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  • há 11 horas
Conseguir um apartamento em grandes cidades alemãs está muito difícil. Em Berlim, nos últimos quinze anos, a capital recebeu mais de meio milhão de novos habitantes. Por isso que algumas visitas de apartamento têm filas intermináveis, como a DW já mostrou em outro vídeo. Mas o racismo no mercado imobiliário acontece muito contra nomes estrangeiros. A decisão na Justiça da qual foi a favor de uma alemã com nome paquistanês, chamada Humaira Waseem. Ela é professora e procurava um apartamento no sul de Frankfurt. Ela escreveu um e-mail para um corretor pedindo para visitar um imóvel. E recebeu uma negativa na hora. Humaira também escreveu pedidos com o mesmo padrão de renda, idade etc, mas assinando com nomes alemães, como Julia Schneider. E aí ela conseguiu uma resposta positiva. O tribunal reconheceu este teste como uma prova de racismo e enquadrou o corretor na Lei Geral de Igualdade de Tratamento.

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Transcrição
00:00O mercado imobiliário alemão tem um problema sério de racismo.
00:03Mas uma decisão na justiça federal daqui pode começar a mudar isso.
00:06Ou ao menos mostrou uma estratégia contra a discriminação que todo mundo pode usar.
00:10Conseguir um apartamento em grandes cidades alemãs está muito difícil.
00:13Olha aqui em Berlim.
00:14Nos últimos 15 anos a capital recebeu mais de meio milhão de novos habitantes.
00:18Por isso que algumas visitas de apartamento viraram isso aqui.
00:20Uma fila interminável.
00:22A gente até já fez um vídeo sobre isso.
00:23É uma fila de candidatos a inquilinos esperando para visitar um apartamento que acabou de ficar vago.
00:28Mas o racismo no mercado imobiliário acontece muito contra nomes estrangeiros.
00:32A decisão na justiça da qual eu falei foi a favor de uma alemã com nome paquistanês chamada Rumaira Vassin.
00:37Ela é professora e procurava um apartamento no sul de Frankfurt.
00:40Escreveu um e-mail para um corretor pedindo para visitar um imóvel.
00:43Ela recebeu uma negativa na hora.
00:45Mas olha só a estratégia dela.
00:46A Rumaira também escreveu pedidos com o mesmo padrão de renda, idade, etc.
00:51Assinando com nomes alemães, como Julia Schneider.
00:53Aí ela conseguiu uma resposta positiva.
00:55O tribunal reconheceu esse teste como uma prova de racismo e enquadrou o corretor na Lei Geral de Igualdade de
01:01Tratamento.
01:01Esse teste que ela fez já tinha sido usado por pesquisadores para medir o racismo enfrentado na hora de procurar
01:07apartamento.
01:07Um estudo recente mostrou que negros e muçulmanos têm menos chances de conseguir uma visita a imóveis.
01:12O estudo mostra ainda que esse racismo tem outro resultado grave.
01:15Pessoas de minorias étnicas terminam morando em lugares menores, mais caros e em condições mais precárias.
01:20Mas e agora? A justiça deu ganho de causa para a Rumaira e o corretor vai ter que pagar 3
01:25mil euros para ela.
01:26Não é muito, mas abre um precedente importante e manda um sinal para os corretores de imóveis.
01:31Além de mostrar que essa estratégia funciona, enviar pedidos de visita com um perfil semelhante só mudando o nome e
01:37a origem.
01:37Até a Agência Federal de Combate à Discriminação agora recomenda que as pessoas façam isso.
01:41Eles chamaram a decisão de um marco contra a discriminação.
01:44Já passou por algo parecido? Conta aqui para a gente nos comentários.
01:47Tiremos.
01:47Tiremos.
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