O podcast Direito Simples Assim debateu saúde mental, preconceito e direitos da população LGBTQIA+. O episódio recebeu o psicólogo e psicoterapeuta Filippe Gradisse, que alertou para os impactos emocionais da discriminação e do isolamento social.
Durante a conversa,Filippe explicou que a LGBTfobia pode provocar ansiedade, depressão e estresse crônico. Segundo ele, muitas vítimas mudam comportamentos para evitar julgamentos e agressões. O especialista afirmou que o preconceito pode surgir dentro da própria família, da escola e até em ambientes religiosos. O episódio também destacou a importância do acolhimento psicológico e da criação de espaços seguros. “Isso não é doença”, reforçou o psicólogo ao citar a retirada da homossexualidade da lista internacional de doenças da OMS.
As apresentadoras também lembraram decisões do STF que equipararam a LGBTfobia ao crime de racismo. O debate destacou que discursos de ódio podem gerar punições severas. O episódio ainda cobrou mais educação sobre diversidade nas escolas e nas redes sociais. Gradisse afirmou que o respeito deve ser prioridade dentro da sociedade.
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#DireitoSimplesAssim
#LGBTfobia
#SaudeMental
Durante a conversa,Filippe explicou que a LGBTfobia pode provocar ansiedade, depressão e estresse crônico. Segundo ele, muitas vítimas mudam comportamentos para evitar julgamentos e agressões. O especialista afirmou que o preconceito pode surgir dentro da própria família, da escola e até em ambientes religiosos. O episódio também destacou a importância do acolhimento psicológico e da criação de espaços seguros. “Isso não é doença”, reforçou o psicólogo ao citar a retirada da homossexualidade da lista internacional de doenças da OMS.
As apresentadoras também lembraram decisões do STF que equipararam a LGBTfobia ao crime de racismo. O debate destacou que discursos de ódio podem gerar punições severas. O episódio ainda cobrou mais educação sobre diversidade nas escolas e nas redes sociais. Gradisse afirmou que o respeito deve ser prioridade dentro da sociedade.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, pessoal! Olha nós aqui de novo, o Direito Simples Assim.
00:06É uma delícia, né, esse Direito Simples Assim? Vocês também acham?
00:10Porque nós gostamos.
00:11Gostamos.
00:12Nós não somos, assim, modestas, não. Nós gostamos do Direito Simples Assim.
00:18E todo dia poder estar aqui é muito bom poder falar com vocês.
00:22É, e principalmente a gente gosta de quem a gente traz aqui.
00:25Nossa!
00:25Todas as vezes somos surpreendidas.
00:27Ó, gente, só vem gente bacana aqui.
00:30Só gente bacana, em todos os sentidos.
00:32E a equipe é bacana também, né?
00:35Tem o Otávio, tem o Léo.
00:38É um grupo legal.
00:41Então vamos lá.
00:44Hoje é 21 de maio.
00:47E nesse dia é tido como dia internacional
00:52da luta contra a LGBTQI+.
00:58Tem um monte de letrinha a mais aí, viu, gente?
01:02LGBTQI+, FOBIA.
01:05LGBT FOBIA.
01:07Tá?
01:08E aqui a gente sempre abre espaço
01:13pra tratar dessa matéria que afeta um número muito significativo
01:24de cidadãos no mundo e aqui no Brasil.
01:30Então a gente não pode deixar de estar sempre falando disso aqui.
01:37E hoje a gente vai falar mais de um aspecto.
01:39A gente vai falar do aspecto legal, claro,
01:42mas vamos falar muito do aspecto psicológico.
01:48Então a gente tá convidando aqui, né?
01:51Nós convidamos, aliás,
01:53o psicólogo e psicoterapeuta Felipe Gradice,
01:59que tem um currículo vasto
02:02de formação, de especialização
02:05e de militância profissional
02:10e que trata desses assuntos.
02:12Então nós vamos conversar um pouquinho com ele.
02:15Felipe, é um prazer receber você aqui.
02:17É um prazer pra mim também estar aqui.
02:20É sempre bom estarmos com pessoas queridas, né?
02:23E uma das questões da psicologia
02:26que a gente atua no consultório,
02:28que a gente atua na prática,
02:30é a importância da gente criar ambientes
02:33que facilitam as pessoas
02:35serem e estarem como elas são.
02:38Então a luta contra a LGBTfobia
02:40é muito nesse sentido, assim,
02:42de estimular as pessoas
02:45pra importância do acolhimento,
02:47da diferença,
02:48mas principalmente pra criação
02:50de ambientes
02:51onde as pessoas se sentem bem como elas são.
02:54Então é um prazer estar aqui
02:55nesse ambiente.
02:57Esse respeito à diferença.
03:00Então, Felipe, vamos lá.
03:01Fala pra gente aí dos impactos mais comuns, né?
03:05Que as pessoas LGBTs
03:12enfrentam aí no conceito,
03:14no contexto de preconceito,
03:18de discriminação.
03:21Um ponto importante
03:22que a gente precisa fazer referência
03:24é que essa data,
03:2617 de maio,
03:28ela faz referência a uma data
03:29do dia, né?
03:31A data 17 de maio
03:32faz referência
03:33a
03:34o dia em que a OMS,
03:36a Organização Mundial da Saúde,
03:38retirou
03:38do catálogo internacional
03:40de doenças
03:41a homossexualidade, né?
03:44E as questões ligadas
03:46à diversidade sexual,
03:47mas principalmente
03:48a homossexualidade.
03:49Claro que
03:50o espectro LGBT,
03:52QP,
03:53QIAPN+,
03:54ele é vasto,
03:55mas ele tem esse marco
03:57da retirada
03:58do catálogo internacional
03:59internacional de doenças.
04:00Então,
04:01isso foi muito importante.
04:02Isso não é doença.
04:02Isso não é doença,
04:04não é um desvio,
04:05não é um transtorno.
04:06Por isso também não pode se falar
04:07de cura, né?
04:08Por isso que não podemos
04:09falar de cura.
04:09Essa expressão cura, né?
04:11Por isso que não podemos
04:11falar de cura.
04:12Então,
04:13quando a Rosane traz
04:14para a gente
04:15refletir sobre esses impactos,
04:16isso é muito importante,
04:17porque essa violência,
04:20ela gera no ser
04:23uma dinâmica de estresse,
04:25que não é esse estresse
04:27que a gente vai lidar
04:28com situações cotidianas
04:30em que a gente pode avaliar
04:31que a gente não tem
04:32tanta capacidade
04:33para lidar com elas.
04:34Mas isso é um estresse crônico,
04:37a gente até chama
04:37dentro da ciência psi
04:38como estresse de minoria,
04:40que é realmente a perda
04:42da capacidade dessa pessoa
04:44de se relacionar consigo própria,
04:46de agir no mundo.
04:48Tem muito a ver
04:50com a questão da autoestima,
04:53da diminuição da sua capacidade
04:56de valorizar a si próprio
04:58como sujeito.
04:59E aí os impactos disso
05:00podem ser
05:01elevação de ansiedade,
05:04quadros de depressão,
05:06isolamento social,
05:08a perda mesmo
05:09dessa capacidade
05:10de realizar sentido na vida.
