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  • há 8 minutos
Crédito: QAP/Divulgação

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Transcrição
00:00Eu não planejei nada não, já tô andando de faca já tem um tempo, tô tentando descobrir as coisas, já
00:04fui na delegacia.
00:05Tá, mas quando foi que você decidiu, então, que você ia matar ele?
00:08Foi quando ele falou que ia matar meu pai, aí ontem eu voltando com meu pai, eu vi ele conversando,
00:12a gente falou...
00:13Aí o Flávio falou que ia matar o seu pai.
00:15Foi, ele falou que ia matar meu pai, que ia me deixar cadeirante, e ficava me dando dedo, falou, demorou,
00:21tudo de rabinho de canto.
00:24Aí eu não aguentei não, já ia fazer isso ontem, só que eu perguntei, ele deu uma de doida, aí
00:29ficou rindo da minha cara, aí saiu a tarde, aí voltou a noite, e ficou falando que ainda ia quebrar
00:36minha coluna e ia matar a gente.
00:38Aí como eu já tinha trabalhado o dia, já tinha queimado azeite, já tava cansado, aí eu resolvi deixar abaixo.
00:45Aí chegou hoje, já tava já no limite, já dei logo uma bicuda na cabeça, já fui metendo a faca
00:54no olho, pôr no pescoço, aí ele caiu, eu achei que ia morrer rápido.
00:59Ele ficou respirando lá, eu já dei mais umas logo pra ele parar de respirar, aí arrastei pra cortar a
01:04cabeça dele, só que aí vi que já tava bom, já tinha morrido já, e não sou tão perigoso assim
01:10não, tudo bem.
01:11Só que a galera caça, tenta até, até dá merda.
01:18Quatro anos atrás eles me violentaram, vi que eu tava doidão.
01:20Eram quantas pessoas?
01:21Eram um monte, um bar inteiro.
01:23Aí eles resolveram me estupar, me torturar, tentaram me matar, mas Deus tava comigo, e me acabou mandando o especial
01:29da ABOP, eles armaram a casinha.
01:31Tá, Eduardo, você faz uso de alguma substância que tô percente?
01:34Não.
01:34Não?
01:35Não mais.
01:35Já fez?
01:36Parou, tem quanto tempo?
01:41Tem...
01:41Que eu parei desde o começo do ano, tive uma recaída...
01:44Faz uso de algum tipo de medicação?
01:46Não.
01:46Faz algum tipo de acompanhamento em relação à sua saúde mental?
01:49Não, só censura.
01:51Só o quê?
01:51Censura.
01:52É?
01:53Então tá bom.
01:54E aí em relação a esse fato ocorrido há quatro anos, você consegue identificar quem foram as pessoas que te
01:58violentaram?
02:00Bom, não.
02:01Só sei por meio de relatos e energias assim.
02:06O povo tenta, chega, a gente fica de cara ruim.
02:08Fica com medo.
02:09Entendi.
02:09Aí você guardou essa mágoa, né?
02:10Não, não vai ter mágoa, não.
02:11E aí, o que aconteceu na data de hoje?
02:13Como é que você identificou o Flávio como sendo um dos autores desse estupro coletivo que você teria sido vítima
02:18há quatro anos atrás?
02:19A galera falando que ele, jogando conversinha, que eles me torturaram ali, naquele local, ali, naquela oficina.
02:25Você estava na oficina?
02:26Um dos locais também.
02:28Aí ele estava de conversinha me dando o dedo, mostrando as coisas e me dando o dedo.
02:31Fui perguntar pra ele sobre o caso, ele já meio que falou demais, se entregando.
02:35Aí depois ficou falando que o rapido não queria ver eu cair pra dentro, que ia pegar e matar meu
02:38pai.
02:40Aí eu não aguentei não.
02:41E aí, quando foi que você reencontrou, né, o Flávio?
02:45Não, eu não lembrava dele não, entendeu?
02:48Porque foi uma máfia inteira que fez isso comigo.
02:49Que até acabou prejudicando aí os policiais do golpe e fazendo um probleminha aí no Brasil todo.
02:54Entendi.
02:54E aí como é que você planejou, então, matar o Flávio?
02:57Não, não, não.
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