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  • há 9 horas
Um making of do filme "A Própria Carne", lançado no canal do YouTube do Jovem Nerd.

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Transcrição
00:00Tchau, tchau.
00:41Tchau, tchau.
01:00Três estreias da própria carne, foi um tour fantástico, a gente viu o filme em várias cidades do Brasil, a
01:05gente passou por Recife, Salvador, Brasília, BH, Porto Alegre, Rio de Janeiro, e agora estamos encerrando esse tour maravilhoso em
01:14São Paulo.
01:14Foi incrível a gente poder assistir o filme com tanta gente, poder conversar sobre o filme com tanta gente, fechou
01:22com chave de ouro todo o ciclo desse projeto que a gente tá fazendo junto.
01:25E descobriu um monte de coisa.
01:27Não é?
01:27Descobri, né? Porque a gente pergunta um monte de coisa pra galera, mas a gente descobriu que existem dois times
01:32nesse filme.
01:34Ah, sim. Mas é do final e é spoiler.
01:35Eu sei, mas tem o Tim Dave, Tim Azaghal e Tim Ian.
01:41Ué, você é do outro time?
01:42Ó.
01:43Eu tô passada, chocada.
01:46Caraca, qual é o seu time?
01:47Vai ter que descobrir.
01:48Eu tô torcendo que dê briga.
01:52Estou aqui no Cinemark, pra pré-estreia em São Paulo de A Própria Carne.
01:56Estamos aqui com essa galera maravilhosa.
01:57Dá uma olhada nessa fila.
01:59Estão começando as sessões de estreia, de pré-estreia de A Própria Carne, com convidados, com pessoas do tour também.
02:05Gente, estamos com muita ansiedade pra saber o que a galera achou.
02:08Mas antes, também estamos com ansiedade pra saber como tá o clima, esse clima de horror.
02:12Como que eles estão nesse começo de noite.
02:17Expectativa pra hoje, filme nacional de terror.
02:19Cara, melhor possível, assim.
02:21Desde o trailer, acompanhar o que tá, se é a produção, o que vai acontecendo, assim.
02:25É uma baita expectativa.
02:26E num cenário que pouco se aborda, né?
02:28Que é o da Guerra do Paraguai, assim.
02:29Pois é, contexto muito nosso, né?
02:31Muito nosso e absolutamente aterrador em vários aspectos.
02:34Então, grandes expectativas.
02:36Cara, eu tô ansioso que eu fiquei sabendo que teve gente que saiu da sessão cagando de medo.
02:40É bom, eu tô tranquilo que eu não serei o único.
02:42É, então, você provavelmente vai...
02:44Deve ter umas cenas bem complicadas aí, pelo jeito, hein, mano?
02:47Deve ser punk.
02:50Me fez prometer que eu não ia gemer hoje.
02:52Hoje é seriedade.
02:53Não pode nem falar gemer.
02:54Nem falar gemer.
02:55Nada.
02:55Meus pais tão aí.
02:56Me respeita.
02:58Eu já vi não gemer perto deles.
02:59Chega.
02:59Chega.
03:00Chega.
03:02Eu não posso gemer.
03:03O Zagal não tá deixando.
03:04Mas o Percy não pode?
03:06Ah, o Percy, você pode gemer.
03:07O Percy, você quer dizer...
03:08Gemer?
03:09É, eu nunca entendi.
03:11Eu vou perder o trabalho.
03:12Gemer não.
03:16Olha, eu tô com uma expectativa de ter muito medo, porque eu sou muito medrosa pra terror.
03:21Ah, tô aliviada.
03:22Então, assim, ai, socorro, socorro.
03:23Tô juntando um time de medrosas aqui.
03:25Ah, é?
03:26Tô liderando.
03:27Temos que montar um grupo de apoio.
03:28Exato.
03:29Não, dá pra fechar a fileira, né?
03:30Pra ficar de mondada.
03:31Pelo que o Alexandre e o Dave falaram, é muito assustador.
03:34E eu não costumo ver esse tipo de filme, ainda mais em cinema.
03:38Então, eu tô com muito medo.
03:39Eu trouxe um saquinho.
03:42Uma pessoa preparada, não tem jeito.
03:44Eu não sei o que pode acontecer.
03:54Gente, a gente tem uma outra coisa legal pra mostrar nesse programa, que são os bastidores.
03:58O Alexandre teve lá na gravação, com o Ian.
04:00Eu, infelizmente, não tive.
04:01Mas ele teve lá e fez...
04:02Ah, teve.
04:02Ah, teve.
04:03Em espírito, em WhatsApp, em telefone.
04:08Teve muito, teve muito.
04:10Mas tem coisa legal pra mostrar aí dos bastidores da própria carne.
04:13Então, vejam aí.
04:14Lambda, lambda, lambda nerds.
04:18Bem-vindos à própria carne.
04:34Gente, hoje é a primeira vez que eu tô chegando no set de filmagem da própria carne.
04:39Aqui, a galera deixa, né?
04:41Estaciona as vanas daqui.
04:42Aí, estamos na propriedade.
04:44E tem um riachozinho tão bonitinho.
04:46E ali em cima...
04:49Gabriel, perdi.
04:51Onde é que tá?
04:52Ali.
04:55Eu também sozinho aqui.
04:57Tipo assim, eu tô nessa casa...
04:58Mas assim, é nessa casa ou é ali em cima?
05:01E aí, eu olhei aqui.
05:02Eu não sei se eu quero virar essa esquina.
05:04Porque eu tô...
05:06Vem comigo, então.
05:08Vamos lá.
05:09Pelo amor de Deus, gente.
05:10Alô.
05:11Alô, tem alguém?
05:12Eu tô ouvindo vozes.
05:13Tem uma...
05:14Peraí.
05:15Porra, deixaram a gente sozinho aqui.
05:16Eu comecei a ficar com medo, brother.
05:17Cadê a galera?
05:19Eles tão armando o quê pra gente?
05:21Caralho.
05:22Mandou uma pegadinha pra nós.
05:23Pelo amor de Deus.
05:25Não entrar...
05:26Aqui, ó.
05:27Não entrar.
05:27Muito importante.
05:28Não entrar aqui.
05:29Vamos fazer igual filme de terror.
05:30Você vai cair na primeira...
05:31Armadinha de filme de terror?
05:33Tu vai desobedecer.
05:34Eu acho melhor não tocar naquilo ali.
05:35É a primeira coisa que você precisa fazer.
05:36Olha só.
05:37O pessoal falou que a gente pode entrar pra conhecer.
05:40Apesar de estar escrito não entrar.
05:42Eu falei que a gente ia entrar, rapaz.
05:44E como tá todo mundo ainda se maquiando e tal pra começar o dia, o início do dia,
05:48a gente não tem ninguém aqui, a gente não vai atrapalhar a filmagem.
05:50Então vamos reconhecer a casa.
05:52Vamos entrar pela primeira vez na casa maldita de a própria carne.
05:57Peraí.
05:59Bom, tá dizendo não entrar aqui.
06:01Não existe pior inimigo do que o nosso próprio medo.
06:04Maluco?
06:05Olha isso, cara.
06:06É isso, bota a lanterna.
06:08Caraca, brother.
06:09Olha aí essa casa, cara.
06:11Olha aí essa casa.
06:12Nossa senhora.
06:15Maluco.
06:15Isso aqui não é um estúdio não, cara.
06:17Isso é real.
06:18Isso é uma casa de verdade.
06:20Caraca, mesa de jantar.
06:23Ai, que susto.
06:27A gente tá explorando aqui.
06:29A gente tá explorando aqui.
06:32Tá vendo o perigo?
06:34Tava escrito não entrar.
06:35Nossa, se eu soubesse que eu tava aqui, eu ia entrar quietinha.
06:39Ai, caramba.
06:41Cara, gente, na moral, que coisa assustadora.
06:44Nossa, mas com essas luzes também parece que vocês tão amassustadas.
06:47Não é uma casa aqui.
