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  • há 19 horas

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Transcrição
00:00O apelo solidário de hoje vem do sítio Juriti, às margens da BR-104, em Caruaru.
00:06Vamos conhecer a história de seu Heleno Miguel. Ele tem 74 anos e ele, na semana passada, teve um prejuízo
00:16muito grande.
00:17Ele comercializava numa barraquinha de doces na rua Silvino Macedo, conhecida a rua da Mafama.
00:23E lá ele teve seu carrinho, seu fiteiro levado embora, inclusive com toda a mercadoria.
00:32E agora ele está fazendo uma campanha para conseguir dinheiro, para conseguir um novo carrinho.
00:38Ele está aqui, tudo bem, seu Heleno, como vai? Tudo certinho?
00:42E a minha neta dele está fazendo essa campanha justamente para ajudá-lo a voltar a trabalhar.
00:48E aí, seu Heleno, quantos anos que o senhor comercializava ali na rua Silvino Macedo?
00:53Trinta anos. Trinta anos. Criei meus filhos ali, arrumando a feira e trazendo para dentro de casa.
01:00Aquilo ali é meu patrimônio antigo. Ainda que eu faça outro, mas eu não me esqueço dele.
01:07Quando eu me lembro dele, boto para chorar.
01:10Não é para menos, né? O senhor criou sete filhos.
01:13Dali.
01:14Um sustento dali.
01:15Ela também, que eu peguei ela com idade de três dias de nascida.
01:21Ela arrumando as coisinhas e trazendo para dentro de casa.
01:23Dali, do meu carrinho, do meu carro de mão, do meu friteiro.
01:27Aí eu tinha muito amor a ele.
01:29Eu posso fazer dez carros hoje, mas eu não me esqueço dele, porque é meu patrimônio antigo.
01:35Você já sabe, quando a gente tem um patrimônio antigo, a gente nunca se esquece, né?
01:39Muitas histórias também o senhor passou ali.
01:41Foi. Tem meus amigos, minhas amigas, eu enfreguei tudo, que gostam de mim ali, graças a Deus.
01:48Ainda sexta-feira eu fui lá, fui com a minha menina lá no Troca, ver se viu o carro, não
01:53vi.
01:54Aí subi, fui bater lá, pegar na tração das camas.
01:58Quando eu cheguei lá na casa de uma amiga minha, chegou bem muito lá, meus amigos, minhas amigas, tudo.
02:05Falando comigo, tudo.
02:06Mas, senhor Alenos, eu não acredito que uma coisa dessa nunca aconteceu.
02:14Nunca tinha acontecido de alguém mexer no seu fiteiro?
02:17De jeito nenhum, de jeito nenhum, de jeito nenhum.
02:19E aonde eu estou guardando agora, faz seis meses que eu estou guardando ele, só.
02:25Mas os outros cantos eram lá em Casanópolis, lá em Coisa, eu guardei nove anos lá em Casanópolis.
02:32Num menino que tem assim, faz portão, ele mandou, eu guardava lá.
02:36Mas agora aconteceu essa, nunca me aconteceu isso.
02:40O senhor não guardava, não deixava na rua não, guardava em outro local?
02:43Guardava em outro local, era, exatamente.
02:46Mas foi tempo, foi saindo, você sabe, os prédios foram entregando, aí eu saí de lá.
02:56Aí eu estava guardando ali na Padre Félio Barreto, lá o portão é de Correlia, é um portão assim de
03:04grade.
03:05Aí o condenado foi, tirou o portão e tirou o carro.
03:09E não se sabe de nada ainda sobre esse carro?
03:12Não sei de nada, não sei de nada.
03:13A polícia está investigando?
03:14Tá, rapaz, eu fui o dono da casa lá na delegacia, fizemos o B.O.
03:22E o menino deixa a guarda, pode ser que apareça, mas não apareça mais não, não custou a ele, né?
03:28Aí ele pega a mercadoria, dá, ou come, o carro quebra e pronto.
03:33Pois é, gente, seu Alenio está contando aqui a história dele, porque foram 30 anos comercializando ali na rua Silvino
03:39Macedo, na rua da Mafama.
03:40Inclusive, ele tirou o sustento desse carrinho de doce para criar os filhos, sete filhos e ainda netos também.
