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Marcos Antônio Batista Rocha, da comunidade de Olhos D'Água, no município de Porteirinha, no Norte de Minas, deixou a casa da família aos 18 anos. Mudou para outra cidade e entrou para o Exército, mas acabou voltando para o lugar de origem, onde, com o seu trabalho, estimula a produção no campo, produzindo mudas de hortaliças fornecidas para outros pequenos agricultores. "Viver junto da família é muito melhor", diz Marcos Antonio.

Edvaldo Santos Cruz deixou Nova Matrona aos 17 anos. Trabalhou em lavouras de tomate na região de Mogi Guaçu e Campinas, em Sao Paulo. "Eu nao sabia nada", diz Edvaldo. Em São Paulo, como empregado, aprendeu os tratos da lavoura. Voltou pra casa, e hoje é um bem-sucedido produtor de tomate em Nova Matrona.

Almecy Felipe de Souza, de Serranópolis de Minas, no Norte de Minas, durante 21 anos seguidos saiu de casa para trabalhar na colheita de café no Sul de Minas e no Alto Paranaíba. Voltou para o lugar de origem e virou um premiado produtor de café.

Douglas Martins da Silveira, de 36 anos, morador de Janaúba, no Norte de Minas, saiu de casa e trabalhpou e em diferentes atividades em São Paulo, no Sul de Minas e no Triângulo Mineiro. Voltou para Janaúba e, hoje, se dedica à criação de frango, impulsionado pelo microcrédito. “O mundo lá fora é ilusão. Muita gente sai de casa, achando que vai ganhar muito dinheiro. A pessoa pode até ganhar alguma coisa, mas tem muitos gastos”, diz Douglas.

