- há 5 semanas
Bora discutir a relação? No último episódio da quarta temporada do Papo Residência, a DR é conduzida pelos residentes Bruno Nézio e Louize Lima, que mostram como a geração Z tem dado match com a vida fora das telas quando se fala em relacionamento, contatinhos e afins. No novo cenário do amor moderno, a orla da praia e até o supermercado viram palco para o “Tinder da vida real”
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NotíciasTranscrição
00:20Você sabe como a geração Z tem mudado as formas de se relacionar?
00:24No episódio final do podcast Papo Residência, eu, Bruno Nesio e eu, Luísa Lima,
00:29Vamos falar como a geração Z está buscando mais conexões reais e como até um abacaxi está envolvido nisso.
00:35Vem participar dessa DR com a gente?
00:37O episódio já está disponível nas principais plataformas.
00:41E no site da Gazeta.
00:43Olá, este é o episódio final da quarta temporada do Papo Residência e já vamos começar discutindo a relação com
00:50você.
00:51Mas calma lá, vamos explicar melhor essa história.
00:55Nossa DR por aqui vai ser bem diferente.
00:58A gente vai discutir, ou melhor, mostrar como a geração Z, a nossa geração, tem mudado a forma de se
01:06relacionar.
01:07Nesse quinto e último episódio, o nosso Zoom vai colocar a lupa sobre as conexões reais e virtuais.
01:13O que tem ganhado mais força e mais matchs na vida dos jovens?
01:17Meu nome é Bruno Nesio, tenho 24 anos.
01:20Sou Luísa Lima, tenho 21 anos.
01:22Somos alunos do 27º curso de Residência e Jornalismo da Rede Gazeta.
01:27Fica com a gente!
01:30Papo Residência, a quarta temporada.
01:33O podcast do curso de Residência e Jornalismo da Rede Gazeta dá um Zoom na geração Z.
01:38Fica aqui com a gente!
01:41Duas perguntas para começarmos.
01:43A pesquisa geração Z, pelas lentes latinas, aponta que 51% dos entrevistados entre 17 e 24 anos nunca nem
02:02utilizaram esses apps de encontro.
02:04Apenas 9% disseram usar aplicativos.
02:08O levantamento, realizado pelo grupo Consumoteca, ouviu 2 mil jovens do Brasil, Argentina, Colômbia e México, sugerindo um traço marcante
02:19na nova geração.
02:20A busca por conexão real e menos superficial.
02:24É, Luísa, o Zoomers, a primeira geração nativo digital, está ligada nas, digamos, conexões analógicas.
02:31Aqui no Espírito Santo, um vídeo de uma influenciadora chamou a atenção e dialoga bem com essa realidade.
02:37No post, com mais de 890 mil visualizações, a influencer capixaba Lele Avelar, de 21 anos,
02:45diz que correr pela Orla de Camburi é a melhor alternativa para arrumar um contatinho atualmente.
02:50O conteúdo viralizou.
02:52Nos comentários, internautas apontaram seus lugares favoritos pela grande vitória para postar num match offline.
02:58Esse era o vídeo que, o único que eu não esperava que viralizasse.
03:03Você vê que no vídeo não tem edição, não tem um corte.
03:06Tipo, eu gravei pela câmera do TikTok.
03:09Tipo, gravando e pausando e tipo, falando só qualquer legenda e postei.
03:13Só que antes de postar esse vídeo, eu tinha uma olhada pra um grupo de umas amigas minhas.
03:17E a gente ficou conversando sobre esse vídeo.
03:19E tá falando como era difícil a gente achar caras pra gente sair hoje em dia.
03:24A gente ficou assim, gente, cadê os homens?
03:26O que aconteceu com o Sábia de Vitória?
03:28Aí eu fiquei tipo assim, gente, aqui na Orla tem.
03:31Só num garoto que eu consegui trocar ideia com ele.
03:34Foi aqui que a gente foi só brincar.
03:35Gente, será que ele estrava o novo Tinder?
03:37Até mesmo o conceito de detox digital, ou seja, períodos de afastamento das redes,
03:43está ganhando força entre os jovens.
