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  • há 2 horas
Revisitando antigos álbuns de fotos da Escola de Música de Brasília, Hamilton de Holanda declara: “Isso conta a minha história”. Carioca de nascença, o bandolinista morou na capital federal dos 11 meses até os 25 anos de idade e afirma que, tudo que sabe hoje, aprendeu na instituição onde era o aluno de matrícula 769/83, como ainda lembra. Detentor de 16 indicações ao Grammy Latino e uma ao Grammy Awards, o músico celebra outra grande honraria neste mês — convidado especial de Wynton Marsalis e da Jazz at Lincoln Center Orchestra, ele se apresenta, nos dias 12 e 13, no templo máximo do jazz.

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🎥: Isabela Berrogain/CB/D.A. Press

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Transcrição
00:06As pessoas admiram muito a música brasileira como um todo, as melodias das músicas brasileiras
00:12são muito queridas, as canções brasileiras de uma maneira geral, mas tem uma parada que
00:18eu acho que pega assim, que é o ritmo, o ritmo que o brasileiro conseguiu criar e desenvolver,
00:24ele é objeto de estudo no mundo inteiro, e pra mim, que toco bandolim, venho do choro, venho do samba,
00:33venho desses ritmos populares, é muito bom porque sempre tem alguém querendo aprender.
00:47Eu recebi um convite pra tocar com a orquestra Jazz At Lincoln Center e o Itamar Salles,
00:54composições do maestro Moacir Santos e minhas composições, então pra mim é como se fosse
01:00uma Copa do Mundo, um belo troféu, e me fizeram uma pergunta do que eu me lembrei primeiro,
01:08uma das coisas que eu me lembrei primeiro foi Brasília, que foi a cidade onde eu cresci,
01:11inclusive estou aqui na biblioteca da Escola de Música, onde eu estudei, minha matrícula
01:15era 769 barra 83, desde criancinha, então eu me lembrei, aprendendo ali, meu pai pegando
01:22o LP e colocando a música, ia com a agulha no disco e voltava pra mim e pro meu irmão
01:28pra gente aprender uns choros, enfim, então essa foi uma lembrança na hora, porque a primeira
01:34coisa que passa na minha cabeça é gratidão, né?
01:36A gente não constrói nada sozinho.
01:40Música
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