00:00Do que eu fiz, a minha família também está pagando, porque eles estão vindo me visitar e eles também sofrem.
00:06Na Fundação Casa, as meninas sofrem mais abandono da família do que os meninos.
00:10Os dados da instituição revelam uma diferença clara no número de visitas a partir do recorte de gênero.
00:14Tem gente que vem te visitar aqui?
00:16Tem. Minha mãe, meu pai, minhas irmãs, minhas filhas.
00:2075% dos meninos recebem visitas regulares.
00:23No caso das meninas, o índice cai para 39%.
00:25A reportagem ouviu especialistas para entender essa disparidade.
00:28Quem negligencia, negligencia a despeito de ser menino ou ser menina.
00:34Porque o recorte que nós temos dentro da Fundação, ele é um recorte do que nós temos fora.
00:39A família que vem visitar o menino, a sua maioria é a mãe.
00:43A mãe não abandona.
00:45E a menina, eu acho que já tem um pré-julgamento.
00:49Eu acho que ela acaba sendo punida.
00:51As adolescentes, quando se envolvem com o meio demitivo,
00:56De certa forma, elas não são perdoadas porque elas quebraram esse papel
01:01que já é pré-estabelecido socialmente falando para a mulher.
01:06Essa diferença não é uma novidade, apesar de falhações sutis ao longo dos anos.
01:10Para alguns adolescentes, a família representa acolhimento.
01:12Para outros, está na origem de situações de violência e abuso.
01:16Cabe então à Fundação mediar essa relação.
01:18A primeira coisa que a gente faz, quando o adolescente entra na Fundação,
01:22ele chegou, a gente vai estabelecer contato com a família.
01:26A gente tem, hoje, pais muito jovens, que às vezes não estavam nem preparados para ser pais.
01:32Minha mãe, quando ela engravidou, me deixava com babá,
01:35às vezes me deixava, até às vezes, sozinha em casa, para ela poder conseguir trabalhar.
01:39Quando eu comecei a fazer certas coisas,
01:42aí minha mãe, a gente deu uma distanciada.
01:44Tanto que eu fui parar no abrigo.
01:45Sim, ela veio me visitar.
01:47Aí a gente está conversando bastante de como vai ser quando eu sair.
01:50A Fundação, ela me ajudou muito, assim, a reaproximação de mim com a minha mãe,
01:54porque eu não morava com ela, então.
01:56Mas você, o que a Fundação fez?
01:59Você acha que o tio te ajudou, né?
02:00Ah, eu acho que foi as conversas.
02:03Conversaram muito comigo e muito com a minha mãe também.
02:06O papel da instituição também é fazer a sociedade acreditar nesses jovens.
02:09Tempo, às vezes, que se resgatam vínculos.
02:11Nós temos histórias de adolescentes que falam que foi a primeira vez que ouviu
02:14do pai e da mãe que os amava aqui.
02:17se ele não encontra lugar, ele vai entender que ele não pertence a essa sociedade.
02:23E o crime vai buscá-lo rapidamente, porque vai falar assim,
02:26ó, aqui você tem pertencimento.
02:29Esse foi o quinto episódio da série Juventude sobre Custódia,
02:31produzida pelo Folhetinho.
02:33E o crime vai buscá-lo rapidamente, porque vai ser o quinto episódio da série Juventude sobre Custódia.
02:33E o crime vai buscá-lo rapidamente, porque vai ser o quinto episódio da série Juventude sobre Custódia.
02:33E o crime vai buscá-lo rapidamente, porque vai ser o quinto episódio da série.
02:33Tchau.
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