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  • há 1 hora
Entre a venda de farinha e a produção musical, cantor acumula dezenas de álbuns e projeta reconhecimento internacional

Imagens: Carmem Helena
Reportagem: Riulen Ropan

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Notícias
Transcrição
00:07Música
00:08Endereçada na gatinha Nossa Maria
00:14Gostaria que aceitasse ser a minha namorada
00:26Uma semana depois O povo correu de volta
00:33Uma carta no vigor
00:35Meu forte, a farinha foi uma tradição do meu pai que deixou
00:39Então pra não acabar, eu fui pra Cametá e incrementei a farinha
00:47E através da farinha ela que me patrocina todo esse tempo
00:52Ela que me patrocina a gravar
00:56Essa música em Cametá, tu sabe que Cametá é um celeiro cultural
01:00E tem muita inspiração, né?
01:02Tem muita mulher bonita, tem as histórias de Cametá bonita
01:07Então o que foi que eu fiz?
01:08Eu peguei todas as histórias, as lendas e contas, contos e fez música
01:13Eu gosto, eu fiz a série Stone, né?
01:17A série Stone me tornou a famosa
01:20Hoje, através da série Stone, ela está lá de quase todo o Brasil
01:24Tem gente de toda parte, já vem de Bahia, chegou uma vez, um baiano
01:30Quando eu te conheço, a série Stone
01:32Me conheciam de cena, né?
01:35O cara que vem de farinha, o cara é um beauty, tá?
01:37Então isso aqui é o nosso forte, a farinha aqui é o nosso forte
01:40Gostei muito de música, gostava muito de música
01:43E naquele tempo só tinha poucos cantores
01:47Foi o Roberto Carlos, que foi em 64, foi ele
01:50Tinha o Reginaldo Rossi, que estava em...
01:53Eu, a Bandeleia, todo aquele ritmo
01:56Eu comecei a gostar de todo o ritmo, tá?
02:00Eu nasci muito, né? Nesse tempo
02:03Então eu acho que foi ficando na memória aquilo
02:06Que quando foi, eu comecei, foi 70
02:09E quando eu estava com 47 anos
02:12Eu estava sentado, veio uma luz
02:14A partir dessa luz, eu comecei a escrever
02:19Incrível, aí eu comecei a escrever
02:21E fez A Garota do Meu Sonho
02:22E de lá não parei mais
02:24Ah, porque é de família, né?
02:25Meu tio, o mestre Pena Fó, né?
02:27Hoje ele está, a gente saiu mesmo
02:29Era ele que era o professor
02:31E foi uma dificuldade, né?
02:33Para a gente aprender
02:34Porque era só um violão
02:36Era do tempo de efeito
02:37Cavado no pau
02:38Era cavado no pau, não era assim
02:40E tinha um violão para todo mundo
02:42Para todo mundo tocar
02:44E aí a gente via aquele desespero
02:46Todo mundo ficava olhando para tocar
02:48E eu não me desenvolvi muito, né?
02:51Não desenvolvi muito no violão
02:53Aí eu encontrei um cara maravilhoso, né?
02:56O Chico, tá?
02:57Chico, olha
02:59Manda um abraço para ti
03:00Foi o cara, o único que me apoiou
03:03O único cara, eu corri
03:05Foi o único cara
03:05Ele tocou em uma banda Halley
03:07Uma banda famosa, né?
03:09Então, nós começamos a fazer
03:11Ele
03:13Falei com o Chico
03:15Sabe?
03:15O cara é muito legal
03:16Eu falei
03:17Vamos começar
03:19Vamos fazer o Repaguar
03:21Que eu fiz uma música, né?
03:22Falei, não
03:22Nós vamos fazer uma batida de brega
03:24Então o Chico
03:27Pra mim
03:28É o cara, tá?
03:30Meu único, porque
03:31É muito legal
03:31Você sabe do interior que muita gente inveja, tá?
03:34Muita inveja, falou, não, a gente continua.
03:36Aí eu, todo esse tempo, né?
03:38Faz 25 anos que nós somos parceiros.
03:42E ele que inventa.
03:44Eu só chego lá no estúdio, eu deixo a letra,
03:48eu deixo a letra lá.
03:50Aí ele que faz os arranjos.
03:53Aí quando eu chego, eu falo, olha,
03:55samba herreira, fiz samba herreira.
03:58Aí fez um caribó, fez samba,
03:59fez prega, fez reggae.
04:02Eu tenho reggae, né?
04:03E tudo quanto é rítmico.
04:06Ele que inventa, então ele que é o cara.
04:08Olha lá e comentar.
04:10Isso é um patrimônio cultural.
04:12Já sou patrimônio, só pode ser reconhecido lá.
04:15O patrimônio cultural.
04:16Não é só de comentar do estado de Pará.
04:19Então, pra ficar mais, daqui a minha música.
04:21Porque a minha música é história.
04:24Por exemplo, tu conta a tua história de amor,
04:26uma desavença entre mulher separa.
04:28Aí eu faço história.
04:30Eu invento, certo?
04:31Então, daqui a 100, 200 anos,
04:33o Dinocena praticamente já é imortal.
04:37Nós vamos ter uma estátua lá na praça.
04:40Todos nós temos o benefício lá, né?
04:44Que teve o ex-prefeito que fez na Praça dos Notáveis, né?
04:49E lá todos que morrem, como o Dinocena, né?
04:52Estão esperando morrer pra fazer a maior festa,
04:54pra colocar no estado, né?
04:55Mas é difícil morrer.
04:57Tem o aniversário de sábado de 73 anos.
05:00Como vai ser essa festa pra gente encerrar no Brasil?
05:03Então, eu quero convidar a galera lá de Cametá,
05:06pra ir comparecer a partir das 8 horas,
05:09lá na frente da farinha do Juvenal.
05:11Nós vamos ter um bolo, um bolo legal,
05:15e lá nós vamos tirar nossas fotos.
05:17Toda a galera que for lá vai comer o bolo
05:19e a gente vai cantar parabéns
05:21e vai ser uma festa esprezerosa, tá?
05:23Espero que Deus me ajude, né?
05:27Me dê força para que a gente possa participar,
05:31ter mais um privilégio de 73 anos
05:35junto com a galera de Cametá.
05:37Eu amo o pessoal de Cametá.
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