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Categoria

🎈
Diversão
Transcrição
00:24A CIDADE NO BRASIL
00:36A CIDADE NO BRASIL
01:25A CIDADE NO BRASIL
01:28A CIDADE NO BRASIL
01:37A CIDADE NO BRASIL
01:43A CIDADE NO BRASIL
01:51A CIDADE NO BRASIL
01:56A CIDADE NO BRASIL
02:31A CIDADE NO BRASIL
02:34A CIDADE NO BRASIL
03:10A CIDADE NO BRASIL
03:40A CIDADE NO BRASIL
03:43A CIDADE NO BRASIL
03:54A CIDADE NO BRASIL
03:55A CIDADE NO BRASIL
04:20A CIDADE NO BRASIL
05:07A CIDADE NO BRASIL
05:10A CIDADE NO BRASIL
05:10A CIDADE NO BRASIL
05:15A CIDADE NO BRASIL
05:20A CIDADE NO BRASIL
05:22A CIDADE NO BRASIL
05:24A CIDADE NO BRASIL
05:29A CIDADE NO BRASIL
05:50A CIDADE NO BRASIL
05:52IMPOSSIRA
05:54ISABELuju
05:55Eu não sou o seu homem.
05:57Você não está olhando para uma pessoa que é o seu homem.
06:01Não tem um homem aqui.
06:02Então, vou dizer para você uma coisa, só um homem fala para uma mulher.
06:05Mas, Isabel, fica tranquila.
06:07É?
06:07Porque eu vou arrumar dinheiro para comprar esse pneu, tá bom?
06:09Tá, mas...
06:11De que jeito, Ti?
06:15Não.
06:15Não, não, não, não.
06:17Não, não, não, não.
06:18Pedir dinheiro para o meu pai de novo, não.
06:20Desse jeito, não.
06:23Ô, Linil, você sabe que um carro tem quatro rodas, né?
06:26Ó, depois a gente fala sobre isso, porque eu tenho uma coisa para falar para vocês.
06:29Não, não, não, não.
06:30Eu sou tão importante.
06:31Eu comecei primeiro.
06:32Ô, você tem que falar o quê?
06:33Sobre carro?
06:34Carro é só introdução do meu negócio.
06:36Não, mas deixa o papai falar antes, né, Agostinho?
06:39Olha aqui.
06:40Eu tenho uma surpresa para vocês.
06:42Isso aqui é para abrir uma poupança para o Floriano.
06:44500 reais.
06:46Uau!
06:47É, Bebelzinho, Agostinho, a gente vai tentar, assim, todo mês, colocar um pouquinho de dinheiro
06:51nessa poupança, aí ele vai ficar, assim, com a faculdade garantida.
06:55Não, peraí, peraí.
06:56Eu que sou filho de vocês, nunca tive direito à poupança e o filho da Bebel tem?
06:59Talvez eu já estivesse prevendo que não adiantava garantir uma faculdade que você não ia cursar.
07:04Ô, mãe, você vai concordar com essa injustiça aí que ele cometeu?
07:08Truquinho, meu mozinho, tuquinho.
07:09Sabe o que é que agora a gente está falando do Florzinho?
07:12Agora?
07:12Agora não, né, mãe?
07:13Sempre.
07:13É sempre Florzinho, sempre Florzinho, mas tudo bem.
07:15Tudo bem porque quando eu ficar famoso e escrever a minha biografia, aí todo mundo vai saber dos sofrimentos que
07:19eu passei
07:20e vocês vão estar lá, porque vocês são culpados.
07:21Ô, meu filhinho, ô, tuquinho, vem cá, meu filho, vem cá, ô, tuco.
07:25Ai, pronto, ô, Agostinho, fala, fala aí sobre o negócio que você queria falar, carro, né?
07:29Não, mas mãe, sabe o que é?
07:30Eu acho que agora, depois que eles fizeram essa surpresa pra gente, eu acho que o tio não quer falar
07:36mais nada, né, Agostinho?
07:37Eu não quero ainda.
07:38Tinho?
07:39Ô, Linil, não sei se você, você acredita nessas coisas de sobrenatural, né, sobrenaturalismo,
07:45porque eu acredito, depois que meu filho nasceu, eu realmente eu tenho ouvido vozes.
07:49E enquanto você estava falando, eu ouvi uma voz sobrenatural que me falou que o melhor,
07:52em vez de botar zero na poupança agora, era comprar um pneu pro carro, ok?
