00:00E um mutirão na Unifafiri da Boa Vista atende mulheres que foram vítimas de violência,
00:06ou que estão naquela situação de violência, né?
00:09O serviço serve, inclusive, para aquelas que ainda não procuraram ajuda e não sabem como fazer.
00:14Aquele, digamos que seja o pontapé inicial para você, mulher, que de repente está vivendo um problema,
00:19uma situação de violência doméstica dentro de casa, nos primeiros sinais, por exemplo.
00:24Você que já é vítima faz tempo também. Veja.
00:28São muitas as violências praticadas contra a mulher. Algumas vítimas demoram para entender.
00:35A pressão psicológica é talvez a mais silenciosa e talvez a mais poderosa.
00:44Tem pesquisas que apontam que é até cinco anos para a pessoa perceber que está sendo vítima.
00:50Tem a violência física, sexual, moral, psicológica, patrimonial e a violência vicária.
00:57O nome não é tão comum, mas é quando o agressor utiliza os filhos ou pessoas próximas para atingir a
01:04mulher.
01:04O extremo é o feminicídio. Quando a mulher é assassinada só por ser mulher.
01:10Aqui nessa universidade, algumas vítimas de feminicídio foram lembradas pelas iniciais e, simbolicamente, pelos calçados,
01:18que deram uma ideia de que a prática deste crime não escolhe classe social.
01:24Mas hoje também teve atendimento psicológico e jurídico para mulheres que estão sofrendo violência, dentro ou fora de casa.
01:32A ação vai do acolhimento até o encaminhamento para órgãos de proteção à mulher.
01:38Fazer uma psicoterapia, né? Para entender, refletir. O que é que está levando ela a aceitar tudo aquilo ali?
01:45Que contexto foi esse que levou ela a chegar naquela situação, certo?
01:50Então, isso a gente chama de psicoeducação.
01:52E, por último, a gente faz os encaminhamentos para órgãos, tanto públicos como privados,
01:59que acolhem e têm serviço de psicologia.
02:03O trabalho da gente é esse, é acolher, principalmente dizer assim, a gente entende teu sofrimento,
02:11depois explicar a importância de se trabalhar, né?
02:15Porque a pessoa muito fragilizada, ela não consegue decidir, não consegue tomar atitudes, né?
02:23Então, o atendimento psicoterapia vai fortalecer essa pessoa para isso, né?
02:28E, por último, fazer os encaminhamentos.
02:31Algumas precisam até de medida protetiva para manter o agressor distante, mas não sabem a quem recorrer.
02:38A mulher que está sendo vítima de violência, ela pode, no caso, e deve, pedir uma medida protetiva.
02:45Tem vários canais, tá certo?
02:47De se pedir a medida protetiva, ou indo diretamente em uma delegacia, ou indo diretamente a uma autoridade.
02:53E também o Tribunal de Justiça tem hoje um aplicativo, né?
02:56Criado pela desembargadora doutora Deise, que é para solicitação de medida protetiva.
03:00Ou seja, nem sair de casa você precisa, né?
03:04A gente sabe que o aplicativo hoje é muito utilizado para várias funções, e uma das funções de aplicativos é
03:10essa.
03:10A iniciativa dura três dias, vai até a próxima quarta-feira, das oito da manhã ao meio-dia, e das
03:17duas às cinco da tarde, aqui na Casa de Justiça e Cidadania, que fica na Unifafire, na Avenida Conde da
03:24Boa Vista, no Recife.
03:26O serviço é oferecido por agendamento, pelo 819-9490-3007, ou por demanda espontânea, para uma média de 50 mulheres
03:37por dia.
03:38Terminada a ação, o serviço continua sendo oferecido pela Casa de Justiça e Cidadania. É de graça.
03:45A nossa ideia é isso, realmente, essa ação não parar por aqui.
03:49A gente fez esse mutirão, justamente para marcar que essa preocupação com a violência não pode ser somente no mês
03:55de março.
03:55Ela dura o ano inteiro, assim como, infelizmente, as ações de violência.
03:59Então, a Casa de Justiça vai funcionar sempre, rotineiramente, nosso canal de atendimento é o WhatsApp, mas pode vir também
04:07com demanda espontânea, sempre das nove às doze e das treze às dezessete.