03:46Na visão da geração Z, aplicativos de relacionamento não mostram de forma autêntica
03:51quem as pessoas são.
03:52É o que defende a psicóloga e comentarista de comportamento social, família e relacionamentos
03:59na CBN, Adriana Miller.
04:01Nós, seres humanos, somos seres sociais.
04:04Então a gente precisa do olho no olho, do carinho, do respeito, do abraço, né?
04:13Essa coisa da pele, do contato, você sentir que o outro está te entendendo, está conectado
04:22com você.
04:23Eu acho que isso faz parte da raça humana.
04:26A gente precisa disso para se sentir pertencente a um grupo, se a gente está falando de amizades,
04:35e a um relacionamento quando a gente pensa em algo mais específico, né?
04:43Porque a geração Z tem uma flexibilidade.
04:46Eu não gosto muito dessa, assim, o Bauman, que me desculpe.
04:51Eu entendo o que ele quis dizer com relações líquidas e com essa liquidez, mas eu acho
04:57que é flexibilidade.
04:58Para saber como chegamos até aqui, com a retomada da valorização das conexões reais,
05:05é preciso mostrar uma breve linha do tempo das redes sociais.
05:09Essas plataformas, como conhecemos hoje, surgiram não só para conectar pessoas, mas também
05:15para criar comunidades digitais.
05:16O Orkut e o MySpace foram os primeiros grandes experimentos nessa área.
05:20Eles permitiram que as pessoas se conectassem com amigos, familiares e conhecidos, expandindo
05:26essas conexões para círculos mais amplos.
05:28As comunidades do Orkut, por exemplo, tinham de tudo, desde o Pensei que era sorvete, mas
05:34era feijão, até grupos fervorosos de fãs das bandas da época, como o Restart.
05:40Foi nesse contexto que os aplicativos de relacionamento começaram a se destacar, pois viram possibilidade
05:46de expandir conexões para o campo afetivo ou para um encontro casual.
05:49O Tinder, lançado em 2012, é um dos exemplos mais emblemáticos.
05:55Ele turbinou o conceito de conexões instantâneas, em que a aparência e a atração inicial são
06:01os primeiros critérios para uma conversa.
06:03Isso era algo novo e empolgante para muitos, especialmente para essa geração que cresceu
06:08cercada pela internet.
06:09Outros aplicativos surgiram em sequência, como o Bumble, o Happen e o Grindr, cada um tentando
06:15trazer sua própria abordagem para essas conexões.
06:18E o interessante é que essas plataformas começaram a se adaptar ao comportamento social
06:24digital, que já vinha das redes sociais.
06:27A superficialidade do curtir uma foto no Instagram ou do like um status do Facebook foi levada
06:34para a esfera dos relacionamentos.
06:40Mas, com a popularidade, também vieram muitos novos desafios.
06:45Um deles é o ghost.
06:47O ghost é aquele comportamento em que uma pessoa, sem qualquer aviso, para de responder
06:53ou interagir com alguém.
06:54Maria Rita Pinheiro, arquiteta e urbanista de 23 anos, já viveu algo assim.
06:59Você fica de saco cheio de estar ali já, porque é uma frustração, querendo ou não.
07:04Você conhece uma pessoa e muita gente lá é muito rasa, sabe?
07:11Não sabe desenvolver conversas.
07:14Óbvio que tem gente que entra no aplicativo só por uma coisa e é fácil.
07:20E é sempre muito fácil.
07:21Tudo aquilo ali fica um saco.
07:23Então você fica assim, meu Deus, vou ficar longe disso aqui só para esvaziar minha mente.
07:28E não ter outro aplicativo tomando meu tempo também.
07:32Esses tipos de comportamentos geram um nível de frustração muito grande nas vítimas dessas condutas.
07:38Principalmente porque nos aplicativos de relacionamento, muitas pessoas investem tempo e energia emocional
07:43nas interações.
07:44Essa prática não existia de maneira tão explícita antes no ambiente online,
07:47onde é mais fácil manter o anonimato e o distanciamento emocional.
07:51E o ghosting é só um dos problemas.
