00:00Foi realmente uma noite bastante triste. A gente trabalha, se esforça, sonha, conquista e infelizmente acontece uma tragédia dessa.
00:14Realmente uma tragédia, a gente viveu, vivi, nós vivemos aqui, meus vizinhos, uma verdadeira noite de terror.
00:21Uma água barrenta, uma água escura, uma fedentina muito grande e o susto, aquela água com correnteza muito forte, que
00:30é um bairro residencial que não era pra existir, entendeu?
00:34A gente quando adquiriu essa casa, que vai completar cinco anos, não sabíamos que aqui, infelizmente, se tratava de um
00:41antigo açude, um antigo manancial, a gente não sabe, não sabíamos.
00:45E há quatro anos atrás, quando entramos, aconteceu um episódio parecido, só que bem leve.
00:53A água entrou e tal, aquela coisa, questão de um palmo.
00:58Mas a de ontem foi absurda, a de ontem ela foi coisa de assustar, de passar dos joelhos, de amedrontar.
01:05Realmente, a gente ficou em pânico, tem crianças, uma senhora grávida e a gente ficou muito triste, muito triste de
01:14verdade.
01:14Hoje, pela manhã, eu gostaria de agradecer ao pessoal da assistência social, que se fizeram presente, ao pessoal da defesa
01:22civil, em nome de Tony, que está prestando assistência a gente.
01:28E minimizando esse trauma, né?
01:31Isso aí, infelizmente, é um trauma que vai levar para o resto da vida.
01:35Quando chover, a gente correr pra casa, se tiver em casa, ficar amedrontado.
01:40Então, foi feito um paliativo, há uns quatro anos atrás, e colocado uma manilha.
01:45A gente gostaria de pedir que alguém da prefeitura, da infraestrutura, do setor de desenvolvimento, viesse dar uma olhadinha aqui
01:51pra gente.
01:52Que é uma rua, isso aqui é uma rua, são quatro casas, mas é uma rua.
01:55Que viesse olhar se tem como fazer uma ponte, se tem como fazer uma galeria, alguma coisa, pra gente poder,
02:00entendeu, melhorar.
02:03A amenizar essa dor, que se chover novamente acima de 100 milímetros, que a chuva também foi muito forte.
02:08A gente sabe que foi uma coisa, um absurdo, foi tipo um dilúvio, que não é comum pra gente.
02:13Mas a gente gostaria de mais um olhar, de um olhar especial, dado o poder público, né?
02:19O Ministério Público desse uma olhadinha aqui, que foi um financiamento de 30 anos.
02:23A gente agora que vai completar cinco.
02:25Então, assim, tem uma vida pela frente, né?
02:27A gente gostaria que desse mais uma atençãozinha pra gente aqui, se compadecesse com o que a gente passou, que
02:33não é fácil, é um trame muito grande.
02:35E pedir a Deus que seja feita a vontade dele.
02:38Se faltar chover e tudo, a gente tem que apenas acatar.
02:41A gente conversa agora com o Tony Poker, ele que é coordenador da Defesa Civil aqui de Cajazeiras.
02:48Está prestando assistência às famílias, né?
02:50Já esteve aqui de manhã, está aqui nesse momento, pra poder acompanhar tudo o que está acontecendo nesta manhã de
02:57quinta-feira, depois de uma verdadeira noite de terror.
03:00Tony, seja bem-vindo ao programa Olho Vivo.
03:02Eu queria que você trouxesse pra gente, né?
03:04A avaliação que a Defesa Civil faz desse momento, dessas quatro casos especificamente aqui no Colorado, em Cajazeiras, que foram
03:12invadidas pela água.
03:13Boa tarde.
03:13Boa tarde, Priscila.
03:15Boa tarde a todos que acompanham Olho Vivo.
03:17Igual a ontem, faz 15 anos que a Cajazeiras não chove destinada em duas horas.
03:21Foram 150 milímetros em duas horas.
03:23E a situação dessas casas aqui, está destinada muito a isso aqui, ó.
03:28Esse açude aqui, ó.
03:30Irregular.
03:30Essa casa é irregular.
03:31Estão tudo irregular.
03:32Um açude do lado.
03:34E uma situação dessa daí, complica muito.
03:38Qualquer situação de risco, ligar pra Defesa Civil.
03:41Quase ninguém conhece a Defesa Civil de Cajazeiras.
03:43Eu sou do coordenador Tony Poker.
03:45E vou deixar meu contato aí.
03:46Você já coloca.
03:47É 839-9917-5360.
03:50O que precisar, pode ligar.
03:52É 24 horas.
03:53A gente está trabalhando pro povo.
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