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A sexta entrevistada do Olimpicast, videocast do No Ataque, foi Yane Marques. Medalhista olímpica em Londres 2012 no pentatlo moderno - única atleta da América Latina a conquistar esse feito -, a pernambucana de 42 anos é a atual vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil e falou sobre diversos assuntos, como atual gestão do COB, os objetivos nesse ciclo e até mesmo sobre os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Imagens: COB | Agência Brasil

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#YaneMarques #Olimpiadas #COB #EsporteBrasileiro

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Esportes
Transcrição
00:00Recentemente, o Brasil tentou, com a candidatura Rio-Niterói,
00:05sediar os Jogos Pan-Americanos de 31, mas a candidatura foi derrotada,
00:10a Assunção ganhou, a Assunção que, inclusive, tem feito um trabalho de tempos,
00:15de sediar competições, enfim.
00:18Mas, olhando para frente, essa candidatura Rio-Niterói já estava mais ou menos desenhada
00:23quando vocês estavam chegando ao COBE.
00:25Não foi exatamente um projeto que iniciou com vocês nessa gestão
00:29olhando para frente, para 35, eu sei que está longe,
00:33mas as coisas no mundo olímpico são planejadas com essa antecedência.
00:37O Brasil, o COBE, pretende ou nos bastidores estuda a possibilidade
00:43de tentar repetir a dose, de tentar se candidatar para 35 também?
00:48Olha, essa Olimpíada que você falou, caiu no nosso colo, essa candidatura,
00:52caiu no nosso colo de verdade, a gente jamais jogaria no chão.
00:59Então, nós fizemos o máximo que a gente pôde, foi um tiro muito curto
01:03para trabalhar, para fazer campanha, para eu e a porta, a gente se apresentar
01:07e fazer com que as pessoas pudessem confiar no que a gente estava dizendo,
01:11no nosso desejo de trabalho.
01:14A gente trabalhou muito, e aí eu costumo dizer que a gente perdeu,
01:17isso foi ruim, mas foi bom.
01:19Porque a gente conseguiu se apresentar no cenário internacional de uma forma
01:24muito rápida, pela necessidade, pela urgência, todas as reuniões que a gente fez
01:29com todos os países das Américas e com todo mundo, e presencialmente,
01:33online, e ia, e se encontrava em evento.
01:36Então, a gente teve a oportunidade de marcar um território internacionalmente
01:40que foi muito bom.
01:43Não ganhamos essa gestão.
01:45A gente não estava com isso no nosso escopo, não estava no nosso projeto de trabalho,
01:51porque pensar numa construção, no start de uma construção de uma nação esportiva,
01:57pensar em, nesses nossos primeiros anos de gestão, dar o nosso jeito,
02:02o nosso tempero, fazer, tipo assim, colocar o trilho e depois colocar o trem em cima.
02:08A gente precisa colocar o trilho no caminho certo, né?
02:13Então, talvez, um CDI a esse evento, para quem não entende, o bastidor é muito complexo.
02:18É uma cifra altíssima de investimento também.
02:22E vem a responsabilidade do uso desse dinheiro, com muitas áreas envolvidas,
02:27muitos entes participando.
02:31A gente queria fazer esses quatro anos de uma forma mais tranquila,
02:34e não ganhar, nos trouxe essa tranquilidade.
02:40Mas, óbvio, sediar um evento como esse deixa um legado significativo.
02:47E o que eu estou dizendo aqui não significa dizer que a gente não quer se candidatar.
02:51A gente fala, sim, das possibilidades para o futuro da gente se candidatar,
02:55mas que, contanto que seja uma candidatura bem estruturada,
02:59com algo já bem desenhado, não seja simplesmente uma candidatura que você chega e faz,
03:05eu quero fazer, toma, te vira, entendeu?
03:09A gente quer fazer, sim, a gente tem, obviamente a gente fala sobre isso,
03:15mas que, de verdade, para o futuro.
03:17Eu não sei se já para 35 ou não, talvez sim, talvez não.
03:20Então, a gente não tem conversas nesse tom ainda,
03:24de definição, se a gente quer, de verdade, se candidatar.
03:28Mas, na medida do possível, trazer eventos internacionais para cá
03:32nos interessa muito, pensando pontualmente em cada modalidade esportiva,
03:36e por isso a gente criou um programa de apoio às confederações
03:39que querem trazer eventos dentro de um critério muito claro,
03:42de escolha, de classificação e de peso, né?
03:47Digamos assim, a gente está fazendo alguns aportes financeiros
03:50para as confederações trazerem eventos para o Brasil.
03:52Então, a gente não está desconectado, a gente não está descuidado
03:55desse sediamento de competições aqui,
03:59mas os Jogos Pan-Americanos, nesse momento,
04:02seriam uma investida que canalizaria a nossa energia
04:07para um caminho que a gente não estava pensando no momento, sabe?
04:12Mas foi isso.
04:13O Paraguai está investindo muito, está construindo muito,
04:19e algumas das pessoas que votaram no Panamá
04:21trouxeram para a gente o argumento de que
04:23é uma nação pequena também,
04:27tem nos Jogos Pan-Americanos a oportunidade de crescer,
04:30de amadurecer e de se desenvolver esportivamente.
04:34Então, é um legado que de verdade fica,
04:37muito embora a gente já tivesse uma estrutura física muito avançada,
04:40praticamente preparada para isso, com todo o apoio da Prefeitura,
04:45governo do Rio de Janeiro, e aí a gente, assim,
04:48se uniu e todo mundo trabalhou muito para vencer,
04:52e o nosso resultado foi incrível, a gente quase ganhou,
04:55a gente quase ganhou, né?
04:58Considerando esse pouco tempo de trabalho,
05:00e esse ainda não conhecimento por parte da comunidade Pan-Americana,
05:04de mim, de La Porta, de não nos conhecerem ainda enquanto gestores,
05:09era muito engraçado, porque muita gente me conhecia como atleta,
05:12mas ainda não, e Anny, vice-presidente do COBE,
05:16e a gente teve alguns approachs ali muito importantes,
05:19numa perspectiva política,
05:20o Brasil está marcando um território internacional bem bacana, sabe?
05:27Bem rico, a gente vai continuar assim até lá,
05:30e assim, tem muita água para passar debaixo dessa ponte, né?
05:32Vamos ver o que vai acontecer.
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