07:53Além dele, temos a despersonalização das interações,
07:56ou seja, as pessoas começam a ser tratadas quase como um catálogo.
08:00Você olha uma foto, lê uma bio curta e decide se quer conhecer alguém baseado em informações
08:05extremamente superficiais.
08:07Outro ponto de atenção em relação às plataformas é a questão da segurança.
08:12A facilidade de se conectar com desconhecidos também abre espaço para situações de perigo.
08:18Casos de perfis falsos, pessoas com más intenções ou até golpes são frequentes.
08:23Para o usuário, há sempre o risco de se expor a indivíduos que não são quem dizem ser.
08:29Sobre isso, conversamos com Bruno Farias, de 25 anos.
08:33Ele é mineiro, morou boa parte da vida em Vitória e hoje está em Londres.
08:37E compartilhou sua perspectiva sobre a segurança nos apps.
08:40É um assunto um pouco complicado, porque, claro, tem a insegurança.
08:46Acho que como qualquer lugar na vida, nada é 100% seguro.
08:52Claro, você também tem que saber com quem você está se relacionando.
08:55Mas, claro, ali no aplicativo, como é só um contato inicial,
09:01então marca no local público uma coisinha assim,
09:05em que se você se sentir inseguro, você pode simplesmente sair ou pedir ajuda para alguém e tudo mais.
09:13Eu, pessoalmente, já sofri alguns medos, algumas coisas assim.
09:23Mas, claro, foram escolhas minhas de ter ido até a casa da pessoa
09:28e cada escolha tem uma consequência.
09:32Então, assim, dá um exemplo de que eu não uso drogas pesadas,
09:37uma maconha, uma coisa assim, a gente pode até fumar.
09:40Mas outras coisas eu não uso, nunca usei, não tenho vontade.
09:44E a pessoa falou, olha, eu uso tal coisa.
09:49E eu falei, olha, se você quiser usar, pode usar.
09:52Eu não uso, mas não me importa você usando.
09:55E, ok, cheguei na casa da pessoa, a gente estava lá.
10:00E ele começou a usar a droga e ele começou a ficar paranoico.
10:07E, assim, começou, foi assim, eu acho que eu fiquei lá uns 10 minutos.
10:12Começou a ficar uma situação que eu já não estava mais me sentindo confortável em ter sexo com ele.
10:18E, não sei, ele começou a ficar paranoico e eu recebi a mensagem.
10:24E ele começava a achar que era sobre ele.
10:28E eu falei, cara, quer saber?
10:30Obrigado por tudo.
10:32Só peguei as minhas coisas e fui embora.
10:34Existem dados que mostram que a geração Z tem outros comportamentos diferentes das gerações que vieram antes,
10:40quando o assunto é app de relacionamento.
10:42Uma pesquisa realizada pela empresa de estudos de mercado Mintel
10:46descobriu que 47% dos homens de idade entre 18 e 34 anos no Reino Unido
10:51utilizaram um site ou app de encontro no ano,
10:54em comparação com 25% das mulheres da mesma idade.
10:57E uma pesquisa de 2023 feita pelo Pew Research Center
11:02aponta que mais da metade das mulheres que usaram sites ou aplicativos de namoro
11:08recebeu uma mensagem ou imagem sexualmente explícita.
11:12Mais de 10% receberam ameaças de agressões.
11:15E temos mais dados sobre isso.
11:17Um estudo feito pelo Bumble descobriu que 7 a cada 10 mulheres que usam aplicativos
11:23sofreram esgotamento.
11:24Outra reclamação principal das gerações mais jovens que usam aplicativos de namoro
11:29é que as plataformas incentivam os usuários a comprar assinaturas
11:33para uma chance melhor de encontrar o par perfeito.
11:36E a ironia desses planos pagos é que muitos aplicativos oferecem assinaturas de meses ou anos.
11:42Só que muitos dos usuários gostariam mesmo é de conhecer alguém adequado o mais rápido possível
11:46e excluir os aplicativos para sempre.