07:54Eu vou rodar com carro, com táxi, faço muito mais dinheiro do que esse, aí sim a gente põe na
07:58poupança.
07:58Eu não acho nada sobrenatural não, viu, Agostinho?
08:01Eu acho até muito natural que você queira meter a mão no dinheiro do meu neto.
08:05Mas é o futuro dele e vai direto pra poupança.
08:08Tá certo.
08:08Ô, Linilzinho, Linilzinho, é o seguinte, é que, assim, se é o futuro dele,
08:14você não acha que é justo, assim, que o pai dele possa trabalhar no presente?
08:18Enê, sempre que eu puder não depender da disposição pra trabalhar do Agostinho,
08:22eu me sinto mais seguro.
08:24Pode deixar que eu mesmo vou depositar essa poupança.
08:29Ele não tem disposição pra trabalhar?
08:30O que que é isso?
08:31Vai falar coisa de mim!
08:32Ele não tem disposição, que não sei, indiretamente, de uma maneira assim, sutil,
08:36ele desconfortou da minha capacidade de trabalho.
08:37Não, ele duvidou diretamente da sua capacidade de trabalho.
08:41É, isso que foi.
08:41Mas em compensação, ele deu um bom dinheirinho pra gente.
08:44E deu, sei mais, deu ou não deu?
08:45Entendeu?
08:46Quando a gente enigma, eu tô falando pra você, deu ou não deu?
08:48Não deu?
08:48Não deu, mas não deu.
08:49Também não deu.
08:50O que que a gente já tem um dinheiro que ele deu, mas que a gente não pode usar?
08:52Isso não é dar.
08:52Isso é outra coisa que eu tô na natureza.
08:54Mas ele deu pra garantir o futuro do nosso filho.
08:56Pula aí, quem fala?
08:56Nós temos que precisar de ganhar o futuro garantir pro Linil.
08:58Quem falou isso?
08:59Eu acho muito mais provável contar que nosso filho serão uma pessoa extraordinária que é verdade.
09:01Vai ser que Linil vem aqui pra pedir uma coisa pra eles.
09:03Isso é coisa que eu já...
09:04Você olha pra cima e já vê isso acontecendo.
09:06O futuro esporte tá chegando.
09:07Porra, porra, porra.
09:15É com coração, trespassado sem medo da má extraordinária.
09:19Meu Deus do céu.
09:20Vai vir aqui chamar nessa rua que onde correu.
09:23A criança que aqui se criou o filho direto desse baixo extraordinário que ia chegar no mais alto carro da
09:30república.
09:31A alegria de um pai extraordinário em introduzir a vocês.
09:35A quem que vai ser o meu filho?
09:39Agora vocês.
09:42O Evo Carrara!
09:43O Evo Carrara!
09:50O homem pode ter nascido na maior pobreza, o homem pode ter nascido, desprovido todas as necessidades,
09:58o desenvolvimento de uma pessoa, o homem pode não ter escola, pode não ter saúde, pode não ter nada.
10:02Mas esse homem estará sal se ele tiver um pai.
10:04E eu posso dizer hoje aqui, nessa rua onde eu cresci, que eu tive um pai.
10:09O pai que me ensinou a ser um homem.
10:11O pai que fez de mim uma pessoa extraordinária na qual me tocou.
10:14Viva Florento!
10:15Palmas a todos do Carrara!
10:17Portanto, a partir de hoje, está decretado que esta rua passa a se chamar rua Agostinho Carrara.
10:25Palmas a Agostinho Carrara!
10:37Ai, presidente, deixa eu tirar uma foto com o senhor.
10:39Gina, que assanhamento é esse com o espirralho?
10:41Olha aí!
10:42Presidente, presidente, não liga para o touco, viu?
10:46Ele quis dizer pirralho, no bom sentido, um homem tão jovem, não é?
10:52Já ocupando o cargo mais importante da república.
10:55Vamos sentar.
10:56Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos.
11:00Senta, Linhosa.
11:00Senta, Linhosa.
11:01Eu queria aproveitar, sabe, gente?
11:04Queria aproveitar, assim, que a família está toda reunida, sabe?
11:08Que era para pedir, assim, uma coisinha especial para o meu netinho, sabe?