06:48Ai, ali, ali eu não alcanço.
06:52Tô aqui.
06:54Eu não tive essa intenção de pedir pra você testar primeiro, eu juro.
06:59Isso aqui aí não tá sendo uma vela pra ir pegando.
07:01Olha aí.
07:02Ah, muito.
07:03Porra.
07:04Ah, os quatro.
07:05Ah, mas esse...
07:06Não, esse quarto aqui é o sinistro pra filmar.
07:07O sinistro.
07:08Nossa senhora, velho.
07:09Nossa, olha essa luz entrou.
07:11Olha.
07:14Nossa, socorro.
07:15Tem um negócio de bebê.
07:16Nossa, sai.
07:17Meu Deus.
07:18Porque a dona dessa casa deles casaram aqui, a mãe deles teve nove filhos aqui e os nove
07:24filhos nasceram aqui dentro dessa casa.
07:26Caraca.
07:27De parteiro.
07:27Nossa.
07:27E eles moravam aqui até os anos 90 e três gerações da família dela nasceram, todo
07:32mundo nasceu e morreu aqui dentro dessa casa.
07:34É bom que você adicionar esse detalhe.
07:36É, mas aqui já tá, não era da família.
07:39Isso é para dentro do filme.
07:41Não era nessa vibe.
07:44Caraca, tá muito bom.
07:46Gente.
07:46Tem uma TVzinha nesse quarto, né?
07:49Hoje o quarto aqui é até massa, velho.
07:51Tem espaço.
07:52Olha, temos uma...
07:54Exato.
07:55Ah, então.
07:55PC Gamer aqui.
07:56Não, é.
07:57É o PC...
07:58Exato.
07:58É isso.
07:59Olha essa cama, na moral.
08:01Eu conheço gente que não conseguiria entrar aqui.
08:03Rex.
08:05Olha o som que eu mais amo no mundo.
08:08Olha.
08:09Nossa.
08:13Que legal.
08:19Cuidado.
08:20Cuidado.
08:26Cuidado.
08:28Gente, olha só.
08:29Caso vocês não saibam ainda, só atualizando.
08:31Nós estamos co-produzindo um filme de terror com o Ian SBF, chamado A Própria Carne.
08:38Uma co-produção Nonsense Creations e Nibla, que é a produtora do Ian.
08:42E nós estamos aqui em Farroupilha, nesta casa incrível.
08:48A maioria das cenas estão acontecendo aqui dentro, pelo menos hoje as diárias estão aqui.
08:53Gente, isso aqui se chama caracterização.
08:56É, então.
08:57Na verdade, caracterização é quando a gente tenta transformar o ator em algo real, pra não parecer que é maquiagem.
09:04Então ele tem várias manchas na pele, esse olho vermelho.
09:06Não parecer que é maquiagem.
09:07Mas não pode parecer que é.
09:08É verdade.
09:09Se parecer que é, tá errado.
09:10Tá errado, exatamente.
09:12E maquiagem é realmente, às vezes, uma coisa corretiva, pra tirar uma olheira e tal.
09:16Mas nesse filme não tá rolando isso.
09:17A gente tá colocando a olheira, meu irmão.
09:20Exato.
09:20Olha aí.
09:21Sujando a pele, os dentes.
09:23E olha, é impressionante, porque assim, o trabalho delas é excepcional.
09:26E coloca a gente no lugar que é preciso estar pra cena, sabe?
09:32Você consegue sentir mais o peso.
09:33Total, a gente coloca a roupa.
09:35Elas caracterizam a gente.
09:37Parece que assim, mais da metade do trabalho tá feito, sabe?
09:39É muito.
09:40A gente vai se entregar cenas, intenções e, claro, a vida.
09:43É, realmente.
09:44Ajuda muito.
09:45Fica muito real, né?
09:46A vivência, a interpretação.
09:50Não é só o trabalho do ator, é o trabalho de todo mundo junto que vai criar a ilusão da
09:58cena.
09:58É muito legal.
09:59Agora, o que eu acho muito foda é isso aí.
10:01A maquiagem dos dentes.
10:02Como é que é o nome disso?
10:03Então, a gente usa essa paletinha aqui, que é a base de álcool, né?
10:07Aí a gente suja aqui, eles secam os dentes com um papelzinho.
10:10E aí a gente tira o excesso, né?
10:12Beleza.
10:13Não dá pra ser muito também, se não fica exagerado.
10:15Então, eu tento escurecer mais a raiz dos dentes.
10:17E deixar o resto mais...
10:19Olha só.
10:21Mas aí, com o tempo, você tem que retocar, né?
10:23Porque a própria saliva vai...
10:24É, ao longo do dia a gente retoca umas duas, três vezes, né?
10:28Isso tem gosto de quê?
10:29De álcool.
10:31Ai, que caralho.
10:33Então, deu pra gente ver aí a vibe.
10:35Ah, agora é a Jade que vai ficar com esses dentes.
10:38Olha aí.
10:40Teve uma época que o Azaghal, ele foi e fez aquele super branqueamento.
10:44Ficou com aquele tecladinho.
10:46Aí eu falei assim, não, cara.
10:48Agora, se ele gravar o vídeo do meu lado, aí o meu dente vai ficar muito mais amarelado do que...
10:54Olha só.
10:57Sobre a maquiagem.
10:58Tô vendo que você tá fazendo essas pintinhas que são, teoricamente...
11:03É manchinha de sol, você tá...
11:06Tá vendo? Isso que é legal.
11:07Você tá criando o personagem também, porque se ele é um fazendeiro, você tá contando essa história.
11:12Ele tá no sol, ele tá judiado, né?
11:16Então faz parte do...
11:17O cabelo maravilhoso que eles fizeram.
11:20Antes, um caminhado.
11:22Esse de um cabelo maravilhoso, super cheio.
11:24E aí a gente cortou com tesoura mesmo, de uma forma bem...
11:27Eu não sabia...
11:29Não tinha percebido isso até hoje.
11:31Essas linhas aqui, horizontais, é tipo assim, ah, ele faz de qualquer jeito.
11:35Agora eu não arrepiei.
11:37Agora não é.
11:38Olha só a minha pele, olha isso.
11:39É verdadeiro.
11:40Eu estou arrepiado que eu não tinha percebido esse detalhe, essa riqueza de detalhe.
11:45Você vê essa equipe maravilhosa.
11:46Isso que é foda, né?
11:47Porque assim, todo mundo cria, todo...
11:50A propriedade é emergente de muitas pessoas criando.
11:54O personagem é nosso.
11:55Exato, de todos.
11:56É meu.
11:57É nosso.
11:58Sem isso, não acontece.
12:01É outro, não vai chegar lá.
12:04E eu tinha notado às vezes que ele tem uma...
12:06Aqui na bochecha, você faz um tipo de delineamento pra parecer que ele tem uma magreza nas bochechas, alguma coisa
12:15assim?
12:15A gente dá uma escurecida, né?
12:17Assim como esses melasmas que a gente criou, a gente dá uma escurecidinha aqui também, que dá essa sensação de
12:22profundidade.
12:23Mas é tudo bem esfumada.
12:25Maquiagem de efeitos, a caracterização, ela tem que ficar invisível.
12:28É, não pode parecer maquiagem.
12:30Esse é que é o detalhe, entendeu?
12:32Isso que eu coloquei, não tinha reparado.
12:33Mas, na verdade, o ideal é não reparar mesmo.
12:35É não reparar.
12:37Ele se mescla com o personagem inteiro, né?
12:39Isso é incrível.
12:41Fica integrado.
12:42Não, e aí que fica verdadeiro.
12:44E é todo dia.
12:48Todo dia.
12:50Todo dia.
12:55Desculpa.
12:56Batei essa hora.
12:59Porque nosso amigo precisa de ajuda.
13:04Bom, hoje fizemos uma cena super importante aqui, né?
13:08Do Henrique.
13:09Uma cena que exigia muita intensidade, muita emoção.
