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CEO do Atlético, Pedro Daniel concedeu entrevista exclusiva ao No Ataque em comemoração aos 118 anos do Galo, celebrado nesta quarta-feira (25/3). O dirigente falou de diversos assuntos, como aporte para atacar as dívidas do clube, a relação com os acionistas Rubens e Rafael Menin e projetos para o futebol. Com três meses de 'casa', o diretor deixou claro a identificação com o alvinegro e o papel nas tomadas de decisão: ele é o dono da caneta e tem poder na palavra final de cada veredito da SAF.
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EsportesTranscrição
00:00Boa tarde Pedro, muito obrigado por aceitar nosso convite, agradecer também ao Departamento de Comunicação do Atlético por liberar, a
00:07gente tem muito assunto para tratar com você.
00:09Para o nosso espectador, meu nome é Samuel Rezende, estou ao lado da Isabela Baeta, somos repórteres do No Ataque
00:15e essa pauta aqui sai num dia muito especial para o Atlético, no aniversário de 118 anos.
00:21E primeiro eu te perguntar qual o sentimento de fazer parte de um clube de um tamanho tão grande de
00:28expressão nacional e até internacional.
00:31Isso é demais, primeiro obrigado pelo convite Samuel, Isabela, todos aqui que estão acompanhando, é uma alegria enorme, os 118
00:41anos do Galo são históricos,
00:45Acredito que a gente está num processo bem interessante de evolução, eu tinha um pouco da dimensão sendo consultor do
00:53Atlético,
00:54mas hoje eu consigo olhar e perceber que eu não tinha ideia, estando desse lado da mesa é uma sensação
01:01única, a torcida, os funcionários, os companheiros,
01:06todo o impacto que o Galo traz é uma coisa inexplicável, é difícil explicar aqui em palavras, mas é uma
01:13coisa muito grande.
01:15Pedro, eu sei que o seu tempo aqui no Atlético, se a gente for olhar, ele é até curto, mas
01:20qual que você diria que é o seu principal desafio como CEO do clube?
01:25Eu estou aqui vai fazer três meses, final de março, vou concluir aqui três meses.
01:32Eu tenho algumas missões, mas acho que a principal delas é colocar o Atlético como protagonista de tudo, em todas
01:40as situações.
01:40E para isso é necessário que ele seja sustentável, não só financeiramente, mas de maneira estrutural, que ele consiga ser,
01:49quando eu falo protagonista,
01:50que ele paute as discussões estruturais do futebol, então liga, fair play, que o Galo seja realmente parte importante dessas
02:01mesas de discussões
02:02e obviamente dentro de campo, a gente vive disso. O Atlético vive, é um clube de futebol, então ser protagonista
02:10é estar sempre competindo
02:13pelos principais títulos. E esse é o trabalho, esse é o meu maior desafio e é para isso que a
02:17gente trabalha dia e noite aqui.
02:19Apesar do pouco tempo, você mesmo disse que já tinha um certo conhecimento do clube, olhando de longe,
02:24então eu imagino que você chegou aqui com algumas ideias. O que você já conseguiu implementar nesse pouco tempo,
02:30junto ao seu time, ao meu maior desafio?
02:32Assim, quando eu mudei de lado da mesa, saindo do consultor para CEO, eu trouxe algumas situações que são mais
02:40de curto prazo,
02:41que eu estou chamando até aqui de choque cultural. Então mudanças de estrutura organizacional,
02:48no sentido de mudança de áreas, de pessoas, e quando a gente fala do futebol especificamente,
02:54a gente não tinha ainda uma cultura muito clara dentro do futebol como uma organização única.
02:59Então eu sentia um pouco de uma separação do administrativo com o futebol ou das operações com o futebol
03:06e esse foi o primeiro ponto que eu falei, não, peraí, nós somos uma empresa única.
03:11Todos trabalham com a mesma finalidade. Então eu estou muito mais no dia a dia do futebol,
03:16então estou acompanhando com maior profundidade, não só hoje com a liderança do Paulo Brax,
03:24mas com toda a estrutura do dia a dia, a operação, porque afinal de contas,
03:27para a gente melhorar aquilo, eu preciso estar no dia a dia e fazendo essa integração.
03:33Então, por exemplo, o Domingues, a apresentação dele, ele fez questão de vir aqui,
03:38nós explicamos o nosso projeto, ele fez questão de vir aqui e se apresentar para todos os funcionários.
03:44Obviamente lá no CT, que é mais o dia a dia dele, mas ele quis conhecer o administrativo, o financeiro,
03:49o marketing,
03:50eu quero entender como funciona, porque afinal de contas ele é peça de uma engrenagem única.
03:54Então esse foi o primeiro ponto que eu tentei trazer, que eu estou trazendo aqui para todo mundo.
04:00A gente tem a mesma finalidade, o Atlético é uma coisa só.
04:02E acho que isso já, nesses primeiros quase três meses, isso já está mais claro.
04:08Com essa sua experiência, o que você acha que o torcedor do Atlético pode esperar,
04:13tanto dentro de campo quanto fora de campo, para essa temporada de 2016?
04:17O nosso grande objetivo do ano é voltar para a Libertadores no ano que vem.
04:21Essa é a nossa meta, estar dentro de campo.
