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  • há 5 horas
O jornalista traz sua opinião na coluna semanal no programa Olho Vivo.

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Transcrição
00:00Paraibanos e paraibanas, o debate é inadiável e está na pauta do Congresso Nacional.
00:06O fim da escala 6x1, tão polêmica, tão discutida.
00:12No Brasil, estima-se que mais de 36 milhões de trabalhadores estejam formalmente nesse tipo de escala.
00:20É muita gente. É 60% da força de trabalho no país.
00:25Por isso, muita gente questiona sobre os riscos de efeitos negativos, como perda de renda e perda de produtividade na
00:34economia e até perda de postos de trabalho.
00:38Mas essa associação entre geração de renda, produtividade, a quantidade de horas trabalhadas é muito mais complexa do que se
00:48pode presumir.
00:50E esse argumento de que a extinção da escala 6.1 pode gerar perda de renda, perda de produtividade, parte
00:58de uma visão que equivale ou que equipara longas jornadas de trabalho
01:04a uma suposta eficiência econômica que na prática não se sustenta, nem muito menos de ponto de vista teórico.
01:15Vários estudos demonstram que jornadas excessivas tendem a gerar efeitos colaterais, aumento do cansaço, maior incidência de doenças ocupacionais, redução
01:31da produtividade marginal do trabalho e inclusive mais acidentes de trabalho.
01:36É preciso que haja uma convergência, uma conciliação tanto entre o interesse dos trabalhadores de ter uma qualidade de vida
01:46melhor e ao mesmo tempo com a necessidade dos setores produtivos.
01:52Mas não está escrita em nenhum lugar do mundo de que trabalhar mais é entregar necessariamente mais.
02:01É necessário a conciliação entre produtividade e qualidade de vida.
02:09E produtividade não é necessariamente entregar mais, mas principalmente conseguir entregar melhor.
02:19Eis o grande desafio.
02:22E ao invés de pensarmos em desemprego, por que não pensar que uma nova jornada de trabalho abre espaço para
02:30mais postos de trabalho?
02:33Bom, esse debate está posto no Congresso Nacional e é irreversível.
02:40O grande desafio é conseguir conciliar o interesse dos trabalhadores e também as demandas dos setores produtivos e aliar produtividade
02:53à qualidade.
02:54Não é só entregar mais, é entregar melhor.
03:01E necessariamente quantidade nem sempre rima com qualidade.
03:07De João Pessoa, Aaron Sede.
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