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Categoria

😹
Diversão
Transcrição
00:00E aí, mãe, escuta essa aqui.
00:15Prender um homem vestido com as roupas da mãe na fila do INSS.
00:19É um travesti.
00:21Travesti, trambiqueno, né?
00:23Ele tava fazendo isso pra pegar a pensão da mãe dele que já tinha morrido há um tempão.
00:27Tem maluco que inventa cada golpe?
00:29A gente vestir assim da própria mãe é coisa de doido, né, Tuco?
00:33É, de doido assim, estilo pirado, né? Tipo Beissola.
00:37Beissola? Ô, Tuco, meu filho, dá uma olhadinha aí se tem uma foto da pessoa ou o nome.
00:46Aqui não diz.
00:48A única coisa que tá falando aqui é que o cara tava com os documentos da mãe falecida
00:52que se chamava Dona Eteovina.
00:56O Eteovina é a mãe do Beissola?
00:58Caraca, sinistro. Grampiaram o Beissola.
01:11Dona Nenê, me tira daqui, me tira daqui. Eu sou inocente, inocente.
01:17Grita não, minha tia.
01:18Ah, tia, tia, os cabal tá me estranhando, compadre.
01:20Tá todo mundo te estranhando, né, Beissola? E faz tempo, né?
01:23Ô, ô, ô, ô, Beissola, Beissola, você é você ou você é a Dona Eteovina?
01:27Claro que sou eu, sou eu, Beissola.
01:30Agora, pro delegado aqui, entendeu? Eu sou doutora Belardo, entendeu?
01:33Com nível universitário. Eu devia estar numa cela especial.
01:37Ah, mas essa é a nossa cela especial, tá? Aqui é a Sweet Master.
01:40Ô, Beissola, se tu é tu mesmo, o que é que tu tá fazendo com as roupas da tua mãe?
01:43Eu sei, eu não sei, eu não sei.
01:45Eu recebi um comunicado do INSS e depois, depois eu não sei o que aconteceu.
01:49Se vocês pagarem a fiança, ele pode responder o processo em liberdade.
01:53Eu vou ser processado? Eu vou ser processado?
01:55Calma, Beissola, calma, calma, calma.
01:57Aqui, ô, senhor delegado, a gente trouxe, assim, todos os atestados do psiquiatra, entendeu?
02:03Que mostram que ele não domina as faculdades mentais.
02:06Quer dizer, ele tem problemas mentais sérios.
02:09É, ele toma uns remédios, assim, barra pesada. Toma, assim, tarja roxa.
02:12Ah, então ele não é vigarista.
02:14Ah, quem dera que ele fosse, não, senhor delegado.
02:17Ele é doido, mas doido de pedra, entendeu?
02:19Ele é maluco, ele é pirado, ele é alucinado.
02:23Ô, o que é que se dá, Nenê? Por favor.
02:25Ô, vem só lá. Pessoal, eu tenho que explicar as coisas direitinho pro delegado, né?
02:30É, aí, ó. Solta o homem.
02:32Ai, meu Deus. Graças a Deus. Ai, Deus é, pai.
02:37Ai, ai, ai.
02:39Não, vem só lá.
02:41Então eu posso, eu posso voltar pra casa?
02:43Pra casa de saúde, né? Eu vou chamar a ambulância.
02:46Ambulância?
02:47É, ele vai sair daqui direto pro Esfício. Eu não posso deixar um louco desse a solta, né?
02:51Eu não sou louco. Eu não sou louco.
02:54Eu estou em pleno domínio das minhas faculdades mentais.
02:58Ou o senhor é louco ou é golpista.
03:01É, pensando bem, eu acho que uns dias no hospício não me farão mal.
03:08Não. Cadê a ambulância?
03:10Ai, meu brinco.
03:23Marilda, mãe. Gente, Agostinho sumiu.
03:26Meu Deus do céu. Agostinho já tá aprontando desde cedo?
03:30Não, não. Desde cedo não. Tá aprontando desde ontem, Marilda.
03:33Ele não telefonou, não dormiu em casa, não avisou nada.
03:38Ai, meu Deus, você não pode ficar assim.
03:39Não, não pode mesmo. Eu acho bom pra assumir desse jeito, no mínimo, ele ter sido sequestrado por um disco
03:45voador.
03:45Não, Bebel, eu não tô falando do Agostinho, não, Bebel.
03:48Agostinho, tudo bem. Ele volta a qualquer hora. Tô falando da pastelaria, Bebel.
03:51A pastelaria não pode ficar fechada assim.
03:53Vamos com o Beissola internado? Não tem outro jeito.
03:55Não, então. Só que com a pastelaria fechada, ele não ganha dinheiro. E como é que ele vai pagar o
03:59tratamento dele?
04:00Coitado de Beissola. Quando sair do hospício, além de maluco, vai tá pobre.
04:04Ih, maluco pobre, geralmente acaba mendigo.
04:07Mendigo? Não, meu Deus do céu. Eu não posso deixar isso acontecer.
04:10Nossa, o que você vai fazer?
04:12Ah, não sei, mas eu vou fazer alguma coisa. Vocês vão ver.
04:16Ah, não. Tira esse cartaz horroroso. Pode tirar lá.