13:13Era uma cena que eu já vinha me preparando.
13:16E com a equipe maravilhosa, com o Percy.
13:19Eu acho que toda a atmosfera estava colaborando para que tudo acontecesse como aconteceu.
13:25Eu, foi maravilhosa a cena.
13:28E estou muito satisfeito.
13:29E eu acho que ela vai ficar bastante impactante, como ela tem que ser mesmo.
13:33Como é que é o Fazendeiro, Percy?
13:34O que você vê dentro da sua cabeça?
13:37Essa construção de entrar no momento do personagem?
13:40Porque a gente filma fora de ordem e tal.
13:42Então, tem vários momentos diferentes.
13:44As emoções variam e você tem que achar aquele lugar, né?
13:47E como é que funciona para o ator esse processo de entrar?
13:50Sobretudo, você tem que estar muito consciente do que aconteceu antes e do que aconteceu depois.
13:55Exatamente por isso que você falou.
13:57Você não filma cronologicamente, né?
14:00Começo, meio e fim.
14:02Você pode...
14:03A gente começou por cenas mais suaves, digamos assim.
14:08Embora tenha sido o início do filme, mas depois começamos a saltar.
14:13E voltar, tá?
14:14Então, você tem que ter esse jogo de intensidade.
14:18A coisa começa num tom e vai crescendo.
14:21Você pode ter que pegar ela e fazer uma cena já mais à frente.
14:24Então, é uma intensidade maior.
14:26Na sequência, agora a gente vai filmar aquela cena lá atrás.
14:30Você já tem que tirar o pé do acelerador e voltar lá para aquele clima.
14:34Então, a compreensão do roteiro é fundamental.
14:37Uma coisa é você ficar batendo o texto, ficar lembrando e tal.
14:41Outra coisa é após você fazer toda essa caracterização brilhante, feita pela nossa equipe de maquiagem,
14:49feita pela equipe de figurino, de cena, toda a equipe de ar.
14:53Trabalho.
14:55Irretocável.
14:55E o que é mais interessante, que por mais que você ensaie, crie e pense,
14:59ah, essa hora aqui eu vou fazer assim, quem sabe, tal, tal, tal.
15:02Chega na hora, a criatura surge de uma outra forma.
15:07E outras coisas aparecem.
15:09Que você sequer pensou.
15:12Ver isso ao vivo é surreal.
15:15Como essa propriedade emergente surge, né?
15:19É lindo, é lindo.
15:20E aí, quando grita, corta, a gente olha um para o outro assim.
15:26Caraca.
15:26É incrível.
15:27É incrível.
15:28E olha, gente, o Percy é um amor de pessoa, ele é só coração.
15:32O que vocês vão ver na tela é talento puro.
15:36Pode dar todo o seu amor para o Percy.
15:39Não tenha medo do Percy.
15:40Carinho, carinho.
15:43Porque às vezes eu filmei de longe, quando ele está, assim, o vídeo está chegando,
15:47aí ele me olha e eu passo o celular aqui, eu fico...
15:52Muito bom, muito bom.
15:54Grande alegria.
15:55Obrigado, cara.
15:56Vai ser demais.
16:02Aqui, olha, estamos prontos para fazer a primeira cena do dia.
16:07Jorge já está aqui a caráter, na concentração.
16:10Tati, que era um mistério que não podia mostrar, que iam achar que ela está no filme,
16:14mas a gente já controlou esses rumores, ela não está no filme, então ela está aqui.
16:17Então está tudo certo.
16:19E o nosso querido Percy já está no personagem.
16:21Então as pessoas normalmente se aproximam com bastante cautela.
16:26O processo do ator.
16:27Que é o processo do ator que tem que ter respeitado.
16:32Ah, querido, que felicidade.
16:34Que felicidade.
16:35Muito bom.
16:37Dá um olá para os nerds.
16:42Jade, eu quero pegar personagem descaracterizado de fone de ouvido.
16:47Aqui estou mais um dia, sob o olhar sanguinário do vigia.
16:52Fale para o público do Jovem Nerd um pouco sobre a sua personagem.
16:56Minha própria carne.
16:58Ai meu Deus, a garota, ela é de certa forma um pouco o espírito da casa, a alma da casa.
17:05O Ian pode falar que não é isso, mas que não é.
17:08Tá certo isso.
17:09Eu não posso rir.
17:12Pode rir.
17:24Agora a gente vai fazer um traveling e a câmera está num trilho e a gente vai fazer uma cena
17:32que os personagens estão andando, chegando aqui no lugar onde vai rolar uma espada sinistra.
17:37que está sendo transmitido pela câmera direto para essa tela aqui.
17:50Cortou?
17:51Vai, entendo.
17:55Caralha, perfeição.
17:57Perfeição, senhor.
17:59Que mó.
17:59Abissão.
18:00Abissão, amor, amor.
18:01Abissão.
18:01Abissão, amor, amor.
18:02Abissão, amor, amor.
18:08Olha, esse homem merece um descanso, merece sentar, porque acabou de entregar uma...
18:15Estava todo mundo, o Percy, aqui.
18:19Pelo amor de Deus.
18:21Quem arrebenta como sempre é o meu grande companheiro, Jorge.
18:26Ele tá, ele é um monstro.
18:30Começou a rasgação de sede.
18:32É todo mundo monstro aqui.
18:47Márcio Mazochini, nosso consultor histórico de armas de fogo para o nosso filme, a própria carne que se passa durante
18:57a Guerra do Paraguai,
18:58a gente falou assim, vamos fazer algo o mais historicamente acurado possível, e o Márcio tem itens históricos autênticos aqui,
19:08olha só.
19:08Então, esses aqui foram utilizados em batalha, né?
19:12Então, quando me pediram do marco histórico das armas, né?
19:16Com pouco conhecimento que a gente tem, a gente faz com muito...
19:20Foi solicitado o melhor que a gente pode fazer, né?
19:23Isso aqui, a gente aparece logo no início do filme com os soldados.
19:26É um fuzil Enfields, né?
19:29Modelo 1853, que foi voado pela infantaria da Guerra.
19:34E esse é autêntico, né?
19:37É autêntico de época.
19:38Todas, tudo original.
19:39Todas as peças funcionais, né?
19:41Nossa.
19:41Aqui, todas as peças funcionais.
19:44Funcionais.
19:44E, claro, sempre a questão da segurança, ela tá desabilitada para o tiro, né?
19:49E aqui é a coisa que a gente tá usando.
19:52E essa?
19:52Essa aqui.
19:53É uma pistola Laporte do Arsenal do Rio de Janeiro, também utilizada de época, né?
20:00Nossa, olha só, gente.
20:02É tudo autêntico.
20:04E todas essas têm um carregamento frontal, né?
20:07Frontal, exatamente.
20:08Como era de costume na época.
20:10Ou seja, uma infantaria, ela estaria em uma linha.
20:13Durante a batalha, ela estaria tirando, depois sendo substituída, né?
20:17Pelo armas curtas e depois pela própria baioneta que se encaixava nesta parte aqui.
20:25E daí era utilizada em batalhas corpo a corpo, que a gente diria.
20:31Exato.
20:31E depois as espadas, né?
20:35Olha só.
20:36De época, né?
20:37Isso aqui é um brasão do Segundo Império, né?
20:40Brasão do Segundo Império, né?
20:42Que é o referente à data que ocorreu o filme, né?
20:47Exato.
20:47Você foi buscar todas as armas que tinham, né?
20:51Que eram da época, né?
20:53Do filme.
20:54Caraca, olha só.
20:55Isso também é uma peça original, não é uma réplica.
20:58E isso é uma espada de oficial.
21:01Exatamente.
21:01Esse modelo de empunhadura, né?
21:04É de oficial.
21:06Teria que ser um tenente, um capitão ou um major que usaria esse tipo de sabre aqui, né?
21:12E foi o que a gente fez.
21:13A gente colocou isso na mão do nosso coronel.