11:49Em um mundo em que a autonomia e individualidade estão sendo dissipadas,
11:53para a geração Z simplesmente não faz sentido correr o risco de prejudicar a saúde mental e física
12:01por algo desnecessário.
12:03Além disso, quando se trata de qualquer compromisso,
12:07essa geração está priorizando seu bem-estar emocional e seu status financeiro.
12:12A psicóloga Adriana Miller fala mais sobre essa crise sentimental
12:16que, consequentemente, levam à crise existencial.
12:20Quem eu sou e o que eu quero?
12:23Os aplicativos de relacionamento têm esse filtro, né?
12:26Como é que nós vamos começar isso aqui?
12:29Teu nome, tua idade, me diz quem você é e o que você está querendo aqui.
12:34São perguntas muito importantes do ponto de vista da individualidade.
12:39E que, de novo, a gente pode olhar para isso de uma forma como uma grande brincadeira.
12:46E eu acho que durante um bom tempo, outras gerações estavam brincando mesmo, né?
12:53Com essa possibilidade de encontros virtuais, aleatórios e tudo.
12:59Mas me parece que isso fez com que a geração Z se preocupasse mais com...
13:08Pera lá, quem sou eu?
13:10Né?
13:12O que eu estou buscando?
13:14Que vida eu quero para mim?
13:16E essas perguntas, essa geração está levando a sério.
13:21Eu sei o que eu quero.
13:23Eu sei o projeto que eu quero para a minha vida.
13:26Ou, pelo menos, eu estou construindo esse projeto.
13:29E eu não vou perder muito tempo, né?
13:32A busca pela resolução dos problemas em torno dos apps de relacionamento tem sido crucial para o setor.
13:38Uma vez que as maiores empresas do ramo estão sob pressão para atrair de volta os investidores.
13:45E essa necessidade de mudança flerta com as transformações no próprio cenário da procura por relacionamentos.
13:51Agora, vamos falar de um fenômeno curioso, que tem viralizado na Europa, mais precisamente na Espanha e em Portugal.
13:59Recentemente, a BBC publicou uma matéria sobre a rede de supermercados Mercadona, que se tornou palco de um novo método
14:07de encontros.
14:07Os clientes estão usando os corredores do supermercado como uma espécie de Tinder da vida real.
14:14A ideia era ir a um supermercado da rede entre sete e oito da noite e empurrar um carrinho com
14:21um abacaxi invertido.
14:23Esse gesto sinaliza que você está solteiro e aberto a conhecer alguém.
14:28É uma forma bem inusitada de flertar, não acham?
14:31A tendência começou a ganhar força depois que Vivi Lim, atriz e comediante espanhola, publicou um vídeo no TikTok explicando
14:38essa técnica de fazer um match.
14:40O vídeo rapidamente se tornou viral.
14:42Além do abacaxi invertido, os frequentadores do Mercadona desenvolveram uma série de códigos utilizando produtos do supermercado.
14:49Por exemplo, se o carrinho está cheio de chocolates ou doces, você está indicando que busca algo mais casual.
14:55Mas se você está com legumes embalados, sinaliza que prefere um relacionamento sério.
14:59Outra técnica é a divisão em setores.
15:02É interessante ver como a geração Z está buscando alternativas para os aplicativos de namoro,
15:08criando formas mais orgânicas e divertidas de conhecer pessoas.
15:12Lembra do Bruno Farias, aquele que você já ouviu aqui neste episódio?
15:16Ele fala sobre o que acha desse movimento que rema contra o mar de aplicativos.
15:20Se você está na sessão de vinhos, sozinho, e você colocar um abacaxi de cabeça para baixo dentro da sua
15:25cesta,
15:27quer dizer que você está procurando alguém, entendeu?
15:29Então, a pessoa às vezes se interessa por você, ela tem a liberdade de chegar ali e trocar uma ideia
15:36com você e dali surgir as coisas.
15:39Mas eu acho que é porque nos aplicativos que já existem atualmente, tem esse estigma de que você está ali
15:46porque você é um perdedor.
15:48Ou você está ali só para ter sexo.
15:51Então, se você quer realmente um relacionamento com outra pessoa, você tem que achar uma outra forma, porque aquele aplicativo
15:58ali são para a gente promíscuas.
