00:00E atenção gente, o prefeito de Vitória fala nesse momento com a imprensa sobre o que aconteceu com a comandante
00:06da guarda da gestão dele. Vamos acompanhar.
00:10Está com uma motivação para continuar esse trabalho e nós vamos continuar porque a cidade não pode aceitar esse tipo
00:16de agressor, esse tipo de crime cruel, covarde e que nos traz profunda tristeza.
00:20Ainda temos a filha desde uma criança de baixa, de tenra idade, que nós também iremos acolher, iremos oferecer todo
00:27o atendimento psicológico, físico, para que ela possa também ter um futuro garantido, assim como o pai e todos os
00:32familiares.
00:33O importante é que a cidade vai se unir ainda mais, que nós vamos continuar cuidando, tratando e casos como
00:38esse nós nunca iremos aceitar.
00:40Fica aqui o nosso repúdio a essa atitude e nós temos fortalecido a cada dia as nossas ações, nas escolas,
00:46nas feiras, nas áreas de circulação de pessoas, desde a educação até os atos de punição.
00:52A guarda de Vitória é exemplo e a Deise criou essa metodologia de trabalho junto com os nossos agentes de
00:57proteção e de acolhimento.
00:58E é por ela e para elas que nós vamos continuar esse trabalho, custo o que custar.
01:02Prefeito, era o terceiro ano da Deise como comandante. Fala um pouco do perfil dela, inclusive combativo nesse sentido de
01:08violência contra a mulher,
01:09para ela ter sido escolhida para esse cargo.
01:11Olha, foi a primeira vez que uma mulher teve oportunidade de chefiar a Guarda Municipal de Vitória, uma instituição de
01:15quase 20 anos.
01:16E a Deise foi escolhida exatamente porque ela é competente, porque ela é sensível, porque ela tem muita altivez na
01:21tomada de decisões.
01:22E isso gerou todo esse trabalho de proteção às mulheres, de proteção às crianças, de humanização da atividade de segurança
01:29pública,
01:30de um policiamento de proximidade. E todo o legado que ela construiu na sua carreira, que a credenciou.
01:35Então foi uma escolha técnica, respaldada em princípios, de ética e valores.
01:39E ela deixou o seu recado, protegeu e salvou vidas de centenas de mulheres na nossa cidade e no Espírito
01:45Santo,
01:45e de milhares de crianças, né? Também casos envolvendo crianças e adolescentes, abusos, qualquer tipo de violação de direitos.
01:51É triste hoje, o dia de hoje, mas ele nos leva a uma profunda reflexão da sociedade que está sendo
01:55construída.
01:56Nós aqui temos feito o nosso papel, enquanto autoridade, enquanto cidadão, de não compactuar e de não aceitar.
02:02E vamos estar sempre à disposição da sociedade de mulheres para salvar e para proteger.
02:08Infelizmente, a Deise não pôde contar com rede de proteção, né?
02:11Ninguém tinha ciência do que ela estava passando até o presente momento?
02:13Olha, pelo que nós conversamos ainda durante a madrugada, ninguém sabia do que estava acontecendo.
02:18Não havia essa notícia do fato.
02:21Por uma ou outra circunstância pessoal, que nós respeitamos muito, sempre o respeito total ao profissional que ela era.
02:27E talvez pela forma como ela lidava com a vida, ela ia resolvendo os problemas com muito sagacidade, praticidade e
02:33de maneira muito rápida.
02:34Ela é extremamente resolutiva.
02:35Já acompanhei diversos ocorrentes ao lado dela, vivo o dia a dia dos guardas municipais.
02:39E ela sempre buscou soluções para os casos mais difíceis.
02:42Então, isso aí nós vamos agora levantar junto com o inquérito policial, com a divisão do Departamento de Homicídios e
02:48Proteção à Pessoa, com a Polícia Civil,
02:50para tentar entender.
02:51A dinâmica do crime me parece muito clara, né?
02:53É um agressor covarde que se utilizou de uma escada para transpor um burro, uma barreira, para entrar, ingressar, violar
02:59uma porta.
03:00E ela praticamente estava indo ali no seu momento de repouso e descanso, né?
03:04Se preparando para mais um dia de trabalho.
03:06Então, é um crime covarde, cruel, que nos entristece muito, mas nos fortalece como seres humanos.
03:10E é o momento da cidade se unir ainda mais, do Espírito Santo se unir para reafirmar o nosso pacto
03:15e não aceitação a qualquer tipo de violência contra a mulher.
03:18Prefeito, o Vitória já estava há um bom tempo sem registrar um feminicídio, né?
03:22Cerca de 650 dias.
03:23E agora volta justamente com uma pessoa que tinha uma grande representatividade na luta contra esse problema.
03:29Isso acende um alerta muito forte para algo que a sociedade não tolera mais, né?
03:34É isso, assim.
03:36Infelizmente, esses casos estão presentes em toda a sociedade.
03:38Independente de classe social, independente de bairro, independente de região.
03:41E o que nós fizemos, Vitória, foi construir uma rede de proteção robusta.
03:45Políticas públicas que transformaram e levaram esperança para as mulheres,
03:48de qualificação profissional, de escola e tempo integral para as crianças,
03:51para que as mulheres pudessem estar no trabalho.
03:53Infelizmente, lamentavelmente, a Deise se tornou vítima desse caso.
03:56Mas nós vamos reforçar o trabalho, reforçar a proteção, unir a sociedade,
04:00trazer as instituições para o novo debate, para buscarmos novos mecanismos e novas formas de proteger.
04:06Vitória nunca, jamais compactará com qualquer tipo de violência contra a mulher.
04:11Tá certo. Obrigada, prefeito.
04:13Camargal, então, a gente acabou de ouvir, então, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pasolini,
04:17falando, né, sobre essa semana que amanhece de luto, devido à morte da comandante,
04:22também falando sobre o que pode ser feito a partir de agora, né.
04:26Ele comentou sobre uma assistência que será dada à filha da Deise, que tem apenas 7 anos de idade.
04:32Então, a prefeitura ali se comprometeu a acompanhar de perto a situação dela,
04:37oferecer todo o apoio necessário que ela vai precisar nesse momento,
04:40até porque é uma menina de 7 anos que agora fica órfã, né, Camargão?
04:46Com certeza, diante de um caso brutal, né, brutal, em que duas famílias sofrem.
04:52A família, né, da Deise e a família também do namorado dela,
04:57que tirou a própria vida depois dessa situação.
04:59A solidão, né, da Deise e a família também do Samoac.
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