05:12Então, de uma forma geral,
05:14a gente está falando
05:15de uma dinâmica
05:16de estresse crônico
05:17que impacta
05:19sobremaneira
05:19a vida dessa pessoa,
05:21a vida dela
05:21no existir,
05:22de se relacionar,
05:23de produzir.
05:24Então, o dia de comemoração
05:26é dia 17.
05:2717 de maio,
05:28dia internacional
05:29da luta contra a LGBT família.
05:31É 17, eu falei dia 21,
05:32até falando como se fosse hoje.
05:38quando você fala aí
05:39desses reflexos
05:43disso na pessoa,
05:45quando ela é
05:47internalizada
05:50pela pessoa
05:51que está passando por isso,
05:53ela afeta
05:54a autoestima.
05:57como é que fica
05:58essa questão
05:59da identidade
06:00e a saúde mental
06:01dessa pessoa?
06:02Então, vamos pensar
06:03que a gente está dizendo
06:05de um transtorno mental
06:07adquirido
06:08e desenvolvido.
06:10Então,
06:11é um transtorno
06:11que pode levar
06:13a um quadro crônico
06:14de ansiedade
06:14e de depressão.
06:15ele vai gerar
06:17ao longo do tempo
06:19um transtorno
06:20e que afeta
06:22a vida
06:23dessa pessoa.
06:26Porque a pessoa
06:28muitas vezes
06:29até ela conseguir
06:31se certificar
06:34do que ela é,
06:35de quem ela é
06:36e se apresentar
06:39para
06:40a sociedade,
06:42a família.
06:43esse período
06:46deve gerar
06:48um mal-estar,
06:51uma dor
06:52nessa pessoa.
06:53Muito grande,
06:54Rosane.
06:55Porque você trouxe
06:56um ponto da identidade.
06:57Então,
06:58a gente percebe
06:58uma alteração
06:59de crenças.
07:01Isso gera
07:02uma formação
07:03de crenças negativas,
07:06crenças limitantes,
07:07crenças negativas
07:08e um questionamento
07:09até da própria identidade.
07:12há uma mudança
07:13de valores,
07:14esses valores
07:14que norteiam
07:15a nossa vida.
07:16Então,
07:17o impacto,
07:17ele é um impacto
07:18muito profundo,
07:20porque o sujeito
07:21ele altera
07:21a percepção
07:22de si.
07:23Muitas vezes
07:24para se encaixar
07:25naquele sistema
07:26familiar,
07:27naquele sistema
07:28social,
07:29porque isso é natural
07:30do ser humano,
07:30a busca por conexão
07:32é natural
07:33do ser humano.
07:34A busca por
07:35validação,
07:36a busca por amor,
07:38por afeto.
07:38Então,
07:39dependendo de como
07:41essa violência
07:42se estrutura
07:43na vida
07:43daquela pessoa,
07:44pela necessidade
07:45natural que a gente
07:46tem de se vincular,
07:47porque vínculo
07:48é importante
07:49para a formação
07:50da personalidade
07:51da identidade,
07:52então,
07:53dependendo de como
07:53essa violência
07:54se instala,
07:55esse sujeito
07:55deixa de existir
07:57naquilo que é
07:58mais característico dele
07:59para ser algo,
08:01uma pessoa
08:02que vai se encaixar
08:03e aí ele vai viver
08:04experiências de incongruência.
08:05Então,
08:06quando a gente vai falar
08:07que a ansiedade,
08:09a depressão
08:09vão ser ali
08:10processos
08:13consequentes,
08:14vão ser processos
08:15que
08:16acontecem
08:17posteriormente.
08:18Então,
08:18quando o sujeito
08:19vai buscar,
08:20ele encontra espaços,
08:21por exemplo,
08:21terapêuticos,
08:23ele não vai lá
08:23para tratar
08:25a ansiedade,
08:27a depressão,
08:27ele vai
08:27para buscar
08:28tratamento
08:29para a ansiedade
08:29e depressão,
08:30mas o objetivo
08:31é a gente ajudar
08:32essa pessoa
08:33a se reconectar
08:34com aquilo
08:35que ela era,
08:37com esses valores
08:37que ela sustentava.
08:40Que ela é interiormente.
08:41Que ela é interiormente,
08:42no plano subjetivo.
08:43O filho...
08:45É um assunto
08:46muito interessante
08:47que todo mundo
08:47quer falar ao mesmo tempo.
08:48É porque eu quero
08:49fazer um gancho
08:50nessa questão aí.
08:51Como o acolhimento
08:52psicológico
08:53vai ajudar
08:54nessa construção
08:56dessa autoestima
08:57dessa pessoa,
08:58porque você falou,
08:59ela fica
09:01debilitada
09:02mentalmente
09:02e a questão
09:03também
09:04do fortalecimento
09:04da identidade dela.
09:06Como que isso
09:07vai contribuir?
09:08Certo.
09:09No primeiro plano,
09:10o espaço
09:10vai ser proporcionado
09:11para que esse sujeito
09:12possa extravasar,
09:13expressar,
09:14falar das suas dores.
09:15Isso é um ponto
09:16importantíssimo.
09:17Ele ser ouvido.
09:18Ser ouvido.
09:19E inclusive
09:20ter a permissão
09:21de expressar
09:23essas emoções
09:23que muitas vezes
09:24ele vai sentir
09:25dentro de um sistema
09:27familiar,
09:28às vezes
09:28um sistema escolar,
09:30que ele não
09:31permite ou que ele
09:32não tem espaço.
09:32Então ele vai
09:33precisar falar
09:34de como ele
09:34se sente em relação
09:35uma mãe,
09:36um pai,
09:37um tio,
09:37um familiar
09:38que desrespeita
09:40a sua maneira
09:41de se apresentar.
09:42Então no primeiro
09:43momento a gente
09:43vai abrir espaço
09:44para isso.
09:45O espaço vai ser
09:46aberto para ele
09:47poder rever
09:47essas crenças,
09:48para ele nomear
09:49emoções,
09:50porque muitas vezes
09:51a pessoa perde
09:51a capacidade até
09:52de fazer conexão
09:53com o corpo,
09:54porque ela vai
09:55racionalizando
09:56o mecanismo de defesa
09:57para se encaixar,
09:58para existir,
09:59e ela perde conexão
10:00com o corpo,
10:01até de nomear
10:02as emoções
10:03a partir da experiência
10:03corporal.
10:04Então o espaço
10:06psicoterapêutico
10:06vai ser importante
10:07para ela poder
10:08desenvolver
10:09uma melhor relação
10:09com esses sentimentos,
10:11com as emoções,
10:13reorganizar pensamentos,
10:15reorganizar crenças,
10:16entender mais
10:17sobre a sua identidade,
10:18como ela gosta
10:19de se apresentar.
10:20Então, por exemplo,
10:20eu estou aqui
10:21com uma camisa colorida.
10:22Muitas vezes
10:23uma camisa colorida,
10:24um homem utilizar
10:25uma camisa colorida,
10:27a gente pode pensar
10:28em vários estereótipos,
10:29que a camisa colorida
10:30para o homem utilizar
10:31não é adequada.
10:32E às vezes
10:33você se desconecta disso,
10:35então ela pode retomar
10:36determinados gostos,
10:38interesses.