11:12Meu netinho, é que o Linhosa está com dificuldade para receber uma atrasada aposentadoria, entendeu?
11:16A gente está na situação difícil.
11:17Difícil.
11:21Como a situação de todos os aposentados do Brasil, não é?
11:26Eu não me sentiria à vontade de ser beneficiado somente porque sou o avô do presidente.
11:35Calma, gente.
11:37Relaxa.
11:38O Floriano, ele sabe muito bem da situação dos aposentados no Brasil.
11:42Ele vai dar um jeito nisso.
11:44E com a competência dele, esse país agora vai para frente.
11:50E, obviamente, com o avô também, porque meu filho não vai deixar o avô na mão, ele vai ajudar.
11:54Não precisa, não precisa.
11:56Ô, Linhosa.
11:57Linhosa, pelo amor de Deus, engole esse orgulho, Linhosa.
12:00Admite uma vez, uma vez na vida que você precisa de auxílio.
12:03Auxílio.
12:04Auxílio, Linhosa.
12:05Ah, admita.
12:07Admito, não é, admita.
12:08Ô, meu avô, eu posso ajudar, meu irmão, que são a questão do bloco.
12:11A gente pede, né?
12:11A gente mexe com mais coisas, mas o que pode fazer.
12:14Agora, eu vou ter de reparar uma injustiça histórica que tem sido cometida nessa casa.
12:18Eu queria pedir ao meu avô, por favor, que reparasse a injustiça contra o meu pai.
12:22As inúmeras vezes falaram mal de meu pai.
12:24Não precisa disso, meu filho.
12:25Eu jamais aceitaria um sacrifício desse meu, Linhosa.
12:27É sacrifício não, meu filho.
12:30Olha, eu fui realmente muito injusto com você durante toda a vida, sabe?
12:36Mas você mostrou que fui muito mais competente do que eu.
12:41Afinal, você criou um presidente da república.
12:46Enquanto eu, eu criei o quê?
12:49Um toco.
12:50Mas estava demorando mesmo, né?
12:52Tinha que sobrar pra mim.
12:54Eu agradeço muito as suas palavras.
12:57Enquanto o meu filho toma as providências legais, tem que mexer alguns pauzinhos aí
13:01pra resolver a sua situação.
13:03É claro que eu vou ajudar vocês, que vocês são a minha família, me ajudaram quando estava no começo.
13:08Me mando que eu ajudo com o maior prazer.
13:10Ô, meu filho, muito obrigado.
13:12O que seria de mim, da minha vida, se não fosse esse meu gênio, que tem me ajudado durante todos
13:21esses anos?
13:22Muito obrigado.
13:30Nosso filho, presidente da república.
13:31Por que que não?
13:32Tanta criança tá no Brasil aí, uma dela vai ser o presidente da república.
13:34Por que que não pode ser o nosso filho?
13:35E o pai dele não tem dinheiro nem pra botar pneu no táxi, pra trabalhar, pra sustentar ele direito e
13:41pagar bons estudos.
13:42É assim que se cria um presidente?
13:45Olha, mas, Zé Bel, eu vou botar um pneu no carro agora, eu vou resolver se eu não vou botar
13:50um pneu no carro.
13:51Sem pedir a ajuda do papai?
13:53Olha, pode não parecer, mas eu tenho vergonha na cara.
13:55Eu tenho vergonha na cara!
13:57Tá bom?
14:02Lineuzinho, ó.
14:04Ai, Lineuzinho, eu não consigo pensar noutra coisa.
14:07O que era pra ser um presente acabou virando uma briga.
14:10Como tudo que diz respeito ao Agostinho, né, né?
14:13Infelizmente.
14:13Lineuzinho, eu acho que tá certo, a gente tem que pensar no futuro dele, tudo ok.
14:17Mas como é que ele vai ser feliz se os pais dele não forem?
14:20Os pais dele tem que aprender a assumir suas responsabilidades, Nenê, é isso.
14:24Ô, Lineuzinho, peraí, Lineuzinho, você vai?
14:27Lineu, fala uma coisa, só pensa uma coisinha.
14:30Vem cá, como é que o Agostinho vai assumir a responsabilidade dele só com três pneus, Lineu?
14:35Ele prometeu, Lineu não, ele prometeu que ele vai trabalhar e aí ele vai depositar o dinheiro na poupança do
14:42Flozinho.
14:42Você quer que eu acredite nas promessas do Agostinho?