04:23Isso está muito claro para todo mundo.
04:25Se você perguntar para a recepcionista, até o centroavante, todo mundo vai estar na mesma linha.
04:33A gente quer participar da maior competição do nosso continente.
04:36É ali que o galo tem que estar, sempre.
04:38Então essa é a nossa meta dentro de campo.
04:40Fora de campo, a gente começa a construir como é que a gente faz para chegar nisso.
04:44Então a gente fez uma janela bem interessante no começo da temporada.
04:50Nós fizemos em movimentações, mais de 20 movimentações, entre entradas e saídas.
04:56Mudamos um pouco o perfil.
04:57Então atletas mais jovens, com um perfil que a gente acredita que tem mais aderência
05:03com o modelo de jogo que nós desenhamos para o galo.
05:05Então foi uma primeira janela forte.
05:09Ah Pedro, então significa que está tudo resolvido?
05:12Então está tudo certo?
05:13Não, foi só a primeira janela.
05:15E acho que isso é uma construção.
05:16Mas acho que o primeiro passo foi muito bem dado.
05:20E para os próximos anos, eu te pergunto também, principalmente,
05:23queria que você explicasse bem didaticamente para o torcedor,
05:25porque eu acho que hoje ele tem um pouco de pé atrás,
05:27porque há alguns anos foi dito que o Atlético poderia ter uma projeção maior
05:31do que ele tem atualmente.
05:33Ele tinha uma expectativa mais positiva do que o que realmente aconteceu.
05:37Então dentro disso eu queria te fazer duas perguntas.
05:39O que está sendo feito nesse momento?
05:41E o que pode ser feito para que dessa vez, de fato,
05:44você chegue até a citar o projeto Galo 2030?
05:47Galo 2030.
05:47É, 2030.
05:48O que fazer para que de fato, dessa vez, não fuja desse planejamento?
05:53Olha, Samuel, isso é importante de esclarecer.
05:57O Galo, o nosso projeto é que o Galo seja protagonista em tudo.
06:01Mas a gente tem que saber qual é a fotografia do momento.
06:03A fotografia do momento é o seguinte.
06:05Hoje o Galo fatura próximo a 800 milhões de reais.
06:10Flamengo faturou 2 bilhões de reais.
06:12Palmeiras, muito próximo disso.
06:14Então a gente falar que a gente vai ter um elenco do mesmo tamanho orçamentário
06:19desses dois clubes é mentira.
06:21Não funciona.
06:22Hoje ele é inviável.
06:24Então o projeto é com que a gente se aproxime o mais rápido possível
06:27para estar na primeira prateleira do futebol brasileiro.
06:31Então, por isso que é importante que a gente entenda o momento atual
06:34e onde a gente quer chegar, porque senão fica uma desconexão.
06:38Cria-se uma expectativa que não necessariamente a gente consegue entregar.
06:42Então hoje a gente não tem orçamento compatível com Flamengo e Palmeiras
06:47para ser específico com os dois maiores em termos financeiros.
06:51Quando a gente desenhou o Galo 2030 é exatamente isso.
06:54Como é que a gente faz para construir o Galo nessa primeira prateleira?
06:58Então a gente tem desde a estruturação das categorias de base,
07:01a gente está mudando toda a nossa operação comercial, arena.
07:06Nós somos das grandes potências aqui do futebol.
07:09Nós somos únicos que têm uma arena própria, paga por nós, construída por nós.
07:15Então assim, isso é um simbolismo muito forte de posicionamento do Atlético.
07:19Então a gente está construindo em cada pilar o que a gente precisa
07:23para chegando em dois, três, quatro anos, a gente estando mais perto dessa primeira linha.
07:30Hoje a gente não tem esse orçamento.
07:32Então quando você fala, Pedro, então a janela do meio do ano vai ser,
07:35nós vamos trazer as maiores estrelas do futebol mundial?
07:37Não.
07:38Não.
07:38Mas a gente está construindo para que a gente consiga cada vez mais ser competitivo.
07:43Fato que hoje a gente não está nessa primeira prateleira orçamentária do futebol.
07:50E esse projeto, esse planejamento de 2030, acredito que com certeza passa pela redução da dívida do Atlético.
07:58É um assunto também frequentemente comentado.
08:01Qual que é o patamar dessa dívida atualmente?
08:04Isabela, esse é um pilar-chave porque dando em números aqui, só no ano passado a gente pagou em juros
08:11250 milhões de reais.
08:13Então são 250 milhões de reais que a gente tira da nossa operação para pagar juros, para pagar carregamento de
08:21dívida.
08:22Isso não pode acontecer.
08:23Então nós desenhamos ali um plano que passa por um aporte nesse curto prazo.
08:30Então nós estamos finalizando aí a estruturação do aporte.
08:34Nós estamos falando que deve ocorrer aí nos próximos 40 dias.
08:38Não deve passar disso.
08:41A gente está nas negociações com os bancos, por isso que ainda não foi executado,
08:46que é natural para um processo como esse, para pagar dívida.
08:49Então o que a gente fez?
08:50A gente desenhou e abriu quais são as principais dívidas do Atlético.
08:54A gente tem o CRI da Arena, por exemplo, que é o CRI nada mais é do que a operação
08:58para a construção da Arena.
