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  • há 5 semanas
Deficiente físico vítima de agressão.

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Transcrição
00:00Eu moro aqui, entendeu, já há algum tempo, as pessoas me conhecem aqui e etc.
00:04Eu tava sentado ali como de costume, no barzinho ali, conversando com os amigos mesmo, entendeu,
00:09o que eu tenho aqui é na rua e etc. no bairro.
00:11Aí ele veio, entendeu, alterado, bêbado, deu dois capacetados na cabeça do morador de rua,
00:16o amigo que tava do lado.
00:18Aí, eu sentado, olhando pra ele, né, ele veio em minha direção, por minhas costas.
00:23Eu vendo que tinha alguma coisa errada e a alteração dele, a voz e etc.,
00:26eu me levantei e fiquei de frente pra ele.
00:28Ele falou que eu não era homem, eu não era homem igual a ele.
00:32Eu questionei, perguntei por que ele tava querendo me agredir e falando aquelas coisas comigo.
00:37E, tipo, ele chegou, veio, me deu uma capacetada, botei a mão na frente.
00:42Ele veio, falou que eu era vagabundo, que eu era lixo, que eu era traficante e etc.
00:46Eu questionei, falei que não, falei que eu sou trabalhador, entendeu,
00:49que eu moro aqui, as pessoas me conhecem e sabem, entendeu, é realmente a história.
00:54E ele veio tentando me agredir.
00:55Eu fui só saindo, me esquivando, colocando minha mão, entendeu, pra proteger o meu rosto.
01:00E ele foi lá e me deu uma bicada aqui, mandando eu ir embora, entendeu, com a arma, mandando eu
01:05ir embora.
01:05Se tivesse destravada a arma, pelo jeito que ele bateu aqui, tinha estourado na minha cabeça, mano.
01:11Tinha estourado na minha cabeça.
01:12Aí eu vim pra dentro da minha residência, que é aqui próximo, né, vim pra dentro da minha residência e
01:17fiquei sentado no sofá assistindo a televisão.
01:20Aí ele veio com o copo de café na mão e encostou aqui na porta.
01:23Aí ele falou, mano, você não é homem não, você é um lixo.
01:27Aí eu peguei e falei com ele, pô, irmão, eu sou homem igual você, pô, nós dois.
01:31Aí ele estufou o peito igual a mim, você não é, igual a mim você não é.
01:34Aí eu falei, claro, irmão, eu sou homem igual você, pô, sou trabalhador igual você e tal, eu tô aqui,
01:39entendeu, todo mundo me conhece.
01:40Aí ele entrou dentro da minha casa.
01:41Quando ele entrou dentro da minha casa, ele falou, me segurou pela camisa, né, e falou,
01:46vou trocar essa casa, vou te espancar aqui dentro, vou te quebrar, vou quebrar, vou arrancar esses dentes, são tudo
01:51da sua boca.
01:52Aí eu perguntei a ele, por quê?
01:53E logo em seguida eu joguei ele pra dentro da fora juntamente comigo, entendeu, empurrei ele comigo pra fora de
01:59casa.
01:59Pra não rolar agressão e ninguém vê, ou ele foge alguma coisa, bota droga, arma, enfim.
02:05Ele veio pra rua, ele colocou a arma na cintura e veio tentando trocar soco comigo, bêbado, alterado.
02:11Só que eu não consigo trocar soco por conta da minha deficiência, entendeu, e eu só fui me esquivando.
02:15Aí nessa questão aí de me esquivar e tal, a mulher dele chegou tentando separar ele, entendeu,
02:21e ele empurrando a mulher e tentando brigar comigo e tal.
02:24Aí eu não quis brigar ou eu não quis conter ele, entendeu, por conta da minha deficiência,
02:28que eu não aguento, entendeu, o porte físico dele por conta da arma.
02:31Aí nesse meio tempo aí, as pessoas vendo, entendeu, a covardia que ele tava fazendo comigo aqui,
02:37começou a gritar diversas pessoas aqui na rua.
02:40Aí foi aí que ele atirou pro lado das criancinhas que tava ali, pro lado dos moradores que tava ali,
02:44e eu tava do lado dele.
02:46Aí eu saí correndo, saí correndo, deixando minha casa aberta, deixando meus documentos pra trás,
02:50deixando tudo, entendeu, aberto.
02:53Ah, ele entrou, quebrou minha televisão, quebrou meus dois celulares,
02:57quebrou, na verdade, um, né, que eu joguei até fora, e o outro sumiu, que eu não vi o outro,
03:02que tava...
03:02E aonde o senhor passou a noite?
03:04Pô, a noite eu fui em questão lá resolver essas coisas aí, entendeu,
03:07que ficou pendente em questão a isso, voltei 23 horas da madrugada,
03:13peguei a minha coberta aqui e fui lá pro outro lado da avenida, ali próximo da escola ali, ó.
03:18Fui dormir no meio do mato?
03:19Fui dormir no meio do mato, peguei a minha coberta, me enrolei e dormi, acordei agora, por quê?
03:25A casa aqui é sem proteção nenhuma, entendeu, sem grade, sem nada, sem nenhum meio de saída por trás,
03:32eu fiquei com medo dela entrar e evadir a minha casa, me matar, me implantar droga ou arma,
03:36e ficar por isso mesmo, entendeu?
03:38Fica a primeira vez que ele falou isso aí?
03:40Bom, não é a primeira vez, irmão, eu tenho vários relatos aí de pessoas que ele já chutou,
03:45que ele chega bêbado tentando agredir as pessoas e tal,
03:47só que ninguém faz nada, entendeu, por conta da polícia, né, mano,
03:51que quer ou não, não, ele tem um poder a mais do que a gente aqui,
03:55e por exemplo, tipo, se ele chegar bêbado,
03:59a gente chega bêbado, ele planta droga, ele planta arma,
04:01e fica por isso mesmo, a gente, como certo, ainda vai preso, pega vários anos de cadeia,
04:05é isso que eu tenho medo, eu tô dando essa entrevista aqui,
04:08mas eu tenho medo de quê? De ele me pegar na rua, meus familiares não moram aqui, entendeu?
04:13Eu moro aqui sozinho, tenho vários amigos da família aqui, tudo mais, pessoas que gostam de mim,
04:16mas eu não tenho uma pessoa que corra atrás se isso acontecer comigo,
04:20ou me pegar na rua, pegar com droga, implantar arma, ou ter me desaparecer comigo, entendeu?
04:25Eu tenho medo disso.
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