04:21Nossa, eu vou abrir essa pastelaria.
04:23Nenê, olha, eu sei assim que você tem um coração de ouro, né?
04:27Mas é que eu acho que, véi, é que você não tem muita experiência com comércio, né?
04:33Mas eu sei fritar pastel, Marilda. E aí?
04:37Essa pastelaria aqui, ó, é igualzinho lá em casa.
04:39É só cozinhar, lavar, limpar, tudo a mesma coisa, entendeu?
04:42Só que eu vou ganhar pra fazer esse serviço aqui.
04:58Ah, Agostinho! O que você tá fazendo aqui, Agostinho?
05:01Deixa eu ir conversando comigo aí.
05:03Ele falou do problema do Meixola, aí eu...
05:05Aí você viu que não tinha ninguém olhando e resolveu tomar todas, né?
05:09Mas é injusta mesmo, né?
05:10Só ver maldade não é capaz de ver que a pessoa pode estar pensando no outro.
05:14Ah, pensando no outro. Você pensa muito no outro, né, Agostinho?
05:16Você não tá pensando em uma pessoa que tá sentindo a tua falta,
05:19porque não sabia onde você tá.
05:21Eu, munheca, meu Deus do céu, fiquei de jogar chunga com ele, esqueci de chamar.
05:25Que munheca?
05:26Ô, Agostinho, a Bebel, né? Ô, Agostinho, você dormiu fora de casa.
05:29Nossa, senhora vai me matar.
05:30Hum, primeira bola dentro que você dá hoje.
05:34Quer saber? O melhor é eu nem voltar em casa, eu ficar aqui...
05:38Pô, dá pra alguém me ver um pastel aí, uma cerveja?
05:40Não dá não, Agostinho, vai trabalhar. Vai embora, vai pra casa, vai, vai.
05:43Fora, rua, rua.
05:44Rua que eu tenho que trabalhar, minha.
05:47Tá vendo? O boteco é assim mesmo.
05:50Você vai ter que aturar uns tipinhos assim.
05:54Igual lá em casa, né, Marilda?
05:56É, isso é, né?
06:01Mas a cozinha não parece com a da sua casa, não.
06:40Oi.
06:42Bebel, tava morrendo de saudade.
06:46Você não me vem com essa não, hein, neguinho?
06:48Tá pensando que eu me esqueci que você passou a noite fora?
06:51Olha aqui, Agostinho Carrara!
06:53Eu acho bom você ter uma desculpa muito boa pra me dar!
06:56Amor, é só a minha vida, não há necessidade de desculpa,
06:58eu só faço as verdades das coisas.
07:00Não tem mulher nenhuma, realmente foi uma noitada.
07:03Uma noitada de homem, normal, de sinuca e bebedeira.
07:06Ah, sinuca e bebedeira, é?
07:07Sinuca, bebedeira e violência, viu?
07:10Muito!
07:13Que que é isso, Tinho?
07:14Isso aqui é o seguinte, essa noite também pode ser um super final feliz
07:18se você aceitar o meu coração.
07:22Que que é? Posso ver?
07:23Pode!
07:24Deixa eu ver, Tinho!
07:26É pra mim?
07:34Ai, Tinho, é lindo! Tinho, um B!
07:37Um B de bonita, um B de...
07:41Um B bel!
07:43Um B inteligente!
07:45Um B de uma bracinha, né?
07:47Brasa, uma brasa, amor!
07:49E é de ouro, Tinho! É muito mais legal que o meu!
07:52Mas deve ter custado uma fortuna, Tinho!
07:54Como é que você pagou isso?
07:55Fui caro, cara!
07:57Como é que você pagou, Tinho?
07:58Eu fiz na base do crediário, né?
08:00Aí tem as prestações...
08:02Tá, a carne...
08:02Fui trabalhar muito a carne pra pagar.
08:04Tá!
08:05Não posso me machucar por causa dessa noite aí de brincadeira.
08:07Coi de homem, só sinuca!
08:08Que noite?
08:09Não, foi da noite passada aí.
08:11Não, tô...
08:11Noite passada?
08:13Eu não tô pensando na noite passada.
08:15Não, né?
08:15Tô pensando na noite de hoje.
08:29Uh, rapaz!
08:30Aproveita que tu tá aí com a mão na massa.
08:32Vê uma porção mega de pastel.
08:33Põe na conta da dona Nenê pra mim.
08:38Na minha conta, é?
08:39Mãe, o que que tu tá fazendo aí?
08:41Tô ajudando o Beisola.
08:42Enquanto ele estiver internado,
08:44eu vou tocar pastelaria pra ele.
08:45Quer dizer que agora você vai passar o dia inteiro aqui me vigiando, é?
08:48Quer dizer que agora você vai ter que encontrar coisa mais útil pra fazer
08:51do que ficar de papo pro ar aqui na pastelaria, né, Tupo?
08:54Caraca, hein?
08:55Papãozão não vai gostar nada, nada de saber disso.
08:58Imagina, Tupo!
08:59Ih, ele tá me dando a maior força.
09:01Nenê, você enlouqueceu, Nenê?
09:02Essa doença do Beisola deve ser contagiosa.
09:04Ah, Lineu!