09:00E a gente, é quase que os crisistas que a gente ama, os investidores emprestaram dinheiro para a gente
09:05e a gente paga de acordo com bilheteria, só os torcedores, todas as receitas atreladas à Arena, a gente paga
09:12o CRI.
09:12Então essa é uma dívida que está muito tranquila, vamos dizer assim, ela se paga.
09:17A gente tem a tributária, que boa parte está refinanciada, então também é uma dívida de alguma maneira alongada.
09:23E a gente tem essa dívida bancária, que hoje é mais ou menos 600 milhões de reais, que ela nos
09:28onera.
09:29Essa de fato nos pega.
09:31A gente está num país que a taxa de juros é de 15%.
09:34Então qualquer dívida CDI mais 3, 4 ou 5 é muito cara.
09:39Por isso que eu falei, a gente pagou 250 milhões de dívida.
09:41Então o projeto passa, primeiro, um aporte para estancar ou diminuir esse impacto de juros,
09:48porque aí sim a gente vai ter mais recurso para poder fazer aquilo que a gente quer,
09:54que é um time mais competitivo.
09:55Esse aporte será de 500 milhões?
09:57Vai ficar próximo disso, talvez um pouco mais.
10:00A expectativa é que reduza a dívida...
10:02Bancária.
10:03Pela metade?
10:05Não, a dívida bancária hoje é de 600, 600 e pouco.
10:08Então a gente deve aportar ali, entre os acionistas, entre 500 e 520.
10:14Nós devemos ficar mais ou menos com 100 milhões de dívida bancária,
10:17mas é que tem uma parte da dívida também que está alongada.
10:20E quanto que se diminui nesse tal juros que você está falando de 200 milhões?
10:23100, 120 milhões no ano.
10:25Então já é um caminho...
10:27Já, já.
10:27Vamos dizer que é metade dos juros que a gente paga.
10:29Mas isso vai dar fôlego, eu acho que é o torcedor mais que...
10:32Isso vai dar fôlego para o clube investir um pouco mais em contratações já no meio do ano?
10:37É, já no meio do ano não, porque eu falei o quanto que a gente pagou num ano de dívida.
10:42Então ele reduz 100 milhões no ano.
10:44Mas a gente tem que pensar que o investimento não é só a contratação.
10:49A gente está construindo um novo CT da base,
10:52a gente está fazendo outros investimentos pensando que, de novo, onde a gente quer chegar.
10:56Então as contratações que a gente fez nessa primeira janela,
11:00elas ultrapassam 100 milhões de reais.
11:02Então nós já investimos nesse ano mais ou menos 120 a 130 milhões de reais.
11:06Dependendo do câmbio, mas 120 a 130 milhões.
11:09Então nós fizemos uma janela, uma primeira janela forte.
11:12Aí a gente começa a olhar a folha.
11:15Então quando a gente pensa como ser competitivo,
11:17é ter uma folha compatível com os primeiros.
11:21Isso a gente está fazendo.
11:21Vocês conseguiram diminuir com essas saídas?
11:23Nós fizemos muitas saídas.
11:25Mais saídas do que entradas.
11:27A gente qualificou o grupo no sentido de menos quantidade,
11:30mais qualidade daquilo que a gente pretende impor dentro de campo.
11:35A folha não diminuiu.
11:38Ela ficou muito próxima do que a gente tinha no ano passado.
11:41Mas com jogadores de porte de mais hierarquia, que a gente chama.
11:48E ainda nessa questão do aporte, você acabou de falar que o aporte para atacar as dívidas será feito.
11:56E uma outra cobrança também muito frequente do torcedor é o aporte no futebol.
12:01E aí quando eu digo aporte no futebol, é principalmente em relação às contratações.
12:06Existe um plano para o Atlético receber um aporte especificamente no futebol?
12:11Só para completar, Pedro, que eu acho que o torcedor tem muita aquela expectativa de 2020,
12:15de vir o dinheiro entre aspas e o futebol.
12:18Só para isso.
12:20Existe dentro do nosso planejamento, sim, um investimento para contratações.
12:24Como eu te falei, só nesse ano, ainda sem o aporte, o aporte ainda não ocorreu para pagar as dívidas,
12:30a gente fez um investimento de mais ou menos 120 milhões na primeira janela.
12:34Então, sim, há previsão de investimento.
12:36O que a gente precisa entender é que a gente precisa ser muito assertivo e muito eficiente.
12:40Porque nós não temos ainda o orçamento, por isso que eu comparo bastante com Flamengo e Palmeiras,
12:45que muitas vezes a expectativa é essa, mas a nossa realidade hoje não é essa,
12:48de competição financeira com eles.
12:50Então, quando a gente vê contratações de 200 milhões de reais de um atleta,
12:56não, esse não é o nosso perfil econômico e nem do projeto que a gente quer.
13:01A gente tem que ser muito mais assertivo, muito mais eficiente do que eles.
13:05Você acha que para 2027 talvez o clube tenha condições de talvez fazer um aporte maior
13:12nessa questão das contratações para o futebol?
13:15No nosso desenho a gente coloca um aumento gradual.
13:18E esse aumento gradual só vai ocorrer se a gente conseguir ser eficiente.
13:22Porque muitas vezes acontece o seguinte, a gente faz um investimento como a gente fez agora nesse começo de ano.
