00:00Como você viu na parte 1, em 1982, fósseis de um Eremotérum Laurillard foram descobertos
00:04em uma pedreira Itaoca, distrito de Cachoeira de Itapemirim.
00:07Essa é uma espécie de preguiça gigante que podia ter até 6 metros de altura quando
00:11apoiada em duas pátalas.
00:12Se você ainda não viu a parte 1, volta lá e assiste!
00:15Fomos até a cachoeira procurar os ossos do melhor do estilo Indiana Jones.
00:18Só que sem vilões.
00:19Sem armadilha.
00:19Só um pouco de calor.
00:21Tá tudo bem.
00:21É parte da trip.
00:22A paleontóloga Thaisa Rodrigues, professora do Departamento de Ciências Biológicas
00:26da UFES, explica que, desde o momento em que são
00:29encontrados, já é necessário muito cuidado para que os fósseis não sejam perdidos.
00:34Você tá vendo que aqui tem um monte de pedaço da preguiça.
00:37Os fósseis, às vezes, eles quebram.
00:39Na verdade, o mais comum é a gente encontrar eles quebrados.
00:42Então, às vezes, pedaços menores são muito facilmente perdidos por erosão, ou não foram
00:49vistos na hora de coletar.
00:50Isso é super comum de acontecer.
00:52Você deve ter reparado ao lado da doutora Thaisa que parte dos ossos foram para UFES.
00:56Mas essa é uma das três partes.
00:58Nós fomos atrás das outras duas.
01:00Na época, um representante do Museu Nacional veio ao Estado para acompanhar a descoberta.
01:03E alguns ossos foram com ele para o Rio de Janeiro.
01:06Até 2017, a parte que foi enviada para o Rio de Janeiro ficou em exposição.
01:11Em 2018, porém, na noite do dia 2 de setembro, um incêndio destruiu a sede do Museu Nacional.
01:18A gente entrou em contato com eles, mas eles não conseguiram confirmar o que aconteceu com
01:23a parte dos fósseis dessa preguiça que foram enviados para lá.
01:27Próxima parada, então, é Itaoca, distrito de cachoeiro de Itapemirim.
01:31Uma parte dos fósseis ficou com a família de Marinho e Isabel Salviano.
01:34Nessa foto, publicada em A Gazeta em 1982, dá para ver o empresário com os ossos.
01:39Nessa outra, os achados de cachoeiro aparecem ainda mais detalhes.
01:42No livro que escreveu, Cachoeiro, Suas Pedras, Sua História, Isabel conta sobre a descoberta
01:47e foi lá que a gente descobriu o endereço.
01:49É uma pedreira enorme, dá uma olhada nessa imagem.
01:53Tá vendo esse pontinho pequeno?
01:54É uma pessoa.
01:55Os poucos fósseis que a gente viu e que tinha na empresa, na verdade ficavam guardados em uma caixa
02:06e permaneceram assim até onde eu sei, até o fim, até eles simplesmente desaparecerem.
02:12A gente está na frente da antiga sede da Marçal, onde possivelmente os ossos ficaram.
02:17Hoje o prédio está depredado.
02:19Um dos moradores aqui da região, que passou lá por dentro, falou que não tem mais nada.
02:24Então é possível que os ossos tenham se perdido para sempre.
02:27Imagina como seria legal se a gente levasse esses fósseis para uma exposição que pegasse,
02:33por exemplo, se a gente pegasse os três campos da UFES.
02:35Faz uma exposição lá em Alegre Jerônimo, uma exposição aqui em Vitória, uma em São Mateus.
02:41Quantas pessoas não poderiam ver esses fósseis?
02:43Por enquanto eles são estudados por estudantes de Biologia daqui, de Vitória.
02:49Os alunos dos cursos de Biologia também conseguem estudar esses fósseis,
02:53porque faz parte das disciplinas que eles têm que cursar.
02:57Então muitos desses alunos vão ser professores no futuro, vão conseguir passar esse conhecimento adiante.
03:11Alegre Jerônimo!
03:11Alegre Jerônimo!
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