10:39Então o processo
10:39psicoterapêutico
10:40é uma parte
10:41desse trabalho
10:43de resgate
10:44da autoestima,
10:45porque a autoestima
10:45não é só sobre
10:47conceito estético,
10:48ela está muito
10:49vinculada
10:50à minha capacidade
10:51de me realizar,
10:52de realizar coisas,
10:54profissionalmente,
10:55de uma forma voluntária,
10:56passa pelo campo estético,
10:58mas ela está
10:59muito mais ligada
11:00pela minha capacidade
11:00de realizar
11:01perante a vida.
11:03Eu te interrompi?
11:05Não,
11:06é porque
11:07eu ia comentar
11:08que,
11:09primeiro,
11:10Felipe,
11:11é um prazer
11:11te ter aqui
11:12no Direito Simples
11:13Assim,
11:14e eu ia comentar
11:15no sentido
11:16que,
11:17infelizmente,
11:18a gente ainda tem
11:19uma sociedade
11:20muito
11:22arcaica
11:23em lidar
11:24com as diferenças,
11:26e eu acho
11:28que antes,
11:29primeiro,
11:30da pessoa
11:30em relação
11:31à sociedade,
11:32é a pessoa
11:34em relação
11:34à família.
11:35A família,
11:38muitas vezes,
11:39é grande parte
11:40desse bloqueio,
11:42dessa violência
11:45que as pessoas
11:47que se identificam,
11:48que se mostram
11:49dessa forma,
11:50sofrem.
11:52e o que a gente...
11:53Quer dizer,
11:53que se mostram
11:54como são.
11:55Exatamente,
11:56é isso,
11:57é difícil
11:57a gente ter que lutar
12:00para simplesmente
12:01existir.
12:02O ser.
12:03Existir,
12:03e é algo
12:04que,
12:04na verdade,
12:05não afeta o outro.
12:07O outro deveria
12:08ter essa reciprocidade,
12:11né,
12:11e aí a gente percebe
12:12que essa questão,
12:14ela vai sendo passada
12:15de geração
12:15para geração.
12:16E aí é onde fica
12:18a minha preocupação,
12:19por exemplo,
12:20com as gerações
12:20que estão vindo.
12:22Porque o preconceito,
12:23ele aparece cada vez
12:24com a face mais forte.
12:26E o preconceito,
12:28a pessoa não nasce
12:28preconceituosa.
12:30Ela é ensinada
12:31a ser preconceituosa.
12:33Esses valores,
12:36essas questões sociais,
12:38elas vão sendo passadas.
12:39E se nós
12:40não nos policiarmos
12:42nesse sentido,
12:43qual é o que vai ser
12:46dessa sociedade
12:46com essa próxima geração
12:48que está vindo?
12:49então,
12:50eu acho que
12:51nesse sentido,
12:52né,
12:52da pessoa ter que lutar
12:53para ser o que ela é,
12:56sendo que isso
12:56é o mínimo
12:57que deveria acontecer,
12:59nós podermos ser,
13:00né,
13:01quem nós somos.
13:02Independente
13:03se eu vou agradar
13:04ao outro ou não,
13:05se o outro gosta
13:06disso ou não,
13:07porque não diz respeito
13:08a ele.
13:09Então,
13:10essa fala,
13:10quando você coloca,
13:11né,
13:12dessa violência,
13:13isso realmente
13:14me causou
13:15esse sentimento aqui
13:16do que a gente
13:18está construindo
13:18para o nosso futuro.
13:19Sim,
13:20é interessante isso
13:21porque quando você
13:22toca no aspecto familiar,
13:24a gente vai pensar
13:26na dinâmica
13:27da desidentificação
13:28com essa
13:30idealização
13:31que muitas vezes,
13:32porque claro,
13:33a gente está falando
13:33sobre violência,
13:34mas os maiores índices
13:35de violência,
13:36a gente fala
13:37externamente,
13:38mas os maiores índices
13:39estão dentro
13:39dos núcleos familiares.
13:40claro que existem
13:41ali os processos
13:42dessa própria família
13:43de lidar com
13:44essa idealização
13:45daquela criança,
13:47né,
13:47quando a gente fala
13:48sobre os processos
13:49de psicoterapia,
13:51a gente percebe
13:52muito isso,
13:53essa dificuldade,
13:54assim,
13:54de você abrir mão
13:56dessa idealização
13:58para você olhar
13:59para aquela criança
14:00como ela se apresenta
14:00e ajudar aquela criança
14:01a se desenvolver.
14:03Então,
14:03muitas vezes,
14:04que é a função
14:05da família,
14:06mas muitas vezes
14:07o que a gente percebe
14:08é que começa também
14:10nessa dificuldade
14:10do próprio sujeito
14:12ali de aceitar
14:13determinados aspectos
14:15da sua própria vivência
14:16e você falou
14:17dessa dinâmica
14:19intergeracional,
14:20né,
14:20dessa dinâmica geracional,
14:21daquilo que vai
14:22se perpetuando,
14:23desses padrões
14:24que vão se perpetuando
14:25e quando nasce
14:26um indivíduo
14:27que rompe
14:28com esses padrões
14:29e rompimento
14:29de vínculos,
14:30não é fácil
14:31quando você vai
14:32para um processo
14:33psicoterapêutico,
14:34você vai lidar
14:35muito com isso,
14:36com o rompimento
14:37de valores,
14:37de crenças
14:38para a construção
14:39de outras,
14:39não é fácil
14:40porque é um pilar,
14:41quando a gente
14:41pensa numa casa
14:42que tem um pilar
14:43rompido
14:44e você precisa
14:45dar conformação
14:46para aquele pilar
14:47para reformar,
14:48vamos pensar na crença,
14:49não é fácil,
14:50né,
14:50essa reformulação
14:51de crenças
14:51porque nós estamos
14:52falando de personalidade.
14:53E crença aqui
14:54não é crença religiosa.
14:56Isso,
14:56não é crença religiosa
14:58sobre a sua própria
15:00identidade e valores.
15:01Então,
15:01realmente,
15:02Tamara,
15:03é um processo
15:04assim,
15:04delicado,
15:05complexo,
15:06né,
15:06de aceitação
15:07e até a própria palavra,
15:09né,
15:09porque não é
15:11sobre eu buscar
15:12que o outro
15:13me aceite,
15:13porque a aceitação
15:14é muito sobre algo
15:16que me constitui
15:17e que eu não tenho
15:18controle sobre isso,
15:20então,
15:20uma identificação,
15:21uma identidade de gênero,
15:22uma orientação,
15:23não é algo que
15:24isso me atravessa,
15:27faz parte da experiência humana,
15:28então,
15:29é um trabalho
15:29primeiro comigo
15:30de me aceitar
15:31e a gente vai incentivar
15:32o outro
15:33a um movimento
15:34de respeito,
15:35porque não tem como
15:36eu exigir de você
15:38que me aceite,
15:39mas eu posso
15:40trabalhar com você
15:41ou convidar você
15:42a um movimento
15:43de respeito,
15:44né,
15:45porque a aceitação
15:45é o próprio sujeito
15:46e muitos sujeitos
15:47chegam nas experiências
15:48de consultório
15:49não se aceitando.
