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  • há 2 dias
E se eu te dissesse que dançar o Passinho do Jamal pode fazer bem para a saúde? Bom, pelo menos em partes.A cada semana, surge uma nova coreografia dominando as redes. Esse fenômeno ganhou força principalmente com o TikTok, durante a pandemia de covid 19, e nunca mais foi embora. Pelo contrário: se consolidou.“Essas #trends elas podem oferecer alguns benefícios, como o próprio sentimento de pertencimento ao grupo, o desenvolvimento da criatividade por essa criança e por esse jovem, o domínio também de novas linguagens tecnológicas por parte desses nativos digitais”, destaca Glenda Malta, pedagoga e pesquisadora pela UFPE.Mas calma que não é só sair gravando suas coreografias por aí. Tem também o lado negativo.“Se a gente for pensar nesses benefícios, a gente precisa também pensar nos malefícios. E eles acabam superando esses ganhos, especialmente quando a gente fala das crianças melhores”, acrescenta Malta.

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Transcrição
00:00E se eu te dissesse que dançar o Passinho do Jamal pode fazer bem para a saúde?
00:04Bom, pelo menos em partes.
00:06A cada semana surge uma nova coreografia dominando as redes.
00:10Esse fenômeno ganhou força principalmente com o TikTok durante a pandemia de Covid-19
00:15e nunca mais foi embora.
00:17Pelo contrário, se consolidou.
00:19Essas trendes podem oferecer alguns benefícios,
00:22como o próprio sentimento de pertencimento ao grupo,
00:25o desenvolvimento da criatividade por essa criança e por esse jovem,
00:30o domínio também de novas linguagens tecnológicas por parte desses nativos digitais.
00:35As dancinhas acabam estimulando a própria psicomotricidade,
00:39o ritmo e a coordenação,
00:40funcionando como uma barreira imediata contra o sedentarismo.
00:44Mas calma que não é só sair gravando suas coreografias por aí.
00:48Tem também o lado negativo.
00:49Se a gente for pensar nesses benefícios,
00:53a gente precisa também pensar nos malefícios.
00:55E eles acabam superando esses ganhos,
00:58especialmente quando a gente fala das crianças menores.
01:01Um estudo publicado no Global Education Journal
01:03destacou que o uso excessivo das danças do TikTok
01:06pode levar à dependência e prejudicar a concentração durante os estudos.
01:11Crianças que passam muito tempo assistindo ou imitando vídeos do TikTok
01:15coem o risco de copiar danças ou conteúdos inadequados.
01:18É necessária uma discussão longa e profunda sobre a regulação das redes
01:24para que as próprias plataformas possam se responsabilizar
01:27e com seus algoritmos assegurar todas as pessoas que estão ali envolvidas
01:33ou expostas, melhor dizendo, a esse tipo de conteúdo.
01:36E os desafios são enormes.
01:38Segundo a pesquisa Tiki Kids Online Brasil,
01:41em 2025, 92% dos brasileiros entre 9 e 17 anos já eram usuários de internet.
01:48E mais, o primeiro acesso acontece cada vez mais cedo.
01:5228% deles afirmam que começaram a usar a internet aos 6 anos de idade.
01:57A dança vai estar nas redes sociais enquanto ela for um dispositivo de captura da atenção
02:02e, se assim for, que a gente possa, enquanto profissionais, enquanto família,
02:07se aproximar disso e assegurar a segurança, principalmente de crianças e jovens,
02:13mas da comunidade em geral que estão expostas a esses estímulos dançados nas redes.
02:18Como quase tudo na vida, o segredo para uma boa experiência é achar um equilíbrio,
02:22já que especialistas alertam.
02:24Não dá para simplesmente proibir que jovens dancem nas redes.
02:27Esse equilíbrio parte muito dos pais e responsáveis,
02:30que devem limitar o tempo de uso do celular,
02:33monitorar o que é consumido e controlar o alcance dos vídeos.
02:36Assim, é possível aproveitar o lado positivo da dança,
02:39da criatividade e do movimento,
02:41sem ignorar os riscos do excesso.
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