14:45Ô, Lineuzinho, Lineuzinho, você tem que dar um voto de confiança pro seu genro.
14:49Lineu, ele agora, ele é pai de família, ele é pai do nosso neto.
14:53Então, se você não confiar nele, como é que ele vai educar o próprio filho, Lineu?
14:58Se sentindo humilhado?
15:00Ah, Lineu, olha, ninguém consegue educar um filho se não se sentir bem consigo mesmo, entendeu, Lineu?
15:06Tem que ficar bem.
15:07Tá bom, Lineu, tá bom.
15:08Tudo pela educação do nosso neto.
15:11Ai.
15:11Eu vou dar uma prova de confiança pro Agostinho.
15:14Só espero que eu não me arrependa depois.
15:17Olha aí, já me arrependi.
15:19O dinheiro sumiu, eu vou matar o Agostinho.
15:22Lineuzinho, você não pode fazer nada sem prova.
15:24Mas como que eu...
15:24Você não tem prova.
15:25Cadê o dinheiro, Lineu?
15:27Não sei, Lineuzinho, mas pra fazer que você botou em outro lugar.
15:29Lineuzinho.
15:32Agostinho, onde é que você vai essa hora, hein?
15:34Gabel, eu vou trabalhar, né, tio de filho.
15:36Agora então, tenho que sustentar.
15:37Mas como é que você arranjou o pneu?
15:39Foi, é...
15:41Milagre.
15:42Agostinho, cara.
15:44Milagre.
15:45Agostinho.
15:47Agostinho.
15:48Agostinho.
15:50Agostinho.
15:51Oi, gente.
15:52Como é que Agostinho conseguiu resolver o problema dos pneus?
15:55Ele falou que foi milagre.
15:57Você não queria uma prova?
15:58Tá aí a prova.
15:59Tá satisfeita, nenê?
16:15Um pai que rouba o próprio filho não pode ter perdão.
16:18Ai, calma, Lineu.
16:20Ai, meu Deus.
16:22O que vai ser do Floriano com um pai desse?
16:25Calma, Belzinha.
16:26Eu já sei como resolver isso.
16:27Uma criança deve ser educada com valores, com bons exemplos.
16:30Eu vou alegar motivo de roubo pro juiz e vou pedir a guarda do meu neto.
16:34Ô, Lineu.
16:35Um pai que rouba o filho da filha não merece perdão.
16:39Eu não vou roubar.
16:40Eu vou pedir.
16:41Se o juiz me der, eu ganho a guarda.
16:43Peraí, pai.
16:44O que o Agostinho fez foi horrível, mas também não exagera, né?
16:47Olha aqui, minha filha.
16:48Eu prefiro pecar por excesso do que por omissão.
16:51Já imaginou, Bebel?
16:53O Floriano sendo educado por um ladrão, no que ele pode se tornar?
17:03Nenê.
17:03Nenê, você colocou a nossa TV de plasma 360 polegadas e meia no concerto?
17:10Lineuzinho, ele tá achando que eu tô maluca.
17:12Tá achando que eu tô doida.
17:14Não tá quebrada.
17:15Mas onde ela está?
17:15Sumiu?
17:16Engraçado isso, né?
17:17Isso aqui é engraçado.
17:18Antes de ontem sumiu também a minha batedeira, a ultrassom, sabe?
17:23E a minha...
17:24O meu liquidificador laser, ontem, sumiu.
17:28Engraçado.
17:29Lá em casa também.
17:30Tá sumindo tudo.
17:31Mas isso é normal.
17:32Às vezes, quando é som, de repente aparece.
17:34Levaram meu MP303.
17:36Gente, gente.
17:37Alguém viu meu mini, mini, mini celular por aí?
17:40Mas será que o Floriano pegou alguma coisa e não avisou pro dono?
17:45Que isso?
17:45Você tá falando de ladrão?
17:47Não, não.
17:48Eu só acho estranho ele não estudar, não trabalhar e estar sempre com o bolso cheio
17:52de dinheiro, enquanto os pertences alheios somem misteriosamente.
17:55Eu não acredito.
17:56Mas não é pra acreditar mesmo.
17:57Não, as pessoas não tomam cuidado das coisas.
17:59As delas agora vão causar o nosso filho e também as coisas.
18:00O que é isso?
18:01Mas, Agostinho, e você?