09:06Alguém tinha que fazer alguma coisa, né, Lineu?
09:08Ele é nosso amigo.
09:09Tá bom, Nenê.
09:10Amigos, amigos, pastelarias à parte.
09:12Ô, Lineu!
09:13Você tá querendo dizer que eu não sei administrar uma pastelaria?
09:16É, não sabe mesmo.
09:18Nenê, sinceramente, você nunca trabalhou na vida.
09:20Ah, tá.
09:21E trabalhar nessa casa durante mais de 30 anos, o que que é?
09:24Isso aqui não é trabalho.
09:25Então, Nenê, mais um motivo pra você desistir dessa ideia.
09:28Você vai se sacrificar à toa.
09:30Não.
09:30Eu não vou me sacrificar, não, se você ajudar no trabalho da casa.
09:34Eu?
09:35Ah, sabe o que que acontece, Lineuzinho?
09:37É que você não quer perder mordomia.
09:40Mordomia?
09:40Nenê?
09:41Eu trabalho o dia inteiro.
09:43Então, agora nós todos trabalhamos.
09:44Nenê, pelo amor de Deus, isso não vai dar certo, Nenê.
09:47Você não vai conseguir dar conta de tudo.
09:49Ah, quer ver?
09:50Quer ver?
09:50Eu vou te provar que eu vou conseguir.
09:51Eu vou conseguir cuidar da casa.
09:53Eu vou conseguir cuidar da pastelaria.
09:55Aqui dentro, Lineuzinho, não vai mudar nada.
09:56Continuar tudo igual.
09:57Tá muito bem.
09:58Muito bem.
09:58Então, o que é que nós temos pro jantar?
10:01Nós temos feijão, arroz, ovos e a carne tá na geladeira.
10:09Você pode começar a preparar.
10:11Lineuzinho, eu tenho que ir pro meu trabalho.
10:13Bom apetite.
10:22Nenê?
10:24Nenê?
10:25Espera aí, um pastelzinho pra mim, só pra diafone.
10:27Aqui, ó.
10:29No capricho.
10:31Aqui.
10:32É de camarão.
10:33Nenê?
10:36Caramba, dona Nenê.
10:37A senhora agora quase me matou de susto.
10:38Tem um camarão no pastel de camarão.
10:40Você queria que tivesse o quê?
10:42Um evento, igual a Bessola fazia.
10:43Gente, agora tem camarão no pastel de camarão.
10:46Olha que legal, come lá.
10:47Agora tem camarão no pastel de camarão.
10:50Nossa, que sucesso, hein?
10:52Você achou que eu não tinha jeito pra comércio, né, Mariana?
10:54Ah, então aproveita e me dá um pastel de camarão antes que acabe.
10:57Quanto é que é?
10:57No capricho...
11:00Ah!
11:01Tá aqui.
11:02Um e oitenta.
11:03Mas eu só tenho um real trocado.
11:05Então você me troca cinquenta?
11:06Não tem problema não, Marilda.
11:08Pra você é um real.
11:09Que isso, dona Nenê?
11:10Agora tem dois preços aqui?
11:13É o Augustinho, é que a Marilda e a Marilda, né?
11:15Sim, a Marilda é uma empresária, é uma cabeleireira,
11:18empresária do ramo, cheia de dinheiro.
11:19Pra ela é mais barato.
11:20Pra nós que somos trabalhadoras, aí é mais caro?
11:22Ai, Augustinho, pelo amor de Deus, não faz escândalo.
11:25Tá bom, tá bom.
11:26É um real pra todo mundo.
11:28Gente, a dona Nenê baixou o preço do pastel agora aí, ó.
11:31Um real.
11:31Vai lá, um real.
11:33Tá mais barato.
11:34Um real.
11:39Mamãezinha.
11:40Tudo bom?
11:41Cadê nosso lanche?
11:42Que lanche, meu filho?
11:43Como assim que lanche, mãe?
11:44Você esqueceu?
11:45Eu combinei com a galera de ensaiar lá em casa e depois eu vou lá um sanduíche.
11:48Ai, Tuquinho, eu tô muito atrapalhado.
11:50Tô trabalhando, meu filho.
11:51Não deu tempo pra preparar lanche, não.
11:52Calma aí.
11:53A galera vai passar fone?
11:55Tá bom, meu filho.
11:56Tá bom, Tuquinho.
11:57Então pode comer todo mundo aqui.
11:59Mas é que aqui tem que pagar, né?
12:01Ai, Tuco, põe na minha conta.
12:03Tá.
12:04Valeu, mãezinha.
12:05Aí, galera, o negócio é o seguinte.
12:06Cerveja liberada, salgadinha, boca livre, hein?
12:11Valeu, dona Beiçola.
12:13Dona Beiçola é a mãe.
12:27O que é isso?
12:31Lineu é a contabilidade da pastelaria.
12:35Pelo visto, o seu primeiro dia foi um sucesso, né?
12:38Foi.
12:39Foi o maior sucesso de público.
12:41E foi um fracasso de bilheteria, né, Lineuzinho?
12:44Ai, meu Deus.
12:44Lineu, se eu continuar assim, eu vou dar o maior prejuízo ao Beiçola.
