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O podcast EM Entrevista recebe nesta quarta-feira (11/3) Eduardo Azevedo, deputado estadual da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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Transcrição
00:00Olá pra você que assiste o Portal Uai. Meu nome é Ana Mendonça, sou colunista de política do jornal Estado
00:04de Minas.
00:05Hoje a gente está recebendo aqui nos nossos estúdios Eduardo Azevedo, deputado estadual. Tudo bem, deputado?
00:10Tudo bem, Ana. É um prazer estar aqui pra gente poder estar trazendo um bate-papo descontraído sobre a nossa
00:16vida pública.
00:17Prazer te receber aqui no Estado de Minas. Dividindo essa bancada comigo está a Alessandra Mello, repórter de política do
00:22jornal. Tudo bem, Ale?
00:23Tudo bem. Obrigada pelo convite. Obrigada por aceitar participar do nosso programa de entrevista.
00:27E o que agradeço, Alessandra, é uma oportunidade de estarmos aqui no Estado de Minas.
00:31Deputado, o senhor é candidato à reeleição. Por que tomou essa decisão?
00:35Olha, Ana, a gente entende que existe um projeto a ser concluído. E muitas pessoas questionam isso pra mim.
00:42Eduardo, você tem capital político pra tentar uma vaga na Câmara Federal. A gente não discorda disso.
00:49A gente fez um bom trabalho, mas o trabalho, ele precisa ser concluído.
00:53Então, eu entendo que, durante esses quatro anos de mandato, nós estamos finalizando agora o quarto ano,
00:59eu não consegui fazer aquilo que realmente precisava ser feito por todo o nosso Estado,
01:04no quesito de representatividade.
01:07Então, eu entendo que eu preciso continuar como deputado estadual para que esses projetos
01:11possam chegar até a população.
01:13Porque uma das principais vertentes que eu valorizo como deputado estadual é a presença.
01:18O deputado, o que ele faz? Ele legiza, fiscaliza e destina emendas.
01:24Só que a presença junto à população é extremamente importante.
01:27Então, pra dar continuidade a um projeto pra Minas Gerais, pra também ter mais presença
01:32junto com a população, eu decidi continuar como deputado estadual.
01:35O senhor decidiu essa vaga também pelo fato do seu irmão, o prefeito de Divinópolis,
01:40Gleidson Azevedo, ser candidato à Câmara?
01:43Não, de fato, de forma nenhuma, porque até então, quando o Gleidson realmente viu
01:48que ele tinha uma oportunidade de poder dar continuidade ao trabalho que ele faz pro Divinópolis,
01:52já que ele tá na reeleição e não consegue agora vir pra mais um mandato,
01:56ele até queria vir como deputado estadual.
01:58Fui eu que bati o pé e conversei com ele.
02:00Não, se você quiser vir, você vem pra federal e deixa eu continuar com o federal.
02:03O natural seria o senhor subir e ele vir pro seu lugar, né?
02:07Por que isso não aconteceu?
02:09Porque eu preciso continuar como deputado estadual.
02:11Foi uma conversa que nós tivemos, falei com o Gleidson,
02:13se você quer vir comprar um deputado, vou te pedir uma coisa,
02:16que você venha como deputado federal e ele prontamente concordou e aceitou.
02:20É o que você falou, o processo central era isso, é que eu subisse o cargo e o Gleidson viesse
02:24pra estadual.
02:25Mas eu acho que não é o momento de eu subir o cargo,
02:27o momento agora é pensar em acabar de realizar aquilo que nós começamos a realizar e ainda não foi concluído.
02:33Deputado, essa proximidade, essa permanência do senhor como deputado estadual
02:36permite que o senhor fique mais perto das bases, não precisa ir pra Brasília nessa agenda
02:40de terça a quinta, durante a semana.
02:43Isso tem também a ver com algum plano futuro pra prefeitura de Divinópolis?
02:47Olha, eu fui muito questionado sobre isso, tá, gente?
02:50Até porque agora eu tenho que dizer pra vocês que eu não posso ser candidato a prefeito de Divinópolis
02:54porque a legislação não permite que eu seja, porque o Gleidson não pode fazer sucessor durante os próximos quatro anos.
03:00Mesmo que ele venha descompatibilizar agora antes do termo do mandato pra concorrer a uma cadeira na Câmara,
03:05eu não teria habilidade jurídica ou capacidade pra poder estar assumindo a prefeitura.
03:09Mas isso não descarta a possibilidade de, num futuro próximo, a gente também deixar o nosso nome de exposição
03:15caso haja um camor da população.
03:17Mas no momento não é essa a questão da proximidade da prefeitura,
03:19é a questão mesmo de dar continuidade aos nossos trabalhos aqui no Estado.
03:22E o senhor vai permanecer no PL porque o partido do senhor PL ainda não se decidiu
03:27o caminho rumo que ele vai tomar na disputa pelo governo de Minas.
03:30O irmão do senhor, senador Cleitinho, está no Republicanos,
03:34é o que desponta em todas as pesquisas com ampla vontade em relação aos outros concorrentes.
03:41Nessa definição aí, é possível que o senhor saia do PL e vá, por exemplo, para o Republicanos?
03:46Há possibilidade, caso não haja uma composição entre o PL e o Republicanos,
03:51que seria uma coisa contraditória, o meu irmão está disputando uma vaga para o governo
03:56de Minas, num partido que é o Republicanos, o PL não estaria apoiando.
04:00Mas eu ainda espero que tudo contribua para que o PL realmente possa estar aliado com o
04:07Cleitinho nas eleições desse ano.
04:09Até porque, se você me perguntar, Eduardo, você quer sair do PL?
04:12Eu não tenho pretensão nenhuma em sair do PL, porque é um partido que eu identifico
04:16muito com aquilo que a gente realmente traz como a filosofia e ideologia do nosso mandato.
04:21Falando sobre a articulação, deputado, seu irmão esteve aqui na semana passada e ele
04:24falou exatamente sobre isso, porque ele também está numa posição delicada, ele é cotado
04:28para ser vice do Simões, que é rival do seu irmão na disputa, mas ele disse também
04:32que não gostaria de trocar partido e ele é do novo.
04:35Como o senhor enxerga essa situação?
04:38Porque a gente tem três irmãos ali, um candidato a governador e palanques distintos.
04:43Sim, eu entendo que o Gleitson vai naturalmente, dentro desse processo agora da janela, acabar
04:49migrando para os republicanos.
04:50Então o senhor acredita numa mudança também de partido do seu irmão?
04:53Acredito, acredito.
04:54Para os republicanos ou para o PL?
04:55O Gleitson provavelmente vai para os republicanos, embora o PL também já fez convite para o
04:59Gleitson, mas eu creio que ele vai para os republicanos pela proximidade que ele tem
05:03com o Cleitinho, porque até para que ele possa ter mais visibilidade dentro do Estado,
05:08porque ele pretende vir como candidato a deputada federal e essa visibilidade fora de
05:13Divinópolis, o Cleitinho pode dar para ele e seria uma, digamos assim, uma dobradinha
05:17perfeita, ele estando no mesmo partido do Cleitinho.
05:19Então teremos os três irmãos no mesmo palanque, com certeza.
05:22Com certeza, isso aí a gente sempre falou, né?
05:24Eu espero que o PL possa realmente firmar essa parceria aí com o Cleitinho e a gente
05:30espera agora, correndo atrás do tempo, que o tempo é curto até o dia 3 de abril,
05:36que tudo isso possa estar definido.
05:37Falando sobre a candidatura do seu irmão, como que você enxerga esse momento para ele?
05:41Ele é líder nas pesquisas, aparece aí na frente, mas ainda tem um problema ali de
05:45articulação contra os apoios.
05:48É, eu acho que as coisas tendem, Ana, a migrar de forma naturalmente.
05:53Eu sempre defendi, todas as vezes que a gente esteve juntos, que a direita precisa ter uma
05:57candidatura única aqui dentro do Estado.
06:00É necessário que haja humildade, sabedoria e não pensar em projeto pessoal.
06:05A gente tem que pensar num projeto de Minas, num projeto para o Estado.
06:09Então, nada mais justo do que realmente a direita avaliar e mostrando os dados hoje,
06:16como saiu mais uma pesquisa hoje, recentemente, a mais nova, mostrando que o Cleitinho está
06:21com mais de 40%, se não estiver enganado, me corrija, 46% das intenções de voto.
06:27É mais que justo que a direita esteja alinhada com aquele nome que tem mais chances reais
06:32de ser eleito governador de Minas.
06:33O irmão do senhor apontou super bem nas pesquisas, a pesquisa publicada ontem pelo
06:38Jornal do Estado de Minas, inclusive, sugere a possibilidade até de, nessa atuada, ele
06:42ter uma vitória até no primeiro turno, é o que indica os números do momento.