18:04Você tem cuidado do seu filho?
18:07Você sabe, por exemplo, onde ele está agora?
18:19Marilda, vou te falar, se tu não fosse tão mais nova que eu, meu negócio era casar
18:24contigo.
18:25Eu tenho um negócio forte com você.
18:27Mais nova também não é assim, né?
18:31Eu me lembro perfeitamente do dia que você nasceu.
18:42Eu vou fazer umas intimidades com você que você nunca ouviu falar na tua vida.
18:52Eu vou fazer umas intimidades com você.
19:36Floriano Carrara, você está cercado.
19:40Saia de mãos para o alto.
19:43Entrague-se imediatamente.
19:46Não adianta fugir.
19:48Você está cercado.
19:50Pare.
19:52Entregue-se imediatamente.
19:55Pare.
19:56É a polícia.
19:58Pare.
19:58Você está cercado.
20:01Eu não vou me entregar.
20:02Eles estão para me entregar?
20:02Mas eu não vou me entregar.
20:04Quem é que eu me entregar?
20:04Não, eu não vou me entregar.
20:05Mas eles queiram.
20:06A polícia é uma mágica.
20:07Ai, meu filho, não.
20:08O próximo avô pode seguir uma juca.
20:10Isso não é um abraço, nenê.
20:12Ele está lhe ameaçando.
20:13Quem está aproximando?
20:14Eu vou matar a avó, hein?
20:15Não, você não chega em quem?
20:16Dá o dinheiro aí.
20:18Floriano, esse é o dinheiro que nós estamos juntando para o nosso filho que vai nascer
20:21para que a gente possa criá-lo num ambiente de conforto e carinho.
20:24O que é que esse mulher vai ter?
20:27Floriano não tem culpa.
20:28Ele é apenas vítima de uma criação irresponsável.
20:30Pega o dinheiro, vovó.
20:30Pega o dinheiro.
20:31Toma, filho.
20:31Vou votar.
20:32Vou votar.
20:32Pronto.
20:32Toma.
20:36Não faça isso, meu filho.
20:38Pelo amor de Deus, não faça isso.
20:40E você, Agostinho?
20:41Vai ficar aí calado?
20:42Não vai tomar nenhuma atitude?
20:44Meu filho, foge com o meu táxi, meu filho.
20:47Pega o táxi.
20:49Pega o táxi.
20:49Pega o sim.
20:51Obrigado, pai.
20:52Obrigado, pai.
20:53Tchau, mãe.
20:55Tchau.
20:56Meu Deus do céu.
20:57O meu netinho, aquele bebezinho, meu filho, que está dormindo.
21:00No colo da vovó, que a vovó cantando boi da cara.
21:03Boi da cara.
21:03Pega nada.
21:04Tira só.
21:04Tira só.
21:06Tira só.
21:07Tira só.
21:08Meu filho, meu filho, o crime não leva a nada.
21:10Se entrega, meu filho.
21:11Se entrega pra polícia, meu filho.
21:13Olha aqui.
21:14A vovó promete que ela vai na delegacia levar ensopadinho pra você.
21:18Ensopadinho, Ronaldo.
21:18Vambora, se o filho fugir, que vem sobre a sua.
21:20Cala a boca, vambora.
21:21Meu florzinho, meu filho, você vai acabar se machucando.
21:24Entendeu?
21:24Lembra quando a vovó falou pra você não ficar pulando do sofá pra mesinha, da mesinha pro sofá.
21:28Você ficou e quebrou o bracinho?
21:31Então, tem que ouvir a vovó, meu filho.
21:32Tem que ouvir a vovó.
21:32Olha aqui, ô Flaviano.
21:34Se você quer levar essa vida, você leva.
21:35Mas pensa pelo menos a sua avó, que é a melhor coisa que eu tenho nesse mundo pra que você
21:39não pague ela.
21:46Já imaginou o seu filho se transformar num marginal por causa de uma educação deficiente?
21:53Ai, Lineu, Deus me livre.
21:55Isso não vai acontecer, não.
21:57É claro que vai acontecer.
21:59Não, eu e o Agostinho, a gente vai saber criar muito bem o nosso filho.
22:03E como é que o Agostinho vai educar essa criança dando esse tipo de exemplo?
22:08Roubando sogro e filho ao mesmo tempo?
22:10Não, ô Bebel, minha filha, pode deixar.
