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  • há 6 horas
Transcrição
00:00Como nasce um buraco negro gigante?
00:03Essa questão gera discussões entre cientistas há anos,
00:07mas pode ter tido a resposta revelada por um novo estudo.
00:12Vamos saber mais.
00:16Um artigo publicado nesta semana na revista Nature Astronomy
00:21revela que os buracos negros mais massivos do universo
00:24não surgem diretamente do colapso de estrelas.
00:28Segundo o estudo, essas estruturas extremas se formam
00:31após sucessivas fusões ao longo do tempo.
00:35Os pesquisadores explicam que essas colisões acontecem
00:38em aglomerados estelares extremamente densos,
00:42onde a proximidade entre estrelas favorece esses encontros frequentes.
00:46Nesse ambiente, buracos negros podem se fundir várias vezes,
00:51crescendo em massa de forma progressiva
00:53e criando objetos muito maiores do que os formados em uma única explosão estelar.
00:59O trabalho foi liderado pela Universidade de Cardiff, no Reino Unido,
01:03e se baseou em dados de um catálogo que reúne 153 detecções confiáveis
01:09de fusões de buracos negros observadas por ondas gravitacionais.
01:13Com base nessas análises, os pesquisadores avaliaram a hipótese
01:17de que os buracos negros mais massivos seriam de segunda geração.
01:21Isso significa que eles teriam se formado a partir de fusões anteriores,
01:26em regiões como núcleos de aglomerados estelares,
01:29onde a densidade de estrelas pode ser até um milhão de vezes maior
01:34que na vizinhança do Sol.
01:35Os resultados apontam duas populações distintas.
01:39Uma delas reúne buracos negros de menor massa,
01:42compatíveis com o colapso direto de estrelas.
01:45A outra inclui objetos mais massivos,
01:47como padrões de rotação que indicam fusões repetidas,
01:51sugerindo um crescimento em etapas dentro de ambientes muito densos.
01:56Segundo os autores, o mais surpreendente foi a clara separação entre estes dois grupos.
02:01Os buracos negros mais massivos apresentam rotações mais rápidas e orientações aleatórias,
02:08um padrão que combina com a ideia de múltiplas fusões sucessivas em aglomerados estelares densos.
02:14Essa conclusão permite investigar como estes objetos se formam e evoluem ao longo do universo.
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