06:45E mesmo assim, com esse destaque nas pesquisas, sempre pontuando, desde o começo dos levantamentos,
06:51eles sempre aparecem primeiro.
06:52O senhor acha que há um certo preconceito contra a candidatura do seu irmão por parte,
06:56por exemplo, do PSD, do Simões, do Novo, que não aceita essa composição e quer sugerir
07:03o nome do vice-governador?
07:05Olha, eu não digo preconceito, mas eu digo mais uma questão mesmo de projeto de continuidade
07:10do governo atual.
07:11Porque todos nós sabemos que o Zema agora vai descompatibilizar, porque ele pretende
07:15disputar as eleições presidenciais e com isso o Matheus Simões vai assumir o governo
07:20do Estado.
07:20Então, eu entendo que é um projeto do Novo e do PSD também e dar continuidade àquilo
07:25que está sendo feito durante o mandato do Zema.
07:27Só que aquilo que eu falei, a questão agora é humildade e reconhecer que nós precisamos
07:34estar unidos, porque a gente não pode permitir que um projeto pessoal interfira um projeto
07:39que é macro, que é um projeto estadual.
07:41Então, se há necessidade de nomes recuarem, é mais sábio do que isso que você disse agora.
07:46Agora, se realmente houver apenas um nome da direita, apenas um nome que venha disputar
07:51e tiver toda essa composição entre PR, entre republicanos, entre o Novo, há chance
07:56sim de a eleição ser ganha no primeiro turno.
07:59Mas tudo é conforme o tempo.
08:02Eu sempre digo, gente, ninguém tem que entrar de salto alto no gramado achando que já
08:05ganhou, de forma alguma.
08:06Eu sempre falo isso com os meus assessores, falo isso com a minha equipe.
08:09Quando começa a campanha eleitoral, eu tenho só o meu voto garantido.
08:12Eu tenho certeza que eu vou votar em mim.
08:14E os demais, se eu não trabalhar, se eu não mostrar plano de governo, se eu não
08:18mostrar por que eu quero estar ali, a população não vai confiar em mim o voto.
08:21Então, assim, muito indefinido, há chance de ganhar no primeiro turno, há chance, mas
08:26essa chance, ela só é real se houver uma candidatura única do lado direito.
08:30Eu digo preconceito, deputado, porque às vezes a gente ouve, assim, falas assim, ah,
08:34o senador Cleitinho não tem preparo para administrar o Estado.
08:38Inclusive, o vice-governador Matheus Simões esteve aqui com a gente no Estado de Minas e ele
08:41deu uma declaração deixando a entender que ele acreditava que não era o tempo do Cleitinho,
08:47nesse momento, de ser governador, por falta de preparo.
08:49Como o senhor enxerga isso?
08:50Eu sempre falo que a gente já está acostumado a lidar com isso.
08:55Nós passamos por essas mesmas críticas quando o meu irmão veio prefeito de Divinópolis em 2020.
09:02Divinópolis era governada pelo mesmo grupo político durante 30 anos.
09:06Só mudava quem estava na cadeira.
09:09E quando o Cleitinho colocou o nome dele como candidato a prefeito de Divinópolis,
09:13houveram muitas críticas.
09:15Ah, mas esses verdureiros, porque a gente vem de uma família simples,
09:18realmente nós somos verdureiros, a gente leva isso com muito orgulho,
09:22a gente não vai tirar essa nossa essência.
09:23Eles não estão preparados para poder administrar uma cidade de 250 mil habitantes.
09:27Mas o Cleitinho sempre defendeu a narrativa o seguinte,
09:30durante os seus posicionamentos políticos e durante os debates que haviam.
09:33Ele disse, basta ser honesto e não roubar e ter um secretariado técnico.
09:38E é aquilo que a gente sempre vai defender, a honestidade com o bônus do dinheiro público,
09:44representando os interesses da população, não os interesses de um projeto político,
09:47que é sempre o que o Cleitinho fez, e isso foi comprovado agora nas eleições de 2024.
09:51O Cleitinho foi reeleito com uma votação expressiva, histórica,
09:56passando em mais de 83 mil votos para a reeleição dele,
09:59mostrando que realmente o trabalho deu efeito em Divinópolis.
10:02Óbvio que nós estamos falando de dimensões completamente diferentes.
10:05Nós temos um Estado grande, um Estado que é muito promissor.
10:08Um Estado endividado, né, deputado?
10:10É o segundo maior colégio eleitoral.
10:11Um Estado que passa por um momento de uma crise financeira muito grande, muito desafiador.
10:15Então, o próximo governador, ele vai ter muitos desafios para poder cumprir,
10:19para poder conseguir administrar esse Estado.
10:21Mas eu entendo que se realmente o Cleitinho for o próximo governador,
10:26se isso se consolidar nas eleições de outubro,
10:28eu tenho certeza que o Cleitinho irá trazer um secretariado técnico e competente
10:32que terá condições de conduzir o nosso Estado.
10:35E a gente sabe muito bem, todo mundo sabe,
10:37que na grande maioria, ou em todos os casos,
10:40a parte do prefeito, a parte do governador e a parte do presidente vai fazer política.
10:44Quem faz a gestão é o secretário.
10:46Então, eu tenho certeza que nós teremos um secretariado técnico
10:48que terá competência suficiente para poder administrar o Estado.
10:51Os desafios são grandes, mas nós não podemos também cruzar os braços
10:54com os desafios que nós temos.
10:55Ainda sobre as críticas do seu irmão, ele também recebe uma crítica de parte do eleitorado de direita
10:59do fato dele apoiar pautas sociais, ser mais ligado a pautas que têm andato ali,
11:05ligação com o presidente Lula, a escala 6x1, o auxílio gás.
11:10Como que você enxerga isso?
11:11O Cleitinho sempre teve a narrativa de estar construindo a sua carreira política
11:16e estar representando o povo.
11:17Então, o Cleitinho sempre votou aquelas pautas que realmente são alinhadas
11:21com a questão popular mesmo.
11:23Isso é uma pauta que ele defende desde quando ele era vereador.
11:26Isso não vem agora.
11:27Isso é o jeito dele de fazer política.
11:29Ele foi assim quando ele foi vereador, foi assim quando ele foi deputado
11:33e está sendo assim enquanto senador.
11:36Ele não está simplesmente julgando para a galera.
11:38Ele está mostrando aqui o que realmente ele é na sua essência.
11:40Eu te fiz essa pergunta porque o senhor é colocado como o irmão mais conservador.
11:44Sim.
11:44E os seus dois irmãos ali defendendo pautas mais sociais e você mais pautas de costumes.
11:50Isso te incomoda?
11:51Não.
11:51Eu levo isso com muita naturalidade porque eu entendo que, embora nós sejamos irmãos,
11:57nós discordamos em certos pontos.
11:58E, realmente, esse fato de trazer para mim essa atribuição de mais,
12:01de defender mais as pautas da direita, de ser mais conservador,
12:04sempre vai ser pertinente do meu mandato porque é a minha essência.
12:07E eu preciso, eu digo assim, eu não tenho que incorporar um personagem durante a vida pública.
12:13Eu preciso passar para as pessoas aquilo que eu sou na essência.
12:15E a minha essência é assim muito antes de ser político.
12:18E o senhor é a favor da escala 6x1 e do Vale Gás?
12:20Eu sou a favor que utilize a mesma escala dos Estados Unidos por hora.
12:25Eu sou a favor dessa narrativa porque o negócio é o seguinte.
12:28Qual a escala?
12:29Quem quer trabalhar, ganhar por hora.
12:31Quem quer trabalhar pouco, ganha pouco.
12:33Quem quer trabalhar muito, trabalha muito e tem um resultado produtivo.
12:36Eu sou a favor dessa escala.
12:37E o Vale Gás?
12:38Eu não sou contra nenhum tipo de assistencialismo.
12:41De forma ao contrário.
12:42A gente sabe que o assistencialismo, ele é necessário quando a população realmente precisa.
12:47O que eu sou contra e sempre levantei para defender,
12:50são quando você usa o assistencialismo como massa de manobra para poder ganhar as eleições.
12:55Então, isso eu acho errado.
12:56Então, eu não sou contra o Vale Gás.
12:58Agora, a forma como o governo federal conduziu um voucher para a população,
13:02eu não concordei, eu me posicionei contra.
13:04Porque antigamente a pessoa recebia o recurso, tinha a liberdade de poder comprar o seu botijão de gás onde ela
13:10queria.
13:11Agora não.
13:11Agora ela fica mais amarrada e engessada a comprar empresas que são conveniadas com o governo.
13:16Então, eu não sou contra.
13:17Eu sou contra a forma como está sendo conduzido o programa.
