00:00O que eu tenho a dizer sobre isso, porque a gente vai falar dessa troca, troca no governo.
00:03Despedida recorde, como eu disse.
00:0520 ministros deixam os cargos para atividades relacionadas às eleições agora de outubro.
00:10Recorde que supera o do próprio Lula no primeiro mandato.
00:15Em 2006, 14 ministros saíram para concorrer a cargos públicos, políticos.
00:21Em 2022, Jair Bolsonaro teve oito saídas.
00:25E hoje o presidente vai reunir a equipe atual e os novos ministros.
00:30Esse prazo de desincompatibilização com o governo termina no sábado.
00:35Importante lembrar que esses ministros novos são adjuntos ali, né?
00:40Executivos que estavam presentes na atuação do dia a dia,
00:45para não ter nenhum valor muito político nessa mudança, Matheus.
00:49É, o primeiro em relação ao recorde, né?
00:51Esse recorde vem porque também o Lula, ele estabeleceu um recorde de número de ministérios, né?
00:56Foram 37 ministérios.
00:58Então, quando a gente vê 20 e fala, gente, mas tinha isso tudo de ministro?
01:01Na verdade, tem muito mais, né?
01:03São 37 ministérios.
01:05E essa saída é justamente para disputar palanque eleitoral pelo Brasil.
01:09Então, a gente vê dois que vão a governo, cinco, seis que vão ao Senado,
01:14vários indo como deputados.
01:15Então, a gente vê aí uma estratégia que, de fato, é uma estratégia política usual.
01:19O problema é o excesso, o inchaço da máquina pública.
01:24Muito bem trazido aqui, quando essa filosofia de pensarmos até para as eleições,
01:29menos Brasília, mais Brasil.
01:32Ou seja, tirar um pouquinho desse poder hiperconcentrado nas mãos do deputado federal e do senador.
01:38E agora, quem assume as pastas, na verdade, vai tocar ali, né?
01:42Porque não pode fazer muita coisa.
01:44É um ano com muita proibição, até em função das eleições.
01:47Então, de fato, entra o reserva ali, só para não deixar realmente a pasta morrer.
01:52Agora, o presidente Lula, ele está muito nas mãos desses nomes.
01:56Ele vai depender muito, como ele depende do Haddad em São Paulo,
01:59como ele conta muito com a Simone Tevich para o Senado.
02:01Então, de fato, é uma grande estratégia para tentar ganhar mais braços pelo Brasil.
02:06É incrível.
02:06Parece que o ano já acabou.
02:07A gente falando assim, não, esse ano já acabou, esse ano já acabou.
02:10Nós estamos em março ainda, gente.
02:12Tudo bem, hoje é dia 31, mas é março.
02:14É março, não acabou, não.
02:16Esse ano seria o ano inteiro.
02:17Estamos em março.
02:19Doutor, step by step, 36 ministérios.
02:22Isso é campo, é, como diria Jess, seria caçamba para piqui,
02:26quando a gente fala em desmando, corrupção também.
02:29São quase 40 ministérios.
02:31E aí, é uma coisa que meus colegas, eles acabaram não mencionando,
02:34que esse inchaço da máquina pública,
02:37e quando a gente junta com essa questão das emendas PIX,
02:41a gente observa isso nesse governo petista justamente para isso.
02:46Então, desde 2022, o presidente Lula, ele não parou de fazer campanha.
02:51Ele vem desde então fazendo campanha.
02:53Então, agora ele depende não só desses palanques,
02:56como descompatibilizar esses ministros.
02:57Mas ele tomou posse em que ano?
02:5923.
03:01E ele está fazendo campanha desde?
03:02Desde 22.
03:03Porque ele fez a campanha para 23.
03:05E ele governou quando, Henrique?
03:06Se as coisas positivas que o Lula fez para o Brasil
03:10forem consideradas fazer campanha,
03:13então a gente fecha o país.
03:15Porque o governo, ele está ali justamente para entregar resultados positivos.
03:19Esses resultados positivos, obviamente, se refletem,
03:22caso o presidente possa vir a se reeleger,
03:24num possível resultado eleitoral.
03:26Agora, se fazer essas coisas boas for considerado fazer campanha,
03:30é o que eu falei ontem.
03:31É melhor a gente seguir o exemplo de Bolsonaro,
03:33então ficar quatro anos sem fazer nada.
03:34E aí você perde a eleição.
03:36O que o Lula fez foi entregar coisas boas,
03:38foi entregar coisas positivas.