15:51Então,
15:51tem um trabalho
15:52inicial nesse aspecto.
15:54Esse autoconhecimento,
15:55né,
15:56no seu cotidiano,
15:57Felipe,
15:57na clínica,
15:58né,
15:59como é que a pessoa
16:00pode transformar
16:01essa dor
16:02e essa exclusão,
16:04né,
16:04que ela vive
16:05em autoconhecimento,
16:07pra ela se aceitar também?
16:08O próprio processo
16:10de abertura de espaço
16:12pra ela falar
16:12do sofrimento,
16:13Morgana,
16:14falar do sofrimento,
16:16entender o sentido
16:16desse sofrimento,
16:17já é um movimento,
16:19assim,
16:19porque como ela é
16:22desautorizada,
16:22se a gente pensa
16:23por esse estresse crônico,
16:25como ela é desautorizada,
16:27até sentir a sua própria
16:28experiência,
16:28então,
16:29quando você convida ela
16:30a fazer contato
16:32com a sua própria
16:33experiência de sofrimento,
16:35e claro que a gente,
16:35como psicólogo,
16:36a gente vai
16:37com muito cuidado,
16:38porque muitas vezes
16:39numa sessão,
16:40o sujeito vai trazer
16:41uma pontinha
16:43e ele
16:44não fala
16:46verbalmente,
16:46mas ele expressa
16:48com o corpo,
16:48com a emoção,
16:49então é um trabalho
16:50que a gente vai
16:52convidando o sujeito
16:53com muito cuidado
16:54a falar dos sofrimentos,
16:56a legitimar
16:57o sofrimento
16:58pra que ele consiga
16:59com o tempo
16:59produzir um sentido,
17:01um significado
17:02e olhar pra novas
17:03perspectivas,
17:04porque muitas vezes,
17:05Morgana,
17:06ele está dentro
17:07de um contexto,
17:08ele está dentro
17:08de um contexto familiar
17:09que ele não pode sair
17:11desse contexto familiar.
17:12Ele não tem condições,
17:13né?
17:14Ele não tem condições.
17:14Não tem hora financeira,
17:16emocional, né?
17:17Então a gente vai
17:18numa perspectiva
17:19ajudá-lo a ver
17:20a dinâmica de sofrimento,
17:22mas em outro momento
17:22também,
17:23como que ele pode
17:24construir outras relações
17:25dentro das próprias
17:27comunidades existentes
17:28pra que ele possa
17:29em outros ambientes
17:32poder sentir
17:33a si próprio,
17:34a si própria
17:35como ele é.
17:37Sem medo,
17:38porque quando a gente
17:39fala de estresse,
17:40desse estresse crônico,
17:42é sobre se sentir
17:43o tempo todo
17:44ameaçado.
17:48eu estou no ambiente,
17:49eu estou em estado
17:49de alerta,
17:50e se alguém
17:51que está ali
17:51está olhando pra mim
17:52de uma forma diferente,
17:53o que ele está pensando
17:54sobre mim,
17:55ele me invalida?
17:56O que ele vai me falar?
17:57O que ele vai me falar?
17:58Será que a pessoa
17:58vai me olhar torto
17:59e será que se eu passar
18:01próximo dela,
18:01ela vai me agredir
18:02com palavras
18:03ou com olhares?
18:05Porque é uma violência,
18:06a gente não está falando...
18:06Ou mesmo fisicamente.
18:07Ou mesmo fisicamente,
18:08porque começa
18:09nesse plano,
18:10a violência começa
18:11num plano muito sutil,
18:13de olhares,
18:14de piadinhas,
18:16que vão descaracterizar,
18:18que vão invalidar.
18:19Só um minutinho.
18:20Antes desse momento aí,
18:23de estar com medo do outro,
18:25eu acho que muitas vezes
18:26quando ele está descobrindo,
18:28a pessoa está descobrindo isso,
18:30ela passa por aquela fase
18:32de achar que ela está errada.
18:35Eu estava lembrando aqui
18:37da música Malandragem,
18:39onde fala lá
18:41por ser uma menina má,
18:45como se fosse ser má.
18:47Essa é uma visão.
18:48Rosane, muito bem colocado.
18:51Passa por essa fase
18:52para depois passar
18:53para a outra fase
18:53de ter o medo
18:54do que o outro vai fazer.
18:55Porque é isso,
18:56se você olha
18:56para a experiência infantil,
18:58muitos adultos chegam
19:00no consultório,
19:01eu não atuo só com
19:02o público LGBT,
19:05eu tenho uma atuação
19:06com mulheres
19:07que vivem em cima
19:08experiências,
19:09dificuldades nos relacionamentos,
19:11em que muitas vezes
19:11elas são invalidadas
19:12nesses relacionamentos,
19:13homens com dificuldade
19:14de expressar,
19:16porque eles acham
19:17que é errado
19:18expressar as suas próprias emoções,
19:20chorar dentro do consultório,
19:22porque eles têm a ideia
19:24de que homem não pode,
19:25que é errado.
19:26Então, na experiência LGBT,
19:28essa criança que cresce
19:29num ambiente
19:30que ela não pode existir,
19:31ela vai entender
19:32que ela é má.
19:33Então, tem um trabalho
19:34com essa mudança
19:36dessa crença
19:37de que eu sou mal,
19:38de que eu vou gerar dor
19:39para a minha família,
19:40de que eu vou gerar
19:42algum constrangimento
19:43para a sociedade,
19:44porque minha família
19:46vai passar por uma experiência
19:47de constrangimento.
19:48Então, é um trabalho complexo,
19:50parece fácil,
19:52falando assim,
19:53mas não é.
19:55Muitas vezes,
19:56esse trabalho vai exigir
19:58muitas sessões,
20:00de ajudar essa pessoa
20:02a modificar essa ideia
20:04de que ela não é má,
20:06que ela não é errada,
20:07porque ela nasceu
20:08e se reconheceu dessa forma.
20:10Então, é um trabalho
20:11no plano individual,
20:12mas a gente tem muito trabalho
20:14no plano coletivo também,
20:16de mudança,
20:17dessas crenças.
20:19Ô, Felipe,
20:19como a LGBTfobia
20:21se manifesta no cotidiano?
20:23No cotidiano?
20:24Só para deixar frisado,
20:24para deixar bem claro.
20:25É uma mudança clara
20:27de comportamento,
20:28assim,
20:29quando você começa a perceber
20:30que essa pessoa
20:30vai se isolando,
20:32que ela vai deixando
20:33de cumprir
20:35com determinadas
20:36obrigações,
20:38que ela vai perdendo
20:39o interesse
20:39por valores
20:41ou experiências
20:42que, para ela,
20:44faziam ela se sentir bem,
20:46a gente já começa
20:47a perceber
20:48que tem alguma coisa
20:48ali acontecendo
20:49com ela,
20:51algum processo
20:52de invalidação.
20:53Então,
20:53é mudança de comportamento.
20:55Então,
20:55eu conheço aquela pessoa
20:56de uma determinada forma
20:57e aí eu começo a perceber
20:58que ela vai mudando,
20:59por exemplo,
21:00o vestuário,
21:00ela vai deixando
21:01de, por exemplo,
21:02atender convites.