21:17E ela não é muito longa, né?
21:18Ela não.
21:19Ela tem mais ou menos uns 60 centímetros.
21:21Só com todo o cuidado do mundo, vamos tirar aqui do...
21:26Olha isso.
21:27Isso aí, né?
21:28Olha isso, gente.
21:29Uma espada original, né?
21:30O nosso filme é pequenininho, independente, mas ele tem peças autênticas, históricas, originais.
21:38A gente tá tentando, né?
21:40Mostra tanto que a gente até queria usar outra pistola aqui, antiga.
21:44Era essa, né?
21:45Que a produção tinha me solicitado, né?
21:47Porém, essa aqui, ela é uma arma no lapso de tempo do filme, pelo sistema de percursão pederneira.
21:57Isso aqui teria um lapso de tempo de pelo menos uns 120 anos antes do filme, né?
22:03Não que não possa ter sido usado, mas pela questão de lapso de tempo e exército regular, a gente pegou
22:11as armas autênticas de época para coincidir com o marco temporal do filme.
22:17E o Márcio não deixou, ele falou assim, não, vocês querem fazer um filme autêntico ou não querem?
22:21Aí eles dizem, não, o que?
22:22Ah, então não pode usar essa.
22:23Não ia fazer muito sentido.
22:25Não que ela não pudesse aparecer lá, podia.
22:27Mas não ia fazer muito sentido, né?
22:28Seria muito normal, né?
22:30Ter uma pistola dessas, né?
22:32Nesse contexto histórico, né?
22:34Exatamente.
22:34Então, a gente, bom, então vamos ficar com o que a gente tem aqui de contexto histórico maravilhoso, muito sinistro,
22:40muito mal.
22:52Olha só, só um minutinho, você sabe que a gente teve o evento do Nerdcast 1000 e que 99 esteve
22:58com a gente e apresentando o 99 Food,
23:01inclusive que 99 Food fez o delivery no palco da famosa pizza de azeitona do Tucano, história clássica do Azaghal
23:10do Tucano, foi muito maneiro.
23:11Mas, aproveitando isso, eu quero dizer que essa parceria aumentou, porque agora você pode pedir Seven Kings em São Paulo.
23:19Pelo 99 Food, exatamente Seven Kings, está chegando a 99 Food, você pode pedir o clássico Kamen Burger.
23:24O velho, gente, o velho, vocês sabem, é o hambúrguer convidado em homenagem à estreia de a própria carne.
23:34Exatamente, baseado em a própria carne, maravilhoso, olha, tem um osso, uma costela, enfiada no meio.
23:39Você pode pedir via 99 Food na tua casa aí em São Paulo, muito foda.
23:43E, olha, calma, mas não pede ainda, sabe por quê?
23:45Porque você pode usar o cupom de desconto NERDPOWER, 60% de desconto em qualquer pedido, é isso.
23:51E se você não está em São Paulo, você pode pedir em Goiânia e no Rio de Janeiro,
23:55esse mesmo cupom serve, pode pedir qualquer coisa, pizza, dogão, o que você quiser.
23:58Matete em São Paulo, pede o Kamen Burger e, ó, pede o velho em homenagem à própria carne.
24:02E dia 30 de outubro, vai ver a própria carne no cinema.
24:05Gente, vocês estão vendo esse Nerd Office, sabe o que trabalho que dá?
24:08Dá um trabalhão, eu nunca te pedi nada.
24:10Vai ver o filme nesse fim de semana e pede 99 Food aí em São Paulo, o Seven Kings já
24:16está em casa.
24:18Link aqui no post pra você aproveitar o cupom NERDPOWER, é muito melhor, pediu com desconto 99 Food.
24:24Vai lá, tem link aí no post.
24:28Esse lugar é inacrestado.
24:31Que lugar lindo demais e, ao mesmo tempo, que assustador.
24:36Que foda todo o trabalho que a equipe está fazendo aqui.
24:39E, cara, é inacreditável.
24:41Eu tô bobo, empolgadíssimo, quer sendo devorado para o mosquito, mas eu tô feliz.
24:47Demais.
24:50Gente, eu estou com o Iclis aqui, que veio conhecer este ambiente aqui, histórico,
25:06da nossa fazenda.
25:09E teve batalhas da Guerra do Paraguai no Rio Grande do Sul, em território nacional, né?
25:14Especialmente na região de Uruguaiana.
25:16E aí os nossos protagonistas, eles vão ser desertores, eles vão fugir da Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé
25:21Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé Zé.
25:36Conta um pouco dessa história, como é que era a vida de um soldado em campanha nessa época.
25:42Os acampamentos, em geral, eles eram muito precários.
25:44E essa questão sanitária também era muito precária.
25:46O que foi melhorada, especialmente ali em meados de 67 para 68.
25:50Mas até então, a mortalidade era muito alta, muita gente morria de cólera.
25:55Tinha situações, tem relatos, de gente que começou a sentir os sintomas de manhã e até o fim do dia
25:59já tinha morrido.
26:00Sabe?
26:00Era realmente muito pesado.
26:01Os soldados tinham que beber água muito suja.
26:03Às vezes era uma água de um córrego que passava de um lado onde morreu gente, onde teve combate.
26:08E não dava tempo de tirar os corpos, contaminava a água com necrochorume.
26:11Tinha casos, tem relato também de...
26:13Por exemplo, tem um livro do Dias de Serqueira, que lutou nessa guerra.
26:16Que ele tá falando que eles cavaram buracos na barraca deles, os acampamentos.
26:19E pouquíssimos centímetros, eles já acharam a cabeça em decomposição, sabe?
26:23Nossa.
26:24Então, era um ambiente muito insalubre, muito mortal.
26:27E só lá pra entre 67 e 68, com algumas...
26:2967, principalmente, com algumas reformas.
26:31Especialmente depois que o Marquês de Caxias começa a comandar as tropas aliadas.
26:35Aí eles começam a fazer umas reformas que começam a melhorar um pouco essa situação, assim.
26:39Então, pra você ver, não era só o horror da batalha, que era, né, um problema.
26:43Mas que era algo só de você estar no ambiente, nos acampamentos, em campanha, andando no mar.
26:49A possibilidade de você morrer ali, doente.
26:53Enrolavam emboscadas.
26:54A camada, emboscadas.
26:55Então, é um inferno, né?
26:57Então, não era incomum os caras saírem fora.
27:00E também não era incomum se fossem recaturados os desertores serem executados, né?
27:05Então, isso fica uma sombra por cima da cabeça dos nossos protagonistas.
27:09E por isso que eles vêm para lá.
27:11Quando eles vêm essa fazenda, eles falam assim, putz.
27:13Primeiro, achei um lugar.
27:14Tinha um ditado entre os soldados que pensavam em desertar, que diziam que Deus é grande,
27:18mas o mato é maior ainda.
27:20Então, corre para o mato que ninguém te acha.
27:22Exato.
27:23Mas se achasse, você poderia ser punido com pranchada.
27:25Ou, dependendo da conjuntura, de quem é oficial em comando, você pode até ser executado.
27:29Eles pegavam os soldados.
27:30Um cara te segurava por um braço, outro te segurava pelo outro.
27:33E outros dois soldados usavam espadas sem fio.
27:36E ficavam te golpeando nas costas com a espada.
27:38A regra é que você não podia dar mais do que 50 pranchadas.
27:41Mas, se nós podemos acreditar no relato do Dines de Cerqueira,
27:44ele fala de pelo menos dois casos de dois caras que tomaram mais de mil pranchadas.
27:50Então, a regra existe, mas se conseguiu ou não, né?
27:53Então, essa sombra, tudo isso contribui para essa sombra dos soldados.
27:56Tem gente que não pode ser encontrada de nenhum.
27:58E outra coisa que também contribuía para a desertão
28:01é o medo dos ferimentos e do tratamento aos ferimentos.
28:04Porque era muito comum a amputação.
28:06E você não tinha anestesia, você não tinha antibiótico.
