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  • há 2 minutos
Transcrição
00:02O hábito de assistir a vírus curtos em dispositivos móveis, o famoso scrolling,
00:07está impactando negativamente o desenvolvimento cognitivo de crianças. Essa é a conclusão de
00:11pesquisadoras da Universidade de Macau. Os trabalhos, liderados pelas especialistas
00:16Wang Wei e Anizi Wu Manse, associam o consumo compulsivo desses conteúdos à falta de concentração,
00:22ansiedade social e insegurança, além de uma queda direta no desempenho e engajamento escolar.
00:27As autoras conversaram com a agência Lusa. De acordo com a psicóloga educacional Wang Wei,
00:32o design dessas plataformas é especialmente perigoso para o público infantil. A natureza
00:36acelerada e estimulante dos vídeos curtos compete com as atividades offline. O problema central reside
00:41no fato de que os algoritmos personalizados satisfazem necessidades psicológicas que
00:45deveriam ser supridas no mundo real, levando potencialmente ao uso patológico e ao vício.
00:50Anizi Wu Manse, professora de psicologia na Universidade, complementa que a superestimulação
00:56causada por esse formato prejudica o crescimento cognitivo saudável. De forma geral, o acesso
01:00prático e gratuito a esses vídeos facilitam um propósito funcional, uma ferramenta de fuga
01:05de realidades desagradáveis, pressões cotidianas ou conflitos. O estresse diário, o ambiente e até
01:10a genética contribuem para uma eventual dependência. Ela destaca que a dependência se manifesta
01:15principalmente quando o uso começa a interferir em pilares básicos da saúde, como negligência do sono
01:20e descanso, sacrifício de momentos de convivência em família, além do uso em momentos inadequados,
01:25como durante as aulas. A solução não deve ser apenas a retirada abrupta dos aparelhos. Uma boa saída é
01:31cultivar a autorregulação. A estratégia é satisfazer as necessidades emocionais dos jovens no ambiente
01:35offline, os ensinando a gerenciar o próprio tempo de tela.
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