13:26E a performance não ocorre com alguns dos investidos.
13:32A gente precisa fazer alguns ajustes de rota, isso é normal.
13:34Então, algumas vezes pode ter uma carência maior numa situação, porque tem lesão, tem, enfim, outras situações.
13:41Ou uma venda que a gente faça também, seja no meio do ano, no final do ano,
13:46que nos exija uma nova contratação mais forte para a gente não perder a hierarquia.
13:50Então, pode ocorrer sim um investimento maior no ano que vem.
13:53Mas o que a gente quer é criar uma linha muito clara de trabalho que foque nessa assertividade.
14:03Eu vou puxar um tema que a gente tem deixado mais para frente, porque eu lembrei aqui que a gente
14:06falou de salário
14:07e uma dúvida que o torcedor ficou foi em relação ao Júnior Santos.
14:10Você pode revelar como foi feita essa composição?
14:12Não logicamente em termos de valores, mas de percentuais?
14:14A gente tem contrato.
14:17Óbvio que quando a gente fez a contratação do Júnior Santos, a gente tem um plano de pagamento.
14:21As contratações não são pagamento à vista.
14:23Então, para te dar uma informação, ele faz parte da composição,
14:27esse investimento que a gente fez no atleta no ano passado com os salários nesse momento.
14:34Então, perfeito.
14:35Voltando para o aporte, fala-se em redução das ações do Volcaro com esse novo valor da família MN.
14:40É isso mesmo?
14:41Sim, sim.
14:43Pensando que haverá um aporte de um dos acionistas, para que você mantenha com as suas ações,
14:48você tem que acompanhar o aporte.
14:50Nesse caso, não vai acompanhar, então ele deve se tornar um investidor, vamos dizer assim,
14:55irrelevante dentro da estrutura acionária do clube.
15:00Pedro, agora passando até para um outro assunto e falando um pouco mais dos acionistas da safra do Atlético,
15:06sei que agora você está envolvido muito mais no dia a dia do clube, acompanhando jogadores, jogos, viajando.
15:13Como que é essa sua relação, principalmente com o Rubens Menin e Rafael Menin,
15:17que são os nomes da safra, vamos dizer assim.
15:20Como que é essa sua relação, se é diária, se vocês conversam sempre, como que se dá esse desenho?
15:27Sim, sim.
15:28Eu falo com eles absolutamente todos os dias.
15:31Pensando que há um conselho de administração, pensando na estrutura de governança,
15:35há um conselho de administração.
15:36Eu, como CEO, que reporto para eles.
15:38Então, eles me contrataram para ser o executivo da empresa.
15:42E eu liderando todas as áreas aqui, é natural que eu tenha um dia a dia intenso de operação,
15:50mas muito intenso em termos de report.
15:52Então, eu falo todos os dias, basicamente todos os dias, com o Rafael, com o Rubens,
15:58quando há reunião de conselho com os outros acionistas que existem dentro do conselho,
16:02o próprio Sérgio Coelho, que representa a associação.
16:04Então, há uma estrutura de governança que trabalha muito bem, bem robusta.
16:10É importante que a gente entenda qual o meu papel.
16:14Eu lidero a SAF.
16:16A SAF é uma empresa de futebol.
16:18Então, muitas vezes, talvez pelo histórico, ou talvez por comparativo com outros clubes,
16:23pense assim, ah, cuida tudo menos do futebol.
16:26Mas tudo o que?
16:27Se é uma empresa de futebol.
16:28Então, o futebol, ele faz parte do meu escopo, até porque é o core da empresa.
16:33Então, todo o report que eu tenho com o conselho de administração, ele é baseado na estrutura do futebol.
16:39As outras áreas são acessórias para que a gente tenha um time competitivo,
16:43que, afinal de contas, é a nossa realidade.
16:45Então, sim, eu falo todos os dias com eles, não só em questão de orçamento, de operação, de estratégia.
16:53Enfim, é diário.
16:55É diário.
16:56A gente estava até falando antes da entrevista que existe essa cobrança do torcedor para que os dois apareçam mais,
17:03principalmente nos momentos negativos.
17:06Dentro disso, como que você vê essas críticas?
17:09E qual o papel deles um pouco mais nos bastidores?
17:12Eu acho que seria interessante, uma oportunidade legal também para o torcedor saber.
17:15eles dão só a palavra final, eles participam mais do CT ali, depende do momento.
17:23Se você puder detalhar um pouco mais, porque eu acho que isso é um grande ponto dentro da torcida do
17:27Atlético hoje.
17:27Samuel, eu trabalho com futebol vai fazer pouco mais de 15 anos.
17:32Fui sócio da UI, da Ernest Young, por 8 anos.
17:36A UI é uma das maiores consultorias do mundo.
17:38Então, participei da reestruturação do Flamengo, estratégia do Palmeiras, estratégia do Paranense, CBF, enfim.
17:45Quando eu desenhei o projeto aqui para o Atlético, eles nos contrataram, eu com a UI ainda,
17:50para que a gente fizesse o planejamento estratégico da SAF.
17:53E aí nós desenhamos o Galo 2030, onde o Galo quer chegar em 2030.
17:58O Conselho de Administração aprovou o planejamento estratégico e me convidou para que eu liderasse essa operação.