13:21Deputado, o senhor é do PL, dentro do PL a gente tem o presidente do partido, Domingo Sávio,
13:26que vem trabalhando ali numa candidatura do Matheus Simões, que é contra o seu irmão.
13:30Como que fica essa articulação política?
13:32Qual é a sua relação com o Domingo Sávio?
13:33A relação com o Domingo Sávio é muito tranquila.
13:35Até na última sexta-feira estive conversando com ele há muito tempo no gabinete a respeito de projetos,
13:39tanto do Estado quanto também do Brasil, do Péreo a nível nacional.
13:45Olha, eu acho que isso, quando a gente vê uma proximidade do Domingo Sávio com o Matheus Simões,
13:51eu acho que é mais construção de narrativa, porque até então eu não pude presenciar
13:56ou chegar até mim um conceito de que o Domingo Sávio esteja trabalhando contra o Cretinho.
14:00Isso seria mentira.
14:02Isso não acontece, porque a conversa que nós tivemos, ele falou assim,
14:05Eduardo, eu não posso ainda, como presidente do partido, manifestar um apoio ao Cretinho.
14:11Por quê?
14:11Porque eu dependo completamente da composição da chapa para a presidência.
14:16Enquanto essa chapa não for definida e realmente nós não tivemos a definição
14:20de com quem o Flávio Bolsonaro vai querer andar aqui em Minas Gerais
14:24para que tenha um parâmetro político, se é o Cretinho ou se é o Matheus Simões,
14:28é mais nada do que justo o Domingo Sávio se manter ainda imparcial e esperar o posicionamento.
14:33Isso foi questionado na reunião que nós tivemos.
14:35Ele falou para mim, não sou contra o seu irmão, eu tenho certeza que ele não é,
14:38e ele está simplesmente esperando a posição nacional para que ele possa tomar o seu posicionamento aqui como Estado.
14:43O senhor acha que essa também é a mesma postura do deputado federal Nicolas Ferreira,
14:46que tem rodado em Minas Gerais várias agendas com o vice-governador?
14:51Eu creio que sim, sabe?
14:52Porque o Nicolas é um cara muito articulado, um cara que realmente tem mostrado serviço
14:57e ele está junto com o governador trazendo resultados para a população.
15:00Até o próprio Nicolas falou, a gente ainda está muito indefinido no cenário,
15:03nós não podemos nos posicionar.
15:05Nós dependemos dessa composição a nível nacional.
15:07Agora, há uma divisão dentro do PL, né?
15:09Eu acho que ela, nos bastidores e algumas declarações das entrevistas, né,
15:14que a Ana vem fazendo, que o jornal vem fazendo,
15:17há uma divisão dentro do PL em relação com quem o partido vai caminhar.
15:20Há um grupo que está defendendo o Simões e um grupo que está defendendo o Cleitinho.
15:25Como fica isso, essa discussão dentro do partido?
15:28Realmente, isso foram conversas que tiveram entre reuniões do próprio partido.
15:32É a do partido, até a última reunião que eu participei foi na primeira e segunda-feira de novembro do
15:36ano passado.
15:37Depois de lá, nós não tivemos mais.
15:39Eu creio que as próximas irão voltar agora.
15:41Quentes, hein?
15:42Quentes.
15:42Bem mais quentes do que as outras.
15:44Realmente, há sim, não digamos que há uma divisão,
15:46mas há uma divergência de apoio entre deputados do PEG dentro da própria base do partido.
15:52E eu posso aqui citar nomes que eles me autorizaram a falar,
15:54como o deputado Sargento Rodrigues já declarou abertamente em reunião que não apoiaria o Matheus Simões.
16:00Caporezo também, né, deputado?
16:01O deputado Caporezo também que já falou claramente que não apoiaria o Matheus Simões.
16:04Outro deputado também que falou claramente que não apoiaria o Matheus Simões, Cabo Júnior Marão.
16:08Então, realmente, houveram essas conversas,
16:10mas eu entendo que são divergências de apoio e não divisão dentro do partido.
16:14O senhor citou três parlamentares ligados às forças da segurança,
16:18que é uma categoria que tem muita divergência com o governo Zema.
16:22O vice-governador Simões disse que não existe a divergência,
16:25que ela é liderada pelos sindicatos,
16:27mas a gente sente aí nas manifestações que aconteceram,
16:30nos posicionamentos dos próprios parlamentares,
16:32desse problema com a segurança pública.
16:35O seu irmão, inclusive, já se posicionou,
16:37o senador, em defesa das pautas das polícias.
16:41Como é que o senhor vê esse pedra no sapato do vice-governador,
16:45que é a segurança pública?
16:46Sem dúvida alguma, não só do vice-governador, como da gestão Zema.
16:49Não digamos que é uma pedra no sapato.
16:51E, infelizmente, foi muito desgastado com a segurança pública,
16:56devido às questões das recomposições salariais
16:58que não foram dadas para a segurança pública.
17:01Então, eu entendo que o próximo governador,
17:02seja o cretinho, seja quem for,
17:04ele precisa olhar mais para a segurança pública.
17:06Eu falo isso porque eu vivencio isso também.
17:08O senhor está lá na Assembleia, né?
17:10Isso, eu estou lá na Assembleia.
17:10Eu sou membro da Comissão de Segurança Pública,
17:13membro efetivo.
17:14Então, a gente tem discutido muito isso.
17:16E, por várias vezes, nós, como parlamentares,
17:18temos tentado fazer com que essa recomposição realmente pudesse acontecer.
17:22Mas a gente sabe muito bem, a gente não pode julgar para a galera,
17:24a gente tem que ter uma posição madura, com bastante coesão,
17:28porque nós não somos ordenadores de despesas.
17:31Nós simplesmente autorizamos o Executivo a assim fazer.
17:34E, por três vezes, nós, como membros da Comissão de Segurança Pública,
17:38protocolamos junto aos reajustes dos demais servidores do Estado,
17:43quando foram pautados na Assembleia,
17:45a mesma recomposição fosse dada para a Segurança Pública.
17:48Infelizmente, nós não conseguimos isso,
17:49porque foi derrubado em plenário pelos deputados mais do centro.
17:53Mas a gente continua representando a Segurança Pública,
17:55continua trabalhando para que isso possa acontecer.
17:57E, assim, a gente teve, no último dia 16 de dezembro de 2024,
18:07foi onde nós tivemos uma reunião muito produtiva com o governo,
18:09onde todos os deputados do PR,
18:11tanto da bancada federal quanto da estadual,
18:13sentamos com o governador e estávamos preteando com ele
18:16duas pautas importantíssimas para a Segurança Pública.
18:18Na realidade, eram três.
18:19A recomposição salarial,
18:21o governador falou que não poderia bater o martelo
18:24e dar a recomposição salarial naquele momento,
18:25que o Estado não tinha condições de assindar.
18:28O bico legal, que a gente sabe que os policiais têm a dedicação exclusiva,
18:31e muitos deles hoje, principalmente os praças,
18:33que estão ali realmente no início da carreira,
18:35precisam, às vezes, fazer alguma outra coisa
18:38para poder sustentar a sua família,
18:39porque o salário não dá.
18:41E a dedicação exclusiva acaba que gera problemas administrativos
18:44e até mesmo a desoneração para eles.
18:46E a questão do vário-refeição.
18:50Dessas pautas, duas foram atendidas.
18:52O governador ficou de nos dar o retorno
18:54para respeito do bico legal,
18:55mas ainda não nos deu,
18:56e nós estamos cobrando para que isso aconteça.
18:58Mas o vário-refeição nós conseguimos através dessa construção,
19:01que começou no valor de R$50,
19:02e me parece que o reajuste agora passaria para R$75 de ir.
19:06Então, a gente vai continuar cobrando essa valorização do governo,
19:09que é onde eu acho que realmente houve esse desgaste,
19:11porque as Forças de Segurança Pública ficaram desassistidas
19:14durante essa gestão.
19:15E teve aquele episódio do aumento que foi concedido,
19:18negociado, aprovado,
19:19e posteriormente votado.
19:21Então, assim, acaba que gerou esse desgaste, entendeu?
19:24Antes de a gente passar para a pauta da Assembleia,
19:27o senhor citou o Caporezo, o Cabo Júnior,
19:30pessoas que são ali ligadas à área mais ideológica do PL.
19:33O senhor vê essa diferença entre uma área mais pragmática,
19:37dominada ali pelo Domingo Sávio,
19:38e uma área mais ideológica?
19:40Eu vejo que não é bem uma área dominada pelo Domingo Sávio.
19:44Eu vejo que existem deputados do PL que realmente são mais ideológicos,
19:49que defendem mais as pautas de direita do que outros deputados.
19:53Existem alguns deputados ali que são mais centro-direita,
19:56e em muitas votações, quando tiveram votações que realmente eram ideológicas,
20:00eles não se posicionaram como nós posicionamos juntos.