15:59Você já ouviu falar sobre footing? A psicóloga Adriana Miller fala mais sobre isso.
16:04Lugares de encontro sempre existiram, né?
16:07Então, lá atrás, sei lá, os nossos avós, bisavós, né?
16:13Chama footing.
16:15Footing era assim, o pessoal ia para a praça, as mulheres andavam num sentido, os homens andavam em outro, solteiros
16:23e as solteiras, né?
16:25Buscando, então, sinalizar que estamos aqui disponíveis.
16:30Era assim, o Tinder da época era assim.
16:33Isso não é possível numa rede social, onde a gente só troca palavras.
16:40A gente não troca olhares, toques, né?
16:44Essa interação humana, ela tem muito mais coisas do que um aplicativo é capaz de conseguir captar e transmitir.
16:53Agora vamos ouvir Bruno Borsodi.
16:56Outro Bruno? Pra mim, esse era o nome mais único.
16:58Pois é, parece que esse nome é bem comum entre a geração Z.
17:02Esse Bruno é estudante de fisioterapia e tem 23 anos.
17:06Ele e sua amiga Maria Rita, que já foi apresentada aqui, contam como eles acham que as relações são moldadas
17:12ao longo das gerações.
17:14Justamente eu estava falando, o Tinder, o pessoal, na minha visão, encara que não como um aplicativo de relacionamento de
17:18fato, que possa ser também, né?
17:22Na 20 pra 80, 80% das pessoas encaram mais como algo casual, na minha opinião.
17:27E os outros 20 estão procurando alguma coisa.
17:29Ele é visto assim, não é um aplicativo que você acha namorado.
17:34É, eu não vou baixar o Tinder agora pra isso.
17:35É um aplicativo que você vai conseguir transar a hora que você quiser.
17:38Se você baixar o Tinder agora, normalmente a pessoa que vai dar match que você ou te curtir, antes de
17:44dar match, vai estar encarando isso.
17:45Tipo, poxa, ele bonitinho, ficaria com ele.
17:48Ah, tipo, de 10 match, pelo menos 7, assim.
17:52É, 7 é um...
17:53Ei, vem cá, gata, vem aqui em casa, tá ligado?
17:56O Bruno Melchara teve um breve envolvimento com Maria Rita e tudo teve começo num match virtual.
18:02Menino, que babado, hein?
18:04Pra você ver como que a geração nova tá livre.
18:06No dia do match, eu estava procurando alguém no Tinder, né?
18:11Falei, nossa, o que eu quero fazer hoje?
18:13E eu também estava.
18:15É.
18:16Esse foi o motivo do nosso match.
18:18É, quero fazer alguma coisa com alguém.
18:20Dois à toas.
18:21É, 100%.
18:23E eu também estava à toa em casa.
18:24Eu falei, pô, ou a pessoa quer animar um rolê que pode terminar lá em casa, ou pode ir pra
18:30casa da pessoa também.
18:31Aí eu fui pra lá e, tipo assim, no meio tempo, conversando com ela.
18:34A gente deu um match em pouco tempo e no mesmo dia eu estava saindo com ela, mais ou menos
18:38isso.
18:38Foi?
18:39É, foi pouco tempo.
18:40Mas não foi no mesmo dia.
18:41Foi um dia, foi um dia por aí.
18:42Tipo assim, 24 horas, né?
18:45Mas também é aquela situação.
18:46As pessoas estão afim de fazer coisas, né?
18:49Estão afim de sair, estão afim de beijar, estão afim de transar e acabam saindo.
18:51É, coisas casuais principalmente.
18:54Então pra mim era muito fácil.
18:56Como a especialista Adriana Miller apontou neste episódio, a ideia de amor para sempre já não é mais uma regra
19:04inquebrável.
19:05Cada vez mais as pessoas entram e saem de relacionamentos, seja com a mesma pessoa ou seja com novos parceiros.
19:12As pessoas se casam, se separam e recomeçam, muitas vezes com a mesma expectativa de antes, mas com a consciência
19:20de que, se não der certo, há sempre uma saída.