03:48E aí ele tem uma relação, não é só a questão do bem material, né?
03:52Tem a questão do amor que o senhor tinha pelo seu trabalho, pelo seu carrinho.
03:57É, exatamente, tem amor a ele somente.
04:01Eu não me esqueço dele, eu nunca mais dormi, nunca mais comi direito, só pensando no meu carrinho.
04:08E agora o senhor quer fazer outro? É o senhor que vai fazer, vai mandar fazer, como é?
04:12Vou mandar fazer, é, Deus quiser.
04:15Nesses 15 dias, eu estou dizendo, vamos lá, meus amigos, nesses 15 dias, uns 15 dias, hoje, eu estou por
04:21ali, se Deus quiser, trabalhando.
04:23Pois é, então vocês estão fazendo uma campanha, né, Yasmin?
04:25Você, como neta do seu Heleno, você está fazendo uma campanha para conseguir recursos, dinheiro,
04:32para que ele consiga fazer o carrinho de volta para voltar a trabalhar, não é isso?
04:35É isso, a gente, eu comecei a divulgar o vídeo na internet, né, o acontecido, e o pessoal começou que
04:43eu fizesse uma campanha.
04:44Então daí eu soltei a minha chave Pix, a maioria das pessoas estão ajudando já, né, e na reportagem eu
04:51vou deixar a chave Pix embaixo.
04:52Para quem tiver um bom coração e quiser ajudar, a gente agradece de coração, né, porque não é fácil, a
04:58gente tem um começo ali 30 anos,
05:01nunca aconteceu isso, vem acontecendo agora.
05:04Aí as pessoas estão ajudando, uns ajudaram com mercadoria e outros estão ajudando o que podem.
05:09E quem tiver um bom coração e quiser ajudar, vou deixar a chave Pix aí para vocês ajudarem.
05:15Tá certo, Yasmin, obrigada, viu?
05:17Você sabe decorar da chave Pix para trazer aqui para o pessoal? Então já pode falar.
05:21A chave Pix é telefone, é 819-92-49-2140.
05:27Obrigada, viu? Então vamos ajudar a gente. Seu Heleno, emocionado, porque realmente quando a gente trabalha com o que a
05:34gente ama,
05:35atendendo os clientes, tendo os amigos dele por lá, os colegas, inclusive, que trabalham também lá, né, seu Heleno?
05:41É, exatamente. Chegava segunda-feira, pegava meu gelozinho, ia embora, passava o dia por lá, só chegava de noite.
05:49Hoje já não vou mais. Aí isso aqui me dá aquela, aquele nervoso, né, de eu trabalhar, chegava em casa
05:56de noite,
05:58tomava meu banho, tomava meu café, dormia no outro dia a mesma coisa, ia embora para lá.
06:02Só não ia para lá no sábado e no domingo, mas no meio da semana eu estava ali, conversando com
06:07meus amigos, minhas amigas, tudinho, meus freguês.
06:10O que quer dizer que isso aí é um patrimônio que eu tenho antigo, viu?
06:16Sem dúvida, mas o senhor vai conseguir, porque aqui no Povo na TV, quando a gente traz um apelo solidário,
06:22as pessoas também ajudam muito.
06:25A Yasmin já trouxe o Pix aqui, mais ou menos o carrinho custa quanto? O senhor vai gastar quanto para
06:30fazer esse carrinho?
06:31Uma faixa de uns 2 mil é 3 mil conto. É, exatamente.
06:35Então, gente, vamos ajudar aqui o senhor Heleno, a família dele, para que ele possa voltar a trabalhar, ter ânimo
06:42na vida, né,
06:43ter alegria, tomar o seu café da manhã, passar o dia lá na rua Silvino Macedo, vendendo os doces.
06:49Na hora que eu estiver lá, vendendo, eu quero que vocês vão lá fazer a reportagem, porque eu chamo meus
06:54amigos e minhas amigas para fazer a reportagem lá.
06:56Com muita alegria.
06:57Se Deus quiser.
06:58A gente vai. Obrigada, viu, senhor Heleno?
07:00Que ele volte o mais rápido possível a vender os doces dele na rua Silvino Macedo, em Caruaru.
07:07É com você.
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