Reportagem e imagens: Luiz Ribeiro

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Transcrição
00:00Estamos na comunidade de Olhos d'Água, no município de Porteirinha, do norte de Minas.
00:05Aqui conosco, Marcos Antônio Batista Rocha, que largou esse lugar em algum momento da vida
00:12e ainda jovem voltou para seu lugar de origem.
00:16Marcos, por que você voltou para casa?
00:20Então, primeiramente, por minha família, estar perto da minha família é muito melhor.
00:26Meus filhos, minha esposa, meu pai, minha mãe.
00:30Segundamente, é o lugar mais tranquilo de viver.
00:33Eu gosto muito de morar na zona rural, aqui a gente produz, todo mundo é em família.
00:38Então, é muito gratificante para a gente.
00:42Você, quando foi para a cidade, você trabalhou com o que exatamente?
00:48Eu fui para Montes Claros, eu fiquei quatro anos servindo o Exército Brasileiro
00:52e aí eu decidi abandonar lá e voltar para minhas origens aqui em Porteirinha.
00:59E hoje você faz o que aqui?
01:00A gente produz, no viveiro de hortaliças, produz mudas para os produtores estar plantando.
01:08Você, como jovem, que retornou para a origem da sua família, você se sente mais feliz?
01:17Com certeza. Estou muito mais feliz. Não arrependo nada. Foi muito bom mesmo ter vindo para a minha cidade novamente.
01:27Aqui, a qualidade de vida na cidade pequena, no interior, ou aqui na zona rural, é melhor do que na
01:36cidade grande? E por quê?
01:37Com certeza. Muito melhor. Aqui na zona rural, a gente tem muito mais liberdade. A gente está em contato com
01:43a natureza, com os animais.
01:45Com certeza, para mim e meus filhos, é muito melhor do que na cidade.
01:49Divaldo, você já saiu de casa e foi trabalhar longe? Foi trabalhar onde?
01:56Bom, eu saí de casa com 17 anos. Fui para São Paulo. Essa maioria, né? Aí fui na prisão de
02:03lavoura de tomate.
02:04Em São Paulo, na região de... Hoje, o Guaçu. O Guaçu, perto de Campinas. Fiquei lá dois anos, plantando a
02:11lavoura.
02:13Aí, resolvi voltar embora de novo. Fiquei normal na terra.
02:18Vamos lá, pegou um pouco de conhecimento assim, né? Falei, vamos arriscar plantar aqui.
02:21Uma lavourinha por cá mesmo. Aí, graças a Deus, deu tudo certo.
02:27Resolvi plantar para mim mesmo. Aí, hoje, eu planto a lavoura de tomate para mim mesmo.
02:33Então, você era trabalhador e serviu aos outros.
02:39Aprendeu a lidar com a lavoura de tomate e hoje você produz para si próprio.
02:45Você se sente realizado com isso?
02:47Muito realizado, né? Porque se trabalha para a gente mesmo, é um tipo certo.
02:52Todo mundo quer isso aí, né? Um sonho, né?
02:54Qual que é a diferença entre você trabalhar e viver longe de casa
03:01e você poder produzir e viver perto da sua família, no seu local de origem?
03:13É isso, tudo tem isso, né? Porque quando saí para fora, deixou a família aqui, né?
03:17No tempo, ele ainda era solteiro, estava muito novo.
03:20Aí, voltei, consegui construir uma família.
03:23Aqui, está perto da família, todo mundo, os pais, está tudo aqui, os familiares.
03:27E hoje tem minha mulher, tem meus filhos.
03:30Aí, é bom demais, né?
03:32Você se sente mais feliz e próspero junto à sua família?
03:39Acho que é isso, né? Todo mundo quer isso aí, né?
03:41Está trabalhando e perto da família.
03:45Então, é possível, então, continuar no lugar de origem, vencer a seca, produzir e gerar renda?
03:53Sim.
03:55E aí, está até vindo a chuva aqui, né?
03:56Já está trazendo água para nós, para todo mundo, está continuando a plantação,
04:01para não precisar sair de novo, né?
04:02Ficar aqui na origem nossa aqui.
04:04Eu comecei minha trajetória no café, e conheci o café, na verdade, foi no sul de Minas,
04:10trabalhando na colheita.
04:12Lá, permaneci com mais de 20 anos na colheita.
04:17Eu percebi que se eu trabalhar para mim mesmo, o seu produtor, seria mais vantagem.
04:25Aí, hoje eu iniciei, já tem três anos que eu iniciei na cultura do café.
04:29Está dando certo, pretendo ampliar mais minha área, que eu me considero ainda na fase inicial do café.
04:39Estou engateando ainda no café, mas, graças a Deus, está engateando, mas já está dando muito certo.
04:44Você voltou para o seu local de origem, por quê?
04:51Então, eu, todo ano eu ia, ficava em média de três meses e retornava para a nossa região.
04:57Nós sempre vivemos aqui, e eu migrava todo ano.
05:00Aí, depois, eu comecei a ver alguns da região já começando a produzir café, e aquilo me incentivou.
05:07Me despertou o interesse de plantar café.
05:10Foi onde eu comecei, e está dando muito certo.
05:13Então, de trabalhador na colheira do café, longe de casa, você hoje é um produtor de café em seu local
05:25de origem, em sua família.
05:26É isso mesmo?
05:27Sim, isso mesmo.
05:29A gente saía, largava a família para trás.
05:32Hoje, não. A gente trabalha para a gente mesmo.
05:35Não precisa sair de casa.
05:37A gente permanece no lado da gente o ano todo, e está dando para viver dessa atividade.
05:45Você se sente feliz por estar junto da sua família?
05:51Qual é a importância de você permanecer no seu local de origem?
05:56Sim, muito feliz.
05:58A importância é que, a partir do momento que a gente está trabalhando para a gente,
06:03a gente vê a realidade por outros olhos, né?
06:06A gente trabalha para os outros, é ótimo também, eu vivi muito disso.
06:11Eu vivi minha vida toda, com isso, toda sim, até eu começar a plantar café.
06:17Da atividade de café, eu trabalho lá para os outros produtores no sul de Minas.
06:21Hoje, eu me sinto mais realizado que eu trabalho para mim mesmo.
06:26Ainda, se der na fase inicial, mas eu quero ampliar mais e melhorar mais ainda.
06:31Eu saí mais ou menos com 18 anos de idade, com um bom período lá, e eu vi que, pois,
06:40naquela época,
06:41eu não trabalhava, trabalhava, mas a família ficava distante.
06:46Sei que ganhava um dinheiro, mas sempre dava aquela saudade para voltar com a família e tal,
06:50todo final de ano, e aí é onde que eu procurei algo para me empreender, para ficar próximo da minha
06:59família, né?
07:00Dos meus pais, dos meus familiares todos, meus avós e tal.
07:04E é onde que eu comecei na criação da agricultura, né?
07:07Através do Banco Nordeste, que deu um incentivo para a gente, né?
07:14Através de outros associados, né?
07:19Em matéria e tal, que fez um curso para a gente aprender, criação.
07:23Então, isso que eu melhorei a criação de Francaipira hoje.
07:28Aqui do Nome Minas é referência, né?
07:31Francaipira.
07:32E hoje, graças a Deus, tem uma criação aí exemplar, né?
07:40E vale a pena voltar para casa e ficar junto da família?
07:44Por quê?
07:46Olha, uma coisa é que você está na sua cidade, né?
07:50E sem cidade grande,
07:54um tempo mais livre, né?
07:56Sem tanta correria e qualidade de vida, né?
08:00E você está próximo ao que você ama, né?
08:03Sua família, sua terra, né?
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