03:40O número de ministérios, você tem braço.
03:42Tem vários ministérios, pastas que foram criadas,
03:44pastas que foram removidas e canceladas
03:48durante o governo anterior.
03:50E está sendo bom.
03:51O governo Lula está trazendo entregas...
03:53O governo Lula retorna com o Ministério das Mulheres
03:56e aumenta o número de feminicídios.
03:57O governo Lula, ele coloca a Fernanda Haddad
04:00no Ministério da Fazenda, da Economia,
04:02e a gente nunca viu um país com tamanho desequilíbrio em contas públicas
04:07e o brasileiro nunca sentiu tanto o problema da inflação
04:11e o brasileiro está cada vez mais endividado.
04:14Se disser que desequilibrar as contas públicas
04:17e inchar a máquina pública desta maneira,
04:19com quase 40 ministérios,
04:20para, em ano eleitoral, retirar 20 ministros para concorrer,
04:24é uma coisa boa?
04:25Desculpa, mas assim, a gente tem um parâmetro muito diferente
04:28do que são coisas boas, Henrique.
04:29Alexandre, que é do ranking dos políticos.
04:31Eu só queria dizer de novo que a gente está aqui
04:33com o Alexandre, Alexandre Ostroviec.
04:36Falei certo dessa vez?
04:37De Ostroviec.
04:38Ostroviec, que é fundador do ranking dos políticos.
04:41Então você tem algo importante a dizer sobre essa questão, né?
04:44O político, ele realmente trabalha na campanha
04:47e continua fazendo campanha depois que toma posse?
04:51É, o trabalho de todo...
04:52O político, a gente tem uma visão idealizada, né?
04:55O político, ele é um profissional do voto
04:56e um profissional do poder.
04:57Então eles jogam, todos eles, direita, esquerda,
05:00eles jogam o jogo de ganhar seu nome, ganhar votos
05:04e ir subindo na carreira política.
05:06Então o vereador sonha ser deputado estadual,
05:08por sua vez deputado federal, senador, poder executivo, etc.
05:12E essa questão dos ministérios, trazendo mais um exemplo,
05:15o Bolsonaro, por exemplo, unificou agricultura e pesca.
05:18Ah, produção de alimentos, estava a colocar um cara só para tocar,
05:21deu uma enxugadinha na máquina pública
05:23e o Lula retornou ao Ministério da Pesca.
05:26Ele até alardeou, fez piada pública.
05:28Pô, mas o Bolsonaro não sabe que peixe não dá em árvore,
05:31peixe não dá na terra,
05:32que história é essa de agricultura com pesca?
05:34E aí, realmente, no Ministério do Lula,
05:37no governo Lula, a pesca gerou 300 empregos a mais por ano.
05:41Porém, o número de funcionários públicos
05:43e o custo em Brasília do Ministério da Pesca
05:46daria para pagar todos os pescadores do Brasil
05:4810 anos parados, de tanto que foi gasto.
05:52Então, a pergunta que fica...
05:53É uma decisão política, tá?
05:55Não tem certo ou errado,
05:56dependendo da linha de cada espectador que está aqui.
05:59Se a pessoa quer...
06:00Poxa, eu acho que o governo...
06:01Não, mas tem dinheiro bem ou mal empregado, Alexandre.
06:05Não é certo ou errado.
06:06É, você tem um monte de funcionário público parado em Brasília,
06:0910 vezes mais caro do que os empregos
06:11que foram gerados na pesca,
06:13não parece uma coisa eficiente para mim.
06:15Mas a visão da esquerda, de modo geral,
06:17é que tem que ter ministério para tudo.
06:19Se tem um assunto importante, vamos botar ministério.
06:22Sendo que a média mundial de ministérios
06:24é de 10 a 12 nos países ricos.
06:26Três vezes mais.
06:28Henrique, como é que você dorme com um barulho desses?
06:31Se você reduzir o número de ministérios,
06:32como aconteceu no governo Bolsonaro, por exemplo,
06:35você pode ter dentro do ministério
06:36algumas secretarias separadas para isso
06:38que vão ter os seus cargos também.
06:40Essa aí não é a questão mais importante.
06:43A gente teve um aumento, sim, do número de ministérios.
06:46Esses ministérios, como o Alexandre tocou,
06:48muitas vezes ligados a pautas que são importantes.
06:51A Esther trouxe aqui o aumento do número de feminicídios
06:54e ligou isso à criação do Ministério da Mulher.