21:05O comportamento observável
21:06de como a gente percebia
21:07como ela era
21:08e como ela vem se tornando.
21:11Então,
21:11isso é uma percepção clara,
21:13mudança de comportamento
21:14em processos de sofrimento.
21:16Deixa eu entender melhor
21:17isso daí.
21:21Ela se manifesta no cotidiano,
21:23você está falando
21:23em relação
21:23à pessoa
21:26que está passando
21:27por isso
21:27ou aquele que...
21:29Porque na minha pergunta
21:30foi exatamente isso
21:31que a Rota está pensando.
21:33O outro,
21:33o outro,
21:35não a pessoa
21:38que...
21:39que sofre o ato.
21:41É.
21:42É nesse sentido
21:44que você perguntou.
21:44Foi.
21:45É, do outro.
21:46Repete, por favor.
21:47Não,
21:47é porque até antes
21:49de você dar Rota
21:50é mencionar a questão
21:51da...
21:52Qual que é?
21:53A cantora?
21:54Esqueci.
21:54Cassia Heller.
21:55Da Cassia Heller.
21:56Da menina...
21:56É, malandragem.
21:57É, malandragem.
21:58Antes disso,
21:59você estava falando
21:59que a pessoa
22:01se sente ameaçada
22:02pelos outros.
22:04Né?
22:04Ela está no ambiente,
22:06né?
22:06E muitas vezes,
22:07talvez aquela pessoa
22:08nem esteja olhando para ela,
22:09mas ela já está
22:09tão acostumada
22:10a sofrer algum tipo
22:12de violência
22:13que ela se sente
22:14sempre ameaçada.
22:15Minha pergunta foi
22:15mais ou menos nesse sentido.
22:16Como que isso ocorre
22:18assim no cotidiano
22:19dessa pessoa?
22:20Então,
22:21mudança de comportamento,
22:23Morgana.
22:23Então,
22:24é o que você tinha respondido.
22:25É, a mudança de comportamento,
22:26porque tem uma alteração
22:28de crenças,
22:29então a gente vai compreender
22:30porque nem sempre,
22:31Morgana,
22:32quando a gente escuta
22:33o discurso do sujeito
22:34e ele fala
22:35que se percebe ameaçado,
22:37a gente vai precisar ajudá-lo
22:38a fazer uma identificação
22:41do que é uma percepção,
22:43né?
22:44Porque a pessoa está tão imersa
22:45numa experiência,
22:45muitas vezes de violência,
22:47em outros ambientes
22:48que ela não sofre
22:49essa violência,
22:50ela pode ter uma percepção
22:51de que esses olhares
22:53sugerem para isso,
22:54então a gente vai ajudar
22:55essa pessoa a identificar.
22:56Ela começa a ficar
22:56com uma mania de percepção.
22:57Uma mania de percepção,
22:58por exemplo,
22:59né?
23:00É um exemplo
23:01que a gente pode trazer.
23:02E aí ela muda
23:03o comportamento,
23:04é a mudança
23:04de comportamento
23:06que seria o status
23:07natural dessa pessoa,
23:09Daquilo que a gente conhece.
23:10Ela se fecha, né?
23:11Um fechamento,
23:12é uma experiência
23:13mais assim,
23:13mais visível.
23:13Então esse tema é essencial
23:15para a saúde mental.
23:16Muito, muito essencial,
23:17porque isolamento
23:19daquilo que eu gostava
23:20de fazer,
23:22de coisas mais básicas.
23:24É, de ir ao shopping,
23:25por exemplo.
23:26Agora eu fico com medo,
23:29me sinto ameaçada.
23:30Isso traz prejuízos
23:31para a saúde mental,
23:33né?
23:33Porque você vai perder
23:34o sentido na vida.
23:35E você vai experienciar,
23:36por exemplo,
23:37processos mais sérios,
23:38como, por exemplo,
23:40depressão.
23:40Depressão.
23:41A desmotivação.
23:42A desmotivação.
23:43E pode chegar
23:44até o autoextermínio.
23:45Sim, o autoextermínio,
23:46então.
23:47Por isso que é importante
23:48a gente refletir
23:50a respeito disso.
23:51Obrigado, viu,
23:52porque a gente fica aqui
23:54nervoso.
23:56pela experiência,
23:57porque eu também falo
23:58da minha própria experiência
23:59como pessoa LGBT.
24:00Sou um profissional que atua,
24:02mas eu falo também
24:02da minha própria experiência.
24:04Não, e você está trazendo
24:05também questões...
24:05Nós estamos fazendo
24:06terapia aqui, né?
24:07É, você está trazendo
24:08questões do consultório,
24:09que você vivencia
24:10dos seus pacientes.
24:11Tem uma finalidade
24:13terapêutica, né?
24:14É sempre,
24:15sempre uma mesa
24:16acaba sendo terapêutica, né?
24:18Felipe, na sua visão,
24:20como a família
24:21e a escola
24:22poderia fazer
24:24para facilitar
24:25a vida
24:25dessas pessoas.
24:27Bom...
24:27Eu ia falar isso,
24:28porque a escola
24:29é um lugar,
24:30tem hora
24:30terrível.
24:32É complexo,
24:33mas
24:34nas práticas,
24:35eu tenho amigos psicólogos
24:36que trabalham
24:37em escolas
24:38e que trabalham muito
24:40o que a gente chama
24:41de psicoeducação.
24:42Então, é preciso
24:43falar sobre
24:44diversidade sexual,
24:46diversidade de gênero,
24:47explicar
24:48a natureza humana,
24:50adaptando
24:51essa linguagem,
24:52dar formação
24:53para os professores,
24:54para toda a equipe,
24:55para as crianças,
24:57formar os pais,
24:58treinamento de pais.
25:00Então,
25:00conhecimento
25:01facilita muito
25:02esse processo.
25:03E a escola
25:04precisa abarcar isso, né?
25:06E a escola...
25:06Porque eu,
25:06por exemplo,
25:07na minha escola,
25:08na minha adolescência,
25:09na minha infância,
25:10eu não tive
25:11essa educação
25:13voltada
25:13nesse sentido
25:14de representação,
25:16de ter esse cuidado
25:17com os outros,
25:18eu não tive.
25:19Então,
25:20se a gente for pensar,
25:22a escola,
25:23ela é um bom caminho
25:25para desenvolver isso,
25:27para trabalhar isso
25:27com os pais,
25:29com os alunos,
25:30com a cadeia educacional
25:32de uma forma geral.
25:33Então,
25:34a gente precisa
25:35ter uma ampliação
25:37nesses ensinos,
25:38porque eu acho
25:40que boa forma
25:41da gente prevenir isso
25:42é através da educação.
25:44Eu acho que
25:45não tem outro meio.
25:46Então,
25:47essa é a importância
25:48também da gente
25:49em casa,
25:49do cuidado,
25:51né?
25:51Eu acho que isso
25:52deveria ser ampliado
25:53também,
25:55esse tipo
25:56de educação
25:58para
25:59os
26:02núcleos
26:02religiosos.
26:03Eu ia falar isso.
26:04Sim.
26:05Porque nos núcleos
26:06religiosos também...