18:05Então, a partir do momento que eu saí da sociedade, da UI, da Ernest Young, para assumir esse desafio,
18:12eles me deram a caneta, esse é o acordo, a caneta, para que eu possa tomar as decisões
18:17de acordo com o que eu e toda a equipe, toda a diretoria,
18:21o que a gente acha que é o correto dentro do planejamento estratégico e foi aprovado.
18:26Então, é importante que todos entendam a estrutura de governança, que é,
18:30óbvio que eu reporto para o Conselho de Administração, mas o Conselho de Administração,
18:35ele não toma as decisões do dia a dia, ele não toma as decisões operacionais.
18:39Há uma estrutura de governança robusta para isso, porque senão não precisa de mim.
18:43Aí fica mais fácil trazer alguém que nem seja do setor ou que não tenha experiência para fazer aquilo,
18:49porque, afinal de contas, as decisões já estariam tomadas.
18:51Então, eu vim exatamente para fazer isso.
18:53Em relação ao ponto de aparecer, tem que dar cara, é engraçado,
18:59que aí é muito, para o futebol brasileiro ainda é muito novo a questão da SAF,
19:04a questão dos acionistas dentro de clube.
19:07Em mercados mais maduros, fica mais claro.
19:09Se eu perguntar aqui para vocês, se vocês conhecem a família que é dona do Arsenal,
19:14provavelmente vocês vão falar, não.
19:16E é uma família da lista da Forbes, uma família americana,
19:19de real estate, de vários outros investimentos,
19:22e ela é dona do Arsenal, um dos maiores clubes do mundo.
19:25Eles não dão entrevista falando, olha, próximo domingo,
19:29nós estamos trazendo um novo centroavante, torcida, vamos fazer...
19:33Não, é perfil.
19:35Agora, se a gente olhar, por exemplo, no Chelsea, o Abramovic era um cara que queria estar lá,
19:39todo jogo, perfil.
19:40Então, cada um tem uma estrutura de governança clara.
19:43Aqui no Atlético, os nossos acionistas, principalmente quando a gente fala do Rubens, do Rafael,
19:49eles têm empresas de capital aberto que eles têm uma demanda bem robusta.
19:56Então, nós estamos falando ali de três, quatro empresas de capital aberto.
19:59O Rubens é presidente do conselho de administração de cinco, seis empresas.
20:02O Rafael é CEO da MRV.
20:04Então, a gente tem um aparato que eles me contrataram,
20:08e contrataram os diretores exatamente para esse papel.
20:11Então, não é o dono que tem que falar se o time jogou bem, jogou mal, não.
20:16É para isso que eu fui contratado, é para isso que a gente tem um diretor de futebol.
20:20Se é uma pauta de comunicação, por isso que tem um diretor de comunicação.
20:23Ah, é sobre arena?
20:25Por isso que a gente tem um diretor para isso.
20:26Então, a gente tem uma estrutura muito clara.
20:28Então, de novo, ainda é muito novo no Brasil,
20:30a gente acaba criando uma expectativa que muitas vezes não faz o menor sentido.
20:35Não faz o menor sentido.
20:36E sim, quem fala de maneira institucional.
20:38Então, a fala institucional, quando eu estou aqui falando,
20:42eu estou falando em nome dos acionistas.
20:44E isso tem que ficar muito claro para todo mundo.
20:47Acho que esse é o...
20:47É importante para que todo mundo entenda qual o papel e a responsabilidade de cada um.
20:50E essa é a minha responsabilidade.
20:53Bacana.
20:54Um outro...
20:55Agora, por um outro lado, falando um pouco mais da arena MRV,
20:59um outro assunto que também já foi muito comentado, já escutei você falando,
21:03é sobre essa aproximação da torcida com o Atlético,
21:06que nos últimos anos tem se perdido um pouco,
21:09claro, pelo momento do clube, vários fatores.
21:12Qual que é efetivamente esse plano para aproximar os torcedores?
21:16Existem ações que você pode citar aqui para a gente, para colocar isso em prática?
21:20Sim, Isabela.
21:21Esse é um ponto-chave para o sucesso do Galo.
21:25O Galo não vive sem a torcida.
21:27E a torcida não vive sem o Galo.
21:29Isso é um ponto muito claro.
21:32Quando a gente fala da massa, nós estamos falando ali de 9, 10 milhões de pessoas.
21:37E essa é a grandeza do Atlético.
21:39Não adianta a gente achar que existe alguma situação que a SAF esteja contra, a favor, a torcida.
21:48Não existe porque ela não vive sem isso.
21:50Então, esse é um ponto-chave.
21:52Então, nós criamos algumas ações já.
21:54Então, por exemplo, o Conselho da Massa.
21:56Eu, quando entrei aqui, vi a dimensão, porque realmente o Galo é uma coisa monstruosa.
22:03É realmente impactante.
22:05Eu falei, não, eu quero ouvir.
22:06Eu quero entender.
22:07Então, nós desenhamos o projeto do Conselho da Massa exatamente para que eu possa ouvir.
22:11Eu, quando eu falo eu, o Atlético, a gente possa conversar com todas as que a gente chamou de personas.
22:17Diferentes personas que participam daqui.
22:20O que são as personas?
22:21A torcida organizada.