20:03O senhor acha que essa parte mais ideológica tende a apoiar o seu irmão
20:07e a área mais pragmática ali ao Simões?
20:11Sim, tende sim.
20:12Essa divisão é clara dentro do partido?
20:14Tende sim, tende sim.
20:15Essa área mais ideológica.
20:16O Cabo Júnior Amaral esteve com o Caporezo semana passada no caminho do Cretinho,
20:19já manifestando apoio para o governo.
20:21Então, a tendência é que essa área mais ideológica aproxime-se mais do Cretinho.
20:25Dentro da Assembleia, existe uma polarização muito grande.
20:29A gente tem deputados, tanto da direita e da esquerda, usando o plenário
20:33para falar de pautas, mas de costumes.
20:36Como o senhor enxerga isso?
20:37Hoje, não tem como você sair fora da polarização.
20:39A polarização começou a surgir no Brasil pós-2018,
20:42e realmente eu entendo, Ana, que, na minha opinião,
20:46neutro é só sabonete de bebê.
20:48O parlamentar tem que ter lado.
20:50Na minha opinião, é dessa forma.
20:52Porque nós, parlamentares, igual eu, deputado Eduardo Ezevedo,
20:56que são deputados de direita, como também os deputados de esquerda,
20:58nós estamos ali para representar a parcela da população
21:02que confiou em nós no nosso voto.
21:04Então, nada é mais justo do que eu mostrar para essa população o quê?
21:08O que a população mais espera de um deputado?
21:11Espera emendas parlamentares?
21:12Sim, espera emendas parlamentares.
21:14Espera projetos de lei?
21:15Espera projetos de lei.
21:17Mas a população espera do deputado representatividade.
21:20E eu fico muito feliz e muito grato quando a gente se mostra
21:26com nossos posicionamentos firmes, assim como nós sempre vamos ter,
21:30sempre usando o bom senso.
21:32Óbvio que eu sou contra todo e qualquer radicalismo,
21:34a gente tem que saber usar o bom senso.
21:35E quando um seguidor ou quando um eleitor
21:38vai lá e diz para você o seguinte em um comentário,
21:41ou até mesmo em particular, você me representa.
21:43Então, isso para mim é gratificante.
21:45É muito gostoso quando eu chego para um hospital,
21:47entrega uma emenda parlamentar que vai ampliar leitos,
21:51que vai atender as pessoas na saúde.
21:53É muito gratificante quando, através de uma emenda parlamentar,
21:55eu reestruturo salas de aulas.
21:57É muito gratificante quando, através de uma emenda parlamentar,
22:00eu consigo calçar ou asfaltar uma rua
22:02que, por décadas, aquela pessoa estava no barro durante a chuva,
22:06mas na poeira do anisol.
22:07Mas muito mais gratificante para mim é quando a pessoa chega e diz o seguinte,
22:11eu votei em você e você me representa.
22:12Nessa defesa dessas pautas mais de costumes,
22:15como o senhor enxerga a crítica sobre a esvaziação da pauta da Assembleia?
22:19Porque muita gente vem falando que o plenário da Assembleia
22:22acabou virando um bate-boca.
22:23Acaba ali um gritando com o outro, xingando o outro,
22:26tem empurra-purra, tem briga, tem até soco.
22:28Até que isso, por um tempo, agora está mais tranquilo.
22:31Quando tiveram pautas mais quentes, realmente houveram muitos desgastes,
22:35muitas... Eu entendo que é natural que isso aconteça,
22:38mas o respeito é primordial, certo?
22:40Eu sempre falo, Ana, a gente respeita o ser humano pela sua opinião.
22:44A gente não ataca as pessoas pessoalmente,
22:48a gente ataca pautas, a gente discute pautas.
22:52A pessoa tem que ser preservada.
22:53Então, essa questão de sair para o suco, sair para o tapa,
22:56eu não concordo com esse tipo de situação.
22:57Mas, realmente, houveram momentos mais acalorados,
22:59mas de um tempo para cá, depois da...
23:01Deu uma acalmada, né?
23:02Deu uma acalmada.
23:02Depois do... Acho que o último projeto mais acalorado que teve na Assembleia
23:06foi a questão da privatização da Copasa,
23:08que hoje, depois que passou esse projeto, está mais tranquilo.
23:10E eu entendo também, né?
23:11A gente sabe muito bem que, por ser ano eleitoral,
23:15eu até entendo que o governo vai evitar mandar algum projeto polêmico
23:19para a Assembleia esse ano.
23:20Eu penso dessa forma.
23:21Pode ser que eu esteja raro.
23:22A tendência é ficar mais calma, né?
23:23É ficar mais calmo.
23:24Mas ali também tem uma disputa de ideologia, obviamente.
23:27Sim.
23:28E o plenário acaba sendo um lugar para se defender ali
23:30as pautas de costumes.
23:32E aí rola o bate-boca, né?
23:33Rola.
23:34Não tem como não rolar, né?
23:35E essa pauta da Copasa foi, inclusive, por exemplo,
23:38uma das pautas que mobilizou, por exemplo,
23:40um político de direita, presidente da M&M,
23:45prefeito de Patos, Falcão,
23:48que foi contra a privatização da Copasa.
23:50Isso, acho que, inclusive, foi ali o começo
23:53de um ruído que gerou entre o Falcão e o vice-governador.
23:57E o Falcão vai ser mesmo, falando em Falcão,
24:00o Falcão vai ser mesmo vice-governador,
24:03candidato a vice-governador do seu irmão,
24:05o senador Cleitinho?
24:06Já tinha sido lançado o ano passado pelo seu irmão
24:09no evento em Divinópolis,
24:11mas foi lá em outubro, setembro.
24:14Era um flete.
24:15Mas parece que esse namoro está caminhando
24:17para ficar sério.
24:18Começou um namoro e parece que está caminhando
24:20para um noivado e, posteriormente, um casamento.
24:22Olha, tem vários nomes que realmente
24:25são nomes que vão agregar muito para o Cleitinho.
24:28Eu estava falando aqui nos bastidores com a Ana,
24:29o Flávio Rosca, da FIENG.
24:31Tem até já a conversa a respeito do nome do Vitório Mediore,
24:34ex-prefeito de Betim, que é um grande empresário.
24:37E temos o nome do Falcão.
24:38Eu hoje, é óbvio que isso depende muito
24:42de uma composição partidária,
24:44eu hoje, se eu pudesse defender,
24:46eu defenderia o nome do Falcão.
24:47É um cara que eu gosto dele,
24:48pela forma como ele faz um excelente trabalho.
24:50Foi reeleito prefeito de Patos de Minas
24:53com mais de 80% de votação.
24:55É um cara que hoje tem um bom relacionamento
24:56com os prefeitos, é presidente da M&M,
24:58e eu defenderia o nome do Falcão.
24:59Porém, isso não está muito indefinido ainda,
25:01nós vamos aguardar aí
25:03as cenas dos próximos capítulos
25:04para que essa definição possa ocorrer
25:06o mais rápido possível
25:07e o martelo possa ser batido nessa chapa.
25:09Porque aí seria uma chapa pura, né?
25:11É, seria uma chapa 100% republicana.
25:13Uma vontade até do próprio Falcão,
25:15que falou aqui também,
25:16que gostaria de ter uma chapa pura e tudo mais.
25:18O senhor acha que isso é uma vantagem?
25:21Olha, vantagem pode ser que sim
25:23na questão de você mostrar mais,
25:26digamos assim,
25:27mais alinhamento com os ideais de governo.
25:30E desvantagem na questão de você ter mais apoio
25:32dentro da chapa.
25:33Tempo de televisão, né?
25:33Tempo de televisão,
25:34porque para uma campanha macro,
25:35que é uma campanha de governo,
25:36você precisa ter essas composições.
25:38Então, tudo isso vai ser avaliado agora
25:40nesse mês de março,
25:41porque a gente, como eu disse,
25:42a gente está correndo contra o tempo.
25:43E se realmente houver essa chapa pura,
25:45que essa definição possa ser feita
25:47o mais rápido possível.
25:48O Falcão me parece, assim,
25:49nas entrevistas que eu vejo,
25:51que a gente já fez com ele,
25:52um político bem do estilo mineiro.
25:54Sim.
25:55Um político do diálogo,
25:57da conversa,
25:58de chama um, chama outro.
26:00O senhor acha que, por acaso,
26:01isso falta no governo Zema?
26:03O senhor como integrante da base?
26:05Não, eu creio que não.
26:06Eu creio que o governo Zema
26:07foi muito aberto também
26:10na questão da oposição.
26:13Sempre teve um bom funcionamento com a oposição.
26:15Por quê?
