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  • há 5 semanas
Reportagem de A Gazeta visitou a aldeia Tekoa Mirim, em Aracruz, e participou de um dos rituais feitos pelos indígenas

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Transcrição
00:28Transcrição e Legendas Pedro Negri
00:43Transcrição e Legendas Pedro Negri
01:00Primeiramente com Deus, para que ilumine todas as comunidades da aldeia.
01:20Eu queria entender um pouco como são os rituais aqui da tribo.
01:26Porão, eu sou o corpo.
01:29Eu sou o corpo de vida, que é o corpo de vida.
01:35Eu sou o corpo de vida, que é a saúde, a linguagem, a linguagem, a linguagem...
01:40Temos também esse ritual à noite, que é onde nós pedimos que o pajé faça o curamento com a pessoa
01:50que está doente,
01:51a pessoa que não está passando bem.
01:55Então esse é o curamento também que o pajé faz à noite, que tira as coisas ruins, que tira o
02:02mal da pessoa.
02:03E como são os rituais de cura?
02:05Eu tenho que pedir para Deus que eu não tenho água, mas eu não tenho água, porque eu não tenho
02:15água.
02:16Eu não tenho água, porque eu não tenho água.
02:29Eu não tenho água. Eu não tenho água. Eu não tenho água. Eu não tenho água. Eu não tenho água.
02:38Ela vê até o pessoal de fora. Ela vê até muito grave também.
02:44Muita pessoa vem com dor de cabeça muito grave.
02:48Alguma pessoa chega aqui com um problema que não anda direito.
02:53Muita pessoa chega aqui com pedra no rinço.
02:57Muita pessoa chega aqui com a vista ruim.
03:02Então ela vence de tudo e já foi curada.
03:19O pajé é uma pessoa que a gente tem o respeito por ele.
03:25Porque é uma pessoa que deu o dom para ele para tirar e curar a pessoa.
03:31de todas as coisas.
03:33Então nós temos respeito por essa pessoa.
03:35E não tem idade também.
03:38Hoje nós temos aí os pajéres novos, de 30 anos, 40 anos de idade,
03:43que já é pessoa de respeito.
03:46Então nós temos um respeito muito grande por ele.
03:48O pajé vem vindo que deu o dom para essa pessoa.
03:52Não é qualquer pessoa também.
03:55Não é qualquer um, não é qualquer pessoa.
03:57O pajé aqui é minha mãe, que faz cura, que faz vencimento para as pessoas.
04:02Não só para indígenas, mas até para o pessoal de lá de fora mesmo,
04:06que procura ela aqui dentro.
04:08porque eu fui tão Panajas.
04:13A gente teve um bom para o quem é que eu sem a pessoa que eu.
04:21A gente teve um bom para as pessoas que não tiveram,
04:24E eu não sei o que eu espere mais quando a gente tem a gente.
04:42Eu nunca tenho que respeitar o mais velho, tudo de acordo,
04:51mas tem que ir para viver e incorporar mais.
04:59Minha avó, minha bisavó era tudo vencedor, tudo vencedores.
05:05E aí passou para minha mãe e minha mãe continua fazendo isso.
05:10No ritual ali tem uma parte de música, do cântico,
05:14e tem uma parte que a senhora fica mais reflexiva rezando.
05:19Esse momento é o momento que a senhora tem a conexão com Deus,
05:23o que acontece no ritual?
05:46A gente tem que aprender com ela e pedir a Deus que uma pessoa fica nesse caminho,
05:53que ela está fazendo hoje aqui dentro da aldeia.
05:57Mas é muito difícil aprender, fazer.
06:01É muito difícil fazer isso.
06:02Tchau, tchau.
06:14Tchau, tchau.
06:17Tchau, tchau.
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