22:23Então, ela vai ter uma cadeira no Conselho da Massa.
22:26Os influenciadores, o GNV, donos de cadeira, do camarote.
22:34Enfim, a gente quer ouvir.
22:35Eu quero entender esses diferentes torcedores, perfis de torcedores, porque algumas vezes a gente está tão focado aqui no dia
22:42a dia, na nossa rotina, que algumas coisas passam.
22:45Então, é importante que eles participem e também nos deem essas informações, porque a gente está do mesmo lado da
22:52mesa.
22:53Nós queremos a mesma coisa.
22:55Então, por isso, venham para cá, para a gente fazer juntos.
22:57Porque no final do dia, algumas discussões, por exemplo, será que é a precificação especificamente?
23:04Será que são os horários do jogo?
23:06Será que é porque a arena não tem a infra necessária?
23:09Será que nós...
23:10Então, vamos quebrando essas...
23:15Vamos dizer assim, lapidando esses pontos.
23:17Por quê?
23:18Porque a gente está no mesmo projeto.
23:20Então, por exemplo, a precificação.
23:22Nós estamos testando alguns modelos.
23:24Então, teve jogo que foi para alguns planos do GNV com promoção.
23:29Depois a gente fez com alguns setores.
23:31Teve jogo que a gente foi lá e colocou assim, todo sócio de GNV, o ingresso em todos os setores
23:37vai ser de R$25.
23:38Vamos testar.
23:39Vamos saber se a precificação, algumas vezes...
23:41Ah, pode não dar certo?
23:43Pô, legal.
23:43Então, vamos mudar a estratégia.
23:44Vamos de novo.
23:45E a gente vai ouvindo.
23:46Nisso, a gente recebe feedback.
23:47Então, a gente está fazendo muito isso, exatamente focado na torcida, que a gente vive disso.
23:52Já existe uma data para se reunir com essas pessoas?
23:56Olha, eles foram eleitos.
23:58A gente anunciou, provavelmente muito perto aqui da data do aniversário do Atlético.
24:05A gente já vai ter o anúncio da data da primeira reunião.
24:08A partir disso, se vocês entenderem que é necessário, você acredita que vai ser mais fácil para estruturar planos, ações
24:16mais efetivas de rua mesmo, de campo, digamos assim?
24:19Com certeza.
24:19Com certeza.
24:20É um espaço exatamente para ouvir.
24:23O Conselho da Massa é um espaço para ouvir.
24:25Ouvir a torcida, ouvir a pessoa que consome aqui.
24:29Ouvir o influenciador, que no final dos contos interage com muita gente.
24:33A gente quer ouvir para poder implementar e fazer as ações que satisfaçam todos.
24:38Porque, afinal de contas, de novo, a gente está literalmente do mesmo lado da mesa.
24:42Só para confirmar, então, você falou da precificação de ingressos.
24:45Eu tive aqui há algum tempo.
24:47Esqueci, me fugiu agora de quem que apresentou.
24:49Mas falaram, explicaram o modelo de precificação, que usam até a inteligência artificial.
24:54E tem vários aspectos que são levados em consideração.
24:59Mas, então, o que você está dizendo é que, a partir de algum tempo, vocês já estão tendo um olhar
25:04mais...
25:05Às vezes, um pouco fora desse planejamento da IA, por exemplo.
25:09Aquele olhar que, às vezes, a IA não tem, mas humano.
25:12Que, às vezes, é subjetivo.
25:14Da pessoa que vive ali no dia a dia, vocês estão falando,
25:16Pô, peraí, a IA está sugerindo aqui, mas eu acho que para esse jogo talvez seja melhor assim.
25:20Vocês já estão fazendo isso.
25:21Mas eu não sei também como que era antes, exclusivamente da inteligência.
25:24Não, a gente tem um trabalho, assim, modéstia à parte, fantástico.
25:29Eles trazem todo o embasamento com inteligência artificial, com uma metodologia bem robusta
25:35de qual seria a melhor precificação, pensando que a gente tem que otimizar receita,
25:40que, afinal de contas, é interessante, com o público.
25:44Então, eles trazem muito assim.
25:45Se você colocar o preço X, vai vir um número Y de pessoas aqui no estádio.
25:50Se você colocar nesse setor um preço Z, vai vir 10 mil pessoas.
25:55Então, eles trazem, é um modelo preditivo.
25:59Obviamente que existe a margem de erro natural.
26:02Ah, caiu um temporal no dia.
26:04As coisas mudam.
26:05Ah, aconteceu alguma situação, isso pode mudar.
26:09Então, a gente segue muitas, assim, a maior parte das vezes,
26:14100% aquilo que traz a inteligência artificial.
26:17Mas o que a gente fez nos últimos 5, 6 jogos?
26:20Vamos testar o modelo.
26:22E até em conjunto com eles, porque aí a gente muda as premissas
26:24e eles simulam de novo.
26:26E eles falam assim, isso pode ter um impacto assim.
26:28Então, a precificação, a gente tem feito muito isso.
26:31A gente quer se aproximar da torcida.
26:34Vamos ver se é a precificação ou qual o impacto da precificação.
26:37Então, tais setores vão colocar assim.
26:40Aí eles falam, a expectativa de público vai mudar de X para Y.
26:44Então, para isso, a gente está testando.