26:07Existe muita
26:08LGBTfobia
26:09nos núcleos religiosos.
26:11Há muita...
26:12Acontece isso
26:13com muita força.
26:14Não só também
26:15nos grupos religiosos,
26:16como, né?
26:17Nas redes também,
26:18né?
26:19Porque, embora
26:20a gente estava até brincando
26:21aqui mais cedo, né?
26:22Que internet não é terra
26:24de ninguém, né?
26:24Que existe um limite.
26:26Porque as redes
26:27é extensão
26:29do que nós somos.
26:30Porque
26:30o que a gente está ali
26:32na rede
26:32é parte da gente.
26:34Então,
26:35é...
26:36A gente precisa
26:37se policiar
26:38nesse sentido,
26:38porque existe um limite.
26:40Nem tudo
26:41é permitido.
26:42eu posso comentar,
26:43eu posso falar
26:44sobre determinado assunto,
26:46mas até quando
26:47aquele assunto,
26:48aquelas palavras
26:49que eu estou proferindo,
26:51está atingindo
26:52a esfera do outro.
26:53A liberdade de expressão
26:54que fere a dignidade
26:56do outro de existir.
26:57Exatamente.
26:57Então, eu acho assim,
26:59as comunidades, né?
27:00Religiosas, como, né?
27:02De uma forma geral,
27:03elas vão desenvolver ali
27:05a doutrina dela
27:06da forma como elas
27:07se identificam, né?
27:09E tal.
27:10Mas a partir do momento
27:11que elas incitam
27:12o ódio...
27:13Exatamente.
27:14A partir do momento
27:15que elas incitam
27:16o preconceito,
27:17a partir do momento
27:18que elas tratam
27:19determinado assunto
27:20como doença,
27:21que necessita
27:22de uma cura...
27:23Ou falando que
27:24aquele estado
27:27é do mal...
27:28Sim,
27:28que não há atualização
27:29desse discurso.
27:31Exatamente.
27:31Aí, a gente já começa
27:33a ter um problema,
27:34inclusive na esfera criminal.
27:36Então, vamos aproveitar.
27:37Você está aí falando,
27:38doutora,
27:39Tamaro.
27:39E um escapulinho.
27:41Eu não ganho.
27:42Vou aproveitar.
27:43Mas forte o que eu...
27:44LGBTfobia é crime no Brasil?
27:46É.
27:47É crime, gente.
27:48É crime no Brasil, sim.
27:50Embora nós não temos
27:52um tipo penal específico, né?
27:55Que determine a LGfobia
27:57ou mesmo a transfobia, né?
27:59A gente não tem.
28:01Mas a gente tem o nosso STF, né?
28:04Porque já que o poder legislativo
28:06está dormindo,
28:07não acorda
28:08para poder tomar providência,
28:10o STF foi lá
28:11através da ação direta
28:13de inconstitucionalidade
28:14por omissão 26
28:16e através do mandado
28:18de injução 4733
28:20de 2019
28:21e equiparou a transfobia
28:24ao crime de racismo.
28:26Aí pesou.
28:27Pesou.
28:28Pesou.
28:29E aí, né,
28:30o crime de racismo
28:31ele está previsto lá na lei
28:327.716 de 89
28:37e aí, pesou.
28:38Porque equiparou
28:39a transfobia
28:40ao crime de racismo.
28:42E mais do que isso,
28:44porque tem pontos aí
28:45que é muito interessante.
28:46Por quê?
28:47Porque o racismo
28:48ele é tido como
28:51inafiançável
28:51e imprescritível.
28:53e isso também
28:55vai se agregar
28:57ao crime
28:58de transfobia.
28:59Então,
29:00se eu for pego
29:01em flagrante
29:02praticando
29:03né,
29:04uma
29:04o crime
29:06um discurso de ódio
29:08nesse sentido,
29:09por exemplo,
29:10e eu for
29:11preso em flagrante,
29:13eu não vou poder
29:14pagar fiança.
29:15Ou seja,
29:17eu vou ficar preso
29:18preventivamente.
29:19Então,
29:20veja bem.
29:21E o fato dele ser
29:22imprescritível
29:24significa que o Estado
29:25não tem prazo
29:27para poder
29:28me punir
29:28em relação
29:29a determinado ato.
29:31Se o fato
29:32aconteceu lá em 2000,
29:342020,
29:35e eu agora
29:37em 2026
29:38resolvo denunciar,
29:39está valendo.
29:40Se eu for lá
29:41em 2030
29:42e denunciar,
29:43está valendo também.
29:442040
29:44e por aí vai.
29:46Então,
29:47é um
29:48é um passo
29:49aí interessante
29:50nesse sentido.
29:51E
29:52em 2023
29:53a gente também
29:54teve a inclusão
29:55no Código Penal
29:56da injúria racial.
29:59Porque a injúria racial
30:00é diferente
30:00do crime de racismo.
30:02O crime de racismo
30:03ele vai se pautar
30:04na coletividade.
30:06Então,
30:07a transfobia
30:08no sentido
30:09do crime de racismo
30:10é em relação
30:11a
30:12exatamente
30:13ao grupo.
30:14Vou dar um exemplo.
30:15Estou indo
30:16para o carnaval.
30:17Eu chego lá
30:18no carnaval,
30:19olho para um lado,
30:20olho para o outro
30:21e vira e solta
30:22a seguinte frase.
30:23Nossa,
30:24mas aqui só tem gays,
30:25só tem viado aqui.
30:26Aqui está errado.
30:28Eu estou cometendo o quê?
30:30O crime de racismo
30:32na figura
30:33da transfobia
30:34para um grupo
30:35em geral.
30:36Mas se eu pele
30:37e vir aqui
30:38para o Felipe
30:38e falar assim,
30:39Felipe,
30:41eu não gosto
30:41desses seus trejeitos
30:43eu acho que você
30:44está aí
30:45em uma situação
30:45eu estou
30:48aqui praticando
30:49uma injúria
30:50pessoal
30:50ferindo
30:53a honra dele.
30:55Porque aí
30:55o meu problema
30:56não é com o geral,
30:57é com ele.
30:59Então,
30:59nesse sentido
31:00eu estaria praticando
31:01a injúria
31:02no sentido
31:03da transfobia.
31:05Então,
31:05vocês percebem
31:05a diferença?
31:06Uma é em relação
31:07à coletividade
31:08e outra
31:09é em relação
31:10à pessoa,
31:10a honra
31:12pessoal
31:13do indivíduo.
31:14E aí,
31:15todos ali,
31:15a maioria
31:16desses crimes
31:17vão ser penados
31:17como a pena
31:18de até 5 anos.
31:20Então,
31:21as pessoas
31:21precisam,
31:22né?
31:22Uma parte dela
31:23vai ser cumprida
31:24em regime
31:26semiaberto.
31:27Semiaberto.
31:28Se pegar aí
31:29na pena máxima
31:30ou próximo dela,
31:31sim.
31:32Tá,
31:32mas aproveitando
31:33esses exemplos
31:34que você deu.
31:35Ô, gente,
31:36não queira pegar pena
31:37nenhuma,
31:37que tenha que passar
31:38pelo regime
31:40fechado.