06:56A questão do aumento do número de feminicídios
06:58tem que ser vinculada à segurança pública individual
06:59de cada estado.
07:00Cada estado é responsável pela sua própria segurança pública.
07:03Se o número de feminicídios aumentou,
07:05culpe os governadores.
07:07Esse sim, boa parte, que no Brasil hoje,
07:09não são de esquerda.
07:11Então, inclusive, o governo Lula
07:13propôs o Pacto Nacional contra o Feminicídio
07:15e os governadores de direita demoraram horrores para assinar.
07:19O Brasil, com essa questão de número de ministérios e afins,
07:23isso em si não é o maior dos problemas.
07:26A gente tem essas pastas,
07:27talvez cobrar um pouco mais de eficiência
07:29numa pasta ou outra.
07:30A gente avaliar se todas as pastas entregaram
07:33o resultado que foi previsto
07:34e, num eventual próximo mandato, reavaliar isso.
07:37Mas, enxugar todos e criar um super ministério
07:39como foi feito no governo Bolsonaro,
07:41centralizando a figura do poder econômico
07:43no nome de Paulo Guedes,
07:45também não é a solução.
07:47Paulo Guedes virou um super ministro
07:48que também não conseguiu fazer muita coisa positiva.
07:50A única coisa que ele teve de bom,
07:53vamos dizer assim,
07:54é aquela questão do PIX,
07:55que nem foi ele que criou.
07:56Ele só puxou para ele os créditos e os louros
07:59do que o Banco Central havia feito.
08:01Juro a 2%, déficit público zerado,
08:05superávit, contas em dia,
08:07me parecem coisas boas.
08:08E o fato dos países desenvolvidos,
08:11são aqueles que a gente almeja chegar,
08:12ter 10 a 12.
08:14A gestão, a boa gestão,
08:16ela fala que um presidente,
08:17um presidente de empresa ou de país,
08:20não pode gerenciar mais do que 7, 8, 9,
08:2312 pessoas estourando.
08:24Ele não tem como falar com os caras.
08:26Então, quando você tem 37,
08:28é um cara totalmente figurativo.
08:30É custo, é peso morto, praticamente.
08:32É, e a gente não pode se esquecer
08:34que na gestão Bolsonaro,
08:35além dos números econômicos, né,
08:37já expostos aqui,
08:39a gente teve a questão
08:40de enfrentar uma pandemia,
08:42a gente teve a questão
08:43de uma ampliação na infraestrutura
08:45do país ferroviária
08:46e também rodoviária,
08:47nas mãos, inclusive,
08:48do Tarcísio de Freitas
08:49e várias outras iniciativas
08:51muito positivas.
08:52O Henrique traz um discurso
08:53que parece muito bonito,
08:54mas ele é reducionista,
08:56porque ele coloca,
08:57na verdade,
08:58quase que numa pauta ideológica,
08:59os resultados e os números.
09:01Então, quando a gente sai
09:02de 2% de taxa de juros
09:03para 15,
09:04isso sim é simbólico.
09:05Quando a gente sai
09:06de uma inflação controlada
09:07para uma inflação
09:08que oprime a mesa do brasileiro,
09:10porque, de fato,
09:10existe a inflação do governo
09:11e a inflação real,
09:13que ela está ali no alimento,
09:14ela está no combustível.
09:15Vivemos um momento agora específico
09:17sobre os combustíveis
09:18com a guerra no Irã,
09:19mas ele já vinha subindo.
09:20Então, o fato é,
09:22nós temos números, sim,
09:23muito positivos
09:24da gestão anterior
09:25e que, de fato,
09:26eles não se refletem agora.
09:28Então, assim,
09:28a gente não pode se esquecer disso.
09:29E daqui a pouco,
09:30por falar em combustível
09:32e também sobre participação
09:34do governo estadual
09:35nessa luta
09:36que a gente está enfrentando
09:37na bomba de todo dia,
09:39no abastecimento,
09:40a gente vai ter
09:41o David e Diogo
09:42falando sobre
09:42o Tarcísio,
09:44o governador,
09:44acabou aceitando
09:45essa redução do ICMS
09:47com algumas ressalvas,
09:48mas a gente vai falar
09:49sobre isso daqui a pouco.
09:50Porque o Henrique falou
09:51sobre a questão
09:52do que o Lula fez ou não fez,
09:54doutor Step by Step
09:55também falou,
09:56mas quanto aos fatos,
09:57não existem o que,
09:58Henrique,
09:59argumentos.
09:59mas o que ele vai ter
09:59é que,
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