28:09Você tinha alguns subterfúzios.
28:11Tinha gente que usava éter, até conhaque para tentar embriagar as pessoas.
28:14Mas a anestesia, como a gente tem hoje, não existia.
28:17Então, o medo de você ter um membro amputado
28:20era uma sombra que parava pelos soldados também,
28:23que é um componente da guerra.
28:24Você começa a ver os seus amigos sofrendo amputações.
28:27Porque você pode também sofrer uma infecção grave.
28:29E aí você vai definhar dessa infecção,
28:32sofrer ainda mais até a morte, né?
28:34E às vezes a primeira amputação não resolve,
28:36tem que fazer uma segunda, uma terceira.
28:37Então você vê, é muito cruel.
28:39Quando os soldados encontram a casa da fazenda,
28:42para eles é tipo assim, putz, temos uma esperança.
28:45Sim.
28:45De sobreviver.
28:46E aí, isso aqui é um inferno ainda pior.
28:50Vocês vão vendo o cinema.
28:54Agora a hora do Cebo.
28:56Nossa, aí, essa é a hora.
28:58A pessoa que fica mais recebada nesse set é aqui, ó.
29:02Olha aí, que beleza.
29:03Esse cara soa, cara.
29:04Ele soa.
29:05Mas, cara, isso fica tão legal com a iluminação.
29:10Fotografa tão bem, cara.
29:11E é esse filme todo assim, né?
29:14Essa loucura.
29:14E o bom que o soldado marca bem os traços do Jorge, né?
29:20Aqui também no peito, quando a gente dá,
29:22ele pega o olho e faz assim, ó.
29:25Só aperta aqui.
29:27Já dá.
29:29Pode levantar, fica reto aí.
29:31Olha ali.
29:32Não, reto é assim, né?
29:34Que daí marca essa parte aqui, ó.
29:36Ah, tá, entendi.
29:37Tá bonito, né?
29:38Essa alçada.
29:40Essa alçada aqui.
29:41É de lúcia, ó.
29:44Não, mas isso daí tem muita academia também.
29:46Porque a gente tem...
29:47Ah, não, mas é...
29:49Não é só o óleo, não.
29:51Você fez amor com o suco?
29:53Ou isso tudo é resultado unicamente do trabalho duro?
29:57I don't know.
29:58You tell me.
29:59Jorge está colocando essa roupa de civil, de Gustavo.
30:03Bora.
30:04Aproveita pra falar um pouco de Gustavo.
30:07Eu sou personagem.
30:08Porque são esses três soldados fugindo da guerra.
30:11Eu não quero mais saber de guerra e eu vou pro inferno, que talvez seja melhor.
30:14Só fazemos.
30:16Fala um pouco dele.
30:17Bem, vamos lá.
30:18O Gustavo, ele é um ex-escravizado.
30:21Eu falo ex porque não consta que ele foi liberto.
30:24Havia a promessa dos escravos na época, eles ganharem a sua alforria ao estar na guerra.
30:30Então, como a guerra não terminou, ele só ganharia quando a guerra termina,
30:34ele ainda não é um ex.
30:35Mas eu posso contar muito.
30:36É porque o decorrer da história dele vai dizendo um pouco que ele é mais rebelde do
30:41que aquele que aceita.
30:42Então, presumo-se que ele é um fugitivo.
30:45Mas ele está num mundo muito hostil de todos os lados, né?
30:49Porque ele está nessa condição de escravizado, numa guerra, cheio de gente branca em volta,
30:56fugindo de todos os lados, ainda se colocando numa situação terrível aqui na fazenda, né?
31:00Tipo assim, qual é o psicológico que você foi achar pra você conseguir centrar o personagem?
31:05Fui buscando, em algumas referências de filme, como ele está sempre numa iminência de ser levado,
31:11eu acho que a mais profunda que eu consegui achar foi no Doze Anos de Escravidão.
31:16Eu também trouxe um pouco de Dejango, mas essa é uma segunda parte.
31:20Por que o Doze Anos de Escravidão?
31:21Quando ele é sequestrado, ele está sempre numa iminência de o que pode acontecer com ele a todo momento.
31:27E é o que acontece com o Gustavo, porque segundo o planejamento dos outros,
31:31há uma proposta pra ele que, aparentemente, ela não é bem como está sendo dita.
31:37E essa é a apreensão constante que ele acaba ficando.
31:39Sim.
31:40Entendeu?
31:40Então, esse filme me referencia nesse lugar dessa apreensão que ele está sempre...
31:44Tudo é hostil, tudo pode levar ele à morte de alguma forma e ele tem que estar sempre vivo.
31:49Exato.
31:49Isso é muito entregue demais.
31:51Já estão chamando?
31:52É isso?
31:52Estão chamando.
31:53Você está chamando?
31:53Desculpe, é isso?
31:54Mas é, todo mundo.
31:55Vamos comigo.
31:55Olha só, gente, olha o nosso set.
31:58Olha, Jade.
31:59Ah, então eu posso mostrar.
32:00Não tem espéria.
32:01Sim.
32:02Eu estava com medo de manter.
32:04Está tudo bem preparado.
32:05A gente tem uma filmagem aqui que acontece na mesa.
32:11Nesta mesa.
32:12Olha só, gente.
32:14Para vocês verem que incrível de lente o que está acontecendo.
32:19O Jorge está dizendo.
32:20O Jorge interpreta o Gustavo e já está no personagem.
32:25Jorge, olha aí.
32:27Está vendo?
32:29Muito foda.
32:31Ele não está morto, não.
32:32Não é spoiler do filme, não.
32:33É uma cena que acontece.
32:39Agora, hein?
32:40Agora, hein?
32:42Aí, viu?
32:44Aí, pronto, Jorge.
32:45Não dói nada.
32:46Faz aquela cara...
32:51É sempre assim.
32:52A cara toma um tiro no filme e continua correndo.
32:54Aí, quando você vai tocar no perigo...
33:01Agora, quando você está em pé, começa a escorrer sanguinho e sanguinho.
33:06Aí, vai ficando mais...
33:08Olha só.
33:09Muito mais.
33:11Muito legal.
33:12E aí, a gente está no porão.
33:14Estou vendo trilhos aqui.
33:15Isso aqui é novidade.
33:16O que a gente vai mostrar aqui e por que os trilhos?
33:19A gente está no porão, onde coisas muito erradas acontecem.
33:22E esse trilho é porque a gente vai mostrar um geralzinho desse porão quando o nosso fazendeiro sai às pressas
33:32dali.
33:33E aí, a gente vai, com esse trilho, mostrar desde o porão até a subida dele numa escada falsa, mentirosa,
33:40que a gente construiu ali.
33:41Ele vai subir até ali, que não dá em nada.
33:43Que não dá em nada.
33:44Mas ele sobe, a gente construiu isso aí pra ele poder subir ali.
33:47E o resto a gente vai...
33:49E tem outra escada.
33:50Pra ele subir numa outra escada, essa sim, real.
34:00Bruno, o senhor consegue fazer isso e falar desta maravilha aqui que nós estamos usando?
34:07Fala aí, meu.
34:08Pô, eu quero que você...
34:09Pô, a gente está usando equipamento aqui de primeira linha.
34:12Isso é Sony?
34:12Isso aí é uma Sony Burano.
34:14É uma câmera que tem um poder de enxergar no escuro maravilhoso.
34:20Porra, aí toma escuro pra esse filme, hein?
34:22Pois é, então por isso que a gente está iluminando com o nosso refletor malha.
34:26Olha que coisa maravilhosa.
34:27Azteca.
34:28Maravilha.
34:28Então assim, é praticamente um filme inteiro à luz de velas, graças ao sensor dessa câmera
34:33que enxerga maravilhosamente bem.
34:35É impressionante como ela enxerga bem.
34:36E ela também tem o negócio, os arquivos são super leves, que é uma proprietária da Sony, né?
34:41Quanto é que a gente está...
