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O crescimento no número de recuperações judiciais no Brasil levanta dúvidas sobre as causas que levam grandes grupos empresariais a enfrentar dificuldades financeiras.

No Visão Crítica, especialistas analisam os fatores que podem levar empresas de grande porte à crise.

Confira o programa na íntegra em: https://youtube.com/live/DLPhTgSx1W0

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Transcrição
00:00O principal fator macroeconômico que eu diria que leva a essa situação de um excesso de empresas em recuperação judicial
00:10e é importante falar que a gente está falando de algo espraiado por vários setores.
00:14Acho que tem a questão do agro, que você muito bem falou, que realmente as margens do agronegócio estão super
00:19apertadas.
00:21Apesar de a gente ter tido no ano passado uma safra recorde e uma demanda por consumo, enfim, um volume
00:30de vendas, recordes também,
00:33a questão é os juros, ou seja, as empresas que estão mais endividadas ou que têm uma dívida mais concentrada
00:39no curto prazo
00:40estão com muita dificuldade para rolar essa dívida, essas empresas mais alavancadas.
00:45Então, eu diria que a situação macroeconômica como um todo, para algumas empresas, pode ser favorável.
00:53Essas que não estão alavancadas, que não têm um volume de dívida tão relevante.
00:58Agora, as que estão endividadas, realmente, com a taxa de juros onde ela está e pelo tempo que ela está,
01:05de fato, coloca até gigantes numa situação mais complicada, de joelhos para ser mais objetivo.
01:13Mas o cerne da questão é a gente entender por que o juros está alto.
01:19Como a Olivia bem falou, a gente tem um problema fiscal, acima de tudo.
01:23O governo gasta muito mais do que arrecada, tem dificuldade para chegar nesse reequilíbrio
01:29e, com isso, o mercado desconfia, lógico, do valor do título público, da capacidade de pagamento a longuíssimo prazo.
01:37A curto prazo, acho que não existe dúvida de que isso é seguro.
01:40E, por isso, exige um prêmio de risco mais alto.
01:42Por isso que hoje a gente tem a taxa de juros atual, num patamar alto,
01:47mas as taxas longas, os títulos públicos de longo prazo, também num patamar super elevado.
01:52Uma solução seria, de fato, reduzir o gasto público, permitiria uma queda da Selic bem rapidamente.
01:59Pois é, mas já escutamos tantas vezes de alguns gestores que gostam de colocar a culpa
02:06na conta do presidente do Banco Central, como se ele pudesse, na caneta, reduzir a taxa de juros.
02:12Em alguns países isso aconteceu, mas, na verdade, não funciona bem assim.
02:17Deixa eu passar para o doutor Cláudio, que eu queria que ele refletisse e trouxesse também
02:22as suas análises e apontamentos em relação a essas gigantes.
02:27Porque, como bem mencionou a Olivia, citando o Grupo GPA, o Grupo Pão de Açúcar,
02:32mas tem outras gigantes que a gente precisa lembrar.
02:35Raizen, também, acho que notícia dessa semana, a gente poderia lembrar da Oi,
02:40das americanas, além do Grupo Pão de Açúcar que mencionamos,
02:45recorreram a esse instituto, a esse dispositivo da recuperação judicial.
02:49E aí, quando o grande público, que não faz parte da gestão de grandes empresas,
02:55acompanha o noticiário, poxa, essa grande companhia, líder de mercado,
03:00recorre à recuperação judicial.
03:02Por quê, doutor?
03:03Como é que pode, né?
03:05Todo mundo conhece o Pão de Açúcar e vê lá a solidez da empresa, né?
03:10Como é que chega nisso?
03:11Acho que você tocou bem num ponto.
03:14Nós temos um histórico de recuperações judiciais grandes que vem lá da Oi,
03:20vem das lojas americanas, vem, enfim, de uma série de empresas tradicionais
03:26que já estão em recuperação judicial já há bastante tempo.
03:31E esse cenário vai ficando cada vez mais denso, vamos chamar assim,
03:37conforme os juros vão machucando as empresas, né?
03:42Então, ele não consegue sair daquela situação e acaba tendo de recorrer
03:47a esses mais recentes Pão de Açúcar numa estratégia um pouco diferente
03:53que é a recuperação extrajudicial, ou seja, um acordo prévio com os grandes credores
03:59que depois é submetido ao judiciário, né?
04:04Enquanto que, raizem não, vai no modelo tradicional com uma quantidade grande
04:10de credores bem identificados.
04:11São empresas que têm atividades sólidas, são empresas que vão passar por esse processo
04:17e vão se reestruturar.
04:20É claro que é uma forma, vamos chamar assim, mais difícil, é um caminho, um percurso
04:26mais difícil de ser trilhado, mas eu tenho certeza que, ao final, eles vão conseguir,
04:33usando aí os períodos de suspensão dos processos, né?
04:37Da suspensão das cobranças que marca o início da recuperação.
04:41Então, se suspende as cobranças individuais, elas são centralizadas perante o juízo comum.
04:50A partir dali, o próprio devedor, ele elenca quais são os seus principais credores
04:55e ele começa a apurar esses créditos, esses créditos estão calculados de maneira correta,
05:02eles estão bem precificados e, a partir dali, começa a desenvolver o plano
05:09pelo qual ela vai pagar esses credores, pelo qual ela vai resolver essa dívida.
05:15Então, as empresas grandes, elas têm uma chance maior, se a gente puder dizer assim,
05:21de passar por esse processo de uma maneira mais tranquila.
05:26Elas transitam bem.
05:27A gente ouve muito falar das companhias aéreas, né?
05:29Que pedem proteção nos Estados Unidos.
05:32Não é por nenhuma razão, é porque a dívida é feita lá, quer dizer, o grosso do passivo está fora.
05:38Então, pede a proteção do Chapter 11, que todo mundo fala.
05:41É uma legislação bastante antiga, muito testada e muito eficiente.
05:45Acho que o cenário interno é mais ou menos similar.
05:51Essas empresas têm negócios efetivos, têm condições de se reestruturarem
05:57e superarem esse cenário de dificuldade.
06:01Me parece que é algo...
06:02A gente se assusta um pouco com o tamanho em ver um pão de açúcar
06:06e aí surgem dúvidas, né?
06:08Como, por exemplo, vai continuar vendendo, vai demitir os empregados.
06:13O tema da Ryzen, quer dizer, vai continuar fornecendo combustíveis, não vai?
06:17Como é que ficam os postos?
06:18São dúvidas que são justificadas, né?
06:23A recuperação, ela traz consigo um dano reputacional.
06:26A gente não pode afastar.
06:27Mas e para aquelas empresas que negociam papéis na bolsa?
06:30A gente não pode afastar o dano reputacional.
06:31Não tem nenhuma dúvida de que, além da dificuldade de crédito novo,
06:38existe ali uma questão reputacional importante.
06:41Mas como são empresas grandes, de negócios bastante estruturados,
06:46com uma grande penetração de mercado,
06:48tem todas as condições de passar por essa fase,
06:51desenvolver um plano de recuperação eficaz,
06:53com bons assessores, que permitam reestruturar essa dívida
06:58e seguir de uma forma mais saudável, quer dizer,
07:02uma forma mais tranquila, conduzindo os seus negócios.
07:06Me parece que é...
07:07E na próxima rodada, vou até pedir para o doutor fazer um exercício.
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