12:48Eu vou levar o Beiçola à falência.
12:49Olha, Nenê, eu não sou do tipo que gosta de dizer, eu avisei.
12:54Mas eu avisei, não é, Nenê?
12:56Pior, Lineuzinho, que eu não entendo nada desse negócio de livro caixa.
13:01Nada, nada.
13:02Você podia me ajudar, né?
13:03Poder eu posso, não, mas...
13:06Agora não, eu tô um pouco enjoado.
13:09A comida caiu mal, Nenê?
13:10A falta de comida, não é, Nenê?
13:11Eu não sabia como preparar o jantar, então não comi nada.
13:14E com esse cheiro...
13:16Cheiro que cheiro?
13:17Fritura, não é, Nenê?
13:20Ô, Lineu...
13:21Ai, Lineu...
13:22Ai, Lineu, para de ser implicante, né, Lineu?
13:24Você não falou que não ia mudar nada aqui em casa?
13:27Não mudou.
13:27O que que mudou, Lineu?
13:28Não mudou nada, tá tudo igual.
13:29Não mudou nada.
13:30Mudou, sim, senhora.
13:31Mudei eu.
13:32Eu me mudei pra sala.
13:33Se você não se importar, eu vou dormir no sofá.
13:35Com licença.
13:38Ai...
13:54Esta família é muito unida.
13:59E também muito oriçada.
14:04Brigam por qualquer razão.
14:09Mas acabam pedindo perdão.
14:12Pirraça pai, pirraça mãe, pirraça filha.
14:14Eu também sou da família, também quero pirraçar.
14:17Catuca pai, catuca mãe, catuca filha.
14:19Eu também sou da família, também quero catucar.
14:21Catuca pai, mãe, filha.
14:23Eu também sou da família, também quero catucar.
14:38Você tem uma aluguel dessa?
14:39Ô meu Deus do céu.
14:40Você não tem uma aluguel dessa?
14:42Quem é, hein?
14:44Ô dona Nenê.
14:45Oi, Agostinho.
14:46Poxa, Agostinho, desculpa estar tocando assim na sua casa tão cedo.
14:50Mas é que hoje é o dia do pagamento do aluguel de vocês.
14:53Dona Nenê, esse mês não tem pagamento de aluguel porque o pessoal está internado.
14:56Não, mas justamente porque ele está internado é que ele está precisando demais do dinheiro, Agostinho.
15:01Ah, claro.
15:02Então vamos tudo bem, o senhor já me avisou.
15:03Qualquer hora eu passo lá no hospital e eu pago aluguel a ele, tá bem?
15:06Não, não, não.
15:07Você pode pagar pra mim agora mesmo, porque eu estou cuidando dos negócios do bem-sola.
15:12Ah, tá.
15:14Dona Nenê ia pagar aluguel hoje mesmo, conforme pago sempre religiosamente todo mês.
15:18Mais, voltou o sopro, aquele sopro.
15:22Que sopro você?
15:23Dona Nenê, eu não tenho um sopro no coração.
15:28Tive que fazer um exame de emergência aí.
15:31O dinheiro enorme que eu tinha foi no...
15:33Agostinho, mas ontem você estava bem, né?
15:36Você estava até enchendo a cara.
15:38Dona Nenê, isso é que a senhora vê a fragilidade da minha saúde.
15:41Ontem estava ótima e de noite, mal estado.
15:45Fiquei dar um sopro.
15:47Passei mal demais aqui em casa, mas mal...
15:50E tá...
15:52Muito ruim.
15:53Eu acho que me leva ainda a isso.
15:55Eu sofro.
15:55É disso que eu vou uma hora.
15:56Não, não.
15:56Pelo amor de Deus, não fala nisso, não.
15:58Tá doido isso daí que você tem?
16:00É só você se cuidar.
16:01Dona Nenê, eu acho também que eu devia ter me dar regado.
16:03Mas como que a pessoa...
16:04Com aluguel desse que eu tenho pra pagar, Dona Nenê?
16:06Isso é caro!
16:08Aluguel pesado, sabe?
16:10Dá um estresse em mim.
16:12Não, não.
16:12Agostinho, não estressa.
16:13Não é bom estressar pra isso.
16:14Não estressa.
16:15Agostinho, olha aqui.
16:16Esse negócio no aluguel, eu dou uma adiantada lá.
16:19Depois você acerta comigo, tá?
16:21Não tem problema não.
16:22Vai descansar.
16:22Não precisa.
16:23Não, descansa.
16:24Descansa, Agostinho, por favor.
16:25Eu fico mais tranquila.
16:26Obrigada.
16:26A senhora é mamãe.
16:27Descansa.
16:33Quem que é ela, tia?
16:34Isabel, tua mãe é maluca, cara.
16:36Eu acredito que ela veio aqui cobrar aluguel pelo Bessola.
16:38Ela é casada com o Bessola?
16:40Você pagou, né?
16:42Paguei.
16:42Paguei o quê?
16:43Deu enrolada nela.
16:43Como é que é?
16:45Você deu uma volta na minha mãe.
16:47Ó, começa vocês a me esquechar que eu não paguei aluguel.
16:49Não que eu não paguei aluguel.