22:12Deixa que eu educo ele como eduquei o Tuco, que é um rapaz maravilhoso.
22:16Tuco, você roubou dinheiro do seu próprio sobrinho?
22:19Pô, falando assim, parece até que eu sou ladrão.
22:21Mas quem rouba dinheiro dos outros é ladrão.
22:24Agora, quem rouba a poupança do próprio sobrinho, eu nem sei que nome dá.
22:28Ei, peraí, Marilda, eu tô corrigindo uma injustiça.
22:31Eu não tive direito a poupança, por que o filho da Bebel vai ter?
22:34Você está competindo com o bebê?
22:36Digamos que ela tenha mais necessidades.
22:39Qual é o problema dela ter uma poupança pra ajudar a criar o Floriano?
22:42Eu só não acho justo o Floriano ter que ser criado porque ela é Bebelo, né?
22:45Se ela não tem condição de criar, que ela dê o filho pra outra pessoa criar.
22:49Que outra pessoa?
22:50A minha mãe, por exemplo.
22:52Tua mãe já criou dois filhos.
22:53Então ela podia dar o Floriano pra você criar, Marilda.
22:56Pra mim?
22:59Floriano, deixa que eu termino essa peruca.
23:01Você deve estar com as mãozinhas cansadas.
23:03Imagina, minha mãe, você sabe que pra mim trabalhar no salão é um prazer.
23:06Vai descansar, eu estou pedindo.
23:08Eu sou sua mãe.
23:13É, mãe, que pode ficar esse?
23:15É um exame que eu recebi, não tive coragem de abrir.
23:18Pobai, mãe, essas coisas a gente tem que enfrentar, tem que abrir, abre logo.
23:21Pobai, já abre.
23:25Então?
23:26Eu tenho uma boa e uma má notícia.
23:28A boa notícia é que eu posso me curar depois de um transplante de massa genética.
23:34Qual é a má?
23:35Eu preciso achar um doador, senão eu vou morrer.
23:38Mãe, eu sou seu filho, eu sou seu doador natural, eu sou seu filho, mãe.
23:41Eu sou seu doador natural.
23:42Está na hora de você saber a verdade.
23:45Verdade.
23:46Eu não sou sua mãe verdadeira.
23:49E?
23:49Eu fiz tudo por amor, eu criei você como se fosse um filho.
23:54Depois que a sua mãe sumiu no mundo e o seu pai te abandonou.
23:59Mas então quem é a minha mãe biológica?
24:02Floriano Carrara.
24:04Eu sou a sua verdadeira mãe.
24:06E eu vim aqui buscar o meu filho de volta.
24:11O senhor ficou confuso porque tuas mães, mamães, amães, amães, meu Deus.
24:14Quem é a minha mãe?
24:15Meu filho, agora que você sabe quem é sua verdadeira mãe, está na hora de você decidir
24:22com quem você vai ficar.
24:23Comigo ou com ela.
24:25Eu ficaria com as duas, né?
24:27Porque uma bicha nessa hora ficaria com as duas, mas não é possível.
24:30Então eu vou ficar com ela, né?
24:32Fico com a senhora.
24:33Que bom.
24:34Mas assim, quando a senhora morrer, aí eu fico com ela, tá bom?
24:37Que bom, meu filho.
24:38Não ia dar certo, não.
24:40Tu conta, vai devolver esse dinheiro, vai.
24:42Metade, porque a outra metade é minha por direito.
24:44Direito?
24:44Você tem direito de tomar uns cachorros do seu...
24:47Vai, vai.
24:47Cuida, cuidado, cuidado.
24:48Cuida, cuidado, cuidado.
24:49Cuida, cuidado.
24:50Cuida, cuidado, cuidado.
24:50Cuida, cuidado, cuidado.
24:50Cuida, cuidado, cuidado.
24:51Cuida, cuidado, cuidado, cuidado.
24:53Cuida, cuidado, cuidado, cuidado.
24:54O dinheiro da poupança do Floriano estava comigo.
24:56Ô, Tuquinho, é porque você ia levar no banco, né?
24:59Eu ia levar no bolso, mas eu me arrependi.
25:01Tá vendo, pai?
25:02Você acha que o Floriano vai virar um marginal só porque é filho do Agostinho?
25:05Agora, quem é ladrão aqui é o Tuco, né?
25:08A diferença é que eu tenho as minhas motivações psicológicas.
