00:00A vítima, esse idoso, 60, em 3 anos, Inácio Gomes da Silva.
00:06Vou conversar aqui com a filha, a Marijane.
00:08Em relação a esse homicídio, você estava trabalhando, recebeu a informação, foi Marijane?
00:14Foi, eu trabalho no Recife, estava de plantão.
00:16Infelizmente, na minha largada, a minha irmã liga para mim, relatando essa notícia triste, né?
00:22Que meu pai tinha vindo a óbito, né?
00:26Por um assassinamento brutal, cruel.
00:29E ele não merecia isso.
00:31Meu pai era um homem simples, meu pai era um homem humilde,
00:34na cidade de reciclagem, já idoso.
00:38E, assim, o que a população relata é que esse criminoso, conhecido por Gugu,
00:44com esse filho de Gogó, do Manguzá,
00:47que foi pedido a meu pai, que ele é usuário de drogas,
00:50já teve passagem pela polícia.
00:52E meu pai não deu, meu pai não tinha,
00:54e ele covardemente assassinou meu pai brutalmente pelas coxas.
00:58E o Eduardo, né?
00:59É o Eduardo, que foi preso, né?
01:02Está preso.
01:04Infelizmente, eu nunca pensei em estar aqui, né?
01:06Ele foi preso lá naquele momento, ou pegaram ele depois?
01:10É, segundo a polícia, né?
01:12Tinha seis carros de polícia rodando a pequena cidade de Feira Nova, no interior,
01:18e pegaram ele ali nas proximidades do 3 de Laguta Enga.
01:22O que chama a atenção é que eles, conhecidos, né?
01:25Amigos e que amigos, né?
01:26De repente, tira a vida do seu pai dessa forma aí,
01:30com essa brutalidade, com esse golpe de faca, né?
01:33Meu pai nunca foi amigo deles.
01:35Nunca foi, não?
01:36Não, ele apenas, o pai dele, de criação, morou pegado com meu pai, de casa de aluguel.
01:42E de vez em quando ele aparecia lá.
01:44E a gente sempre sobre o relato dele de roubo,
01:47de passagem pela polícia, de latrocínio, essas coisas.
01:50Mas nunca pensei que ele viesse fazer isso com meu pai.
01:54Desocupado, né?
01:55Um indivíduo aí nas ruas, usando drogas, furtando,
01:59e o pior acontecendo, como aconteceu, né?
02:02Infelizmente.
02:02Meu pai, um homem de família, não merecia isso.
02:04Um pai de família, direito, honesto, simples, né?
02:08Foi morto aí, covardemente, né?
02:11Fazendo trabalho com reciclagem para manter a família, né?
02:15Para manter a família.
02:16Meu pai sempre trabalhou nessa área da reciclagem.
02:19Quantos filhos, além de você, Marijane Silva?
02:22O meu pai tem cinco filhos.
02:24Deixa cinco filhos e uma esposa.
02:26Com certeza lá, quando tudo aconteceu,
02:29moradores, vizinhos, pessoal, ficou revoltado.
02:31Revoltado, porque não é para menos, né?
02:33A população se encontra revoltada,
02:35pelo que eu vejo nos grupos da cidade.
02:37Todo mundo revoltado, todo mundo conhecia meu pai.
02:40Meu pai não tem passagem pela polícia.
02:42Meu pai é um homem simples, trabalhador.
02:44Não merecia isso.
02:45Só porque ele se negou a dar um dinheiro a ele.
02:50A história que a população fala foi essa, né?
02:53Que ele foi pedir dinheiro,
02:54certamente para usar drogas, as coisas dele.
02:57E meu pai se recusou.
03:00Agora a situação é complicada ainda mais para a família, né?
03:04É, né?
03:04Quem sofre é a família, quem perdeu, né?
03:06Quem perdeu mesmo, nunca me imaginei estar aqui.
03:10Você falava aqui de que ele estava muito orgulhoso de você.
03:13Você com esse trabalho, né?
03:14Essa aqui é técnica de enfermagem na capital pernambucana,
03:17na restauração, né?
03:18É, eu sou técnica de enfermagem, com muito orgulho, sabe?
03:22Eu trabalho no hospital da restauração, trabalho no Maria Lucinda.
03:25E meu pai estava muito feliz por mim.
03:27Era uma felicidade.
03:28Eu me lembro que a gente almoçando na mesa, ele chorava.
03:31E eu tenho mais duas irmãs que, graças a Deus,
03:34estão terminando e concluindo o curso.
03:36E eu tenho mais duas irmãs que, graças a Deus,
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