00:02Estamos saindo de A Gazeta em busca de profissões que resistem ao tempo.
00:08Será que a gente acha o engraxate pela cidade?
00:19Na minha infância eu trabalhei, né?
00:22Na minha casa eu também como engraxate, né?
00:25Aí depois eu coloquei no lugar de engraxar e fui procurar emprego.
00:31Mexi com bicicleta, trabalhando em plataforma há 11 anos.
00:36Aí a gente parou aqui, né?
00:37Porque na minha idade não consegui mais emprego, né?
00:41É difícil.
00:42Então a opção foi essa aqui, né?
00:45Pra completar a renda, né?
00:52Dá pra fazer a feira, né?
00:54Na semana.
00:56Porque o sapato acabou.
00:57Pô, porque também usa mais tênis, né?
01:00Antigamente tinha muitos sapatos.
01:02Tinha que ter muito engraxado também, né?
01:03Tinha a média de 15 engraxados.
01:0415 engraxados aqui.
01:0515 engraxados aqui tinha.
01:07Costa Pereira.
01:09Poxa, eu tenho uns 3, 4.
01:16Seu Raul, quanto custa e em quanto tempo é feito o serviço?
01:19Ah, é 10, 15 reais.
01:21Uma média de 20 minutos.
01:23Vai no par.
01:25Devagarzinho, caprichando, né?
01:27Se mantém durante meia hora, às vezes.
01:29Muito ganhado, né?
01:31Desbotado, desbota o couro, né?
01:33Então tem que restaurar ele dentro do carro, né?
01:38O que que o senhor acha que vai acontecer com a profissão de engraxate?
01:41Pô, a gente vai parar, né?
01:43Vai acabar.
01:44Se eu for mais tênis vindo, acabando, né?
01:46Ficando a cabeça pior, né?
01:48Nunca vai melhorar.
01:50É só cair no meio do movimento.
01:51O que?
02:04Neste troyrenha, provavelmente na cidadeza foi um trist.
02:05Obrigado.