25:11Eu só roubei porque vocês nunca fizeram uma poupança pra mim.
25:15A diferença é que é o contrário do Agostinho.
25:18Eu não vou deixar esse barato.
25:19Eu vou te matar.
25:20Não vai, mãe.
25:23Não vai, mãe.
25:24Não vai, mãe.
25:25Não vai, mãe.
25:26Não vai, mãe.
25:27Não vai, mãe.
25:44Agostinho, eu tenho uma coisa muito importante pra falar pra você.
25:47Hoje não, menina.
25:47Outro, outro, outro.
25:48Ô, Agostinho, hoje você demonstrou que é um cidadão honrado e que eu sou uma pessoa muito injusta.
25:54É?
25:54É, Agostinho, eu fiz mal juízo de você enquanto você estava trabalhando pra segurar o futuro do meu neto.
25:59E é de exemplos como esse que o Floriano precisa.
26:02E eu preciso admitir que você é a melhor pessoa pra educar o meu neto, muito melhor do que eu,
26:06Agostinho.
26:07Obrigado.
26:08Desculpa até você ir pra essa delicadeira.
26:10Como é a sua última frase que você falou?
26:11Você podia repetir, por favor?
26:11Não, eu vou repetir essa frase sempre, sempre, sempre a partir de hoje.
26:14Mas agora nós vamos até o banco depositar a poupança do Floriano.
26:18E vamos nós dois, como deve ser.
26:19Não, não, vamos fazer isso uma outra hora que eu tô cansado de rodar a noite inteira, tô exausto.
26:22Não, você tira o seu táxi daí, eu levo você no meu carro.
26:25Não, não, não, não, não, não, eu acho melhor.
26:27Vamos deixar isso pra outro dia, pelo amor de Deus.
26:28Mas o que é isso?
26:30Ô, lindo, é pra rodar os alunos de um pneu, né?
26:32Um pneu bom.
26:33Ah, entendi sim, perfeitamente, Agostinho.
26:36Foi assim que você conseguiu o seu pneu.
26:38Roubando o próprio sogro.
26:40Não, não é roubo, eu peguei emprestado.
26:42É, isso é.
26:43Olha aqui, ô, Agostinho, eu prefiro as coisas diretas.
26:47Empréstimo pressupõe a aceitação de ambas as partes.
26:49Isso é que é.
26:50Ô, Tuco, você é a primeira pessoa que tem que ficar calado aqui.
26:53Aliás, é a segunda, porque eu não quero mais ouvir as suas desculpas desfarrapadas, Agostinho.
26:56Ô, Líneu, Líneu, Líneu, deixa eu falar.
26:58Se eu tivesse pedido, você não teria emprestado sem ter essa mania de não confiar em mim, Líneu, hein?
27:01Mania não, sabedoria.
27:02Ô, Tuco, o pai já falou pra você ficar quieto.
27:04Ô, Líneu, admite, admite.
27:06Se eu tinha que ter pegado, você não teria conseguido rodar a noite inteira, como de fato fiz, pra levantar
27:09esse dinheiro.
27:09Se você não ia ter me dado, eu não ia ter conseguido o dinheiro que a gente precisa.
27:13É, ô, Líneu, fica parecendo assim uma desculpa esfarrapada, mas não é, entendeu?
27:19O Agostinho tem um jeito torto assim de fazer as coisas, mas no fim dá tudo certo, olha.
27:22Todo mundo tem pneu, todo mundo tem trabalho.
27:25E o maravilhoso é que vai ficar tudo ótimo pro Florinho, que vai ter tudo que a gente sonhou pra
27:29ele.
27:29Então tá, tá, tá bom, tá bom. Então, Agostinho, vai logo comprar esse pneu que eu tenho que sair, pronto.
27:33Tá vendo? As coisas meio assim, mas dá tudo certo agora, eu vou comprar o pneu novo, põe no meu
27:36carro e te devolvo o teu velho.
27:37Não, senhor, que ficou mais velho ainda depois de rodar a noite inteira, não, do jeito nenhum, eu quero novo,
27:41Agostinho.
27:42Ah, que não, eu gosto das coisas, é claro, que é meu, é meu, que é teu, é teu.
27:44Ah, mas veja.
27:45Não, não, não, gente, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus, vamos parar de discutir, chega.
27:49Esse dinheiro já deu muita confusão.
