Detalhes dramáticos que antecederam a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, revelam que a vítima ainda lutava pela vida logo após despencar de uma altura de 40 metros na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. A tragédia ocorreu no último sábado (13), quando a jovem participava de um salto de rope jump (modalidade semelhante ao bungee jumping, mas com cordas dinâmicas) e foi lançada ao vazio sem que o equipamento de segurança estivesse acoplado ao seu corpo. Três responsáveis pela atividade foram presos em flagrante.
A enfermeira Rayza Dias, que estava nas proximidades e participou voluntariamente do atendimento inicial, descreveu em entrevista à EPTV o cenário delicado e a corrida contra o tempo para tentar salvar a jovem em uma área de difícil acesso.
"Vi que ela estava com uma respiração ofegante e olhei a pupila dela, que infelizmente estava dilatada, as duas. Vi pulsação, estava bem fraca, mas ela ainda tinha pulsação", afirmou a profissional, que precisou descer uma ribanceira íngreme cheia de barro segurando-se apenas por uma corda para alcançar o local da queda.
Rayza relatou que tentou acalmar a vítima nos seus últimos instantes. "Ainda conversei com ela. Tenho mania de brincar e falar: 'ninguém morre no meu plantão'. E ainda falei para ela: 'Duda, ninguém morre no meu plantão', mesmo que eu não estivesse de plantão ali." Apesar dos esforços de socorro, Maria Eduarda não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu no local.
Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, despencou de uma altura de 40 metros durante salto de rope jump em Limeira; especialista aponta que responsabilidade pela tragédia é compartilhada entre organizadores, Prefeitura e União.
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