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  • há 2 horas
Partindo da ideia de que a memória é uma ilha de edição, a veterana cineasta Rita Moreira revisita sua trajetória através de seus filmes. Entre imagens da Nova York dos anos 1970 — onde se autoexilou durante a ditadura militar brasileira — e obras mais recentes, do final dos anos 2010, o filme costura tempo e experiência para refletir sobre as transformações políticas, sociais e afetivas que atravessam tanto a história do Brasil quanto a vida da diretora.

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Transcrição
00:00O vídeo foi, sem dúvida, importantíssimo para esses temas antigamente tão desprezados.
00:09Você tem ouvido falar em noticiários, jornais, TV, rádio, sobre assassinato de homossexuais?
00:14Já, já sim.
00:15E o que você pensa disso?
00:17Eu acho que tem mais é que assassinar mesmo.
00:25E o próprio vídeo foi o que fez com que a gente mudasse para Nova York.
00:30Porque lá estava se estabelecendo a primeira câmera criada pela Sony, portátil.
00:36E com isso nós pudemos fazer trabalhos que seriam impossíveis com o grande equipamento que antigamente era necessário.
00:55Em Nova York estava numa explosão de coisas, de passeatas, de movimentos.
01:02Tinha acontecido já o movimento gay, depois teve o movimento feminista, eram passeatas,
01:09era um movimento que vibrava nas ruas, as pessoas.
01:15A gente chamava The Movement, né?
01:18A vida faz, o coração faz tic-tac, tic-tac.
01:21Quando não fizer mais, faz tic-tac, tic-tac.
01:25Se eu morresse aqui agora, seria o máximo, né?
01:28Para vocês.
01:43A Rita que é uma louca.
01:45Eu não tenho nada a ver com isso.
01:47Eu não tenho nada a ver com isso.
01:47Eu não tenho nada a ver com isso.
01:48Eu não tenho nada a ver com isso.
01:48Eu não tenho nada a ver com isso.
01:48Eu não tenho nada a ver com isso.
01:49Eu não tenho nada a ver com isso.
01:49Eu não tenho nada a ver com isso.
01:49Eu não tenho nada a ver com isso.
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