00:00O exército israelense afirmou nesta segunda-feira, sem apresentar provas, que Mohamed Fitouni,
00:06cinegrafista do considerado próximo ao Hezbollah, canal Al-Mayadim, morto em um bombardeio
00:11ao sul do Líbano no sábado, era membro do movimento chiíta libanês.
00:15Além dele, a irmã Fatima Fitouni, jornalista da mesma emissora, Yali Shuaib, correspondente
00:20do canal Al-Manar, afiliado ao Hezbollah, também morreram no ataque.
00:24No próprio sábado, o exército de Israel afirmou que Shuaib era membro da Força
00:28Hadjuan, uma unidade do grupo islamista pró-Irã, atuando sob disfarce de jornalista.
00:34Em outro episódio na Cisjordânia Ocupada, na última quinta-feira, jornalistas da CNN cobriam
00:39as consequências de um ataque de colonos e a instalação de um posto avançado em uma
00:43localidade palestina, quando um fotojornalista foi agredido e a equipe detida por soldados
00:48israelenses.
00:49O caso levou o exército israelense a anunciar nesta segunda-feira a suspensão de um batalhão
00:54da reserva, acrescentando que será realizado um processo destinado a reforçar seus fundamentos
00:59profissionais e éticos.
01:01Somente ao final do trabalho, o batalhão poderá retomar suas atividades operacionais.
01:06Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, ao menos 60 jornalistas palestinos
01:11foram detidos ou presos por forças israelenses.
01:14No Líbano, desde o início dos conflitos entre Israel e o Hezbollah no mesmo ano, pelo menos
01:1911 jornalistas e profissionais de mídia libaneses foram mortos.
01:23O maior número de profissionais da imprensa vitimados está na faixa de Gaza, onde até
01:28o cessar-fogo do ano passado, 210 haviam morrido em ataques atribuídos a Israel.
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