34:42Quantos tera mais ou menos a gente vai ter nesse filme de informação aqui?
34:45Um filme todo?
34:46É.
34:46Eu tinha feito um cálculo no início da filmagem, talvez a gente fecharia o filme inteiro
34:51em 3 tera.
34:523 tera.
34:53Agora, a referência pra quem não sabe, isso é muito pouco.
34:56Isso é muito pouco.
34:57Num outro formato padrão de câmera...
34:5912.
35:0012 tera.
35:01Ah, porra.
35:02Isso é tecnologia, rapaz.
35:04Mas eu não sei se vai chegar a 3, talvez até aumente um pouquinho, porque a gente também...
35:07Sim, a gente está fazendo opções, etc. Mas, pô, é muito pequeno comparado a qualquer coisa.
35:12Ele tem, eu acho que 10 vezes menor do que o normal.
35:17Exato.
35:18Das outras câmeras.
35:19Eu estou preocupado em alguma coisa, hein?
35:21A janela aqui, ó, está escancarada, está aberta.
35:24Tá.
35:25Certo?
35:25Sim.
35:26Não tem um mosquito aqui dentro.
35:29Os mosquitos não vão entrar nessa casa.
35:32Isso é preocupante.
35:33E a gente está aqui.
35:34E a gente está aqui.
35:35Por que que os mosquitos não entram aqui?
35:37O que que eles sabem que eles não sabem?
35:38Tá aí, você trouxe um ponto.
35:40Eu acho que a gente não tinha pensado ainda.
35:46Está abrindo isso aí, ó.
35:49Não é 20, 6, ó.
35:52Não é 20, 4, dente, direita.
35:57E não sabe que vai se montar assim?
35:59Espirador?
36:00É.
36:00Você vai lá dar uma sensação?
36:01Eu falei que eu ia fazer uma brincadeira, assim.
36:04Quê?
36:11A própria carne estreia essa semana.
36:24A fazenda do filme tem várias, várias locações, né?
36:28Então, por exemplo, a casa principal é ali embaixo.
36:32Ali, ó.
36:32Vocês estão vendo aqui o telhadinho dela?
36:34Essa é a casa principal onde a gente está fazendo a maior parte do filme.
36:37E aí a gente sobe aqui e aqui tem essas outras construções também igualmente fodas.
36:42Tem essa aqui também igualmente fodas.
36:44Cara, tem muita coisa aqui.
36:45Olha só, tudo isso aqui é um cenário a fazer um milhão de filmes de terror aqui.
36:48Essa casa é o nosso celeiro, né?
36:50Onde a gente vai filmar várias cenas importantes que acontecem.
36:54E vamos ver como é que a gente vai armar essa cena agora.
36:56Essa cena do celeiro é uma cena complicada.
37:00Tem fogo, tem fumaça, tem movimento de props.
37:06E a gente vai fazer com a câmera na mão.
37:09E, cara, tudo em filme é o seguinte.
37:11O tempo está correndo.
37:12O tempo está correndo.
37:13E a preparação da cena já toma tempo.
37:17E quando a gente vai rodar, a gente tem que ver se ela funcionar.
37:19Se ela não funciona, a gente tem que repetir alguma coisa, etc.
37:22É mais tempo.
37:23É mais tempo.
37:23E quanto mais tempo a gente come numa cena, menos tempo a gente tem para as outras cenas.
37:27Entendeu?
37:27Então, esse que é a loucura.
37:29E todo mundo.
37:30Tem um monte de departamentos aqui.
37:32Todo mundo tem que estar sincronizadinho, que nem uma orquestra.
37:34E essa aqui é a que nem uma orquestra.
37:36Eles são fodas demais, cara.
37:37Eles são fodas demais.
37:38A gente está conseguindo fazer esse filme.
37:41Que é um filme pequeno, um filme de baixo orçamento, mas com uma qualidade inquisitável.
37:45Estou muito, muito feliz.
37:47Foda demais.
37:48Foda demais.
37:56A Jade já acabou por hoje.
37:59Já trocou de roupa.
38:00Já poderia estar no hotel descansando.
38:03Mas eu não quero.
38:03Ela não quer.
38:04Ela quer estar aqui o tempo todo.
38:07É isso aí.
38:11Maravilhoso.
38:12Maravilhoso.
38:15É.
38:18Oh, meu Deus.
38:20Incrível.
38:21Conta pra você, Jade.
38:22Por que que sai o dente?
38:22A lá a boca.
38:24Eu peguei muito frio.
38:25Achei que eram os pernilão.
38:26Os pernilão.
38:27É uma mistura de frio e mosquitos.
38:30Os mosquitos aqui.
38:31Aqui não tem pernilão.
38:32É verdade, é verdade.
38:33Não.
38:33Ah, tu faz.
38:34Não só pernilão.
38:34São borrachos.
38:35Borrachos.
38:36É lindo.
38:36É um tipo de mosquitos que gosta do repelente.
38:38Você passa repelente para assim.
38:39É.
38:40Querem mais vocês.
38:42É um...
38:44É um...
38:44É um...
38:45O Perci fica no personagem.
38:46O monstro mais fazia.
38:48E o Jacir quer se morar.
38:50E o Flanillo.
38:51Olha lá, ele chega no ar.
38:55Seu vídeo é outro.
38:56O Perci não está filmando.
38:57Não.
38:58Mas ele já está lá.
38:59O monstro já está lá.
39:01O fazendeiro já está lá.
39:02Já o fazendeiro está lá.
39:04E aí, sai de perto.
39:08Vamos falar com ele agora um pouco.
39:09Ele pode falar ou...
39:10Não.
39:11O monstro não chegou ainda.
39:12O monstro que está surgindo.
39:16Agora já chegou.
39:20E olha, explica a loucura que vai acontecer agora.
39:24Eu tentei explicar, mas acho que melhor você.
39:26Essa casa vai pegar fogo e ela não pode cair.
39:30Ela não pode pegar fogo completamente.
39:32Certo.
39:32Então a gente tem menos de 10 minutos.
39:34Aham.
39:35Para fazer o plano onde...
39:39Aí a câmera vai fazer um trilho.
39:41No final do trilho, a gente vai tirar a câmera dali.
39:46A gente vai correr para o segundo tripé que está ali.
39:50Aí a gente vai fazer...
39:51O Perci já vai estar ali esperando.
39:53Aham.
39:53Uma arma para fazer o começo da cena onde ele sai da casa procurando...
39:59Ele vai fazer duas falas dali.
40:01A gente vai pegar a câmera e vai correr para o último tripé que está lá no meio do mato.
40:06Aham.
40:07Onde o Jorge já vai estar com...
40:12Tudo isso antes da casa cair, pegando fogo.
40:16É o que eu espero.
40:16Ah.
40:17Ah.
40:18O que é isso? Pode colocar a boca?
40:31Pode!
40:59Chega perto, Muca, para não...
41:03Chega...
41:03Porra, Muca, tem que chegar perto, gente, para acender o negócio
41:09Porra
41:12É isso, isso, isso
41:25Ok, vamos preparar
41:28Preparou
41:37Ação
41:38Atenção e ação
41:43Cortou
41:43Preparo a pé de louca
42:16Quinta
42:17Sete
42:18Ação
42:20Cortou
42:22Atenção
42:22Deslocal
42:30Tu me disse também
42:31Vai seguir, mas tá ok?
42:34Ok
42:43Mais teto
42:44Mais teto
42:48É
42:50Preparou
42:52Ação
42:55Cortou, água
42:56A gente vai para o inicial?
43:01Não
43:02Câmera fica
43:04Câmera fica
43:14Ela vai permanecer bastante tempo
43:17Ela vai permanecer bastante tempo
43:17Ela vai permanecer bastante tempo
43:19Ela vai permanecer bastante tempo
43:23Já foi, Bruno
43:25Não tem mais?
43:26Não, já foi
43:26Por que a água não vai?
43:27Eu não quero fazer nem de novo
43:28É a demorna
43:29É?
