aquele último pedaço.
01:47Que nem você dar um último exemplo.
01:51Havia, não sei em qual país, em qual país onde gela, mas em um país onde nevava muito, onde só
02:01gelava,
02:03a prefeitura colocou um transporte público pra levar os estudantes de um ponto A até a escola, certo?
02:09Ao longo do tempo, esses estudantes foram crescendo e diminuindo e só sobrou uma aluna.
02:15Você acredita que a escola, a prefeitura pagou o transporte público pra essa uma aluna?
02:20Não é que pagou, mas financiou ali pra aquela uma aluna até ela se formar.
02:24Quando ela terminou de se formar, aí não tinha mais aluno pra fazer aquele trajeto, essa coisa, pagou aquela rota,
02:32pagou.
02:33Isso é político público, isso é atividade social.
02:36É isso que deve ser feito.
02:38Ah, mas tem que ser...
02:39Ah, mas tu vai gastar dinheiro pra uma pessoa, pra um...
02:42Cadê a viabilidade, gente?
02:45Dinheiro público tem que fazer sua função social, tem que fazer sua função pública.
02:49Não interessa.
02:49Eu entendo, uma função social, toda a ação social tem o seu preço.
02:55Isso a gente no Brasil, mas é porque o Brasil faz custar muito.
02:59Na realidade, o Brasil faz custar muito pela natureza da grandeza do território,
03:07mas também porque tem fuleragens de que tiram e desviam esse dinheiro pra outros cantos.
03:12Você sabe disso.
03:13Eu sou servidor, eu consigo separar as coisas.
03:15Eu consigo separar as coisas, consigo ver a desvio de finalidade.
03:19Gente, cega.
03:20Então, assim, eu acho que a cidade escatarinense, pelo boom demográfico que deu,
03:28tem que começar a colocar atenção naqueles pontos que estão fora do centro.
03:35Tem que olhar ao redor.
03:36Porque talvez a população tá crescendo fora do centro, tá crescendo as margens.
03:43Entendesse?
03:43Eu acho, né?
03:44Bem pensamento esquerdista, mas é um pensamento certo, caramba.
03:47O que acontece?
03:49Centro de São Paulo, região sudeste, já cresceu e já teve esse aspecto.
03:53Região sul tá tendo esse aspecto de novo, que o nordeste teve esse boom demográfico,
03:58que o sudeste teve esse boom demográfico agora é a vez do sudeste.
04:04E tem que fazer de uma maneira legal pra que o nordeste não fique, que não esteja num cenário tão
04:10ruim como está ruim de se viver no nordeste.
04:13Com um cenário tão ruim de viver como está no sudeste, eu digo cenário ruim, também é capital, mas não
04:19é só o capital.
04:20É no sentido da insegurança.
04:22Gente, o êxito atrativo aqui do sul é o principal, é a segurança.
04:26Você pode andar no meio da rua com o celular, gente.
04:28Qual o prazer que você possa viver isso, cara?
04:31Então é isso, cara.
04:32Tem que tomar cuidado pra não perder as margens.
04:35Uma coisa eu sei, e a gente sabe, é que pra toda ação ter uma reação.
04:42O que eu tô querendo dizer?
04:43Cara, eles vão ter que puxar muito freio, muito, muito freio pra que não aconteça o que as regiões sudeste
04:50e nordeste aconteceu, cara.
04:52Essa discussão eu vi ao vivo, entre meus colegas de serviço, numa festa avaliando o tempo histórico.
05:00Tinha suas diferenças, mas avaliando seu tempo histórico das regiões.
05:04É, é, é difícil, mas é verdade.
05:08Mas é, tem que puxar a folha de mão pra não acontecer o que aconteceu no nordeste e sudeste aqui
05:12no sul.
05:13Tem que puxar a folha de mão, gente.
05:14Tem que tomar alguma atitude, senão vai ficar ruim.
05:16Já vimos dois exemplos.
05:18Mas uma coisa é, Brasil, Brasil, não tem como você inventar tudo.
05:22Mas tem que tomar alguma atitude, sabe?
05:24Tem que tomar.
05:25É, é um risco, é um risco.
05:27Gente, morador de rua, não tinha morador de rua esses anos atrás.
05:31Eu cheguei numa época em navegantes que não tinha morador de rua.
05:34Não tinha planelinha vendendo no calçadão da margem da rua.
05:40Não tinha planelinha vendendo no faro, no faro, na sinaleira.
05:44No semáforo, pô.
05:45Agora tem.
05:47Não tinha planelinha, não tinha vendedor assim, de esquina, essa coisa.
05:53Não tinha.
05:55Poxa, agora tá tendo.
05:58É isso, cara.
06:00Não é esse que eu pus pra falar, mas eu tô dizendo assim, que tá tendo crescimento
06:03e tem que avaliar pra que não perca o bem-estar social.
06:09Uma avaliação do bem-estar social, não pode se perder.
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