16:50Mas quando você recebeu o seu presente, você abriu um sorriso de orelha a orelha, tá?
16:54Você gastou o dinheiro do aluguel no meu presente?
16:57É isso?
16:57Eu tenho uma prova pra você ver como é que você, pra mim, é muito mais importante
17:01do que o aluguel, pô.
17:03Ah, você não me enrola não, tá?
17:04Eu não sou boba igual mamãe, tá?
17:06Tô enrolando você não.
17:07Agora, se eu não pagar aluguel, a culpa é tua.
17:08Minha?
17:09É, a culpa é tua.
17:14A culpa é minha, meu.
17:19A culpa é minha de ter casado com...
17:21Não vou nem falar o que quiser que eu vou voltar a dormir, porque senão meu mau humor não
17:25vai passar hoje.
17:26Não vou nem mandar cá."
17:30Ai, meu Deus, quem vai passar hoje próprio!
17:32Vamos lá.
17:36Vamos lá!
17:42Vamos lá.
17:44Vamos lá.
17:45Vamos lá.
17:48Vamos lá.
17:48E vamos lá.
17:51Vamos lá, gente.
18:00Pô, qual é, mãe? Esqueceu de botar o café da manhã pra gente?
18:04Meu filho, eu saí cedo pra cuidar das coisas do peixola.
18:09Ai, Tuquinho, você não tem ideia da quantidade de coisas que eu já fiz.
18:12Vai chamar seu pai, vai.
18:13Pô, o Conzão já foi trabalhar e sem comer nada.
18:16Ai, meu Deus. Ai, Tuco.
18:19Seu pai parece filhote de passarinho.
18:21Se você não bota a comida na boquinha, ele não come.
18:25Anda, Agostinho, anda, anda, anda, anda, confessa, confessa pra mamãe, o que você fez, vai.
18:29Ai, não, bebê, pelo amor de Deus, eu não tô com tempo pra problema de família, não.
18:33Mas pra problema do peixola, você tem tempo, né?
18:36Que você adivinha com que dinheiro o Agostinho comprou esse presente aqui pra mim?
18:43Isso é o aluguel do peixola?
18:47Francamente, francamente, Agostinho, e eu acreditando na sua doença.
18:50É, mas safadeza é doença, mano.
18:52Não, Nenê, eu acho que, como toda pessoa, eu tenho direito a ter uma palavra de minha defesa.
18:57Ah, meu Deus, vai começar a enrolar de novo.
18:59Não, não vai enrolar, não. Não vou dizer o que eu fiz com a dona Nenê, não foi exploração.
19:02Foi?
19:02Foi.
19:03Foi exploração.
19:03Mas se eu fiz um lado desse de indignidade, eu segui um exemplo que está aí.
19:07Como é que é?
19:08É, a começar por você, por exemplo.
19:10Quem é capaz de tomar um café da manhã sem ajuda da sua mãe.
19:14Tá, você e o Lineu.
19:15Vocês são os exploradores, vocês são os abusados.
19:18Você vai querer comparar isso com o calote que você deu no aluguel?
19:21Não, não vou comparar. Tudo bem.
19:23A questão de gravidade que eu fiz foi uma coisa enorme.
19:24Mas não é só eu, não.
19:25Você vê aí.
19:27Nenê, eu vou falar, sinceramente, vai ver essa lista aí de fiados que tem na pastelaria.
19:31Isso é um catálogo de telefone.
19:32Está todo mundo lá.
19:33Até Marilda.
19:35Marilda, que diz que é, que é amiga e maior amiga, está lá.
19:38Está entendendo?
19:39É a rainha do fiado.
19:40Todo mundo tem culpa nessa história.
19:43Todo mundo.
19:44Todo mundo trata a dona Nenê como se ela fosse uma...
19:48Uma...
19:49Uma...
19:50Uma pastel.
19:51Que isso, mas também não é assim, né?
19:53Não, não, entendi.
19:54Entendi.
19:55Gente, precisou eu ir trabalhar na casa do pastel
19:58para saber que eu sou uma pastel.
20:02Mas não vai ficar assim, não.
20:05Vai ficar assim, não.
20:06Eu vou mudar.
20:07Eu vou mudar.
20:08Ô, bebê, ô, esse colar que está aí no seu pescoço.
20:13Meu colar?
20:13Por quê?
20:14O que é, mãe?
20:16O que é, mãe?
20:17Bebê, ô.
20:19Isso aqui é o aluguel do beixola que está pendurado no seu pescoço.
20:23Estava, né?
20:24Estava pendurado.
20:25Mãe, onde é que você vai com o meu colar?
20:27Mãe, o que você vai fazer com o meu colar?
20:30Satisfeita, Buxi?
20:31Você sabe o quê?
20:32Conseguiu deixar minha mãe bolada, né?
20:33Eu fiz ela ver, o cara não estava vendo.
20:34Eu abri o olho dela.
20:35Ah, e ela esqueceu de agradecer, né?
20:37Ela vai agradecer agora que eu não vou fazer muita coisa por essa pastela.
20:40Não sou pessoa de fazer a coisa pela metade, não.
20:42Eu, quando pego um negócio, vou até o fim.
20:44Alô, moneca?