43:31A forja aqui de novo não, né?
43:33Não, não, acabou
43:34Não tem mais o que fazer
43:35A água tem só
43:40Não, não tem mais o que fazer
43:41Não, eu sei, Bruno
43:42É que a casa vai cair
43:43Não posso deixar a casa cair?
43:45Não
43:45Não, não
43:47Não
44:00E aí, olha
44:04Caralho, malandro
44:05Não, não tem mais o que fazer
44:08Funcionou, funcionou
44:08Ah, eu coloque
44:11Ah, eu coloque
44:12Ah, eu coloque
44:12Ah, eu coloque
44:12Ah, ah
44:35Agora sim
44:36Liz saindo da sala
44:37E agora?
44:38O que achou?
44:39Estão de parabéns
44:40Assim, mesmo
44:41Meu pai estaria muito orgulhoso do filme
44:43Caraca
44:43Aquele velho
44:45O personagem, né?
44:46Do velho
44:46Existia uma psicopatia
44:48Muito parecida com a do Zé do Caixão
44:52Porque o Zé
44:52É um psicopata sádico
44:54Claro
44:56Parabéns
44:56E de terror
44:58Para terror
44:59Hum
45:00Com muito amor
45:04Minhas expectativas estavam certas
45:06Não foi um terror jump scare
45:07Não foi
45:08Foi um negócio muito mais psicológico
45:11Foi criada uma tensão ali
45:13Comparam as coisas iam escalonando
45:15Eu ia ficando tensa junto
45:16Porque eu tava criando aquele pequeno apego
45:18Que você cria por um personagem
45:19Durante a construção da narrativa
45:21Achei muito, muito, muito da hora
45:23E é isso
45:23Venham assistir
45:24Porque tá uma masterpiece
45:26Muito bom mesmo
45:27Bom demais mesmo
45:28Expectativas superadas
45:30Pô, maravilha
45:31Magnífico
45:32Visceral
45:32Saturnino
45:33Implacável
45:34E ao final ainda com uma homenagem
45:36A um grande nome do horror
45:38Pois é, né?
45:38Uma obra assim
45:39Uma obra prima de terror
45:40Feita aqui no Brasil
45:41Com elementos
45:42Elementos históricos
45:44Bem apurados
45:45Cada instante
45:47Foi um prazer assistir
45:48E principalmente crescendo
45:49Que vai levando a um desfecho
45:51Promissor
45:52Já quero sequência
45:53Cara, eu tô abismado
45:56Como os caras conseguiram entregar um material dessa qualidade
45:59Um filme que você sente literalmente na própria carne ali
46:03Cada toque, cada corte, cada arrepio
46:07Sim, eu curti muito
46:09Mas agora eu tenho que guardar o resto da crítica pra Omelette
46:11É, não
46:12Também é seu trabalho
46:13Eu esperava um outro caminho
46:15Assim, eu tinha uma expectativa
46:17Que fosse
46:18Alguma coisa meio gore
46:20Mas que fosse pra um outro lado
46:21E esse lado que foi
46:22Me pegou
46:23Assim, muito positivamente
46:25Você fala
46:26Caralho
46:26Putas
46:27Conseguiram misturar
46:29E assim
46:30Fora que
46:31Milagre de produção independente
46:33A qualidade que foi entregue
46:35De produção
46:36E o fato de a gente
46:37Ter essas interpretações
46:39Basicamente
46:40Num elenco de cinco pessoas
46:42Cinco atores
46:42Maravilhosos
46:44Fazendo
46:44Cara, uma imersão
46:45Assim
46:46Fantástica
46:47Teve um rapaz
46:48Que tava passando mal ali
46:49Eita
46:50Tinha até um bombeiro
46:51Eu não sei se era por causa do filme
46:52Eu não fui perguntar
46:53Porque ele tava passando mal
46:53Ah, vamos falar que é
46:54Mas ele tá passando mal
46:56E o bombeiro ajudando ele ali
46:58Muito angustiante
46:59Muito
46:59Você ficou com medo?
47:00Fiquei dividido
47:01Entre a vontade de ir embora
47:02E a vontade de saber o que aconteceu
47:03O tempo todo
47:04Perturbado
47:05Mas assim
47:06Esse é o do bom
47:07Porque o filme não é tão longo
47:08Não
47:08É rápido o filme
47:10Não, eu fiquei
47:10Tem uma hora que eu comecei
47:11Ela dura, mas vai
47:12Uma hora eu comecei a olhar pro relógio
47:14Pensando, cara
47:14Só falta mais 15, 20 minutos
47:16Tá beleza
47:16Tá show, vamos embora
47:17Porque eu tava muito perturbado mesmo
47:19Tava apavorado, cara
47:20Inclusive
47:21Passando, saindo do filme
47:22Eu vi o ator
47:23Um dos atores
47:24Tá muito melhor agora
47:25Do que eu tava no final do filme
47:27Só que eu gostei
47:28Os caras tudo suado
47:29Eu gosto de ter um suor
47:31De volta pro cinema
47:32Entendeu?
47:33Isso é importante
47:33Caio
47:34Fiquei sabendo que você
47:35Em algum momento do filme
47:37Passou um pouquinho mal
47:38Literalmente
47:39De
47:40De
47:40Gomitar mesmo
47:41Não, eu desmaiei no
47:42Ah, desmaiei, mas é legal
47:44Desmaiei, bati as costas
47:45E a cabeça
47:46Ainda é tão legal
47:47Ainda tô um pouquinho fraco
47:48Mas tô me recuperando
47:48Comeu um pouquinho
47:49Deu uma
47:50Eu comi
47:51Uma senhora pipoca
47:52Mas deu tudo certo
47:54Um filme maravilhoso
47:56Acho que foi tão bom
47:57Que meu corpo falou
47:58Abandonou
47:59Abandonou o corpo aqui
48:01É um filme
48:02De cair
48:03De cair pra trás
48:04Exatamente
48:05É um filme tão bom
48:05De cair pra trás
48:06Valeu, cara
48:07Eu curti muito
48:08Do ponto de vista
48:09Não só da história
48:11Então como
48:12Uma boa história contada
48:13Eu também curti muito
48:14Como uma fã de terror
48:15Principalmente psicológico
48:17Trilha sonora
48:18Pra quem gosta
48:19De trilha sonora
48:2010 de 10
48:21História incrível
48:22Fotografia
48:23Do caralho
48:24Amei
48:25Eu senti
48:26Eu acho
48:26Umas 20 emoções diferentes
48:27Bom
48:28Durante o filme
48:29Isso é um sinal
48:29De que o filme é bom pra caramba
48:30Eu senti de verdade
48:32Emoções variantes
48:33Isso foi muito forte
48:34Sem dar spoiler aí
48:35Vocês podem dar spoiler?
48:36Não é pra dar spoiler não?
48:37Ah, tem edição, né?
48:38Então pode pá tudo, né?
48:40Aí que entra uma tarja na sua cara
48:41Aquela cena
48:42Eu arrepiei partes do corpo
48:45Porque eu não sabia que arrepiavam
48:46E eu de verdade
48:47Senti na minha pele
48:48Sabe quando você tem empatia
48:50E a empatia vira um problema?
48:52É
48:52Porque você não queria
48:52Estar sentindo a dor
48:53Junto com o personagem
48:55Empatia é bom
48:55Pra coisa
48:56Pra sentimentos bons
48:57Mas nesse filme
48:58Eu senti empatia
48:59E senti dor
49:00Pela pele
49:01De muitos personagens
49:02Tem uma cena
49:03Uma cena, meu amigo
49:05Que você
49:07Você
49:08Vai ter um problema intestinal
49:09Ó
49:10Eu estou prevendo isso
49:11Você tá falando comigo
49:12Tá ligado?
49:13Que eu sou um cagão horroroso
49:14É isso?
49:15Legal
49:16E você?
