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  • há 1 dia
Será que a festinha de criança vai ficar mais cara? E será que isso é necessariamente ruim?A Alemanha está discutindo agora taxar bebidas açucaradas. Uma discussão global que mais de 100 países e territórios já fizeram. Inclusive o Brasil.A ideia por trás é desestimular o consumo de refrigerantes e outras bebidas com alto teor de açúcar.E, assim, reduzir o risco de obesidade e doenças associadas, como diabetes e problemas cardiovasculares e renais.Para você ter uma ideia, o sistema de saúde brasileiro gasta cerca de R$ 3 bilhões por ano tratando doenças causadas pelo consumo de bebidas açucaradas.E 9% dos casos de obesidade infantil são atribuíveis ao consumo dessas bebidas ultraprocessadas.A própria OMS recomenda a tributação específica de bebidas açucaradas.

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Transcrição
00:00Será que a festinha de criança vai ficar mais cara?
00:03E será que isso é necessariamente ruim?
00:06Calma, eu explico.
00:07A Alemanha está discutindo agora taxar bebidas açucaradas.
00:11Uma discussão global que mais de 100 países e territórios já fizeram,
00:16inclusive o Brasil.
00:17A ideia por trás é desestimular o consumo de refrigerantes
00:21e outras bebidas com alto teor de açúcar.
00:24E assim reduzir o risco de obesidade e doenças associadas,
00:28como diabetes e problemas cardiovasculares e renais.
00:31Para você ter uma ideia, o sistema de saúde brasileiro
00:34gasta cerca de R$ 3 bilhões por ano
00:36tratando doenças causadas pelo consumo de bebidas açucaradas.
00:40E 9% dos casos de obesidade infantil
00:43são atribuíveis ao consumo dessas bebidas ultraprocessadas.
00:47A gente entende os refrigerantes como, diria assim,
00:51a porta de entrada dos ultraprocessados,
00:54de entrada, sim, o ultraprocessado mais simbólico
00:57que merece ser sobretaxado.
00:59Você já tem uma experiência global, internacional,
01:02de vários países adotando esse tipo de política pública.
01:05E a gente já tem muita evidência muito robusta
01:07de onde já foi adotado que ela foi importante,
01:10tem sido importante para a redução de consumo.
01:13A própria OMS recomenda a tributação específica
01:16de bebidas açucaradas.
01:17Evidências demonstram que ela ajuda na conscientização da população,
01:21que passa a fazer escolhas alimentares mais saudáveis.
01:24E fornece uma nova fonte de recursos
01:26que pode ser usada para financiar programas de saúde pública.
01:30Na Alemanha, a proposta é que um novo imposto
01:32entre em vigor no início de 2028
01:34e faça com que as bebidas açucaradas
01:36fiquem até R$ 0,32 de euro mais caras por litro.
01:40No Brasil, a taxação está prevista para começar em janeiro de 2027,
01:45mas ainda não está claro quanto isso vai custar.
01:47O chamado Imposto do Pecado foi aprovado na Reforma Tributária Brasileira,
01:52mas ainda precisa ser regulamentado por projeto de lei
01:55ou medida provisória.
01:57Além das bebidas açucaradas,
01:59esse novo imposto inclui também outros produtos
02:01considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente,
02:05como cigarro, bebidas alcoólicas, automóveis e embarcações.
02:10Claro que a reforma tributária,
02:12na medida em que ela seja implementada,
02:14ela vai começar a ser monitorada, avaliada.
02:16Então, você vai poder fazer ajustes.
02:18Então, assim, eu acho que continua sendo um grande ganho,
02:21principalmente de você colocar,
02:24reconhecer que essas bebidas,
02:26elas estão na mesma categoria de álcool e cigarro,
02:29que é uma coisa já reconhecida pela sociedade com mais facilidade,
02:32de que é um produto que tem impacto na saúde,
02:35portanto, precisa ser sobretaxado.
02:37E é um processo, né?
02:39É um processo.
02:39E é claro que o lobby, a resistência contra isso,
02:42ela é gigantesca.
02:43E aí
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