20:45Agostinho, tudo bem, cara?
20:46Tudo bem.
20:47Vem cá, você não tem um parente, tem um amigo,
20:49que ela trabalha no jornal?
20:50Não tem?
20:51Então.
20:56Oi, nenê, veio cortar?
20:57O meu prejuízo.
20:59Alô, bom dia, bom dia, bom dia, amigas.
21:02Alguém quer comprar um colarzinho lindo?
21:05Mamãe, o colar tem um B, mãe, só serve pra mim.
21:07Quem que disse?
21:09A senhora.
21:10A senhora tem cara de Beatriz.
21:13O que é isso?
21:15A senhora deve estar enganada.
21:17Ó, eu não devo nada não, viu?
21:19Quem deve é a minha filha.
21:21Ela deve o aluguel do Beisola.
21:23Nenê, calma, olha, eu sei que eu não tenho nada a ver com a briga de vocês,
21:25não é da minha conta, mas eu...
21:27Ah, não, com a briga você não tem não, Marilda.
21:29Mas com a conta da pastelaria você tem sim.
21:32Ô, Marilda, tchau, viu?
21:34Eu volto mais tarde, uma hora mais calma, tá bom?
21:38Não, não, não, não, opa, opa, é meu, é meu.
21:41Não, mas Nenê, pera lá, você veio no meu salão pra me cobrar uma dívida?
21:44Você não foi na minha pastelaria pra fazer uma dívida?
21:47Então, aqui, deixa eu ver a senhora.
21:51Nossa, a senhora, a senhora é Bianca, tenho certeza, Bianca.
21:55Não, não, não é Bianca.
21:56A senhora é Bárbara, Bárbara, não é Bárbara.
21:59A senhora tem cara de Bárbara, olha.
22:03Ah, olha aqui, Bruna, que lindo pra você, Bruna.
22:06Você é minha, Bruna, não, não tem.
22:09Pô, agradecida aí, realmente, você vai lá, pô, dá uma força aí, cara,
22:12pro botequim da minha cama, mas vou te dizer,
22:14você vai comer o melhor pastel da cidade, Alain.
22:17Muito bom, muito bom.
22:19Tomara, né, Gustavo?
22:20Só tô peça em consideração, é, cara.
22:23Continuamos no meio do serviço?
22:27Serviço, cara?
22:28Tu chama eu ficar comendo em botequim e depois fala bem de serviço?
22:32Ah, mas o que é isso?
22:33Deboche, Bruna.
22:34Eu escrevo uma coluna pro jornal, rapaz,
22:36eu indico os melhores botequins da cidade, entendeu?
22:38Isso é um serviço pro leitor.
22:39O que é isso?
22:40Ah, bem, pô, cara, é igual que a vida é injusta.
22:42Eu trabalho pra comer, tu come pra trabalhar.
22:47Compensação, tu passeia de táxi de graça, né, Gustavo?
22:52Caraca.
22:53O quê?
22:55Hein?
22:55Não, faz nada, não.
22:57Não, não sei.
23:08Linhãozinho, você tá em casa essa hora?
23:10Pois é, Nenê, eu vim até em casa porque, na verdade, me senti culpado pela forma como
23:16eu tratei você ontem.
23:18Não, quer dizer, pela forma como eu venho me comportando.
23:21Enfim, na verdade, o que eu quero é pedir desculpas a você.
23:27Ai, Linhãozinho, você veio mais cedo do trabalho, me trouxe flores só pra me pedir desculpa?
23:34Claro, Nenê, claro.
23:36E também quero aproveitar, não é, e almoçar em casa porque eu tô faminto desde ontem
23:40e eu odeio comer na rua.
23:43Ah, sei, sei, sei.
23:45Você tá querendo comer e você quer a minha comidinha, senão você não come.
23:50É, você sabe como eu gosto da sua comida, né, Nenê?
23:53Aham, você deu sorte, Linhãozinho, você deu sorte porque eu tava justamente trazendo
23:57pra casa aqui, ó, a comida de casa que eu preparei na pastelaria, tá aqui.
24:03Era pro jantar, mas não tem problema, não.
24:06Você pode comer, depois eu faço outra.
24:08Nenê, você é uma mulher que não tem preço.
24:11Tem sim.
24:14O que é isso?
24:14A conta.
24:16Você pode pagar em dinheiro ou em cheque.
24:19E 10% tá incluído, tá?
24:21Mas, Nenê?
24:24Ô, Nenê, olha aqui.
24:26Nenê?
24:33Não, não, não.
24:34Essa parada, compadre.
24:35Não, não, não.
24:35Deixa de censura.
24:36Não, não, não.
24:37Me dá esse pastel.
24:38Epa, o que é isso aí?
24:39Qual é, mãe?
24:40O cara tá dizendo que você proibiu o próprio filho de comer um pastel?
24:44Tá aí, é seu.
24:46Mano, é pra comer, não.
24:47É pra servir os fregueses, tá?
24:49Olha, eu não sou garçom, não.
24:51Você não era.
24:51Você não era, mas agora você é garçom, sim.
24:53É garçom, sim.
24:54Até você pagar o prejuízo que você e os seus amigos aí, foguete e tal, deram aqui
24:58na pastelaria, tá?
