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A sexta entrevistada do Olimpicast, videocast do No Ataque, foi Yane Marques. Medalhista olímpica em Londres 2012 no pentatlo moderno - única atleta da América Latina a conquistar esse feito -, a pernambucana de 42 anos é a atual vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil e falou sobre diversos assuntos, como atual gestão do COB, os objetivos nesse ciclo e até mesmo sobre os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Imagens: COB | Agência Brasil

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#YaneMarques #Olimpiadas #COB #EsporteBrasileiro

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Esportes
Transcrição
00:00E, Anny, eu queria te perguntar sobre as Olimpíadas de Inverno, que aconteceram agora na Itália, que o Brasil fez
00:06a maior campanha, teve medalha de ouro, levou a maior delegação da história também. Qual que é a visão do
00:12COV sobre essa campanha do Brasil nas Olimpíadas de Inverno?
00:16A gente sempre acreditou que os Jogos de Inverno mereciam atenção especial. E assim a gente fez. Lógico que a
00:24gente não teve muito tempo, né? Um ano só, mas a nossa parceria com Adidas, por exemplo, a princípio não
00:33contemplava os Jogos de Inverno e a gente conseguiu que eles se virassem nos 30 e vestissem o time Brasil
00:39de Adidas.
00:40O que é muito legal para o atleta, qualidade de material e tudo. E foi muito bacana. A gente deu
00:49todo apoio para as confederações de neve e de gelo, para que não faltasse nada nesse período, especialmente até os
00:58Jogos, para todos os atletas.
01:02O que a gente pôde fazer, a gente fez. E a verdade é que a gente tinha no nosso projeto,
01:06a gente tem no nosso projeto um desejo e algo já mais ou menos construído de desenvolvimento dos esportes de
01:17inverno.
01:18A gente está muito próxima das confederações para amadurecer e fazer isso acontecer. Esse resultado, ele nos impulsiona, nos projeta
01:26para um patamar realmente de merecimento também, né?
01:31Dessas modalidades. E eu pude acompanhar de perto. Eu fiquei dez dias quase lá na Itália, congelando. Mas foi maravilhoso.
01:43Foi maravilhoso. Foi maravilhoso. Eu pude ver, assim, aprender, sabe? Para todo lado que eu olhava, eu dizia, meu Deus,
01:48o que é isso que está acontecendo?
01:49Que legal. Assim, aprendendo muito, muito, muito. Conhecendo os atletas, todos eles, assim, uns amores maravilhosos.
01:58Todo mundo muito dedicado, apaixonado por aquilo ali. E aí eu pude perceber que a gente tem um mundo de
02:05possibilidades ali para percorrer.
02:09atletas que estão já quase que em transição de carreira, com o desejo de colaborar, de ajudar nesse fomento das
02:15modalidades de inverno aqui no Brasil.
02:18Então, assim, o que eu posso dizer, enquanto comitê olímpico, é que a gente reconhece a força dos jogos de
02:23inverno, dos esportes de inverno,
02:25e que a gente está super disposto a cocriar aí, junto com as confederações, caminhos para o fomento dessas modalidades
02:36no Brasil.
02:40E aí, Anny, caminhando para o fim aqui já, mas não tem como não falar de Los Angeles, 2028.
02:47Qual que é a visão de vocês do COBE, que vocês projetam, se tem algum número de medalha?
02:52Até porque é uma Olimpíada bem curiosa, porque é uma troca de gerações, iniciando, assim, nomes como Rebeca e Isaquia
02:59já estão caminhando para o final,
03:01disputando menos provas. Como que vocês veem essa Olimpíada, se tem alguma meta, algo do tipo?
03:08Não, meta, eu não vou conseguir te apresentar, eu não tenho um número, eu não tenho um número em cabeça.
03:13E aí eu trago um pouquinho da minha história de vida, assim, sabe?
03:17Eu digo que eu consegui, na minha carreira, respeitar muito os prazos, as oportunidades, enfim.
03:28Eu comecei na escolinha de natação no Náutico, depois eu fui para a pré-equipe, depois eu fui para a
03:33equipe,
03:34depois eu fui convidada para o Pentáculo, minha primeira prova foi no Campeonato Nacional, que eu ganhei medalha,
03:38depois eu fui para o Sul-Americano, depois eu fui para o Pan-Americano, depois eu fui medalhista olímpico.