31:41Não,
31:41porque o sistema
31:42prisional
31:42é doloroso.
31:45É.
31:46A gente que vai lá
31:47e vê as pontinhas
31:48do sistema
31:49prisional,
31:50a gente fica
31:52assustado.
31:53É.
31:53Por isso que
31:54essa educação
31:55é importante.
31:57Porque se existe crime,
31:58é porque tem
31:59uma conduta anterior.
32:01Porque o direito penal,
32:02ele trabalha justamente
32:03após o acontecimento.
32:06Ele não é
32:06limitador
32:07no sentido
32:08de...
32:09Aliás,
32:10ele não
32:12trabalha
32:12no sentido
32:13preventivo.
32:14Ele trabalha
32:15depois que o ato
32:16acontece.
32:17E a psicologia
32:18tem um caminho
32:19de atuar
32:20num aspecto
32:21preventivo.
32:21Ela pode atuar
32:22também como
32:23uma dinâmica
32:24de reabilitação,
32:25usando esse termo,
32:26mas ela trabalha
32:27o campo
32:28do antecedente
32:29ali,
32:30preventivo.
32:30Exatamente.
32:31Então preventivamente
32:32seria a educação.
32:33A educação.
32:33A educação,
32:34exatamente.
32:35Para prevenir
32:36o crime.
32:37O crime
32:38de transfobia
32:40ou de injúria.
32:42De transfobia.
32:43E não só,
32:44a questão de gênero
32:45também,
32:46porque aí vai abarcar
32:47tanto a questão
32:48da orientação sexual,
32:51quanto também
32:52a identidade
32:53de gênero.
32:54Então a gente
32:55precisa ter
32:56esse cuidado.
32:57A gente
32:58precisa educar,
33:00nos educar,
33:01nos policiar
33:02para não
33:04adentrar
33:05nisso aqui.
33:05Porque a partir
33:06do momento
33:06que você entra
33:07na esfera criminal,
33:08a coisa muda de figura.
33:10Até que agora
33:11deu uma melhorada.
33:12Porque agora
33:13você já pode
33:14nos formulários
33:15você já vai preencher
33:16o seu nome
33:17social,
33:18como é que você
33:20se identifica.
33:21Antigamente
33:21não tinha isso não.
33:23Tinha não.
33:24às vezes
33:25você já se apresentava,
33:27por exemplo,
33:28o homem,
33:31biologicamente,
33:31o homem,
33:33mas que se via
33:35como mulher.
33:35Se apresentava ali
33:36já como mulher,
33:38mas toda a sua
33:39documentação,
33:40o seu tratamento
33:42era todo
33:43como homem.
33:45Lido com
33:45um aspecto ali
33:46biológico.
33:48Biológico, né?
33:48A documentação,
33:50o uso de banheiro
33:51em locais públicos.
33:53então veja bem.
33:54Essa discussão
33:54ainda existe.
33:56Ainda existe.
33:56Existe forte.
33:58Mas
33:59é simples.
34:01Se a pessoa
34:02é o que ela é,
34:04ela vai usar o banheiro.
34:06Bem,
34:06pelo menos
34:06na minha visão,
34:08ela deveria poder
34:09usar o banheiro
34:10ao qual
34:11ela se identifica.
34:12Ao qual...
34:13Porque eu,
34:14eu vou no banheiro
34:16feminino.
34:17Eu não tenho problema
34:18nenhum com isso.
34:18Eu não tenho que me explicar
34:19por isso.
34:21eu não vou lá,
34:22eu não simplesmente
34:22entro e vou ao banheiro.
34:24Vai e sai
34:26e vai embora.
34:27Por que que outras
34:28pessoas têm que ser
34:29questionadas
34:30nesse sentido?
34:31Tá vendo?
34:32É essa crença,
34:33é esses conceitos,
34:35é isso que vai sendo
34:39polarizado,
34:40introjetado
34:41nas pessoas.
34:42Que é o mesmo
34:42viés do racismo.
34:44Sabe?
34:45Essa questão estrutural
34:46que vai sendo montada.
34:48A gente precisa
34:49quebrar isso.
34:50Precisa quebrar
34:51essas barreiras
34:52para que talvez
34:53um direito penal
34:54não tenha que vir
34:55intervir.
34:56Entendeu?
34:57Tá, Mara,
34:57que o nosso tempo
34:58já está finalizando.
34:59Eu falo demais, né?
35:01Os exemplos
35:01que você deu lá atrás,
35:03né?
35:03Qual que é o limite,
35:05hein?
35:05Também a liberdade
35:06de expressão
35:06e discurso de ódio.
35:08É um limite
35:09tênue, né?
35:10É um trem ali
35:11bem na faixa,
35:12é pequeno.
35:13Mas você tem que pensar
35:14o seguinte.
35:15Gente,
35:16liberdade de expressão
35:17todo mundo tem.
35:18falar,
35:19todo mundo pode falar,
35:20todo mundo pode escrever,
35:21mas a partir do momento
35:23que o que eu escrevo
35:25atinge a esfera do outro,
35:28na intenção,
35:30porque aí no direito penal
35:31a gente trabalha com o dolo,
35:32com a vontade,
35:33com a intenção
35:34de ferir,
35:37de disseminar
35:38um discurso de ódio,
35:40ali é meu limite.
35:42Você entende?
35:43Então,
35:44eu posso,
35:45por exemplo,
35:45igual o Felipe falou,
35:47eu posso
35:47não
35:48não gostar
35:51dos LGBT.
35:53É um problema meu,
35:54pessoal meu,
35:54não gosto,
35:55é um problema meu.
35:57Mas,
35:57a partir do momento
35:58que eu pego
35:59esse não gostar meu
36:01e me coloco ali,
36:03materializá-lo,
36:04materializá-lo ali,
36:05na esfera do outro,
36:07na rede,
36:08que não é terra de ninguém,
36:09porque aí a gente tem
36:11os crimes,
36:11por exemplo,
36:12de cyberbullying,
36:13se a gente está envolvendo
36:14ali determinadas circunstâncias,
36:16a gente tem o crime
36:17de injúria racial,
36:19que vai se voltar.
36:21A gente tem os crimes voltados,
36:22os crimes digitais
36:24voltados para esse sentido.
36:25Ou mesmo pessoalmente
36:27que seja,
36:28a partir do momento
36:29que eu vou lá
36:29e transmito isso
36:30na esfera do outro,
36:32para prejudicar o outro,
36:34aí é meu limite.
36:36É simples,
36:37não faça com o outro
36:38que você não gostaria
36:39de fazer consigo mesma.
36:41É básico, sim.
36:42Felipe,
36:44na sua visão,
36:45como que a psicologia
36:46e o direito, né,
36:49vão poder caminhar juntos aí
36:52para proteger
36:53e fortalecer
36:55as pessoas
36:59LGBTQIA+.
36:59Criando espaços.
37:02A gente comentava
37:03sobre o aspecto
37:04escolar, familiar,
37:06então,
37:06criando espaços
37:07onde a gente pode falar
37:09sobre a diversidade humana
37:10como uma variação
37:11da experiência, né,
37:13a diversidade sexual
37:14de gênero
37:14como uma experiência
37:15que faz parte
37:17da experiência humana.