24:59Vai andando.
25:00Pode trabalhar.
25:01Vai trabalhar.
25:02Dona Nenê, aqui, ó.
25:03Colega meu.
25:03Chega aí.
25:04Fica à vontade.
25:04Colega meu que eu trouxe aí pra experimentar o pastel da senhora.
25:07Ah, é seu amigo?
25:08É.
25:09Então paga adiantado.
25:12Senta aí, vai ser brincadeira dela.
25:14Essa minha sogra hoje fala que é uma pessoa que tem, assim, estado de humor danado.
25:17É muito engraçado.
25:18Dona Nenê, duas cervejas daquela porção grande do pastel de camarão.
25:26Ô, Tuquinho.
25:28Ô, Tuquinho.
25:29Tuquinho, ô.
25:30Tuquinho, aqui.
25:31Ê, que que há?
25:31Não é pra ficar de papo, não, Tuquinho.
25:33Aí, ó.
25:35Vamos aí.
25:35Aqui, ó.
25:37Vai lá.
25:37Serve lá os freguesando.
25:39Aqui, dois copos.
25:40Direitinho.
25:40Ó, eu carregando pastel assim, Tuquinho.
25:44Tudo bom?
25:45Ô, Gato.
25:46Desculpa.
25:46Ó, esse copo, esse copo tá sujo.
25:48Olha, esse copo tá imundo.
25:50Ó, tem uma marca de dedo.
25:51Não, tem uma marca de dedo, mas o dedo tava limpo.
25:54Ô, Tuco, o cara tá dizendo que o copo tá sujo.
25:56O copo tá sujo.
25:56Ué, então pedi-se um copo limpo, cara.
25:58Eu quero um copo limpo.
25:59Obrigado.
26:00Leva a mão, não.
26:01Eu sei que é grosseiro.
26:02Mas olha, o próprio pastel, porque o sabor vale a pena.
26:05O sabor.
26:06Eu tô te dizendo.
26:07Não, cara, é bom.
26:08Você vai ver, ó.
26:09Quando você botar na boca, ó.
26:11Camarão, hein?
26:12Ó o cheirinho.
26:16Não, não, não.
26:18Não, não tem camarão aqui, não.
26:19Não, não tem camarão.
26:21Não tem, não.
26:21Aqui, graúdo.
26:22O senhor é aqui, rapaz.
26:23Aqui, ó.
26:24Não tem camarão nenhum aqui dentro.
26:25Dona, não tem camarão, senhora.
26:26Não tem aqui.
26:27Não, não, não.
26:27Cadê o camarão?
26:28Tá no mar, que é o lugar dele, né?
26:30Você queria o quê?
26:31Que tivesse camarão num pastel que custou um real?
26:35Só tem toda raza.
26:36É lugar de camarão no mar mesmo, né?
26:37Exatamente, é.
26:39Não, tá certo esse camarão.
26:40Isso aqui não é lugar pra se frequentar, não.
26:42Não, ela falou de ela.
26:42Tem muito centro de humor.
26:43Não, tá bem.
26:44Não, não tem.
26:44Não, não tem.
26:44Você vai, por favor.
26:45Não, vai.
26:46Em consideração, munheca.
26:48Agostinho, eu vou parar de falar com a munheca.
26:50Entendeu?
26:51Muito obrigado.
26:52Valeu pela cilada.
26:54Licença.
26:54Obrigado.
26:56Quem é esse teu amigo desaforado?
26:58Agostinho?
26:58Dona Nenê, esse meu amigo aí era, né?
27:01Um jornalista que tem uma coluna especializada em indicar os restaurantes melhores da cidade.
27:07Ai, Agostinho.
27:07Ai, meu Deus do céu.
27:08Que graças a Deus, Agostinho.
27:10Agostinho, por que você não me falou, Agostinho?
27:11Por que você não é uma surpresa pra senhora, dona Nenê?
27:13Agora, como é que eu adivinha que a senhora ia baixar o nível do estabelecimento aqui?
27:17Brincadeira, hein?
27:17O cara não deixou nenhum agujeto?
27:18Pô, pelo menos eu firme a parte.
27:20Quer saber?
27:20Firme a parte.
27:21Pá, desiste dois, seus estrufícios.
27:23Eu vou mostrar que eu ia a parte.
27:24Aí, vai dizer, seus estrufícios.
27:27Estrufícios, estrufícios.
27:28Ai, meu Deus do céu.
27:45Cerveja morna, pastéis sem recheio e ainda por cima um desleixo generalizado.
27:51Mas nesse aspecto, a culpa é da omissa vigilância sanitária.
27:56Ih, caralho, sobrou até pro popozão.
27:59Ai, desculpa, Alineuzinho, desculpa.
28:01E a proprietária do estabelecimento não parece primar pela boa educação.
28:06Não admira que atenda pelo tosco o nome de Dona Beissola.
28:12Ai, meu Deus.
28:12Dona Beissola, Nenê.
28:15Ai, que vergonha.
28:17Ai, que vergonha, Alineuzinho.
28:19Meu Deus do céu, eu briguei com os meus amigos.
28:22Arruinei a pastelaria.
28:25Ainda sobrou até pro teu trabalho.