26:15Porque quando você observa,
26:17grande parte,
26:18ou a maioria,
26:19eu não sei se até te falo isso agora,
26:20que eu não tenho esse levantamento aqui em mãos,
26:22mas a maioria dos projetos
26:23que o governo precisou aprovar na Assembleia
26:25conseguiu a aprovação.
26:26Então, isso mostra que, realmente,
26:28nessa segunda gestão da reeleição do Zema,
26:30ele tem tido muito mais
26:31essa articulação política
26:32do que na primeira.
26:33E o vice-governador?
26:34Tem esse jeitinho mineiro da articulação?
26:38Ele é um cara mais técnico, né?
26:39Então, é um cara mais técnico,
26:40um cara que realmente conhece
26:41todos os problemas do Estado.
26:43E eu espero que ele,
26:45se realmente ele se viabilizar
26:46como candidato ao governo,
26:48ele possa ter essa articulação,
26:49porque ela é extremamente necessária
26:51para que haja composição política
26:53dentro da Assembleia.
26:54O senhor é deputado estadual,
26:55Matheus Simões assume agora
26:56o governo de Minas esse mês.
26:58Qual que é a sua avaliação sobre isso?
26:59Eu falei isso e vou voltar a falar.
27:01Desejo para ele sucesso.
27:02Eu sei que o desafio é grande.
27:04E aquilo que depender de mim
27:05dentro da Assembleia
27:06para que ele possa entregar resultado
27:08para o nosso Estado
27:09até o final do mandato dele,
27:10pode contar comigo,
27:12mas sempre trabalhando
27:13de forma muito independente, certo?
27:15Dá para separar, deputado?
27:16O quê?
27:16A questão da eleição
27:18que o seu irmão vai disputar,
27:20provavelmente ele contra o Matheus,
27:21e a relação de deputado estadual
27:23com o governador?
27:24Eu creio que sim.
27:25Da minha parte,
27:26eu não vejo problema
27:27nessa questão da separação.
27:28Se não houver problema
27:29na questão da separação
27:30do nosso próximo governador,
27:32que é o Matheus Simões,
27:33também não vejo problema nenhum,
27:34porque a gente tem que estar
27:37alinhado com o interesse.
27:38Qual que é o interesse?
27:39Deixar que Minas Gerais
27:40possa continuar tomando
27:42um dos maiores,
27:42que a gente sabe
27:43do nosso Estado,
27:44do potencial que ele tem,
27:45e eu creio que se a gente
27:46ficar preso a ego político
27:48e a diferença nesse momento,
27:49nós não vamos levar
27:50o Estado a lugar nenhum.
27:51O senhor tem boa relação
27:52com o Matheus Simões?
27:53Muito tranquilo,
27:53a minha reação com ele
27:54é muito tranquila,
27:55tanto com o Matheus Simões,
27:56tanto com o governador Zem,
27:57mas a nossa reação
27:57é muito tranquila.
27:59Recentemente,
27:59viralizou uma foto do senhor
28:01ao lado do secretário de governo,
28:02Marcelo Aro.
28:03Qual que é a sua relação com ele?
28:04Muito tranquila também.
28:05A gente sabe que o Marcelo Aro
28:06é um candidato,
28:07pré-candidato ao Senado,
28:08então é uma relação
28:09muito tranquila,
28:09eu gosto muito de lidar com ele,
28:11porque é um cara
28:13extremamente competente,
28:13e tudo aquilo que você precisa
28:15do Marcelo Aro
28:16no quesito de dar
28:19flexibilidade dentro do governo
28:20para que as pautas possam andar,
28:21ele consegue fazer
28:22com que as coisas...
28:23Eu te fiz essa pergunta
28:24do Marcelo Aro,
28:25porque hoje seu irmão
28:27anunciou que seu irmão
28:28poderia vir para o Senado.
28:30Isso pode atrapalhar
28:31a sua relação com o Marcelo Aro?
28:32E para além,
28:33o PL já tem um candidato
28:35ao Senado,
28:36que é o Domingos Sábio.
28:37O senhor provavelmente
28:38vai apoiar seu irmão.
28:39Como que fica essa articulação?
28:40Olha, eu acho que
28:42essa articulação
28:42está muito prematura ainda.
28:44Eu, como o irmão mais velho,
28:47eu já conversei muito isso
28:48com os meus irmãos,
28:49e eu entendo que
28:50o que o Cleitinho disse
28:52é que poderá.
28:54Não é certo.
28:54Não é 100% certeza.
28:56O senhor acha melhor
28:57ele ir para Brasília?
28:59Para Câmara?
28:59Eu acho mais prudente,
29:01mais sábio,
29:01no momento que o Greitinho
29:02realmente venha
29:03a pletear a Câmara
29:04dos Deputados,
29:05não é o momento agora
29:07para que ele possa
29:07vir para o Senado.
29:08Não que ele não esteja preparado.
29:09O Greitinho é uma pessoa
29:09muito competente,
29:10muito dedicada.
29:11Mas isso eu conversei
29:12com ele já em uma fase
29:13que o momento dele agora
29:14é vir para a Câmara
29:15e depois,
29:16mais para a frente,
29:17dar passos maiores.
29:18Até porque essa vaga
29:20do Senado
29:21é uma vaga disputada
29:22e importante
29:22em uma composição
29:23com aliados.
29:25Ela faz toda a diferença
29:26da formação de uma chapa
29:27para o executivo.
29:29É uma eleição majoritária,
29:30não é proporcional,
29:31então precisa ter um alinhamento
29:32com o candidato do governo.
29:34Mas eu acredito
29:34que essa composição
29:35seria também
29:36para não atrapalhar
29:37o plano
29:38que o seu irmão
29:38vem construindo no Senado.
29:39Não seria melhor
29:40ele ter um sucessor
29:41ali dentro?
29:42Não,
29:42não é que não segue...
29:43Caso ele seja eleito
29:44governador?
29:45Isso,
29:45há uma possibilidade,
29:47mas a gente tem que
29:48dar um passo de cada vez.
29:49Na minha opinião,
29:52digamos que em um projeto
29:53mais seguro,
29:56seria mais viável
29:56que ele viesse
29:57na realidade agora
29:58para a Câmara.
29:59Até porque
30:00eu vejo o Gleice
30:01com um perfil
30:02muito mais de Câmara
30:03do que de Senado.
30:04O Gleice é uma pessoa
30:04muito mais...
30:05Ele é mais combativo, né?
30:06Isso,
30:06mais aguerrida,
30:07mais combatido,
30:08mais combativo,
30:08eu vejo ele mais
30:09com esse perfil.
30:10O senhor já ouviu falar
30:11do termo clã Azevedo?
30:12Demais.
30:13A gente já...
30:13Isso, isso é sempre.
30:16Super tranquilo com isso.
30:17Como que é ter essa família
30:19agora, com tanto destaque
30:20em Minas Gerais,
30:21é um grupo muito assediado
30:23ali por vários partidos,
30:24tem uma influência grande
30:26e, como o senhor já falou
30:28anteriormente aqui
30:28na entrevista,
30:30veio de uma origem
30:30muito humilde.
30:31Sim.
30:32Mantemos a nossa origem.
30:34Eu acho que aquilo
30:35que é a essência
30:37das pessoas,
30:38ela não pode ser mudada
30:39independente do local
30:40que você venha a chegar
30:42ou do local
30:42que você venha a ocupar.
30:44Eu entendo, Ana,
30:45que a humildade
30:47ela é pré-requisito
30:49para tudo.
30:50E eu falo agora
30:51não como político,
30:52mas eu falo agora
30:53como homem cristão,
30:54como homem de Deus.
30:55E da forma também
30:56como eu e meus irmãos
30:57enxergam.
30:58Se você for analisar,
31:01até para aquelas pessoas
31:03que não creem
31:04no cristianismo,
31:05Jesus foi o homem
31:06que marcou a história
31:07da humanidade.
31:08E até para os historiadores
31:10que realmente não acreditam
31:11em Cristo,
31:11eles têm que datar
31:12a história como antes
31:13e depois de Cristo.
31:13Então, se um homem
31:15que realmente
31:15que marcou a história
31:16da humanidade,
31:17que passou por aqui
31:18não tinha nem onde
31:19reclinar a cabeça,
31:21mostra que durante
31:22todo o seu tempo
31:23ali de ministério,
31:24durante os seus 33 anos,
31:2680% do seu ministério
31:27ele passou servindo
31:29as pessoas
31:29e os outros 20%
31:31pregando o evangelho.
31:32Então, quando as pessoas
31:33falam,
31:34ah, por que a sua família
31:35tem esse destaque
31:36na política?
31:37Eu acho que é pelo jeito
31:38de ser,
31:39pelo jeito de servir,
31:41pelo jeito de estar presente.
31:42A política é isso.