26:46Então, não é que a gente deixa de acreditar na inteligência artificial.
26:49Na verdade, a gente traz...
26:51É, exatamente.
26:52Então, esse é o nosso foco ali.
26:55E dentro até disso que você falou, né?
26:57Se estou lucro com essa bilheteria, como que é equilibrar esse lucro
27:01e, ao mesmo tempo, trazer o torcedor para o estádio de forma que ele não fique segregado?
27:07Porque a gente sabe que tem setores no estádio que, às vezes, são mais caros do que outros.
27:11Como que é feito esse balanço?
27:12É, isso ele acaba falando com o conselho da massa.
27:16Porque tem diferentes consumidores.
27:18Tem o consumidor que vem aqui porque, ao invés de ir no teatro, ele vem aqui.
27:23Tem o torcedor que, de fato, é o que a gente chama de usuário, heavy user.
27:29O usuário, estou aqui todo dia, sou torcedor, eu vivo disso.
27:32E a gente tem que entender que tem todos os perfis.
27:35Alguns são mais sensíveis a preço, outros são mais sensíveis a vitória ou derrota,
27:40se o time está bem, se o time não está tão bem.
27:44Então, há um estudo em cima disso exatamente para que a gente consiga otimizar o máximo possível
27:49em termos de receita.
27:50Porque, afinal de contas, a gente quer um time competitivo,
27:53a gente quer aumentar o orçamento do futebol, a gente quer fazer novos investimentos.
27:56Mas, ao mesmo tempo, a gente quer esse torcedor que vive do galo.
28:00Ele é fundamental para a gente.
28:02A gente quer ele aqui.
28:03Aqui é a casa dele.
28:05A gente está gravando aqui dentro da arena.
28:06Aqui é a casa dele.
28:07Então, é isso que a gente quer.
28:10Então, por isso, a gente está testando se é precificação, se for horário do jogo.
28:15Porque tem jogo que tem horário que é melhor ou pior.
28:18Então, a gente está testando todas as alternativas para que a gente consiga otimizar o máximo possível
28:23de encher a arena e faturar o quanto mais para que a gente possa ter o melhor time possível.
28:30Pedro, eu vou voltar um pouquinho no futebol aqui, só porque me lembrei aqui de uma pergunta
28:35sobre a base, que eu acho que é importante.
28:37Principalmente porque você falou que está mais ativo ali no dia a dia.
28:40Uma questão que eu fico, assim, de fora vendo que deve ser um desafio gigantesco é
28:44o clube de cima querendo que o técnico use os meninos, mas, ao mesmo tempo, não tem como obrigar.
28:50Ele vai virar e falar, olha, preciso que você escale esse menino.
28:52Como que faz para gerir isso?
28:55Porque fica uma expectativa muito grande e eu sei, a gente já foi dito várias vezes
28:59por diversas pessoas, que é um planejamento do Atlético e tem meninos que têm capacidade para isso,
29:04mas eles, por enquanto, não estão tendo minutos.
29:06O que o torcedor pode esperar para que isso seja, de fato, implementado no dia a dia?
29:10É, por isso que o planejamento tem que ser do clube, ele tem que ser institucional e não de pessoas.
29:15Então, a gente fez uma troca de comando técnico no começo do ano.
29:21Exatamente porque a gente acredita que a nossa estratégia tem que estar atrelada ao se o menino da base vai
29:28entrar,
29:28qual a minutagem que vai ser necessária.
29:31Enfim, o plano de trabalho, ele é o único da empresa e as pessoas, na verdade, elas fazem parte dessa
29:37engrenagem.
29:37Então, elas executam.
29:38Então, ponto.
29:40Quando eu, e aí eu vou trazer uma questão pessoal, quando eu era sós da EY, eu fiz o trabalho
29:45no Palmeiras,
29:45de planejamento estratégico.
29:47O Palmeiras ganhava tudo na base.
29:48Estamos falando ali em 2017, 2018.
29:51O Palmeiras ganhava tudo na base.
29:53A base da seleção, sub-20, sub-17, era toda do Palmeiras.
29:57Mas o time profissional do Palmeiras, o elenco profissional, ele não dava vazão para a base.
30:02Era um elenco recheado de jogadores de mais de 30 anos.
30:07E aí começou a acontecer um problema sério de você não consegue dar minutagem,
30:12eles não conseguem subir, logo você vai começar a perder os talentos e perder dinheiro.
30:16Porque, afinal de contas, são os atletas mais valorizados.
30:18São o que a gente chama ali dos diamantes brutos.
30:21Então, trazendo aqui, quando eu entrei no Atlético, a gente fez o planejamento estratégico,
30:26há uma situação muito parecida.
30:28A gente teve boa performance no sub-20, no sub-17, no Campeonato Brasileiro.
30:33Enfim, a gente tem ali alguns talentos que precisam estar institucionalizados
30:39porque eles precisam entrar para jogar.
30:40Então, não é o treinador, por si só, que vive mais a quarta e do domingo,
30:46que toma essa decisão 100%.
30:48A gente tem uma visão institucional.
30:50Porque, senão, a gente não vai conseguir atingir o ponto que o Atlético quer.
30:53As pessoas vão passar.
30:55Eu não vou ficar aqui 20 anos.
