00:00Ministro, o governo definiu essa como uma das suas pautas prioritárias para esse ano.
00:06Num primeiro momento, o Ministério do Trabalho e Emprego, ao qual o senhor está à frente,
00:11tinha defendido que esse assunto deveria ficar no âmbito da negociação entre trabalhadores e empresas.
00:17O que levou o senhor a mudar de ideia com relação a esse assunto?
00:21Não tem mudança de ideia. O que eu sempre digo, vou afirmar outra vez, é o seguinte.
00:25A jornada máxima do Brasil, acho que essa é a prioridade do debate.
00:31Ganhou a opinião pública uma palavra de ordem, 6x1, 26x1.
00:38Mas, para acabar com a 6x1, é essencial reduzir a jornada máxima do país.
00:44É de 44 para 40 horas semanais.
00:47E uma das comissões, o projeto de lei, está no relatório do deputado Luiz Gastão, por exemplo,
00:58redução da jornada para 40 horas semanais com 8 horas diárias.
01:028 horas diárias, 40 horas semanais, dá 5 dias na semana.
01:07Portanto, 5x2, sem escrever 5x2, sem escrever fim das 6x1.
01:13Na prática, fim das 6x1.
01:16E eu digo o seguinte, é importante ter caracterizado isso.
01:21Redução da jornada máxima do país, de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário.
01:27E é preciso que tenhamos um processo que os sindicatos, de trabalhadores, de empregadores, das empresas,
01:35seus respectivos sindicatos, trate de um outro tema importantíssimo, que é a grade de jornada.
01:44A grade de jornada tem atividade que é preciso funcionar os 7 dias da semana, 24 horas por dia.
01:52Então, não há lei, isso que eu costumo dizer, não há lei que preencha esse espaço aqui.
01:59É preciso negociação coletiva, contrato coletivo de trabalho, para poder olhar a especificidade
02:06de qual tipo de jornada que vai ter.
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