19:23Não estamos mais presos à ideia de que um relacionamento precisa durar para sempre para ser considerado bem sucedido.
19:29Hoje é sobre encontrar o que faz sentido naquele momento e se mudar, tudo bem.
19:34Há sempre outras oportunidades à disposição.
19:37Não é, Adriana?
19:37A geração Z está ensinando a gente a fazer isso de uma forma mais flexível e com os códigos mais
19:43bem definidos.
19:45Se tem uma coisa que essa geração tem nos mostrado, é que para eles é tudo sobre autenticidade, bem-estar
19:53e encontrar formas de conexão que se alinhem com seus valores e momentos de vida.
19:58E uma das tendências mais fascinantes que tem ganhado destaque ultimamente é a chamada boy sober.
20:05Este termo ganhou popularidade no TikTok e refere-se a um período de celibato voluntário.
20:11Mas a ideia é que vai além de apenas evitar relacionamentos com homens.
20:16É uma jornada de autocuidado e desenvolvimento pessoal.
20:20O boy sober surge como uma forma intencional de pausa para refletir sobre os próprios comportamentos e evitar cair em
20:29ciclos negativos.
20:30O foco não é culpar os parceiros, mas sim reconhecer como nossas próprias escolhas e traços podem contribuir para esses
20:39padrões.
20:40Como forma de alavancar os usuários que usam o aplicativo, o Tinder, em parceria com o aplicativo de corrida Runner,
20:47criou uma espécie de clube de corrida.
20:48A ideia por trás desse movimento é simples.
20:51Ao invés de encontros convencionais como ir a um café ou a um bar, os jovens estão se reunindo para
20:56atividades físicas, como corridas em grupo.
20:59Chamada de Soulmates, essa iniciativa une pessoas que têm interesse em comum, como a corrida, e tem atraído muitos jovens
21:06que preferem um estilo de vida ativo.
21:08Outra forma interessante de procurar um parceiro tem sido o Date Me Docs.
21:13Funciona assim.
21:14As pessoas criam documentos no Google Docs sobre si mesmas para potenciais parceiros.
21:20Isso soa estranho, né?
21:22Ao invés de jogos de conquista ou mistério, essas pessoas estão dispostas a se expor de forma direta, dizendo o
21:31que querem e o que oferecem.
21:33Eles não estão interessados em perder tempo.
21:36Querem algo que funcione e, se não funciona, que tal viver novas experiências?
21:42As praças continuam sendo um bom lugar de encontro.
21:46Os aplicativos continuam sendo um bom lugar para conhecer pessoas.
21:52Supermercados continuam sendo um bom lugar para as pessoas se encontrarem.
21:57E eu acho que o código é o que está em cena aí.
22:03Eu acho que parte da geração Z, através desse resgate do tradicionalismo, mas com mais flexibilidade, isso está permitindo sonhar
22:16um pouco mais.
22:17É hora de dizer tchau.
22:21Este episódio e esta temporada estão chegando ao fim.
22:24Dando um zoom na geração Z, discutimos como os jovens buscam novas maneiras de socializar fora dos aplicativos.
22:31Seja por meio de gestos como empurrar um carrinho com abacaxi invertido ou usando códigos secretos como produtos de supermercado.
22:38Nossa turma de residentes também falou nos episódios anteriores sobre temas como saúde mental, fé, mercado de trabalho e sustentabilidade.
22:48Tudo ligado ao Gen Z.
22:50Muito obrigado por nos acompanharem no nosso Papo Residência 2024.
22:55Em 2025, uma nova turma e um novo tema esperam por você.
23:00Tchau e bons encontros, seja no virtual, no mercado ou até na Orla de Camburi.
23:05Este episódio teve orientação e edição dos jornalistas Eduardo Facchetti e Andréa Pegoretti.
23:11E sonoplastia Augusto Ferreira.
23:14Papo Residência é o podcast do curso de residência em jornalismo da Rede Gazeta.
23:20Tema da temporada, um zoom na geração Z.
23:23Patrocínio, Eco 101, Suzano, Vale e Witzpair.
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