30:57O treinador não vai ficar aqui 10.
31:00Só que o Atlético vai.
31:01Então, a gente precisa identificar qual o melhor modelo para o Atlético.
31:06Pedro, agora, caminhando já um pouco para a reta final dessa entrevista,
31:10eu queria comentar com você um pouquinho sobre futebol feminino.
31:14Que você falasse um pouco desse planejamento, não só para esse ano,
31:18mas eu acho que um planejamento a longo prazo.
31:20Sei que esse ano o Atlético está em reconstrução.
31:22Conversei com a Fabi Guedes, a técnica, no finalzinho do ano passado.
31:26E ela também comentou isso, que é um clube em reconstrução,
31:29que esse ano tem o objetivo de permanecer na Série A1.
31:33Mas qual que é o planejamento para o futuro do futebol feminino?
31:37O Atlético pretende investir no feminino de forma gradual?
31:42Como que isso é conversado?
31:44Sei que para esse ano o orçamento foi aumentado.
31:46Mas e para o ano que vem?
31:48Vocês vão seguir isso?
31:49E, assim, o futebol feminino hoje para o Atlético é uma prioridade?
31:52É, e eu vou te falar quais ações que nós fizemos ali.
31:56Nós aumentamos o orçamento, nós tivemos um ano muito duro,
32:00principalmente dois anos atrás a gente teve um ano duro,
32:02ano passado, segunda divisão, era importante que a gente voltasse para a primeira divisão.
32:07Nós aumentamos o orçamento em mais ou menos 30%, tá?
32:12E aí eu coloquei um diretor, nós alocamos um diretor para cuidar do futebol feminino.
32:17Coisa que a gente ainda não tinha.
32:19Então, exatamente para que alguém possa dar foco e prioridade nessa unidade de negócio,
32:25que é o Pedro Tavares.
32:26Então, ele está como responsável do futebol feminino,
32:29exatamente pensando que a gente não quer voltar para a segunda divisão,
32:33a gente não quer que isso seja uma coisa só protocolar.
32:35A gente quer que, de fato, que ocorra.
32:37E talvez o maior simbolismo disso foi o jogo que a gente fez na arena.
32:40A gente trouxe o Corinthians aqui e a gente foi jogar na arena.
32:42Então, assim, de novo, passo a passo, obviamente, as coisas não acontecem rapidamente,
32:51mas a gente, quando eu falo de jogar na arena, é um simbolismo,
32:53é porque a gente literalmente investiu e pagou a operação,
32:57porque você ainda não tinha uma receita, não tinha um público,
33:00para jogar o futebol feminino aqui, uma coisa que não tinha acontecido ainda.
33:05Então, de novo, são ações pontuais, mas que simbolizam onde a gente quer chegar.
33:10E, para fechar, Pedro, o que mais te preocupa olhando para frente
33:14e o que mais te deixa otimista com o futuro do Atlético?
33:18Não, assim, boa pergunta.
33:22Obviamente, o que me preocupa é o ambiente que o Atlético está envolvido,
33:27o futebol brasileiro como um todo.
33:29A gente ainda não tem o amparo, por exemplo, do fair play financeiro,
33:33ele ainda é muito novo.
33:34Isso acabou causando um efeito inflacionário no mercado.
33:38Então, a gente está vendo o nível de contratação, os valores estão muito acima,
33:42mas, ao mesmo tempo, a gente está vendo que alguns não estão conseguindo acompanhar.
33:45Então, o Atlético está inserido nessa situação.
33:47Então, muitas vezes, a gente é pressionado e, no mercado inflacionado,
33:51nós somos obrigados a investir muito mais, algumas vezes, sem ter o ganho de qualidade.
33:56Então, isso é uma coisa que me preocupa.
33:59Eu fiz parte do grupo de trabalho do fair play,
34:02eu ainda estava como consultor ali,
34:05e eu acho que isso é um ponto sensível.
34:07Mas, olhando aqui na parte operacional,
34:09eu estou muito convicto, muito confiante que a base com o novo CT,
34:15que a gente vai inaugurar ainda esse ano,
34:18com o processo do futebol,
34:20que está muito mais coeso,
34:23está muito mais a governança bem montada ali,
34:27a nossa estrutura de governança como um todo,
34:29como a gente falou, acionista, CEO, diretoria,
34:32muito alinhada,
34:33eu estou bem confiante que a gente atinge o objetivo desse ano,
34:38a gente vai voltar para a Libertadores no ano que vem,
34:40fazer um time mais competitivo no ano que vem,
34:42porque a gente vai estar disputando as principais competições,
34:45a gente vai voltar para onde a gente nunca deveria ter saído.
34:48Com aporte, a gente vai ter um fôlego financeiro em termos de juros,
34:52uma redução de juros.
34:53Então, assim, olhando todos esses aspectos,
34:56eu estou bem confiante que a gente já vai estar melhor já no curto prazo.
35:01E aí, muita gente fala do 20, 30,
35:04a gente vai conseguir atingir algumas coisas antes disso,
35:07pode ter certeza.
35:08Só para finalizar, agradecer muito ao Pedro mais uma vez pela participação
35:12e também a quem chegou até aqui.
35:14Imagina, eu que agradeço e parabéns pelo trabalho.
35:17Obrigado.
35:17Obrigado.
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