31:44A política,
31:45eu sempre falo
31:45que é uma ferramenta
31:47que a gente tem
31:47nas nossas mãos
31:48para poder transformar
31:49a vida,
31:50para poder transformar
31:51pessoas.
31:51E quando você não
31:52perde a sua essência,
31:53você não deixa o poder
31:54subir na sua cabeça,
31:55você não vira estrelinha,
31:56você não deixa o ego
31:57ocupar o espaço
31:58do seu coração,
31:59você entende ali,
32:00que você está ali,
32:01que eu não sou deputado,
32:04eu estou deputado.
32:05Isso um dia vai passar.
32:07Então, enquanto eu tiver
32:08essa oportunidade
32:09de estar ali,
32:09enquanto o Grito
32:10tiver a oportunidade
32:10de ser prefeito,
32:11daqui para frente
32:12deputado federal,
32:12o senador,
32:13será o que Deus
32:14reserva para o futuro dele,
32:15o Crutinho como governador
32:16ou continuar como senador,
32:18a gente tem que manter
32:18essa essência,
32:19de ser simples,
32:20humilde e servir
32:21à população.
32:22Isso é que mantém
32:23a família Azevedo
32:25em tanta evidência.
32:26E por isso que a gente
32:27quer continuar esse trabalho,
32:28porque o dia
32:28que a gente deixar
32:29de ser político,
32:30o dia que eu sair
32:30da vida pública,
32:31eu quero que as pessoas
32:32lembrem de mim,
32:34não como uma pessoa
32:35que roubou,
32:35uma pessoa que desviou dinheiro,
32:37que isso é o,
32:38infelizmente,
32:38a identidade
32:38da maioria dos políticos.
32:39Eu quero que as pessoas
32:40lembrem de mim,
32:41que isso nunca vai acontecer
32:41na minha vida,
32:42tá, gente?
32:42Eu quero que as pessoas
32:43lembrem de mim
32:44como uma pessoa
32:45que fez a diferença
32:47para as pessoas.
32:48Isso que é o mais importante.
32:49E deputado,
32:50e a família
32:50conversa de política
32:51quando o dia inteiro,
32:53no almoço de domingo,
32:54quando quer discutir
32:56estratégia eleitoral,
32:57faz uma reunião,
32:58vai na casa de quem?
32:59Vai na casa do Cretinho.
33:01Essa dinâmica.
33:01Vai na casa do Cretinho.
33:02Só para você ter noção,
33:03quando nós começamos a,
33:05eu devia ter foto disso,
33:06eu não sei se eu tenho mais,
33:07depois eu vou procurar
33:07minha assessoria
33:08para poder saber se eu tenho.
33:09Quando nós começamos
33:11as reuniões políticas,
33:12sabe onde que elas aconteciam?
33:13Quando o Grês
33:13estava vindo,
33:14o prefeito,
33:15no fundo de um lote vago
33:17que tinha no varejão.
33:19O varejão está aqui
33:20e no fundo tinha um lote vago
33:21que a gente alugava
33:22do proprietário
33:22para poder colocar
33:23as caixas vazias
33:24para depois ir apreciadas.
33:26E a gente não tinha estrutura
33:27para poder fazer reunião.
33:28A gente sentava
33:28com os caixotes de plástico ali,
33:30fazia um círculo
33:31e ali começavam as reuniões.
33:32E as reuniões hoje acontecem
33:33até dentro do varejão,
33:34se precisar,
33:35na casa da minha mãe,
33:36na casa de um,
33:36na casa do outro,
33:37mas não tem como deixar de reunir.
33:38Até para o telefone mesmo,
33:39para o vídeo,
33:40às vezes não está mais distante
33:40que o outro,
33:41a agenda não bate,
33:42mas não tem como não deixar de falar
33:43e não tem como não deixar de reunir.
33:45Deputado,
33:45a família também é conhecida
33:46por fazer a política
33:47de uma maneira diferente,
33:48uma ocupação da rede social
33:50de maneira diferente,
33:51mais informal
33:53do que a maioria dos políticos fazem.
33:55Então, por exemplo,
33:55a gente vê vídeo
33:56do seu irmão prefeito dançando.
33:59Subindo no palanque lá para cantar.
34:02O senador cantando o pagode.
34:04Isso.
34:04E é uma coisa assim
34:05que foge um pouco do padrão,
34:08principalmente da política mineira,
34:09que é uma política,
34:10às vezes,
34:11mais conservadora.
34:12Tradicional.
34:13Mais cercada pelas montanhas.
34:15Como que é isso?
34:16É uma estratégia ou é natural?
34:17É natural.
34:18Os meus irmãos,
34:19muito antes deles virem
34:21para a vida pública,
34:22eles tinham um grupo de pagode
34:25que chamava BDS,
34:26bruxos do samba.
34:27Então, o fato deles dançarem,
34:29deles cantarem,
34:30deles fazerem isso...
34:31O senhor não participava
34:31desse palote?
34:32Não, porque eu não sou muito forte
34:34em dançar e cantar, não.
34:36Não está com medo,
34:37revelou isso.
34:38Eu sou mais na parte da oratória.
34:39Porque se eu for cantar,
34:41eu vou espandar.
34:42Se eu for dançar...
34:43Não, uma vez eu fui tentar
34:44dançar com o prefeito,
34:45saiu um desastre.
34:46Eu falei, não,
34:46não deixou dançar.
34:47Não vai ter Eduardo
34:48dançando no qualante.
34:49Não, não me dou conta.
34:50Eu sou mais duro,
34:51é que é jeitão.
34:52Mas cada um com o seu perfil.
34:54Mas isso é natural.
34:55Isso não é nada forçado.
34:56No entanto,
34:56você vê que é natural,
34:57porque quando as coisas
34:58são forçadas,
34:59elas não tendem a viralizar.
35:01Quando é natural,
35:02as coisas tendem a ser entregues
35:04e chegarem para a população.
35:04Então, isso é o que estão vendo.
35:06Tanto do Eduardo,
35:07quanto do Cretinho,
35:08quanto do Luiz,
35:08é naturalidade.
35:09E esse grupo de pagode?
35:10Parou?
35:11Parou.
35:11Mas o Cretinho, até hoje,
35:12continua cantando, viu?
35:13Ele gosta de cantar.
35:15Ele gosta de cantar.
35:17O grupo de pagode pagou
35:17de algum tempo,
35:18mas o Cretinho continua cantando.
35:20Essa questão das redes sociais
35:21é muito importante,
35:21porque a gente sabe
35:22que é um fato decisivo
35:24para a eleição.
35:24A gente tem aí
35:25o fenômeno aqui em Minas Gerais,
35:27como o Nicolás Ferreira,
35:28e também a atuação
35:30do próprio ex-presidente
35:31Jair Bolsonaro
35:32nas redes.
35:33Como o senhor enxerga isso?
35:34É uma vantagem
35:35ter tantos seguidores?
35:36É diferente
35:37fazer política dessa forma?
35:39Eu acho extremamente importante.
35:41Eu não posso
35:44menosprezar o trabalho
35:45das redes sociais.
35:47Eu acho que não só eu,
35:48como os meus irmãos também,
35:49porque nós somos eleitos
35:50pelas redes sociais.
35:52Grande parte do alcance
35:53que a gente tem
35:54se dá pela rede social,
35:55porque a forma como
35:57nós adotamos fazer política
35:58é não utilizar o fundo eleitoral.
36:00Desde quando nós disputamos
36:01todas as campanhas,
36:02nós não utilizamos.
36:03Isso nos deixa
36:03em certa desvantagem,
36:05porque a gente não consegue
36:05ter a mesma quantidade
36:06de material impresso,
36:08de estrutura de campanha
36:10que os outros candidatos têm.
36:11Então, a forma que a gente faz
36:12para poder potencializar
36:14o nome e conseguir chegar
36:15nos 45 dias,
36:17que é uma corrida,
36:18porque 45 dias
36:18a gente acha que é muito,
36:19mas não é,
36:20é muito rápido,
36:21é muito dinâmico
36:22que o nosso nome
36:24chegue até a população
36:26é a rede social.
36:27Então, eu entendo
36:27que a rede social
36:29se tornou uma ferramenta
36:31de conexão
36:32entre o político
36:33e a população.
36:33Ela se torna
36:34extremamente importante.
36:36Óbvio que eu sempre falo,
36:37a gente tem que ter
36:38maturidade também,
36:39saber filtrar tudo aquilo
36:40que chega para a gente,
36:41porque muitas coisas
36:42que chegam
36:42são informações
36:43que não são verídicas.
36:44Mas a rede social
36:45potencializa muito
36:46o nosso trabalho
36:47e não só o nosso trabalho,
36:48o trabalho de todas
36:48as pessoas hoje
36:49consegue potencializar o trabalho.