28:27Desculpa, Alineuzinho.
28:28Pô, mas a cerveja é pelo lado bom.
28:30Pelo menos agora você vai cuidar da gente direito, né?
28:32Não seja egoísta, Tuco.
28:34Não, não, ele tá certo, ele tem razão.
28:37Eu não sirvo pra dona de pastelaria, não.
28:39Eu sou...
28:40Sou só a dona de casa.
28:42Não, não, senhora.
28:43Você não pode aceitar assim tão fácil essa derrota, Nenê.
28:46Ai, meu Deus do céu, você não é contra eu trabalhar na pastelaria.
28:49Mas sou mais contra ainda você desistir assim na primeira diversidade.
28:53O problema existe no teu trabalho, Nenê.
28:55Mas é justamente nesse momento que a gente prova a nossa capacidade.
28:58Não, essa não.
28:59Vamos lá, Nenê, vamos.
29:00Você pode contar com o meu apoio.
29:02Olha aqui, Nenê.
29:03Vamos lá, olha aqui.
29:05Pronto.
29:05Vamos reagir.
29:07É, Alineu.
29:07É isso, vamos lá.
29:08Ai, puxa, Alineu.
29:10O Alineuzinho, obrigada, Alineu.
29:12Pode contar com o meu apoio, Nenê.
29:13Tá, obrigada, nossa.
29:15Obrigada.
29:16Tchau.
29:19Ô, Tuco, esse ovo é meu, Tuco.
29:21Vai fazer um pra você, né?
29:22Ela ainda não tinha feito pra mim, não.
29:23Não quer apoiar a mamãe?
29:24Então começa.
29:29Tchau, tchau, tchau.
30:05Nenê, você ainda tá com raiva de mim?
30:09Marildo, eu que queria saber se você me desculpava, né?
30:12Eu fui dura com você, né?
30:14Dura?
30:14Poxa, você foi um paralelepípedo.
30:17Sabe o que é, Marildinha?
30:18É que eu achei que tava todo mundo me fazendo de boba, sabe?
30:22Não, mas a gente tá, mas eu sem querer.
30:26Enfim.
30:27Vamos entrar?
30:28Vamos.
30:29Dá uma cervejinha?
30:30Vamos, vamos, vamos.
30:31Vamos embora.
30:32Ah, não, Agostinho, de novo.
30:36Nenê, é porque a situação tá ruim pra mim.
30:38A Bebel não deixou entrar.
30:39Igual de me dar presente, ficou difícil o convívio.
30:41Hum, não havia presente que me facilitasse essa convivência.
30:45Eu vou embora, Agostinho.
30:46Agostinho tem que fazer meu trabalho.
30:48Agostinho, vai embora.
30:49Ai, todo mundo enxote, quer saber?
30:50O dia que eu passar mal aí no meu sopro, eu vou morrer.
30:52Se não sentir falta de mim, igual você vai ser dobeçosa.
30:55E aí, Nenê?
30:57Vai continuar com a pastelaria?
30:58Claro, vou sim, Marilda.
31:00Eu vou reerguer isso aqui.
31:02Ah, é?
31:02Vai começar por onde?
31:03Pelo pastel.
31:05Eu vou aumentar o preço.
31:07Isso é melhorar?
31:08Claro que é melhorar.
31:09Eu vou colocar o camarão de volta dentro do pastel.
31:12Hum, muito bem.
31:14Viva a dona Bençola.
31:16Ai, dona Bençola, Marilda.
31:20Tá, tá, tá bom, dona Bençola.
31:22Mas só até o verdadeiro Bençola voltar.
31:25Tudo campado de puxar saco, mas é engraçado.
31:34Pastelaria da dona Bençola merece nota zero.
31:45Não!
31:48A minha pastelaria é nota zero.
31:51Eu preciso voltar pra minha pastelaria agora.
31:54Abre essa porta, eu tenho que sair daqui.
31:57Me solta, eu tenho que ir embora, pelo amor de Deus.
32:00Eu vou embora.
32:01Calma, seu pessoal.
32:02Me ajuda aqui, gente.
32:03Me solta, eu vou embora.
32:04A minha pastelaria.
32:05Não, não, não.
32:07Agora eu não vou fazer isso, não.
32:08Me solta aqui.
32:09Ai, ai.
32:11Ai, meu Jesus.
32:13Ai, meu Jesus.
32:15Ai, eu solto meu filho, galera.
32:17E ele tem que voltar pro estabelecimento dele.
32:22Ai, aquela rapariga está acabando pro estabelecimento do meu filho.
32:25Me solta, me solta.
32:28Me solta.
32:28Ai, meu Deus.
32:29Ai, ai.
32:30Tá certo, eu não.
32:31Calma, calma.
32:32Calma, calma.
32:32Calma, calma.
32:33Calma, calma.
32:35Ai, ai, ai, ai.
32:37Ai, ai, ai, ai.
32:38Ai, me solta daqui.
32:39Me solta daqui.
32:40Eu tenho que ir pra pastelaria.
32:42Ai, ai.
32:43Basta eu tiro, tiro, tiro.
32:45Lá.
32:45Basta eu tiro.
32:47Ai, go, go, go, go.
32:48Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau.
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