00:04Até onde vai a fé dessas pessoas?
00:07No passado, eu que estava aí.
00:10Dizem que o sírio de Nazaré não se explica, se vive.
00:14Só quem vai sabe o que é difícil.
00:17E durante esses dias eu percebi que existem muitas maneiras de se viver.
00:23Tem quem vai na multidão, na corda, com objetos na cabeça representando graças.
00:30Tem os da arquibancada, da varanda.
00:33E aqueles que vão com muito sacrifício.
00:38Entre anônimos e famosos, todos são tocados pela fé.
00:43Até a Gretchen foi na corda, gente.
00:46Mas que fé é essa que chega a arrepiar?
00:49Que fé é essa que chega a arrepiar.
00:54Ah, é por ela.
00:56A Nasa, Nazinha.
00:58Ou simplesmente, Nossa Senhora de Nazaré.
01:02A história conta que uma imagem da santa foi encontrada às margens de um rio em Belém há mais de
01:08200 anos.
01:09E bem aqui aconteceu o primeiro sírio.
01:12Hoje em dia já tem outras romarias, como essa, a fluvial.
01:17Mas o bem da verdade é que o sírio vai além das cerimônias.
01:20É um ato de fé, coragem, de algo que transcende.
01:26E não importa a sua religião.
01:28Ali somos um só.
01:31Cada gota derramada simboliza um gesto de amor, de solidariedade.
01:36Afinal, o que seria dos sírios sem os voluntários?
01:40Belém se torna uma comunidade unida.
01:42É um sentimento vivo.
01:44Só quem tá ali, naquele momento, é capaz de sentir.
01:50De receber.
01:52Diz que o sírio não se explica.
01:55Se vive.
01:57E eu, vivi.
02:07Não tem nada que pague.
02:10Não tem nada que pague.
02:13Viva o Sinato!
02:15Viva o Sinato!
02:19H6!
02:21Aham!
02:23H6!
02:24Aham!
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