27:52O importante é que nós somos uma família maravilhosa e que no futuro vai dar tudo certo pra gente.
27:59poder tomar café da manhã com você, porque só a sua comidinha pra me curar da ressaca que eu estou
28:05hoje,
28:05depois da cachaça que eu bebi ontem à noite.
28:08Oi, Tuco, oi, Gina.
28:11Ai, maridinha, maridinha, você não muda nunca.
28:15É, pelo menos por dentro.
28:16Isso é um elogio ou é uma ofensa?
28:19Ai, gente, vão pra mesa que eu tenho que comer por duas.
28:22Ela fez ultrassom, é uma menina.
28:25Ai, que beleza.
28:26Vai se chamar Irene, como a avó.
28:29Nenê, minha rainha, o cheiro do seu café é inconfundível.
28:34Ah, Lineuzinho, mas é só pó e água como qualquer café.
28:38É, mas o queijo e o champanhe são franceses.
28:41Graças a Deus, champanhe.
28:44Canapé de camarões, senhores.
28:46Esse é o nosso garçom contratado especialmente para o evento.
28:49Ah, isso é que é um canapé de verdade, cheio de camarão.
28:54Isso é que é garçom de verdade, cheio de canapés.
28:59Atenção, atenção, família.
29:00Atenção para a novidade em primeiríssima mão.
29:02Não, deixa, deixa, deixa, deixa eu contar, deixa eu contar, é o seguinte.
29:05Não, não.
29:05Então eu acho que é melhor o Floriano contar.
29:08Afinal de contas, foi ele que passou no vestibular.
29:14Gente.
29:15Meu netinho passou no vestibular.
29:18Pra veterinária.
29:19É, e não é passou assim, passou.
29:21Passou em primeiro lugar.
29:23Vou contar o que, então?
29:24Eu não podia querer mais da minha família.
29:29Senão, vejamos, se nós somos tão ricos, por que moramos na mesma casa?
29:36Ai, Lineuzinho, você é tão certinho.
29:38A imaginação é minha, ué.
29:40Eu imagino o que eu quiser.
29:41Mas por que você me botou assim de cachaceira?
29:44Ai, Mário, eu fui assim, bem fiel à realidade, né?
29:48Só mudei, assim, algumas coisinhas.
29:50Você só botou pra mim um papel pequenininho, tem duas falas de nada,
29:52que é negócio de desde que eu conto no meu lugar,
29:54e botou ainda a panguela, que me botou panguela,
29:56e ainda me botou pra trabalhar do braço,
29:57dando dois papéis, que estou porque já fez isso comigo.
29:59Você é personagem da minha imaginação, entendeu?
30:01E personagem da minha imaginação fala o que eu quiser que você fale.
30:04Inclusive, eu quero que você fique praticamente calado.
30:07Dona Nenê, então a fantasia da senhora,
30:08a senhora fica com a sua fantasia e deixa, então,
30:10que eu vou embora com nada da minha vida.
30:11Não, não, peraí, peraí, eu acho isso justo.
30:13Por que não?
30:13Todo mundo colaborou na fantasia de todo mundo.
30:16E daí?
30:16Agora a gente vai abandonar da mamãe, assim, no meio.
30:19Não, tá, tá, a gente recomeça,
30:21mas eu não bebi ontem, tá bom?
30:23Ah, bebeu sim, botou na conta.
30:25Eu bebi na realidade, mas eu não quero beber na ficção.
30:28Na ficção eu quero ser uma mulher bonita,
30:30moderna, bem-sucedida, tá?
30:31Não, vamos, devolta a bala com isso aí,
30:33essa barriga de plástico tá muito quente,
30:34eu vou embora.
30:35É, a minha parceira da minha tava sozinha,
30:36tem que voltar pra trabalhada, né, Nenê?
30:37Ah, não, gente, pelo amor de Deus,
30:39vocês não vão abandonar, assim, a minha fantasia, né?
30:43Não, peraí, Nenê, então nós temos que ser coerentes,
30:45porque todo mundo aqui, então, tá velho desse jeito,
30:47só você que tá jovem.
30:48Ai, Nenêzinho, que coisa, para de ser cri-cri.
30:51Que cri-cri?
30:52Que cri-cri?
31:05Eu também sou da família, eu também quero catucar.
31:23Que cri-cri?
31:23Que cri-cri?
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