36:51Ela quebra fronteiras
36:52e barreiras
36:53que às vezes a gente
36:53não conseguia quebrar
36:54da forma física.
36:56Quando a gente fala
36:57de Divinópolis,
36:57ali na Assembleia,
36:58a gente tem dois nomes
36:59que são muito grandes,
37:00que é do senhor
37:01e também da deputada
37:02estadual Lohana.
37:03O senhor disputa muito
37:05com a Lohana
37:05também esse espaço
37:06nas redes sociais.
37:07Como que é a sua relação
37:08com ela?
37:08Muito tranquila.
37:09A gente sempre
37:10teve muitos embates,
37:12desde a época
37:12que eu fui vereador,
37:13a gente não pode negar isso,
37:15mas sempre da forma
37:16respeitosa,
37:17a gente sempre discutiu
37:17pautas,
37:18porque a gente discorda,
37:19a gente toma muitas pautas.
37:21Mas hoje a minha relação
37:22com a Lohana
37:23dentro da Assembleia
37:23é muito tranquila,
37:24é uma relação
37:24muito independente,
37:25respeito o trabalho dela
37:26e ela respeita o meu trabalho.
37:27Então, assim,
37:28desejo sorte para ela
37:29na carreira dela,
37:30sucesso,
37:30e que ela possa
37:32alcançar os caminhos
37:32que ela pretende alcançar.
37:33A Lohana será candidata
37:34à Câmara Federal
37:36e o seu irmão também.
37:37Como que o senhor acha
37:38que vai ser essa disputa?
37:39Eu acho que não vai ter disputa.
37:41Eu entendo que...
37:41Causas muito diferentes, né?
37:42Isso.
37:43Eu entendo que Divinópolis
37:44hoje entende muito bem
37:45o posicionamento da Lohana
37:47e o posicionamento do Gleitson.
37:48São votos distintos.
37:50Eu entendo que aquela pessoa
37:51que vota na Lohana
37:53não vota no Gleitson,
37:54vice-versa.
37:54Aquela pessoa que vota no Gleitson
37:55não vota na Lohana.
37:56Então, eu entendo que
37:57ali dentro do espaço de Divinópolis
37:59e não só de Divinópolis,
38:00mas do Estado inteiro,
38:01vindo naquela questão
38:02da representatividade
38:04que nós havíamos falado antes,
38:05que o eleitor,
38:06quando ele vai votar
38:07no deputado,
38:08ele analisa muito
38:09a questão da representatividade.
38:11Vindo desse ponto
38:12da representatividade,
38:13eu entendo que eles
38:14não atrapalham a outros
38:15que tem para que os dois
38:16possam concluir.
38:16A gente falou da Lohana,
38:18também tem a Gleitson Andrade,
38:19Domingo Sávio,
38:20muitos nomes que saíram
38:21ali da sua cidade.
38:22Por que isso acontece?
38:23Divinópolis virou
38:24um polo político.
38:25É, Divinópolis está
38:26despontando muitos políticos.
38:27Eu disse assim,
38:28eu não sei,
38:29pode ser que eu esteja enganado,
38:30mas vai ser pela primeira vez
38:31na história de uma cidade
38:32do interior
38:32que tem a oportunidade
38:33de ter dois senadores.
38:34O Cleitinho e depois
38:35o Domingo Sávio também,
38:37que hoje ele é o nome
38:37que mais se desponta
38:38dentro da direita.
38:39Então, assim,
38:39Divinópolis realmente
38:40tem virado um celeiro
38:42de políticos.
38:43O Flávio Bebedo
38:43tem a ver com isso?
38:44Eu creio que sim,
38:45porque até a gente ouve
38:46falar de políticos antigos
38:48lá da cidade
38:49que falam assim,
38:51olha, esses meninos aí
38:52realmente,
38:53as falas desse termo,
38:53às vezes,
38:54sempre estão falando,
38:54nunca falam esses porifes,
38:56esses meninos,
38:56e eles conseguiram
38:57virar a chave da cidade,
38:58ou seja,
38:58eles conseguiram
39:00acertar o ponto certo
39:01administrativo,
39:02que hoje,
39:02antigamente,
39:03Divinópolis era julgado
39:04as traças,
39:04as pessoas,
39:05até o Divinópolis,
39:06às vezes,
39:06tinha até receita,
39:07eu sou de Divinópolis,
39:08hoje não.
39:09Hoje,
39:09esse senso de mostrar
39:11para a população
39:12da região centro-oeste
39:13que Divinópolis
39:13é uma cidade de marco,
39:14uma cidade importante,
39:16ela voltou para a população.
39:17Então, você vê
39:18que a população de Divinópolis
39:19fala no orgulho,
39:20eu sou de Divinópolis,
39:20a cidade do Cleitim.
39:22Então, Divinópolis
39:22tem se tornado referência
39:24nesse ponto.
39:24E tem mais algum
39:25azevedo que pode vir
39:26para a política?
39:27É o irmão mais novo,
39:28que no momento agora
39:29está cuidando da saúde,
39:31que infelizmente
39:31está com problema
39:32de leucemia,
39:33a gente espera
39:34que tudo ocorra bem
39:35agora dentro desse quadro,
39:37mas no momento
39:37ele não tem pretensão
39:38política nenhuma não,
39:39que a gente precisa
39:39cuidar da saúde dele.
39:40E está bem seu irmão?
39:41Está se recuperando?
39:42Está, está bem,
39:43está indo bem.
39:44Terminou a primeira etapa
39:45agora do tratamento,
39:46vai passar para a segunda,
39:47depois no final
39:48da terceira etapa
39:49vai novamente fazer o transplante,
39:50Deus tem sido bem
39:52o tratamento.
39:53Deputado, o senhor é do PL,
39:54mesmo partido do ex-presidente
39:55Jair Bolsonaro,
39:56que agora está preso
39:57na Papudinho.
39:58Como o senhor viu a prisão?
39:59Qual que é a sua avaliação
40:01dessas últimas ações?
40:02Eu entendo que foi
40:03uma prisão política,
40:04não houve condenação nenhuma
40:05na questão de que pudesse
40:07realmente mostrar
40:08que o Bolsonaro
40:08teve algum crime
40:09que pudesse condenar.
40:10A gente está trabalhando muito,
40:12infelizmente eu não consigo
40:13trabalhar nessa pauta,
40:14porque é uma pauta federal,
40:15eu trabalho como institucional,
40:16mas a gente tem cobrado
40:16muitos deputados do PL.
40:18A questão aí da dosimetria
40:19para que a justiça
40:20possa ser feita,
40:21não só com o ex-presidente
40:22Jair Bolsonaro,
40:23mas também com aquelas pessoas
40:24que foram condenadas
40:25de forma injusta
40:26no 8 de janeiro.
40:27A gente vê ali
40:28o caso da Débora,
40:30poxa, mulher,
40:31foi condenada
40:31a 14 anos de prisão
40:32porque pintou ali
40:33com a estátua,
40:34perdeu uma ané de batom.
40:35Gente, isso é incoerente.
40:36Não que eu estou dizendo
40:37que um dano
40:39ao patrimônio público
40:39não tem que ser penalizado.
40:41Sim, mas com penas
40:42que sejam realmente
40:42que correspondam
40:44aquilo da expectativa.
40:45Então a gente vê
40:46que houve sim
40:47abusos nessas condenações.
40:48A gente espera
40:49que essas distorções
40:50possam ser corrigidas.
40:52O senhor pretende
40:53visitar Bolsonaro?
40:53Porque a gente tem ali
40:55alguma parte
40:56de deputados
40:57da Assembleia Legislativa
40:58que são muito próximos
40:59do ex-presidente.
41:00O senhor não é tão próximo,
41:02mas sempre também
41:03está ali defendendo,
41:04falando sobre.
41:05O senhor pretende
41:06entrar nessa lista?
41:07Pretendo.
41:08Eu já até conversei
41:08isso com o Domingos Sávio
41:09na última sexta-feira.
41:10Tem uma hierarquia,
41:12porque depende
41:13da liberação do STF,
41:14a naturalidade
41:15é que nessa composição agora...
41:17Tem um desejo ali
41:17do próprio presidente
41:18também, a mão, né?
41:19Isso.
41:20As próximas eleições,
41:21ele quer ver
41:21aquelas pessoas
41:22que são mais próximas dele
41:23e também os deputados
41:25federais que vão fazer
41:26a diferença na composição
41:27agora para o apoio
41:28ao Flau Bolsonaro.
41:29Mas se tiver um portal,
41:30eu já até comentei
41:30isso com o Domingos Sávio,
41:31que é sempre o presidente
41:32do PEC,
41:32que tem levado essa demanda,
41:33que eu queria muito
41:33ter essa oportunidade
41:34de poder visitar.
41:35Qual que vai ser
41:36o seu posicionamento
41:37dentro da campanha
41:38do Cleitinho?