03:42Então, eu acho que são processos que a gente precisa respeitar.
03:45Isso que você muito bem falou, Pedro, é fato e é exatamente aquilo que eu falei, né?
03:52Dos atletas que já vêm mais maduros, a gente tem aí uma leva de atletas com grandes possibilidades de chegarem
03:59bem em Los Angeles,
04:00mas que possivelmente caminham para as suas últimas ou última edição dos Jogos Olímpicos.
04:06Por isso que a gente se preocupa com essa juventude que está chegando,
04:09a gente precisa desses atletas, dessas possibilidades de medalhas de atletas mais jovens também.
04:14Então, o que é que a gente pensa?
04:16A gente tem muita clareza dessa dificuldade, a gente tem muito entendimento de que Los Angeles pode ser uma Olimpíada
04:30em números de medalhas,
04:31especialmente de ouros, o que é o que faz a gente aparecer no quadro de medalhas.
04:35A gente pode se surpreender, né? Para mais e para menos,
04:38mas seria muito legal se a gente conseguisse ali manter esses resultados que a gente vem tendo,
04:45considerando que a gente está nessa construção, nessa mudança de geração, nessa transição, né?
04:51Mas a gente acredita muito em novos potenciais atletas,
04:55a gente tem estimulado muitas confederações para esse garimpo e trazer para a gente,
04:59para a gente, de alguma forma, corroborar, colaborar, para fazer possível a chegada de atletas em Los Angeles
05:08com chances reais de ganharem medalhas. Lógico que a gente quer.
05:12O que é que a gente está fazendo também?
05:14A gente já tem ido muito a Los Angeles, fechando base, apoio para os atletas,
05:18lugar que eles vão treinar antes, aclimatação de tal modalidade.
05:22Tudo isso a gente está fazendo, assim, 100%.
05:26Isso eu posso dizer para você, não vai faltar para os atletas,
05:29não vai faltar boas condições, não vai faltar, assim,
05:35o que é que é necessário, de acordo com o planejamento técnico, né?
05:39Alinhado com o Comitê Olímpico do Brasil,
05:41tal modalidade precisa de X dias de aclimatação para competir em Los Angeles.
05:46A gente vai dar um jeito e a gente está trabalhando para fazer essa oferta.
05:51Qual é o nosso desejo? Que não falte nada para eles.
05:54Que os atletas cheguem em Los Angeles, a nossa delegação, chegue forte,
05:59chegue com possibilidades de ganhar medalha,
06:00e que a gente não perca nossas possibilidades de medalhas.
06:05Então, isso é dar boas condições para todos os atletas
06:08irem para Los Angeles e competirem nos melhores dias das vidas de cada um deles.
06:16Então, é isso que a gente tem muito em mente, sabe?
06:18E respeitar isso, que a consequência disso,
06:22sejam as medalhas, né?
06:24Que a consequência desse trabalho aqui de bastidor que a gente está fazendo,
06:28permitindo as melhores condições do mundo,
06:30é que isso nos ajude a não perder as medalhas
06:36que, porventura, a gente esteja indo com condições de ganhar.
06:40Sabe?
06:40Então, é isso. Eu não tenho números.
06:42Se você apertar meu pescoço aqui e disser
06:45diga um número, eu não vou ter esse número na cabeça.
06:49E, Anny, que, inclusive, é chefe de missão, né?
06:52Para Los Angeles, então, até por isso, você está muito...
06:55Eu estou, inclusive, com aquele coração do mesmo jeito da eleição.
06:58Metade medo, metade coragem.
06:59Mas eu tenho certeza que...
07:02Mas vai dar tudo certo.
07:04E, Anny, partindo...
07:05Vai dar. O time é muito bom.
07:06O time do Calvão é muito bom.
07:07O pessoal é muito preparado, a equipe de missões.
07:09Todo mundo trabalha ali de uma forma muito colaborativa.
07:13Todas as áreas se interligam de alguma forma
07:16e todo mundo se ajuda com essa tranquilidade.
07:19Preciso ser muito franca.
07:21Sim. É, de fato, uma Olimpíada de troca de geração.
07:25A gente está na expectativa, olhando de fora e acompanhando
07:28de perto ao mesmo tempo, de como que vai ser.
07:31Olimpíada de troca de geração.
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