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  • há 7 horas

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Transcrição
00:00Para que a indústria possa continuar a cada momento se renovando, se atualizando,
00:05são desafios que fazem da FIEB, um organismo que tem uma importância enorme para todo o setor industrial do estado.
00:15Nós temos não só aqui no Cimatec, que já é uma universidade,
00:21concurso de engenharia, de arquitetura, concurso de coordenação, especialização,
00:26mas, justamente, também temos o SESI, com um número crescente de escolas,
00:31onde já temos mais de 12 mil alunos dos cursos de Fundamental e Ensino Médio.
00:37O SESI também lidera hoje, junto com outras entidades, o Movimento Bahia pela Educação,
00:43nós temos o IEL, tentando fazer a conexão de pessoas com o setor industrial.
00:48E nós temos a FIEB e o CIEB buscando dar ao ambiente de negócios para as indústrias,
00:56um ambiente de estabilidade, um ambiente de segurança jurídica, um ambiente de defesa do interesse,
01:01que é importante para que as empresas possam cuidar da sua produção e ter competitividade
01:08e atuar no mercado cada vez mais nítido.
01:11Nos últimos anos, esse crescimento tem sido decorrente de investimentos que estão sendo feitos,
01:22por exemplo, na área de energia renovável, na área de biocombustível,
01:26mas também tem sido crescente a atuação da indústria na área de alimentação.
01:31Porém, o ambiente de negócios, a cada momento surgem variáveis que fazem com que esse crescimento não seja o desejado.
01:43Por exemplo, nós tivemos recentemente a questão do tarifato americano,
01:48tudo aquilo que ainda não foi completamente resolvido, mas afetou a indústria baiana.
01:53Atualmente, o ambiente da guerra dos Estados Unidos, Israel versus Irã,
01:59que tem criado bloqueios no fornecimento de combustível ou de petróleo para toda a indústria química,
02:08petroquímica e de combustível do mundo como um todo, afeta a indústria aqui da Bahia.
02:13À medida em que o setor depende de importação de insumos para poder industrializar
02:20ou depende dessas rotas para poder fazer com que seus produtos alcancem novos mercados.
02:26Então, todas essas variáveis, muitas vezes não previstas e não previsíveis,
02:32fazem com que o setor industrial tenha na FIEB um ambiente da busca de encontrar caminhos
02:40que possam melhorar sua competitividade.
02:44Por exemplo, nós temos agora, no mês de maio, no mês da indústria, a realização do Index,
02:51nossa Feira da Indústria da Bahia.
02:54É um ambiente que nós construímos no ano passado e que esse ano entra na sua segunda edição.
03:02E qual o papel do Index?
03:04Um dos papéis é oferecer oportunidade para que a indústria da Bahia se apresente à Bahia,
03:10aos compradores da Bahia, aos compradores de outros estados,
03:13mas também um ambiente para fazer debates, temas que são importantes
03:18para que a indústria encontre caminhos para sobreviver e crescer.
03:23É um assunto que preocupa muito a indústria, é um assunto que afeta a competitividade da indústria.
03:30Quando a gente fala jornada 6x1 e compara com a jornada 5x2, 4x3,
03:36não dá a dimensão do problema.
03:39A verdadeira dimensão do problema é a redução da jornada semanal.
03:43Quando, hoje, a vigente no Brasil é de 44 horas e as propostas chegam até 36 horas.
03:51Fazer isso sem reduzir salários das pessoas significa dizer que as empresas,
03:56para manter seu nível de produção, vão ter que contratar mais pessoas.
04:01Seria lógico, o lado positivo, as pessoas vão trabalhar menos e mais pessoas vão trabalhar.
04:07Mas a produção é a mesma.
04:09Então, qual é a consequência disso?
04:11Nós vamos ter produtos mais caros.
04:13E esses produtos, eles estão competindo com quem?
04:17Competindo, por exemplo, com produtos que são feitos na China.
04:21Se você procurar em qualquer aplicativo de inteligência artificial e procurar saber qual é a jornada na China,
04:29a jornada na China é 9, 9 e meia.
04:32Entrar 9, sair 9, 6 dias por semana.
04:35Se nós apurarmos, isso dá 48 horas.
04:38Como é que nossa indústria aqui pode competir com um país que trabalha mais,
04:44que tem mais tecnologia, nós não vamos poder segurar.
04:48Então, o que vai acontecer? Vai acontecer uma redução de emprego.
04:51Ao invés de haver um aumento de emprego, vai haver uma redução de emprego.
04:56Por isso que a CNI, a FIEB, defende que esse assunto precisa de uma discussão, de uma maturidade.
05:05Os países que reduziram jornada fizeram através de acordos coletivos,
05:10onde as empresas e os trabalhadores encontram caminhos para entender qual é o limite de cada um.
05:15E o Brasil já é assim.
05:17Se olharmos bem, por exemplo, o sindicato, os funcionários de bancos não trabalham 44 horas.
05:23Há muitos funcionários de indústria que trabalham abaixo das 40 horas ou 40 horas.
05:29Cada segmento, cada porte de empresa tem uma condição de conquistar ou de negociar dessa forma.
05:37Impor para uma lei, impor no momento eleitoral, quando se sabe que essa medida nesse momento,
05:46isso é devido à discussão.
05:47É muito mais uma medida de política eleitoral, sem analisar as consequências da economia.
05:55Isso preocupa muito o setor industrial brasileiro, preocupa muito a nós da Federação das Indústrias,
06:04porque nós queremos crescer com sustentabilidade.
06:08E uma medida radical dessa certamente vai afetar o equilíbrio das empresas.
06:13Perfeito, pessoal.
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