41:39Poderá fazer
41:39esse intermédio?
41:41Intermédio em qual sentido?
41:42Com o Bolsonaro?
41:43Creio que sim,
41:44com certeza.
41:45Eu espero que essa união
41:47e essa, digamos assim,
41:50do Cleitinho junto
41:51com o Bolsonaro
41:52ou vice-versa
41:52com o Flau Bolsonaro,
41:53que até mesmo o Cleitinho
41:54já manifestou a apoio
41:55para o Flau Bolsonaro,
41:56ela vai ocorrer,
41:57o que depender da gente
41:57para que isso aconteça.
41:58A gente vai trabalhar
41:59para que isso seja
41:59uma realidade dentro do Estado.
42:01E o senhor acha
42:01que o ex-presidente Jair Bolsonaro
42:04tenderia mais a apoiar
42:05o Cleitinho do que o Simões?
42:07Qual a avaliação do senhor?
42:08Eu acho que sim.
42:09Até porque,
42:10pela questão de popularidade
42:12do Cleitinho, né?
42:14Simões é o que nós
42:15falamos anteriormente.
42:16É um cara que realmente
42:16conhece todos os problemas
42:17de Minas,
42:18é procurador da Assembleia,
42:20tem uma vasta bagagem,
42:21mas o Simões não tem
42:23essa capitalidade política
42:25que o Cleitinho tem.
42:26Então, assim,
42:26eu creio que se o Bolsonaro
42:27realmente for opinar
42:29nessa questão,
42:30que ele deva opinar,
42:31eu entendo que ele veja
42:32como que o Cleitinho
42:32é uma pessoa que dá
42:33mais abertura
42:34para o Flau Bolsonaro
42:35e dê mais parte político
42:37aqui no Estado.
42:37O senhor concorda
42:38com a anotação
42:38do Flávio Bolsonaro
42:39de que o Simões
42:40puxa a candidatura dele
42:41para baixo?
42:42Na questão de puxar para baixo,
42:44eu acho na questão
42:44de visibilidade,
42:45não na questão de técnica.
42:46Eu acho que o Simões,
42:47ele não tem a mesma visibilidade
42:49que o Cleitinho teria.
42:50Então, nesse caso,
42:50poderia que se realmente
42:51a anotação do Flávio Bolsonaro
42:52estaria correta.
42:54Deputado,
42:54a gente está chegando
42:55no final,
42:55mas antes a gente tem
42:56que falar também
42:57do seu mandato
42:57na Assembleia.
42:58O senhor está indo
42:59para a reeleição,
43:00o que falta ainda?
43:01O que falta, Ana?
43:03Falta eu levar
43:04infraestrutura
43:05para o interior de Minas,
43:06para as cidades
43:06que eu tenho visitado.
43:07Igual ontem,
43:08eu visitei quatro cidades,
43:10ontem eu estive
43:10em Itapcirica,
43:12entre Rios de Minas,
43:13Congonhas,
43:14finalizamos a agenda
43:14aqui em Belo Horizonte.
43:16Falta levar infraestrutura
43:17para muitas cidades
43:18do interior,
43:19falta levar saúde,
43:21muitas UBSs
43:22precisam ser construídas ainda,
43:23porque a gente entende
43:24que uma das principais
43:26vertentes para você
43:28desafogar as UPAs,
43:29os hospitais,
43:30é investir na atenção primária.
43:32A gente tem investido
43:32muito no nosso mandato
43:34nisso,
43:34então falta fazer
43:35muitas UBSs
43:36para levar dignidade
43:37para a população,
43:38falta muita escola
43:39para poder ser construída,
43:40para poder ser reestruturada,
43:42falta muito emprego
43:43para ser gerado
43:44aqui no nosso estado,
43:45a gente precisa trabalhar
43:46para que isso aconteça,
43:47então a gente pretende
43:48trabalhar nesses viés
43:49aqui para os próximos
43:49quatro anos.
43:50Caso seu irmão
43:51seja eleito
43:51governador de Minas Gerais
43:52e o senhor mantenha
43:54o mandato na Assembleia,
43:55como que vai ser
43:56essa relação?
43:57Ainda a gente não sabe
43:58como que vai ser
43:59na questão de governabilidade,
44:02digamos assim,
44:02Podemos ser o líder?
44:03Isso,
44:04o pessoal tem perguntado
44:05se poderia ser
44:05um líder de governo?
44:06Não sei,
44:07o futuro pertence a Deus.
44:08Seria uma honra
44:09para mim ser um líder,
44:11mas eu entendo que
44:12uma pessoa
44:13para ser um líder
44:14de governo hoje,
44:15não que eu não tenha
44:15capacidade para isso,
44:16a gente tem capacidade,
44:17tem que ser uma pessoa
44:18menos polarizada
44:19para poder ter
44:20um bom relacionamento
44:20com a posição.
44:21Eu acho que o meu nome
44:22para a composição de líder
44:23não seria um nome
44:24muito bem visto
44:25por parlamentares
44:26que discordam
44:26de pautas ideológicas
44:27como eu.
44:28Deveria ser uma pessoa
44:28mais centrada,
44:29uma pessoa mais de centro
44:30nesse quesito,
44:31mas nada nos impede
44:32de trabalhar muito
44:34e ainda falei isso
44:36ainda com os meus assessores
44:37quando eu estava
44:38em Pagá,
44:38realmente agora
44:39se o cretinho vier
44:40para o governo,
44:41a gente precisa trabalhar
44:42mais ainda pelo Estado
44:43porque isso vai ser exigido
44:45mais do nosso mandato.
44:46Então,
44:46a gente pretende trabalhar
44:47muito junto com ele
44:48para que aquilo
44:50que realmente
44:50a população espera
44:51possa ter as suas
44:52expectativas atendidas.
44:54o senhor acha
44:54que a cobrança
44:55obviamente vai aumentar?
44:56Muito.
44:56Eu já passei por isso.
44:58Eu fui vereador
44:59enquanto minha irmã
44:59era prefeito
45:00na Câmara Municipal.
45:00E deve sofrer até hoje
45:01como deputado
45:02cobrança em relação
45:02à administração municipal.
45:05Muito, muito, muito, muito.
45:06Isso é muito natural
45:07de acontecer.
45:08Na época,
45:08eu era vereador
45:08na Câmara Municipal
45:09e o meu gabinete
45:09era o mais procurado
45:10porque tem dificuldade.
45:11Chega irmão do prefeito
45:12e vai resolver as coisas
45:13mais rápido.
45:13Vai ser mais rápido,
45:14vai ser mais químico.
45:15Mas a gente sempre
45:16na ética,
45:18eu nunca usei
45:19de um atributo
45:20ser irmão do prefeito
45:21na época
45:21para poder passar
45:22as minhas demandas
45:23na frente.
45:23Eu sempre respeitei
45:24os demais exercícios
45:24vereadores,
45:25sabendo que o prefeito
45:26tinha que atender a todos.
45:27Mas é natural
45:28que a população
45:29entenda que isso
45:29possa acontecer.
45:30E o irmão do governador
45:31aí a tendência é maior.
45:33A tendência é que as nossas
45:33demandas aumentem ainda mais.
45:35E assim,
45:36a gente não reclama disso,
45:37não.
45:37A gente está aqui
45:38para isso,
45:39é para trabalhar,
45:39para trazer resultados.
45:40Se tiver que trabalhar
45:41muito, a gente trabalha.
45:41Se tiver que trabalhar
45:42pouco, a gente trabalha.
45:42Mas trabalhar pouco
45:43está difícil de trabalhar
45:43ultimamente.
45:44A gente trabalha muito.
45:45Esse é um ano
45:46de fato de muito trabalho.
45:48Muito.
45:48Deputado,
45:49muito obrigada
45:50pela sua presença
45:50aqui no Estado de Minas.
45:51A gente agradece muito.
45:52Foi um prazer falar com o senhor.
45:54Obrigado pela oportunidade,
45:56Ana.
45:56Obrigado, Alessandra.
45:57Muito obrigada, deputado.
45:58Continuo com o trabalho
45:58de vocês.
45:59Levando a informação
46:00para a população,
46:01que isso é extremamente importante,
46:03mostrando o que realmente
46:04acontece por trás
46:05dos bastidores políticos
46:06e dando transparência
46:07e que faz parte
46:08dos princípios
46:09da administração pública
46:10ao nosso trabalho,
46:11que é prestar conta
46:11para o povo
46:12que espera muito da gente.
46:13O senhor é muito bem-vindo.
46:14Volte sempre.
46:15Obrigada.
46:15Alê, muito obrigada.
46:16Obrigada pelo convite, Ana.
46:18Gente, para assistir
46:19esse e outros destaques
46:20é m.com.br.
46:22Tchau, tchau.
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