49:17Como o pai do Azaghal
49:18O pai do Azaghal
49:19Não só o orgulho
49:20Pelo seu filho Azaghal
49:21Exato
49:22A construção, ó
49:23Como é que é?
49:24O Sully lá do Monstros S.A.
49:26Cada ator lá
49:28Gradativamente
49:29A expressão deles
49:29Vão ficando mais
49:30Que merda tá acontecendo
49:32E não só isso
49:33E a música também, né?
49:34O violino mais estourado
49:36Cada vez
49:36Quanto maior a merda
49:38Mais é estourando
49:39Muito maneiro
49:39Cara
49:40Eu sinto que
49:41O terror
49:42Ele respira o cinema independente
49:43Então
49:44Ver um filme brasileiro
49:45Independente
49:46Com uma produção
49:47Absurda dessa
49:48Ainda mais do
49:49Jovem Nerd
49:49É que eu sou muito fã
49:50Desde sempre
49:51Absurdo
49:52E fiquei sabendo
49:53Que o Lucas tem
49:54Opiniões fortes
49:55Mano, a minha opinião forte
49:56É que eu adorei o filme
49:56Adorei
49:57E fiquei muito feliz
49:58Assim, vibrei
49:59Com cada momento
50:00Que eu achei foda
50:01Achei o gore
50:01Nível gringo
50:02Se quiser no X-Poiner
50:03Aí tem edição
50:03Pode jogar
50:04Que a gente vai bifando
50:04A cena que o cara
50:08Muito feliz
50:09E porque, né
50:09A gente
50:10Quando é uma parada brasileira
50:11E principalmente
50:12Com um amigo nosso
50:13Envolvido
50:13Idealizando a parada
50:14A gente comemora
50:15Como se fosse nosso mesmo
50:16Porque eu sou um fã
50:17Do gênero
50:18Sou muito fã
50:19Do Jovem Nerd
50:20Muito fã do Ian
50:20Virei muito fã da galera
50:21Que tá ali
50:22Muitas atuações
50:23Perci é absurdo
50:24O cara põe o filme no bolso
50:25E você
50:25Quando ele tá na tela
50:26Você fica confortável
50:27Você fala
50:27Mano, vai, joga
50:28O cara tá com o bagulho na mão
50:29Nem parece que ele tá
50:30Ele em itálico
50:31Tranquilo
50:32E a gente
50:32Vale, ele no telefone
50:33Aqui de boa
50:34Caralho
50:35Boa, muito legal
50:36Muito feliz mesmo
50:37Vem pro cinema, hein
50:38Muito feliz
50:38Vem pro cinema
50:39Eu não sei se o cara
50:40Do meu lado gostou
50:41De eu estar do lado dele
50:42Ele sempre preparava
50:43De gritar no filme
50:44E reagir
50:44Ficar
50:46Nossa, achei muito da hora
50:47Não, visceral
50:48Porra, o negócio é sanguinário
50:50Puta, é cru
50:51Dá medo mesmo
50:52Não é esse negócio
50:53É filme brasileiro
50:54Top de linha, papai
50:56Foi uma experiência
50:56Assistir a esse filme no cinema
50:58Porque a edição de som dele
51:00Muito boa
51:00É muito boa
51:01É assim
51:02É incrível
51:03É um filme que eu acho
51:04Que vai ficar muito comigo
51:05As escolhas visuais
51:06O barulho
51:07Barulho
51:08O barulho
51:08Se você assistir o filme
51:09Você vai saber
51:09Que cena que ela falou
51:10O barulho
51:11Barulho
51:11Barulho da cena
51:12Barulho bizarro
51:13Muita alegria
51:14Gostei
51:14Gostei
51:14Me surpreendeu
51:17Que é muito redondinho
51:18É muito bem pensado
51:20E ele parece que
51:21Tipo, falei pra ele também
51:22Custou o tempo
51:22Do que parece que é custado
51:23Caraca, legal
51:24Ele é muito bonito
51:25Eu espero
51:26Que as pessoas
51:27Percam esse ranço
51:29De ver filme
51:30De terror
51:30Nacional no cinema
51:32E abraçar
51:32A coisa aí, né
51:34Abraçar o capeta
51:35E assistir
51:36A própria carne
51:37A própria carne
51:38Venham ver
51:39Apenas no Cinemark
51:40Venham no cinema
51:42Assistir
51:42Não perdem
51:43É um filme pra cinema
51:44Porque você vai ter
51:45Como eu tive
51:46As emoções
51:47Na própria carne
51:48Naquela tela
51:48Imenso
51:49Mas agora é importante
51:55Lembrar que o filme
51:56É pra 18 anos
51:57Exatamente
51:58Muito importante
51:59Lembrar
51:59A mesma classificação
52:00Indicativa
52:01De Deadpool
52:01Wolverine
52:03Demoslayer
52:03Então a gente tem
52:04Que fazer as mesmas
52:05Bilheterias
52:06Que Deadpool
52:06Wolverine
52:07Demoslayer
52:07Mas
52:08Se você não tem 18 anos
52:09Como você tem 16
52:10Ou 17 anos
52:11Você pode ver
52:12Na própria carne
52:12No cinema
52:13Com seus pais
52:15Vamos ao cinema
52:16Ver um filme
52:17Nacional
52:17Sobre a guerra
52:18Do Paraguai
52:19É história
52:19Eu estou interessado
52:20Em história
52:20Eu quero estudar
52:21Você pode falar
52:22Se seus pais
52:22Se seus pais
52:23Não caírem nesse papo furado
52:24E não quiserem ver
52:25Um filme de terror
52:26De 18 anos
52:26Você pode pedir
52:27Uma autorização
52:28Uma escrita mesmo
52:29Eu sou o pai
52:30Do culaninho
52:31E eu autorizo ele
52:32A ir ao cinema
52:32A assinatura
52:33Pai do fulaninho
52:34Ou mãe do fulaninho
52:35Mas tomar cuidado
52:36Porque não pode
52:37Pegar só um papel
52:38Escrever qualquer coisa
52:39E assinar
52:40Porque acaba passando
52:41Então assim
52:42Não pode fazer isso
52:43Porque isso é errado
52:43Mas o mais legal
52:44É você ir com seus pais
52:45E de galera
52:46Então é isso
52:47Se você está curioso
52:48Se você está interessado
52:50Se você também não está
52:51Não importa
52:52Você tem que ir ao cinema
52:53Dia 30 de outubro
52:55E depois de amanhã
52:56É amanhã
52:56É amanhã
52:57É amanhã
52:57Se você está vendo hoje
52:58Se você está vendo amanhã
52:59É hoje
52:59Se você está vendo de amanhã
53:00Já pode ir ao cinema
53:01O importante é você ir ao cinema
53:03Garantir seu ingresso
53:04E assistir a própria carne
53:06No cinema
53:06E cinemar
53:07Para a gente é muito importante
53:09Que você veja esse filme
53:10Na estreia
53:10Determina a saúde
53:11A longevidade do filme
53:13Nas redes de cinema
53:14É um filme independente
53:15Que baixa orçamento
53:17Mas com muita dedicação
53:18Com muita gente talentosa
53:20Como você pode ver
53:21Nesse programa
53:21Então a gente se vê
53:22Nos cinemas
53:23Dia 30 de outubro
53:25Galera
53:32Perguntinha da semana
53:33Zagal
53:34Tá uma energia
53:35Jovem Nerd
53:35Será?
53:36Mas a pergunta não é
53:37Eu estou tentando
53:37A pergunta é
53:39Quantas vezes
53:40Você vai ver
53:41A própria carne
53:41No cinema?
53:55Eu tive que sair
53:56Eu tive que sair
53:56Tem muito spoiler aqui
53:58Mas assim
53:59Eu estou tentando
54:00Resguardar
54:01Os momentos tensos
54:02Para vocês
54:03No cinema
54:04Mas gente
54:05Que orgulho
54:06Tá foda demais
54:07Vocês vão ver
54:08Caralho
54:09Tá clarinho
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