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  • há 9 minutos
Gil do Vigor denuncia preconceito sofrido por sua mãe em supermercado: ‘Revoltado’

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Transcrição
00:00Quem veio aqui ontem ficou indignado, revoltado, entendeu?
00:03Porque mexeu com manhinha.
00:05Pra quem não sabe, eu pedi pra mãe comprar um vinhozinho,
00:07ela foi no mercado comprar um vinho, tava sem os óculos,
00:09ficou ali perguntando o preço das coisas,
00:11e simplesmente a mulher mandou a mãe olhar lá atrás,
00:14que também tem outros vinhos.
00:15E o meu falou, mas moça, isso aqui eu tenho certeza que é vinho.
00:17Era porque aqui são os preços mais elevados.
00:20Aí eu falei, gente, fiquei assim chateada, ia dar um bala.
00:22O meu falou, não vá, meu filho, realmente eu não fui.
00:25Até pra evitar conflito, que eu não tô querendo, né?
00:27Mas depois, analisando as mensagens de vocês,
00:30é importante nós quebrarmos esse ciclo, gente.
00:33Sabe por quê?
00:34Porque talvez a mulher não tenha maldade.
00:35E eu acredito que exige essa possibilidade.
00:37Por quê?
00:38Talvez já aconteça com ela muitas vezes,
00:41e ela já fez tantas vezes, provavelmente, com outras pessoas,
00:44que pra ela, talvez, aquilo seja normal.
00:46Então, por isso que voltar lá e conversar na educação
00:48é importante pra quebrar esse ciclo,
00:50pra que não aconteça com outras pessoas.
00:52Fomos lá hoje, foi tudo super tranquilo,
00:54o gerente foi super amigo da gente,
00:56todo mundo foi fio, todo mundo foi carinhoso.
00:58Mas o mais importante de tudo, gente, é quebrar esse ciclo.
01:01Sabe por quê?
01:01Porque o caso de mãe é um caso pequeno.
01:03Entendeu?
01:04É um caso pequeno.
01:05Me deu raiva porque é minha mãe.
01:06Vamos falar a verdade, mas é um caso pequeno.
01:08Mas nós temos casos no Brasil acontecendo todos os dias,
01:11onde as pessoas são julgadas por estado social,
01:15se ela tem uma roupa bonita ou não,
01:18pessoas pretas que são seguidas dentro dos supermercados,
01:21dentro das farmácias, dentro das lojas,
01:23que acontece ainda hoje em dia, gente.
01:24Então eu acho que é importante aproveitar esse momento
01:26pra trazermos o debate sobre
01:28nós não devemos julgar ninguém,
01:30porque todo mundo tem o direito de ser atendido
01:31de igual para igual em qualquer situação.
01:34Vamos parar de imaginar,
01:35será que essa pessoa tem poder?
01:37Será que essa pessoa tem?
01:38Não importa se essa pessoa tem ou não, gente.
01:40Porque se eu tivesse 50 centavos,
01:42eu tenho o direito de chegar na loja da Ferrari
01:44e perguntar,
01:44quanto é essa Ferrari?
01:46Ah, mas eu vou ser...
01:47Gente, desculpa,
01:48não tá escrito em nenhum lugar
01:49que eu só posso entrar numa loja
01:50se eu tiver dinheiro pra comprar.
01:52Entendeu?
01:53Então, tendo dinheiro ou não,
01:54é nosso direito, gente,
01:56ao bom atendimento,
01:57a não sermos julgados,
01:59a não sermos comparados com nenhum tipo de coisa.
02:02E as pessoas que trabalham com o público
02:04também precisam ficar atentas
02:06pra que você também não reproduza
02:07algum tipo de violência,
02:09mesmo que você não perceba.
02:11Ainda mais quando você também sofre muitas vezes.
02:14Então, acho que é o momento
02:15da gente trazer esse debate
02:16pra nós falarmos sobre isso,
02:17pra evitar que aconteça com outras pessoas
02:19em outras circunstâncias, entendeu?
02:21Porque, de novo,
02:22o caso de manhã pode ser um caso pequeno,
02:24que a gente foi lá,
02:25foi bem atendido,
02:26conversamos na educação,
02:27todo mundo foi solícito,
02:29e a gente consegue resolver assim.
02:30Porém, outros casos,
02:32as pessoas não vão conseguir ouvir.
02:33Por isso que temos que falar
02:35sem gritar,
02:36sem brigar,
02:37sem enxergar,
02:38com calma,
02:39mas falarmos o certo,
02:40que é importante, gente.
02:42Entendeu?
02:43E é isso.
02:43E é isso.
02:43E é isso.
02:44E é isso.
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