37:18Então,
37:19criação de
37:20políticas públicas,
37:22porque a gente
37:23está falando aqui
37:24de um recorte,
37:25de um trabalho individual,
37:26mas é preciso também
37:27que os legisladores,
37:29então a psicologia
37:30precisa estar inserida
37:31nos sistemas políticos, né,
37:33para também contribuir
37:34com a criação
37:35de sistemas, né,
37:36de leis, né,
37:37de dinâmicas
37:37que possam favorecer.
37:38O pessoal está meio
37:39que dormindo aí,
37:40não pode.
37:41Então,
37:41é um trabalho em conjunto,
37:42assim,
37:43de criação de espaços
37:44formativos, né.
37:45Claro que muitas vezes
37:46a gente percebe
37:47que nem sempre
37:48as políticas públicas
37:49vão funcionar
37:50e funcionam,
37:51mas isso não significa
37:52que a gente deve desistir.
37:53Muitos trabalhos
37:54vão acontecer
37:55de uma forma silenciosa,
37:56invisível, né,
37:57fomentando a sociedade,
37:58porque uma sociedade
38:01que vitimiza
38:02uma sociedade
38:03que marginaliza,
38:06né,
38:06é uma sociedade
38:07que está adoecida.
38:09Então,
38:10é um trabalho
38:10que precisa alcançar
38:12a sociedade.
38:13Tem que ser persistente.
38:14É um trabalho persistente,
38:15de formiguinha.
38:16Ou seja,
38:17é um trabalho
38:18de formiguinha.
38:19Assim a gente vai
38:20atuando com um,
38:21porque imagina,
38:22se você atua
38:22com uma pessoa,
38:24a gente não sabe,
38:25um jovem,
38:26uma criança,
38:27um jovem,
38:27se você consegue ajudar
38:28ali um jovem,
38:29porque adultos,
38:30quando a Morgana
38:31me perguntou
38:31sobre mudança
38:31de comportamento,
38:32a gente vai ver ali
38:33alterações de humor,
38:35alterações da sua maneira
38:36de existir.
38:37Se a gente pensa
38:38num jovem
38:38que talvez ali no futuro
38:40ele tenha um papel importante
38:44numa sociedade,
38:46e se você consegue
38:47ajudar esse jovem,
38:48olha a representatividade,
38:50olha a importância
38:51desse jovem
38:51na mudança
38:52de um cenário.
38:53Então,
38:54muitas vezes,
38:55pode ser um trabalho
38:55mais micro,
38:57mas que vai ser
38:57um trabalho ali
38:59espetacular,
38:59porque a gente pode
39:01ajudar uma vida
39:02que vai fazer a diferença
39:03para uma coletividade.
39:05Então,
39:06a psicologia
39:06é extremamente importante
39:08nesse processo.
39:08Tem um papel importante
39:09nesse processo.
39:10Tem um papel importante.
39:12O Felipe,
39:14pode fazer as suas considerações
39:16finais
39:17e passar para a gente
39:20seu contato,
39:22suas redes sociais.
39:23Bom,
39:25eu sou o Felipe Gradiz,
39:26depois a gente
39:27coloca lá
39:28quem quiser me achar,
39:30Felipe Gradiz,
39:30lá no Instagram.
39:32Lá vocês vão ter um pouco
39:33de uma visualização
39:34de quem eu sou.
39:35O meu perfil
39:36não é um perfil
39:37tão profissional,
39:39nem tão pessoal.
39:41É uma rede social.
39:42Eventualmente,
39:43eu sempre estou ali
39:43divulgando,
39:44contribuindo com essas causas.
39:46E o que eu quero deixar
39:47é que as pessoas
39:50busquem informação,
39:52busquem se autoconhecerem.
39:54Tem um filme belíssimo
39:55que eu vou deixar aqui
39:56de indicação
39:57que se chama
39:58Orações para Bob,
39:59que mostra um processo
40:02interessantíssimo
40:02de uma mãe
40:03de uma dinâmica religiosa
40:05que tinha preconceito
40:06com o filho,
40:07movida por um discurso
40:08religioso.
40:09No filme,
40:10eu não vou dar
40:11tantos spoilers,
40:12mas é um filme
40:12que mostra esse processo
40:13de transformação
40:14dessa mãe
40:15ao longo do filme.
40:16Então,
40:16é um filme
40:18interessantíssimo.
40:18Então,
40:19busca de informação,
40:21autoconhecimento,
40:21já é o processo inicial
40:23para que esse sujeito
40:24possa rever
40:24as suas próprias
40:26crenças sobre si mesmo,
40:27seus próprios preconceitos,
40:28aquilo que não se aceita
40:28em si próprio.
40:29Se você começar
40:30a fazer esse trabalho,
40:31você vai se surpreender
40:32com o tanto que isso
40:33vai repercutir
40:34favoravelmente
40:35na sua relação
40:36com os outros
40:36e com aquilo
40:37que você fecha
40:39de olhar
40:40para aquela diferença,
40:41porque a bem da verdade,
40:42em essência,
40:44tem algo em si
40:45que você não aceita
40:46e que você projeta
40:47muitas vezes
40:48como mecanismo
40:48de defesa,
40:49como violência.
40:50Então,
40:51fica aqui o convite
40:52para as pessoas
40:52buscarem
40:53se autoconhecer.
40:55Pois é.
40:57E aí a Tamara vai,
40:59ela hoje está aqui
41:00fazendo comentários,
41:02né, Tamara?
41:02Mas vai fazer aí
41:03a nossa,
41:03falar da nossa rede.
41:04Eu vou fazer
41:05a nossa propaganda.
41:07Pessoal,
41:07convido todo mundo,
41:09né,
41:09a seguir o Direito Simples
41:10Assim,
41:11a DV lá no Instagram,
41:13a dar uma lida,
41:14né,
41:14na nossa coluna
41:15no EM Digital.
41:16Tem muita informação
41:17bacana,
41:18tem muito texto
41:19bacana lá.
41:21Aqui o nosso podcast
41:22no Portal Y,
41:24né,
41:24no canal do Portal Y,
41:25vinculado ao Jornal
41:26Estado de Minas.
41:27Aliás,
41:28tem outros,
41:28outros podcasts
41:30aqui que são
41:31muitos anos também.
41:32Exatamente,
41:33não é,
41:33não é só o nosso.
41:34Serem assistidos,
41:36né?
41:36Então,
41:37eu convido todo mundo
41:38a participar,
41:39a buscar informação,
41:41né,
41:41e a função do Direito Simples
41:42Assim é essa.
41:43né?
41:44Exatamente.
41:45Compartilhar,
41:46compartilhar,
41:47exatamente.
41:48Comentar.
41:49Comentem.
41:50Exatamente.
41:51Vamos lá,
41:51vamos seguir a gente,
41:52que vai dar,
41:53que a gente vai ir pontuando
41:55pontos para vocês pensarem.
41:58Gente,
41:58então a gente fica por aqui,
42:00muito obrigada.
42:01Obrigada.
42:01Felipe,
42:02valeu Felipe.
42:03Valeuinhas,
42:04Leozinho,
42:05todo mundo.
42:06Tchau.
42:07Beijo.
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